quarta-feira, novembro 05, 2008

O SIGNIFICADO DA VITÓRIA DE OBAMA

Passado o lance eleitoral, o presidente eleito terá a difícil missão de afastar o fantasma da inexperiência, e provar que está apto a lidar com as grandes questões que angustiam a grande nação, e repercutem sobre o mundo. A maneira como ele conduzirá cada uma dessas questões é que poderá fazer dele um grande estadista, ou, por outro lado, coloca-lo ao lado de Bush no lixo da História.Obama será bem sucedido se souber empreender o seu projeto de mudanças sem agredir os fundamentos do capitalismo – liberdade de iniciativa e propriedade privada – que fizeram dos Estados Unidos uma potência econômica, e se tiver a lucidez de se manter dentro do absoluto respeito à Lei e às instituições democráticas que fazem dos Estados Unidos a mais sólida democracia do mundo.
O SIGNIFICADO DA VITÓRIA DE OBAMA

“The change we need”, mais do que um bem sucedido slogan de campanha, incorporou o desejo de milhões de norte americanos por mudanças. Desde a grande depressão dos anos 30, a sociedade norte americana não vivia uma era de tantas incertezas, e diante das nuvens negras de uma recessão econômica se avizinhando, se dividiu entre os que preferiram se agarrar na segurança do continuísmo representado por John MacCain, e os que preferiram aderir às propostas de mudança de Barack Obama. Venceu o desejo por mudanças.

Dotado de inegável carisma e grande poder de persuasão, o senador Obama teve o mérito de perceber a defasagem existente entre as práticas governamentais do governo republicano e as aspirações da sociedade norte americana.Muito mais do que seu adversário , fez dessa aspiração popular o mote da sua campanha e agregou um número cada vez maior de admiradores.O resultado foi a presença recorde de eleitores que lotaram as seções de votação e se sentiram , com razão, protagonistas de um momento histórico.

Provavelmente a História seria outra se o governo Bush não tivesse, ao longo de seus dois mandatos, acumulado uma sucessão de equívocos jamais praticados por outro presidente norte-americano.Surpreendido em 11 de setembro de 2001 pelo mais surpreendente ataque terrorista desferido contra qualquer país em qualquer época, George W Bush teve nesse episódio a grande chance de sair da mediocridade para entrar na galeria dos estadistas. Mas mostrou que não era grande o suficiente para o tamanho das exigências que se colocavam diante de si. Apequenou-se definitivamente ao envolver o país em duas guerras dispendiosas e inúteis, sob argumentos mentirosos.

O inimigo público numero um dos Estados Unidos, Osana Bin- Laden, principal pretexto para a mobilização da máquina de guerra norte-americana contra o Afeganistão e o Iraque, não chegou a ser incomodado pelas duas guerras que comprometeram o orçamento, mataram milhares de pessoas, abalaram as relações com tradicionais aliados europeus, e aumentaram a rejeição aos Estados Unidos no mundo inteiro. Para coroar a extrema incompetência de Bush, uma grande crise econômica abalou os alicerces de tradicionais instituições do setor financeiro, fez despencarem os índices das bolsas de valores, e se espalhou como uma metástase, contaminando as economias de todo o mundo.

Durante a campanha, Obama não detalhou as suas propostas de mudança. Nem poderia, se considerarmos a grande diversidade de seu eleitorado. Mencionou uma retirada gradativa do Iraque , acenou com a diminuição dos impostos para os que ganham menos, e prometeu uma reforma no serviço público de saúde, no sentido de universalizar o atendimento. Contribuiu para o seu crescimento o natural constrangimento de seu adversário, John MacCain, que por mais que insistisse em desligar a sua imagem de Bush, ficou marcado como o continuador político do fracassado presidente.De fato, o candidato republicano teve o azar de estar no lugar errado, no momento errado.

A escolha da governadora Sarah Palin como vice na chapa republicana impressionou positivamente no início , mas depois se revelou um tiro no próprio pé. A sucessão de gafes cometidas pela candidata , e o seu visível despreparo, acabaram por retirar votos do republicano. As propostas de MacCain, praticamente centradas na questão da diminuição dos impostos , teriam outra repercussão se a economia norte americana estivesse vivendo uma fase de estabilidade financeira e crescimento econômico.Mas, dado o contexto da campanha , foram insuficientes para motivar o eleitorado das grandes cidades ,cuja gama de preocupações se mostrou muito mais complexa do que supunha o candidato republicano.

Embora a mídia superestimasse o fato de Obama ser negro, este não fez da questão racial uma bandeira de sua campanha,e, muito acertadamente, se apresentou como candidato de todos os norte americanos, evidenciando o desejo de ser o merecedor dos votos não pela sua cor, mas sim pelos seus méritos e por suas propostas.

A sua própria história de vida mostra que sua ascensão se fez pelo esforço pessoal, numa demonstração de que a questão do racismo na sociedade norte americana, a partir da conquista dos direitos civis pelos negros , deixou de ser predominante na vida social do país para se tornar uma questão residual.Não fosse agora, em algum outro momento não muito distante, fatalmente os norte americanos elegeriam um presidente negro. Mesmo assim, seria estúpido, tanto desconhecer que uma grande parte dos que votaram em Obama o fizeram pela sua condição de negro,como negar o forte componente simbólico presente nessa campanha eleitoral, por tudo o que representou na História norte-americana a luta dos negros por igualdade civil.

Passado o lance eleitoral, o presidente eleito terá a difícil missão de afastar o fantasma da inexperiência, e provar que está apto a lidar com as grandes questões que angustiam a grande nação, e repercutem sobre o mundo. A retirada do Iraque, as relações com os aliados europeus, a questões do Oriente Médio, os programas nucleares do Irã e da Coréia do Norte, o novo expansionismo da Rússia ,o crescimento econômico da China,a expansão de governos populistas e autoritários na América Latina,o problema ambiental, as questões sociais internas, e, acima de tudo, a atual crise econômica recessiva , passam a ocupar a agenda diária do novo presidente.

A maneira como ele conduzirá cada uma dessas questões é que poderá fazer dele um grande estadista, ou, por outro lado, coloca-lo ao lado de Bush no lixo da História.De qualquer forma, é sempre perigoso confiar demasiadamente em figuras dotadas de carisma e grande poder de persuasão.Pode levar a alguma forma de personalismo político, que, por sua vez, leva ao autoritarismo.

Obama será bem sucedido se souber empreender o seu projeto de mudanças sem agredir os fundamentos do capitalismo – liberdade de iniciativa e propriedade privada – que fizeram dos Estados Unidos uma potência econômica, e se tiver a lucidez de se manter dentro do absoluto respeito à Lei e às instituições democráticas que fazem dos Estados Unidos a mais sólida democracia do mundo.
051108

14 comentários:

idalmo disse...

A eleição de Barack Obama representa um grande marco para a historia da humanidade, posto que retrata o desejo cada vez maior do homem de ver banido do planeta a intolerância, o racismo e todo tipo de discriminação. Esta é na realidade, a vitória da humanidade.

Rosena disse...

Fernando. Não acho que Maccain seria um mau presidente. Mas como vc mesmo dise, ele estava no lugar errado na hora errada. tudo cntribuiu para a vitória de Obama. Principalmente o desastrado governo de Bush..

fabio disse...

A eleição de Obama trás esperança a todos, aos americanos e aos brasileiros, pois se o processo se repetir também elegeremos um presidente preparado, não um demagogo como Bush e Lula. Logo após Bill Clinton, um dos melhores presidentes dos EUA ser eleito, o Brasil elegeu FHC, que mudou a historia desse país, que deu a todos a capacidade de planejar o futuro, e estruturar nossas vidas baseadas em uma economia real, vide a facilidade que Lula e o PT tiveram durante esses anos de governo, mesmo com toda a incompetência e falta de ética que demonstraram.
Logo após George W Bush, talvez o pior presidente dos EUA, ser eleito, o Brasil elegeu Lula o presidente mais despreparado e alienado da historia desse país.

Anônimo disse...

Torço para que o Obama de lá não seja como o Lula daqui...

Fernando Soares disse...

Amigos.
O jornalista José Simão costuma dizer que o Brasil é o país da piada pronta.Cuba também é.Comentando as eleições norte-americanas numa coluna no jornal oficial "Granma", Fidel Castro disse que "Obama é, sem dúvida, mais inteligente, culto e equânime que seu adversário". Até aí, tudo bem. Porém, o cubano qualificou McCain de "velho, belicoso, inculto, pouco inteligente e sem saúde". ha ha ! A sistemática censura a toda espécie de crítica na ilha ,deve ter tirado do ditador cubano o senso da autocrítica.Fidel,meu velho, por favor, mire-se no espelho e veja que é velho, belicoso, inculto e sem saúde...

rosena disse...

Fernando. O barbudo está caduco ou endoidou de vez rsrs.Será que ele não morreu e ficaram com medo de comunicar o fato a ele??

Anônimo disse...

Preparem-se Para o Desemprego, Americanos! Agora a demagogia esquerdista vai vitimar de fato o povo norte-americano. Se Obama fizer metade do que "prometeu", como por exemplo inserir os EEUU nas "politicas ambientalistas" ou diminuir a pressão por petróleo, a economia americana vai parar e por conseguinte todo o mundo entrará em verdadeira recessão. Basta ver o que essa mesma esquerda, que se diz "progressista" tem feito no Brasil: estagnação da oferta de energia por causa das "pressões ambientalistas" com o respectivo fim no investiento em hidroeletricas, a oneração do trabalho privado pelo juros que sustenta o Real, o dispendio governamental em funcionalismo e comissionados que não possuem a mesma competitividade do setor privado etc... Veremos o sonho do sanguinário Fidel Castro se realizar: a miséria mundial provocada pelo esquerdismo nos EEUU. Esquerdismo estagnador e destruidor da iniciativa privada.

daniel disse...

Muito se engana que acredita que a eleição americana é exemplo de democracia. Quem já viu de perto, já esteve lá sabe muito bem que o que manda na eleição dos EUA é o dinheiro, o marketing. Obama gastou quase três vezes mais que McCain na sua campanha, cerca de 450 mi de dólares. Alguem aqui já parou pra pensar como seriam as eleições no Brasil, se os partidos políticos pudessem comprar horários de propaganda na TV, no horário nobre, no intervalo de uma final de campeonato de futebol?!
Pois é assim nos EUA. Quem faz mais lobby tem mais dinheiro, e por isso tem mais visibilidade nacional. Isso não é democracia coisa nenhuma, é puro capitalismo.

Anônimo disse...

Enquanto isso, também no Brasil, vimos a vitória da Justiça, da ordem e da Lei:

STF confirma que Dantas deve permanecer solto

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta quinta-feira (6) a validade do habeas corpus concedido em caráter liminar, em julho, ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, preso durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF). Foram nove votos a favor do banqueiro e um contra. Com a decisão, Dantas continuará em liberdade.

O relator do processo, Eros Grau, defendeu que o ato da prisão "carece de motivação convincente". Ele destacou também que os cidadãos não podem ser condenados sem antes se valer de todo o direito de defesa.

Grau disse ainda que faria o mesmo que Mendes – concederia liminar a Dantas. A interpretação de Eros foi seguida por Menezes Direito, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Ellen Gracie, Ayres Britto, Cezar Peluso, Celso de Mello e Gilmar Mendes. O ministro Marco Aurélio Mello votou contra a validade do habeas corpus.
De Sanctis
A liminar concedida por Gilmar Mendes que garantiu a soltura de Dantas gerou um impasse no Judiciário, entre o juiz federal Fausto De Sanctis, que ordenou as duas prisões, e o presidente do STF, que concedeu os dois habeas corpus ao banqueiro.

O ministro Cezar Peluso criticou a postura de Fausto de Sanctis, que, segundo ele, desrespeitou decisão do Supremo ao expedir o segundo decreto de prisão contra Dantas.
O julgamento foi repleto de críticas às autoridades que atuaram na Operação Satiagraha, principalmente ao juiz Fausto Martin de Sanctis.

O ministro Celso de Mello afirmou durante o julgamento de hoje que Sanctis, que atua na 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, onde o inquérito tramitou, cometeu um ato insolente, insólito e ilícito ao não prestar informações ao Supremo sobre as investigações abertas contra Dantas. "Essa Corte não pode tolerar abusos", afirmou Celso de Mello. Para justificar o fato de não informar o STF, o juiz teria dito na época que os dados estavam protegidos pelo sigilo e que, por esse motivo, ele estava impedido de fornecê-los. Celso de Mello disse que Sanctis tentou construir um feudo em sua vara.

O vice-presidente do Supremo, Cezar Peluso, defendeu que o tribunal tomasse providências contra o magistrado. Peluso afirmou que o Judiciário não pode se transformar em parte, sob pena de perder a sua imparcialidade. "O Judiciário não foi criado para condenar, mas para julgar", afirmou. Segundo o ministro, o juiz apenas deve condenar quando houver provas. Peluso sugeriu que o STF encaminhe um ofício ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) perguntando sobre em que situação está uma representação encaminhada ao órgão para avaliar a conduta do juiz Sanctis no caso.

Os ministros também criticaram o fato de Sanctis ter decretado uma nova prisão de Dantas depois de o presidente do Supremo ter determinado pela primeira vez a soltura do banqueiro. Para a maioria dos ministros, isso somente poderia ter ocorrido se tivessem surgido de fato provas novas, o que não ocorreu, na opinião deles. Conforme o STF, as prisões de Dantas, decretadas por Sanctis, eram desnecessárias.

O ministro Eros Grau disse que é necessário delimitar o papel de cada autoridade no inquérito, "cabendo à polícia investigar, ao Ministério Público acusar e ao juiz julgar, ao passo que no sistema inquisitório essas funções são acumuladas pelo juiz". Segundo o ministro, o juiz tem de se manter neutro.

Anônimo disse...

O SIGNIFICADO DA JUSTIÇA:


07/11/2008 - 18h40
Mendes diz que descumprimento de decisões do STF é o princípio do "estado anárquico"
REGIANE SOARES
da Folha Online
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, criticou nesta sexta-feira o fato de o Poder Judiciário descumprir decisões da Suprema Corte. Segundo ele, há mecanismos jurídicos para recorrer das decisões para que não se crie o que chamou de "estado anárquico".
"Se algum juiz começar a engendrar desta forma, de descumprir decisão, ele vai ter dificuldade de fazer cumprir suas próprias decisões junto ao delegado, ao policial. Imagina o juiz federal que tiver que cumprir o mandado lá no Forte Apache? Na verdade, estamos criando o germe de um estado anárquico", disse o ministro antes de participar do 33º Simpósio Nacional de Direito Tributário, realizado pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais, em São Paulo.
Ontem, durante julgamento do mérito do habeas corpus concedido por Mendes a Daniel Dantas, do Opportunity, os ministros do STF criticaram o juiz federal Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. Foi o magistrado que mandou prender o banqueiro após Mendes conceder a liberdade.
Apesar de dizer que estava falando "em tese", e não em um caso específico, Mendes disse que o descumprimento de decisões é o início de um "estado de balbúrdia". Porém, sobre o caso De Sanctis, o ministro disse que houve um "claro descumprimento" de sua decisão. "Descumprimento de decisão judicial é apenas o início de um estado de balbúrdia", disse Mendes.
Dantas foi preso duas vezes por determinação de De Sanctis durante as investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Nas duas ocasiões, o banqueiro foi solto por decisão de Gilmar Mendes.
Sem citar o nome de De Sanctis, o ministro ressaltou que o juiz é quem controla o processo e não é sócio do inquérito, do delegado ou do procurador.
"O juiz na verdade controla esse processo. Ele não é sócio no inquérito. Nem do delegado, nem do procurador. Então é preciso que isso fique muito claro. O juiz é o órgão de controle, para todos. Mesmo no inquérito ele se mantém o arbitro, o juiz", afirmou.
Mendes evitou comentar a possibilidade de Dantas ter passado de investigado a vítima das operações da Polícia Federal e criticou indiretamente as ações.
"A mim não interessa saber especificamente a operação x, y, z. O que interessa é que nessas operações todas havia um tipo de lógica: a espetacularização, vazamento de informações, prisões em massa", disse.
Protógenes
O presidente do STF evitou comentar as declarações do delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Satiagraha.
Segundo Protógenes, há uma articulação supostamente comandada por Dantas para afastar De Sanctis das investigações da operação. "Não discuto com delegado", afirmou Mendes.

Anônimo disse...

MENDES PROCURANDO A VERDADE:



07/11/2008 - 19h40
Mendes questiona resultado de operações policiais para combater a impunidade
REGIANE SOARES
da Folha Online
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, questionou nesta sexta-feira o resultado de operações policiais para combater a impunidade. Na avaliação do ministro, o combate efetivo à corrupção só acontece quando há decisão judicial contra os investigados. Caso contrário, haverá apenas exposição de pessoas amedrontadas e uma polícia com "superpoder".
"Os senhores [jornalistas] têm um balanço, por exemplo, dessas operações [policiais]? Foram feitas tantas operações, objeto até de propaganda política: no governo tal se realizaram tantas operações. O que se resultou disso? Quantos foram condenados? Quantos bens foram apreendidos? Depois de seis, sete anos de tantas operações, era uma pergunta para se fazer", afirmou Mendes, em São Paulo.
O ministro participou hoje do 33º Simpósio Nacional de Direito Tributário, realizado pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais, em São Paulo.
Mendes negou que as operações da Polícia Federal, por exemplo, tenham viés político. Mas ressaltou que se ficar apenas nas operações, corre-se o risco de apenas se privilegiar as investigações --e não a punição dos culpados.
Sem citar nomes, o ministro disse que algumas pessoas gostam das investigações e que a mídia acha "excelente". Mas alertou: "o combate à impunidade só se faz ao cabo quando se tem decisão com trânsito em julgado".
"Se fica apenas nessa operação, os senhores vão ter pessoas amedrontadas, atemorizadas, um superpoder para a polícia. Mas ao fim, e ao cabo os senhores podem ter nenhum combate efetivo à impunidade", afirmou.
Grampos
Questionado sobre as escutas telefônicas feitas PF sem autorização judicial, Mendes disse que desconhece a operação mas, se confirmada, a iniciativa será "devidamente censurada pelo próprio Judiciário". Na opinião do ministro, não se combate ilegalidade cometendo ilegalidade, pois é possível a polícia "andar" dentro dos marcos institucionais legais.
"A rigor, não há justificativa [para a polícia agir sem autorização judicial]. O Estado dispõe de meios. É possível combater criminalidade e ilegalidade dentro dos marcos institucionais? Nós [do STF] temos respondido que sim, é possível", afirmou o ministro.
Reportagem publicada nesta sexta-feira na Folha informa que a PF quebrou, sem autorização judicial, o sigilo telefônico de jornalistas e outras pessoas no dia do início da Operação Satiagraha.

Anônimo disse...

Escreve o Zé em seu blog: “Lá do lado deles, já deflagraram a disputa e estão se dedicando exclusivamente a ela, seja no discurso ideológico, seja no lançamento de livros, como o recente O País dos Petralhas.

É isso aí, crianças! No meu livro, ataco vigaristas, mensaleiros, ladrões de dinheiro público, censores, pistoleiros, revanchistas, terroristas e, saiba quem ainda não leu, há espaço para alguma poesia. E o Zé acredita que isso tudo busca atingir o PT. Será que o Zé, o homem honrado, está certo?

Huuummm... Vocês sabem: eu e o Zé temos igualdades e diferenças. Ambos fomos importunados pela ditadura — e eu ainda era um moleque. Mas, na democracia, só ele teve os direitos políticos cassados. Eu preservo os meus.

Eu, ainda moleque, já era incompatível com ditaduras. O Zé, já velho, mostrou-se incompatível com a democracia.

Por isso ele não quer que os brasileiros leiam O País dos Petralhas.


Por Reinaldo Azevedo

Anônimo disse...

MAROLINHA DO LULLA-PTÓQUIO-BEBUM:

O mercado tenta adivinhar o tamanho da recessão
Postado por Carlos Alberto Sardenberg em 06 de Novembro de 2008 às 18:10
A questão do momento é simples: qual o tamanho e a duração da recessão nos países desenvolvidos?

Mas, se a questão é simples, uma resposta fechada é impossível. Hoje, por exemplo, o FMI divulgou suas previsões para 2009 e são sombrias.

Para os EUA, espera uma queda no PIB de 0,7%; para a Zona do Euro, queda de 0,5%; Japão, redução de 0,2%; Inglaterra deve ter o pior desempenho, nas contas do FMI, uma perda de 1,2%.

Quando uma economia cresce pouco, já é um problema, porque não gera os empregos suficientes para atender os jovens que entram no mercado de trabalho. Quando perde produção, não apenas não cria, mas também destrói empregos.

Já na revista “Economist”, as previsões são um pouco melhores. Para os EUA, Japão e Zona de Euro, ainda prevê um crescimento de 0,6% em 2009. Para a Inglaterra, 0,1%, ou seja, nada.

Mas as previsões do FMI foram divulgadas hoje – é a quarta revisão do ano. As da revista são revisadas mensalmente. A ver a próxima versão.

De todo modo, olhando as tendências, e não o valor de face das previsões, parece que todo o ano que vem está perdido.

Os mais otimistas acham que lá pelo final de 2009 as coisas podem começar a melhorar.

E as bolsas?

Os mercados estão tentando formar um juízo sobre tamanho e duração da recessão. Fazem isso olhando os indicadores sobre a economia real que vão pintando. Esses indicadores vieram ruins nestes dias. Daí as novas quedas nas bolsas.

Essas quedas vão parar quando o pessoal achar que parou de piorar.

Anônimo disse...

Obama é uma fraude. Não vai demorar e todos compreenderão que não passa de um produto fabricado pela mídia.