segunda-feira, dezembro 22, 2008

UM EXEMPLO ESTARRECEDOR

Legiões de brasileiros estão voltando à miserabilidade, não só segundo os parâmetros de renda individual abaixo de US$ 1 por dia, distorcidos nos últimos anos pela supervalorização do real, mas pelo desemprego real que desaba nestes dias sobre milhões de trabalhadores.
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Louváveis as medidas federais e estaduais de desoneração tributária, porém tardias em relação a uma crise que perdura lá fora há mais de 6 meses Erguer a barragem depois da onda passar serve bem menos de quanto teria servido há alguns meses.

Nisso é interessante observar os nossos governantes que negavam desonerações a quem as cobrava alegando cinicamente que "A lei de Responsabilidade Fiscal impede uma renúncia se não tiver outro meio de compensá-la". Era uma balela esfarrapada. A cada mês os recordes de arrecadação garantiam plena liberdade ao governante para desonerar produtos e devolver competitividade a quem quisesse, e com justiça a setores que foram varridos pela concorrência dos importados.

E agora? Exatamente no momento em que a arrecadação está em queda como nunca, presidente e governadores se lançam numa corrida para desonerar. Ou mentiam antes em relação à impossibilidade de reduzir a carga tributária ou cometem um crime de irresponsabilidade fiscal agora. Ou como é mais provável são imprevidentes e abusados.


O Brasil perdeu no último mês "apenas" 37% do seu volume de exportações que se concentrava quase exclusivamente na venda de commodities. Analistas já apostam numa balança comercial deficitária em 2009, o que representará uma escalada do dólar acompanhado de um surto de inflação. Ainda teremos que importar muitos produtos que o Brasil não produz mais, pois optou para se livrar por uma política fiscal suicida de setores que transformam, agregam rendas e empregam mais que outros.

Tem mais, ainda no Brasil não chegou a terceira onda da crise, que já ocorre nos EUA e na Europa, representada pela desaceleração de atividades que o desemprego interno provoca. Dos "supérfluos" a segunda onda atinge os de "primeira necessidade" e deságua no setor agrícola. Portanto, inadimplência, desemprego, aumento da violência ainda estão por vir, especialmente nos meios urbanos onde o Brasil já é recordista mundial.

É verdade que o país tem condições de se recuperar primeiro que outros, mas não está a salvo de conseqüências imediatas e até mais graves que outros, menos aquinhoados de recursos naturais.

Não bastasse, temos uma praga adicional: os nossos políticos, refratários aos sacrifícios, incapazes de proporcionar um exemplo cortando suas gorduras. Eles nos últimos dias manobraram da forma mais sórdida para aumentar seus proventos, cargos e despesas - logo eles, que são os mais supérfluos entre os supérfluos, o que mais precisaria se cortar.
Vittorio Medioli- (www.otempo.com.br )

Um comentário:

anti-petralhas disse...

PARABÉNS FERNANDO NINGUÉM AGUENTA MAIS ESSA MENTIRADA DAS ESQUERDAS.E OLHE QUE EU SÓ VOTEI NAS ESQUERDA ATÉ HOJE (35 anos de voto na esquerda). Mais não suporto mentiras, ainda mais de homens públicos e tidos como exemplo pra sociendade - a hipocrisia é mãe das barbáries. A esquerda queria o puder, só o puder, pra implantar uma ditadura de esquerda. Aqueles que comungavam da democracia foram espremido e tiveram que escolher um lado que não o seu ou a omissão.

Voltando ao presente:

TÁ CHEGANDO A HORA DO BEBUM DO PLANALTO CENTRAL PARA DE BEBER NA PRESIDÊNCIA:
Bolhas financeiras resultam de uma combinação de euforia, falta de regras, desconhecimento de muitos e esperteza de poucos. Quando estouram, produzem crises doloridas. A atual interrompeu a fase mais veloz de criação de riqueza da história da humanidade, que já durava seis anos (por isso colocaram aqui um aloprado na Presidência Lulla-bebum), por causa de um ex-bebum um negro chegou a Presidência lá. Pra nossa sorte, a aposentadoria está chegando para ex-bebum e para o bebum. Vida longa a democracia e aos homens pacíficos e de boas vontades!

FERNANDO,
FELIZ 2009!