quarta-feira, janeiro 14, 2009

O PAÍS REAL

Sabemos que a vocação ilusionista do Presidente tem um forte componente eleitoreiro: Lula projetava para 2009/2010 um biênio de bonança e de realizações, que perpetuariam a permanência de seu partido no poder. A crise atrapalhou os seus planos continuistas e o que restou foi um falso otimismo e uma série de providências paliativas e pouco eficientes para estancar a crise. Trabalhadores da GM em SP paralisam contra as demissões.

O PAÍS REAL

A crise econômica chegou com toda a força.Dados do IBGE comprovam que a partir de Novembro, como resultado direto da queda da produção, o emprego industrial registrou a maior baixa desde outubro de 2003. O próprio governo através do Ministério do trabalho reconhece que 600 mil postos de trabalho foram fechados em Dezembro, e que as demissões deverão superar as contratações até Fevereiro.

Finalmente o governo teve que admitir que a crise que abala as economias dos países ricos não é uma marolinha , como fazia crer o nosso Presidente. O País não entrou em acentuada recessão, como a que acontece no hemisfério norte, mas caminha celeremente para isso, se medidas corretas não forem tomadas. O fato é que ao entrar em 2009 deixamos para trás o país virtual dos discursos presidenciais e entramos no país real.

Nos últimos dias, por exemplo, tomamos conhecimento que a Volkswagen anunciou um plano de demissão voluntária para 250 funcionários; a ALCOA registrou queda nas vendas de 19% no último trimestre de 2008; a Sony registrou o primeiro prejuízo em 14 anos no Brasil; a Peugeot anunciou que suas vendas globais caíram 8,7%; e a Citigroup reorganiza as suas atividades em todo mundo e pode “demitir mais”.

Iludidos pelo espírito natalino acompanhado pela massiva propaganda que envolve as festas de fim de ano, os brasileiros foram às compras com a disposição de sempre, quando a prudência estava a recomendar cautela e contenção nos gastos. Passado os festejos natalinos, a ressaca não tardou e bateu à porta de cada brasileiro na forma de impostos diversos, queda nas atividades econômicas e ameaça de desemprego.

Em condições críticas como a atual, o que o governo tem a fazer – ensinam os manuais básicos de Economia – é uma drástica corte nos gastos, redução dos impostos, diminuição dos juros, e investimentos seletivos na infra-estrutura. Uma ampla reforma trabalhista, como forma de reduzir o custo da mão de obra e desonerar a produção, seria bem-vinda.

Não se tem notícia de medidas efetivas do setor público nessa direção. Ao contrário, tal qual a orquestra do Titanic que continuava a tocar enquanto o navio ia a pique, o setor público brasileiro continua a sua cínica farra com os nossos recursos, como se nada de grave estivesse acontecendo.

O nosso presidente, que nunca teve vocação para estadista, se mostra mais uma vez incapaz de exercer a liderança.Ao contrário do momento da eclosão da crise, quando parecia desconhecer o caráter global da economia e insistia na velha fábula de que o País é uma ilha de paz e prosperidade, a gravidade da atual situação fez com que ele diminuísse o número de gracejos e colocasse um dos pés no chão, embora o outro ainda pareça continuar nas nuvens.

Sabemos que a vocação ilusionista do Presidente tem um forte componente eleitoreiro: Lula projetava para 2009/2010 um biênio de bonança e de realizações, que perpetuariam a permanência de seu partido no poder. A crise atrapalhou os seus planos continuistas e o que restou foi um falso otimismo e uma série de providências paliativas e pouco eficientes para estancar a crise.
140109

2 comentários:

RENATO disse...

LULA É UMA PIADA, O CONGRESSO É UMA PIADA, A JUSTIÇA NO BRASIL É UMA PIADA. TUDO NESTE PAÍS É UMA PIADA.DE MAU GOSTO. SOMENTE A CRISE NÃO É UMA PIADA. LULA QUIS FAZER DA CRISE UMA PIADA E VAI SE DAR MAL.

Anônimo disse...

LUla vai ter que assumir de verdade o governo. Vai ver que não é discursando que se governa