sexta-feira, outubro 17, 2008

O MAU EXEMPLO VEM DE CIMA

O MAU EXEMPLO VEM DE CIMA
No Brasil, a obediência às decisões tomadas pela Justiça parece valer apenas para o cidadão comum, de preferência dono de uma conta bancária pequena, e sem acesso fácil a advogados. Em 20 de agosto, o STF editou a súmula vinculante nº13, que proibiu, quase por completo, a prática do nepotismo na administração pública.

Esperava-se que os órgãos e instituições do Estado cumprissem de pronto a decisão da Justiça. Afinal, como diz o ditado, decisão da Justiça não se discute, cumpre-se. Mas, tal não ocorreu. No Senado, um dos mais vistosos cabides de emprego da área federal, senadores se recusaram a obedecer a decisão do Supremo, o que levou o presidente da Casa, senador Garibaldi Alves, a agir com muito atraso.Pressionado pela imprensa e pela opinião pública, determinou que parentes de senadores empregados nos gabinetes sejam demitidos imediatamente.

Foi o que bastou para que alguns senadores, numa tentativa de encontrar brechas jurídicas para descumprir a decisão, alegassem que o ato do Supremo não tem efeito sobre os parentes nomeados antes da posse do senador.É o caso específico do contumaz Epitácio Cafeteira, que se recusa a demitir os parentes contratados antes de sua posse no atual mandato, em 2007. Na verdade, os referidos parentes foram contratados no mandato anterior do senador maranhense, e, portanto, o direito de exceção que reivindica é um ato de pura malandragem. Mesmo assim, a questão será levada ao procurador-geral da República, que poderá encaminhá-la ao Supremo.

Na essência, esse imbróglio não passa da recidiva de uma antiga doença que deteriora o organismo brasileiro: parlamentares, magistrados, ministros, governadores e secretários , eleitos ou não, insistem em usar seus cargos públicos como se privados fossem. Agem com desfaçatez e insolência , e se comportam como se fossem donos de um patrimônio que, afinal, pertence a toda a coletividade.Aqueles que deveriam ser os primeiros a dar exemplo de moralidade e ética são os primeiros a descumprir a Lei,a afrontar a Justiça e a zombar da sociedade que os sustentam com os impostos pagos.
171008

15 comentários:

iGOR disse...

cARO fERNANDO
Depois que o "stf" se mostrou completamente a mercê do bandido Daniel Dantas, ninguém mais respeita ou escuta sua palavra, completamente desmoralizado após a demonstração de cooperação incondicional e explícita de seu presidente para com a quadrilha saqueadora de cofres públicos.

Anônimo disse...

ESTES PARLAMENTARES SÃO MESMO UMAS GRACINHAS. VIVEM A APRONTAR CONTRA OS SEUS ELEITORES. "NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS" SE VIU TANTA CARETICE ASSIM. MAS É CLARO, PELO MENOS 20 PORCENTO DELES SÃO SUPLENTES QUE NUNCA TIVERAM UM VOTO SEQUER EM ELEIÇÕES, APENAS FINANCIARAM AS CAMPANHAS DOS TITULARES SEUS... REALMENTE, É UM SENADO BEM VAGABUNDO.

IGOR disse...

Nossos nobríssimos, digníssimos, excelentíssimos representantes(senadores e deputados), são especialistas em achar brechas..., masss..., só quando essas brechas favorecem os mesmos, aí sim, são rápidos e eficiêntes, volto a repetir, só legislam em causa própria e defesa de seus interesses particulares, para o povo, sobram bolsas esmolas. O nepotismo já é caso de corrupção antigo, no (B)brasil a corrupção é que manda, os corruptos tem total aval e proteção da justiça, então não seria diferente já que a decisão partiu do "stf", pode saber que favorece sempre ao meliante, na realidade, se determinado deputado ou senador não puder acolher seus parentes, é muito simples, "UMA TROCA DE FAVORES", já estão acostumados a isto, ou seja, eu contrato seus parente e você contrata os meus, já é hábito entre nossos nobres representantes tal ato, de todo jeito que a população pensar que são criadas leis "severas" para regrar os políticos, eles já estão cem anos na frente só criando "BRECHAS" para favorecimento próprio, o brasil é país de corruptos e bandidos protegidos pela justiça e o nepotismo jamais vai acabar nesse território primitivo politicamente...

rosena disse...

Fernando O que me mais me revolta é a criatividade desses polícos (profissionais) que em vêz de trabalhar em favor do pvo ficam a procurar brechas na lei, em que são especialistas!!!!
Pobre povo brasileiro que é comprado com cartão de plástico!!!! até quando ?

ateuatoa disse...

Depois que nós os elegemos e reelegemos várias e várias vezes, não adianta ficar choramingando pelos cantos e dizendo que elles são os calhordas que todo mundo sabe.
Quando nós entendermos que se, numa disputa a esses tão almejados cargos, ninguém -mas ninguém mesmo- sair às ruas para ir votar e a presença nas urnas for Zero, algo irá mudar e, provavelmente até para melhor.
Enquanto continuarmos votando no menos pior, menos ruim, mais simpático, do meu time etc e tal, vamos continuar na fila do abatedouro. Merecidamente!

Anônimo disse...

OS MINEIROS DE BH DÃO UMA LIÇÃO AOS POLÍTICOS: CHEGA DE IMPOSIÇÃO. O "POSTE" LACERDA NÃO SERÁ ELEITO.

Quintão dispara em BH e coloca 18 pts de vantagem sobre Lacerda
SÃO PAULO (Reuters) - Mesmo tendo como padrinhos o governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves, e o prefeito de Belo Horizonte, o petista Fernando Pimentel, o candidato do PSB à prefeitura da capital mineira, Márcio Lacerda, amarga um distante segundo lugar nas intenções de voto, mostrou pesquisa divulgada nesta quarta-feira.
O candidato do PMDB, Leonardo Quintão, tem 51 por cento das intenções de voto, de acordo com levantamento feito pelo Ibope, para o jornal O Estado de S.Paulo e para a TV Globo.
Lacerda, que chegou a ser apontado como possível vencedor da disputa já no primeiro turno, tem 33 por cento das intenções de voto, o que representa uma vantagem de 18 pontos percentuais para o candidato peemedebista.

CHEGA DOS PTRALHAS EM BH!

Anônimo disse...

O drama de Santo André e os mascates da tragédia
Um colega jornalista me manda um comentário afirmando que trabalha num jornal do Rio e que a base petista da redação comemora, com entusiasmo, o desfecho trágico do caso em que um rapaz mantinha em cativeiro Eloá, a ex-namorada, e uma amiga dela, Naiara. A primeira está em estado grave e passa por uma cirurgia para extrair uma bala alojada na cabeça. A outra levou um tiro no rosto e está fora de perigo. É claro que entendo a comemoração. A esquerda não liga para o número de mortos se pensa no seu triunfo. Para ela, tanto faz uma, duas ou 150 milhões de mortes. Sim, a exploração já começou aqui no meu blog também.

Afinal, escrevi ontem, escrevo hoje e sustentarei enquanto for verdade: São Paulo tem a polícia mais competente do Brasil — coisa que os petistas e seus amigos querem destruir a todo custo. Mas vamos ao caso das meninas.

A base de operação da polícia que estava no local cometeu, é óbvio, um erro estúpido, primário, ao permitir que Naiara, feita inicialmente refém e depois libertada, voltasse ao cativeiro. Os negociadores ali presentes, é evidente, deixaram-se enganar pelo tal Lindebergue Alves. Ele teria dado mostras de que a volta da amiga da namorada facilitaria a negociação. Naiara também teria dito que o rapaz batia muito na ex-namorada e que sua presença lá poderia facilitar as coisas. Nada disso é justificativa. Foi um erro boçal. E por ele deve responder quem quer que, sabedor da decisão, tenha concordado com ela. Mas o erro pára aqui — a menos que a polícia esteja mentindo sobre um fato em particular. Vamos lá.

A invasão
A polícia sustenta que só decidiu invadir o apartamento depois que Lindebergue fez o primeiro disparo dentro do apartamento. Se foi assim, está certo, cumpriu uma obrigação. Se deu o primeiro, poderia dar outros. A alternativa poderia ser tomar a decisão depois de haver lá dentro dois cadáveres — ou três. Caso fique provado que não houve o tiro, então a invasão, apesar das mais de 100 horas de espera, foi uma precipitação e outro erro da polícia.

A espera
Alguns plantonistas de obras feitas acusam a Polícia de ter esperado demais. É uma acusação cretina. Até porque contraditória com a suspeita, também presente, da precipitação. Basta olhar o palco das operações para perceber que as chances de atuação da polícia eram muito limitadas ali.

Os exploradores da tragédia
Os tontos-maCUTs já tentaram de tudo. E tentarão, também, usar essa tragédia para transformá-la em votos. Não vão conseguir de novo. Os eleitores de São Paulo, parece, não estão se deixando levar pelos mercadores da morte. Tentar atribuir qualquer responsabilidade pessoal ao governador corresponderia a dizer que Lula foi o culpado pela tragédia protagonizada por soldados do Exército, no Rio. E olhem que, naquele caso, houve mesmo uma ação deliberada, dolosa.

Mas não tem jeito. A canalha não se emenda. São mascates da tragédia.


Por Reinaldo Azevedo

Anônimo disse...

A TRAGÉDIA DE SANTO ANDRÉ: E NÓS COM ISSO?
Num próximo caso de cárcere privado, a exemplo do que se viu em Santo André, acho que a Polícia deve convocar os especialistas do Complexo Universitário PUCUSP e Adjacências para que digam o que fazer. Nenhum deles conseguiria libertar um passarinho de uma gaiola, mas todos têm severas censuras à atuação dos responsáveis por conduzir a operação. Que se note: o GATE (Grupo de Operações Táticas Especiais) da PM já se viu em dezenas de casos assim. A esmagadora maioria é bem-sucedida. A população nem fica sabendo. Basta um desfecho trágico como o de ontem para que a Polícia seja vista como o exemplo da ineficiência.

Precisou que Rodrigo Pimentel, ex-capitão do BOPE, do Rio, e hoje roteirista de cinema, lembrasse essa performance do GATE — uma das melhores do mundo em tropas especiais. Será preciso ser especialista para concluir que a Polícia também cometeu erros? Não! Eu mesmo já disse aqui: o retorno de uma das reféns ao cativeiro, depois de libertada, foi uma estupidez. Que princípio a orientou? Quero deixar registrado logo de saída: o grande responsável pela tragédia, o que ninguém disse até agora, vejam vocês, é Lindebergue. Mas avanço na reflexão. E a imprensa? Não estaria na hora de rever sua postura em casos assim? Vamos devagar.

Sou contra a qualquer restrição legal ao trabalho da imprensa em assuntos que são de interesse público. E este é. Não estou falando sobre leis e imposições. Minha adaptação de Tocqueville é conhecida e corre por aí sem autoria: “Os males da liberdade de imprensa se corrigem com mais liberdade de imprensa”. E a imprensa deve ser livre o bastante para decidir, inclusive, não ser parte, ainda que involuntária, de um espetáculo trágico. Repito: vamos devagar.

Houve, sim, um erro patético. Mas me parece que foi um apenas: a volta de uma das reféns. Tudo o mais é puro wishful thinking de quem ignora as dificuldades do terreno de operações. Ao longo do dia de ontem, li e ouvi algumas indagações: “Por que não se recorreu a um atirador de elite quando Lindebergue apareceu na janela?” Diz o coronel José Vicente da Silva, um especialista em segurança: “Não era o caso”. Ademais, convenham: dar certo, nesse caso, seria matar o rapaz — com as inevitáveis acusações de truculência; dar errado seria acabar atingindo uma das vítimas ou errar o alvo — e ele, então, se encarregaria de matar as meninas. No prédio em que estavam, o acesso era praticamente impossível sem expor as garotas ao risco extremo. A Polícia só agiu, sustenta, quando ouviu o primeiro tiro dado no interior do apartamento. Creio que seja verdade. Para quem já havia esperando mais de cem horas... E então chegamos ao ponto.

Será que...?
Será que não é hora de a imprensa rever o seu papel em casos como este? Não sou especialista em comportamento — nada além de algum bom senso. Mas indago: o que será que alguém como Lindebergue pretende? Durante cinco dias, este rapaz ligou a televisão e se viu como a estrela de um filme longuíssimo, de um drama que mobilizou o país, que levou especialistas em comportamento à televisão para aquelas digressões entre irresponsáveis e irrelevantes sobre o comportamento humano. Um rapaz pobre, da periferia, que decide se vingar da ex-namorada, vê-se, subitamente, no centro de uma verdadeira comoção nacional.

O jornalismo sério se esforça para fazer o seu trabalho, com as devidas ponderações. Mas e aqueles delinqüentes disfarçados de jornalistas, que promovem aquela gritaria histérica nas tardes brasileiras, com “repórteres” de campo resfolegando ao microfone? Os absurdos que se dizem são inenarráveis. E, claro, todos eles com uma solução na ponta da língua, passando, muitas vezes, informações erradas. E Lindebergue, claro!, acompanhava tudo, autor, ator e telespectador da própria tragédia, vendo-se a si mesmo numa espécie de reality show, mas na particularíssima situação de quem podia ditar o rumo e o ritmo dos acontecimentos.

Libertar as reféns, ouso dizer, significava voltar a ser ninguém — e um ninguém entre ninguéns na cadeia. Significava sair da televisão e cair no esquecimento, ignorado por todos, abandonado, certamente, como será, até mesmo pelos amigos. Consta que nem a família se apresentou na cadeia para lhe levar roupas ou alguns pertences. As meninas eram a sua garantia de que permaneceria na TV.

Será que estou propondo que a imprensa seja proibida de cobrir o evento? Não! Acho que ela tem de estar lá, acompanhando tudo. Mas as imagens, creio, só deveriam ir ao ar depois do desfecho. A presença de repórteres é uma garantia a mais de que os agentes encarregados de cumprir a lei a cumpram de fato. Porque a imprensa estava lá, ficamos todos sabendo, por exemplo, da decisão estupidamente errada de permitir a volta ao cativeiro de uma das garotas. Mas acho que o jornalismo precisa repensar o seu papel em casos assim: não acaba se transformando em parte do problema em vez de contribuir para a solução?

“Qual é, Reinaldo? A Nossa função não é resolver nada”. Vá lá. Mas até onde ela contribui, então, para agravar o caso? De fato, não tenho uma resposta definitiva para as minhas questões. Não enxergo, ademais, outro caminho que não fosse uma espécie de código de auto-regulamentação, que passasse por um compromisso de todos os veículos — o que, sei bem, é coisa complicada. Se o seqüestrador, num caso como esse, passa visivelmente a alimentar a sua loucura, o seu delírio, com a notoriedade que lhe conferem o noticiário e esses programas de entretenimento, não seria o caso, então, de não lhe fornecer essa facilidade?

Não! Não transfiro responsabilidades. O culpado pelo que aconteceu é um só: o próprio Lindebergue — ainda que a boca torta pelo uso do cachimbo procure, uma vez mais, culpar exclusivamente a polícia, não bastando apontar o seu erro evidente, já aqui abordado. Ele, ninguém mais, é o responsável pelo que vier a acontecer às meninas. O que pergunto é se não nos cabe, ao jornalismo, uma indagação de natureza ética, que sempre ajuda a tornar melhor o nosso trabalho. E, se o jornalismo se aprimora, a sociedade também avança.

*PS – E vai aqui uma observação que sei incômoda, sem, repito, aliviar minimamente a carga dos ombros de Lindebergue. Mas eu não seria eu se silenciasse um incômodo com receio de que alguém pudesse achar a questão imprópria. Lindebergue tem 22 anos; Eloá, a ex-namorada, agora entre a vida e a morte, 15. Namoravam havia três anos. Isso quer dizer que uma criança de 12 começou a ter um relacionamento amoroso com um adulto de 19. Tenho de dizer: acho impróprio. Podem apontar o meu padrão moral estreito os cultores do vale-tudo. Não me importo. Eu jamais me importo. Mas há algo de profundamente errado num ambiente que considera isso normal. Não que o fato estivesse fadado à tragédia. Mas os auspícios não eram bons. Que os pais reflitam.


Por Reinaldo Azevedo

Anônimo disse...

Golpe baixo


A campanha de São Paulo enveredou por caminhos surpreendentes -- e preocupantes.

Quando uma psicóloga e sexóloga como Marta Suplicy aceita e avaliza uma insinuação grosseira de homossexualismo contra seu opositor, entra-se numa guerra sem limites éticos, políticos, minimamente civilizados.

Logo ela, Marta, mulher que cresceu na política e se tornou nacionalmente conhecida justamente por defender causas nobres, como a igualdade e o respeito à liberdade de opção sexual. Logo ela, Marta, que tem um comportamento de vanguarda e, por isso, tem sido vítima de preconceito. Como alguém que sofre preconceito pode recorrer a preconceito contra um adversário político? É inaceitável.

Marta deu um exemplo de coragem pessoal e política ao se separar de uma figura admirada como o senador Eduardo Suplicy, já na condição de prefeita da principal capital do país. Foi educativo, uma mensagem clara de que aos políticos devem se cobrar decisões e resultados que visem o bem comum, não decisões de foro íntimo, decisões puramente pessoais.

Se Marta teve essa função educativa como prefeita, agora deseduca e confunde ao fazer justamente o oposto, cobrando de seu opositor, não compromissos e decisões que visem o bem comum, mas explicações sobre sua vida privada, íntima, que a ninguém interessa.

Foi um erro de campanha desses que custam caríssimo, porque o preço não vem apenas nas urnas, nos votos. O preço fica carimbado em biografias para sempre, não nas dos "estrategistas", mas na do candidato, ou da candidata. Campanhas passam, biografias ficam. Será que valeu a pena?


Fonte: Na Folha de São Paulo em 15/10/2008 - por Eliane Cantanhêde é colunista da Folha.

Anônimo disse...

Golpe baixo


A campanha de São Paulo enveredou por caminhos surpreendentes -- e preocupantes.

Quando uma psicóloga e sexóloga como Marta Suplicy aceita e avaliza uma insinuação grosseira de homossexualismo contra seu opositor, entra-se numa guerra sem limites éticos, políticos, minimamente civilizados.

Logo ela, Marta, mulher que cresceu na política e se tornou nacionalmente conhecida justamente por defender causas nobres, como a igualdade e o respeito à liberdade de opção sexual. Logo ela, Marta, que tem um comportamento de vanguarda e, por isso, tem sido vítima de preconceito. Como alguém que sofre preconceito pode recorrer a preconceito contra um adversário político? É inaceitável.

Marta deu um exemplo de coragem pessoal e política ao se separar de uma figura admirada como o senador Eduardo Suplicy, já na condição de prefeita da principal capital do país. Foi educativo, uma mensagem clara de que aos políticos devem se cobrar decisões e resultados que visem o bem comum, não decisões de foro íntimo, decisões puramente pessoais.

Se Marta teve essa função educativa como prefeita, agora deseduca e confunde ao fazer justamente o oposto, cobrando de seu opositor, não compromissos e decisões que visem o bem comum, mas explicações sobre sua vida privada, íntima, que a ninguém interessa.

Foi um erro de campanha desses que custam caríssimo, porque o preço não vem apenas nas urnas, nos votos. O preço fica carimbado em biografias para sempre, não nas dos "estrategistas", mas na do candidato, ou da candidata. Campanhas passam, biografias ficam. Será que valeu a pena?


Fonte: Na Folha de São Paulo em 15/10/2008 - por Eliane Cantanhêde é colunista da Folha.

Anônimo disse...

Lulla por vários ângulos nos vídeo do youtube. Vejam, alguns:

http://www.youtube.com/watch?v=hubUjBVo1VQ&eurl=http://veja.abril.uol.com.br/blogs/reinaldo/

http://www.youtube.com/watch?v=mQj_gOsGeNM&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=Zvcmot63fno&NR=1

http://www.youtube.com/watch?v=HHGnJZJEZfU&feature=related

Lula deve ter tomado muita água logo cedo. Vejam o que está na Folha Online. Comento em seguida:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa neste sábado da candidata à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT), alvo de críticas depois que sua campanha levantou questões sobre a vida pessoal de seu adversário na disputa, o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Lula afirmou que a petista é vítima de preconceito na cidade e que, por isso, vai criar o dia nacional da hipocrisia.
De acordo com Lula, a ex-prefeita não foi preconceituosa, mas ela é quem é vítima de preconceito. "Essa mulher tem sido vítima de um preconceito raivoso e rançoso na cidade de São Paulo", afirmou o presidente durante ato da campanha petista na região central da cidade.
Presidente Lula e Marta Suplicy durante comício na Casa de Portugal, no centro Ele disse que é injusta a acusação de que ela foi preconceituosa nestas eleições. "Eu estava fora [em viagem ao exterior] quando vi outro preconceito contra essa mulher, tentando passar a idéia de que essa mulher tem preconceito contra o homossexualismo. Quando todos nós tínhamos preconceito, ela estava na TV Mulher defendendo as minorias", disse.
Ao dizer que preconceituoso é quem hoje acusa Marta, Lula disse que ainda vai criar o dia da hipocrisia. "Agora ela é acusada de preconceituosa? Eu ainda vou criar o dia da hipocrisia neste país."

Comento
“Nós” quem?, cara pálida. Lula fale por si e por aquele ambiente de brucutus do sindicalismo em que se criou — essa gente que “lutava” para, enfim, chegar ao paraíso e mamar nas tetas do governo, como faz hoje.

Reitero: Lula fale por si, como no vídeo acima. O PT sempre entendeu as minorias apenas como instrumento de proselitismo político. Mulheres, negros, gays... No fim das contas, todas essas “minorias” foram e são usadas pelo partido. Em privado, sabemos bem como tratadas. Bem, o vídeo acima é bastante eloqüente...

E ai de algumas notórias reputações da República se um dia algum historiador da vida privada decidir contar o respeito que de fato têm pelas mulheres, sobretudo quando estão reunidas numa van de vidro fumê... Até Mary Janer Corner ficaria corada. É, leitor, cada coisa a seu tempo e na hora certa. Por Reinaldo Azevedo.

Anônimo disse...

O Mau Exemplo:

Kassab se afastou de Pitta, mas que Marta continua com mensaleiros.

Anônimo disse...

Governo federal incita a baderna em São Paulo
Leiam o que vai abaixo. Volto depois:
Por Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado
Entidades sindicais que representam os policiais civis do Estado de São Paulo se reúnem na terça-feira, 21, com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para discutir sobre a greve da Polícia Civil. O encontro está marcado para as 11h30, no Ministério da Justiça, em Brasília. A informação foi divulgada pelo presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho e pelo secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.
A categoria negocia há seis meses com o governo estadual, e pede reajuste salarial de 15% para este ano, 12% de correção em 2009 e outros 12% em 2010. O governo do Estado propôs um reajuste único de 6,2%.
Policiais civis devem fazer uma nova manifestação na quinta-feira, 23, em todo o Estado de São Paulo. A data do novo protesto foi decidida durante uma reunião na manhã desta segunda-feira, 20, entre entidades da Polícia Civil de São Paulo. Os policiais civis estão em greve desde o dia 16 de setembro e as negociações com o governo do Estado estão paralisadas desde a última quinta-feira, 16, quando policiais civis e militares se enfrentaram nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes.
Os representantes dos sindicatos da categoria voltam a se reunir no próximo dia 27, às 10h30, na Associação dos Investigadores para discutir o rumo da greve. "Esperamos que alguém do governo nos chame em busca de uma possibilidade de uma proposta decente", comenta Leal, "estamos dispostos a negociar", finaliza.
Na semana passada, a intenção dos policiais civis de ir até ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, para forçar a retomada de negociações com o governo, terminou em confronto com policiais militares. Pelo menos 23 pessoas ficaram feridas no confronto.

Comento
Atenção! Essas lideranças que serão recebidas pelo ministro Tarso Genro promoveram, na semana passada, uma manifestação de policiais e sindicalistas que compareceram armados ao ato. Um deles disparou contra um policial, ferido durante a baderna. Não foi um confronto entre polícias. Qual seria a reação de Genro se homens da Polícia Federal fizessem o mesmo? E o governo de São Paulo impõe uma única condição para negociar: o fim da greve, o que é muito razoável em se tratando de servidores armados. O mediador do encontro não poderia ser melhor: Paulo Pereira da Silva, cabo eleitoral de Marta Suplicy e deputado ameaçado de cassação.

No fim de semana, Lula disse que o governador José Serra cometeu uma heresia ao acusar a politização da greve e a influência do PT, da Força Sindical e da CUT. Os eventos em curso o provam. Inicialmente, o próprio Lula se viu tentado a falar com os policiais. Consideraram que aí já seria demais. Então vai o inefável Tarso Genro — sim, o ministro de mão cheia. Dá no mesmo. Ministros falam pelo presidente.

É o governo federal incentivando a baderna em São Paulo. Vocês vão ver: Tarso vai querer se oferecer como “mediador”, achando que isso não tem nada demais, como se falássemos de um confronto entre duas forças legítimas: de um lado, o governo estadual; de outro, homens armados promovendo arruaça. Eis os petistas. Se bem se lembram, o Brasil já se ofereceu como mediador até entre os narcoterroristas das Farc e o governo democrático da Colômbia. Para esses valentes, são dois lados legítimos de um confronto.

Lula já deu início à batalha de 2010. E ela comporta a arruaça armada.


Por Reinaldo Azevedo

Anônimo disse...

O país dos assassinos impunes
Não estamos necessariamente diante da expressão de uma ocorrência estatística, mas é possível que sim: há tantos assassinos impunes no Brasil, que um deles, Everaldo Pereira dos Santos, acaba de ser identificado. E isso só se deu porque ele próprio foi colhido por uma tragédia familiar e foi mostrado na TV. Santos, pai da jovem Eloá, assassinada pelo namorado, é ele próprio foragido da Justiça desde 1993. É acusado de envolvimento no assassinato do delegado Ricardo Lessa, irmão de Ronaldo Lessa, ex-governador de Alagoas. A polícia alagoana o acusa ainda de ter sido integrante de um grupo de extermínio.

Que coisa, não? Coincidência funesta? Lamento discordar. Estamos é diante de ocorrências funestas. Ao contrário do que reza certo cretinismo supostamente humanista, apesar das cadeias superlotadas no Brasil inteiro, o país prende pouco. Há milhares de bandidos com prisão decretada que estão aí pelas ruas. Foi preciso que um outro assassino ganhasse notoriedade nacional para que o tal Evaldo emergisse do anonimato, junto com seus crimes. E notem que o caso desmonta também outra balela: só os crimes contra os pobres permaneceriam impunes. Besteira. Ricardo Lessa, quando foi assassinado, era o segundo homem da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas.

Não deixa de ser irônico que isso venha a público num momento em que a polícia de São Paulo apanha de todo lado, sendo submetida, inclusive, à baixa especulação política até do governo federal. E estamos falando do Estado que reduziu em mais de 70% o número de homicídios ao longo de 12 anos. Milagre? Não! Números! E não será demais repeti-los aqui:

- São Paulo tem 40% dos presos do país — não prende demais, não; os outros é que prendem de menos;
- Existem 227,63 presos por 100 mil habitantes no Brasil; em São Paulo essa relação salta para 341,98 por 100 mil habitantes;
- Em 2001, o estado de São Paulo tinha 67.649 presos; em 2006, eles eram 143.310 — mais do que o dobro.
- Entre 1996 e 2006 (ano do levantamento divulgado ontem), o número de presos aumentou 10 vezes;
- Até julho de 2006, haviam ingressado no sistema prisional do estado 4.832 pessoas — 800 por mês ou um preso por hora.
Não é mesmo fantástico? Mais bandidos presos, mais pessoas vivas! Quem seria capaz de negar essa evidência? Pois acreditem: a esquerdopatia militante nega, sim! E fica encontrando falsos motivos e subterfúgios para explicar o espantoso sucesso da cidade e do estado nesse particular.

Volto ao pai de Eloá
O fato, no seu escandaloso simbolismo, deveria levar o governo federal e os governos estaduais a uma tomada clara de posição — e, para tanto, existe até uma certa Secretaria Nacional de Segurança. A construção de presídios deveria ser, sim, uma das prioridades nacionais, num amplo acordo do governo federal com os governos estaduais — junto com o treinamento e a contratação de mão-de-obra específica. Há 50 mil assassinatos por ano no Brasil. Trata-se de uma guerra.

Mas como fazê-lo se o presidente Lula não perde a chance de dizer que prefere construir escolas a construir cadeias (se realmente fizesse, mas também não faz), como se fossem coisas permutáveis, como se pudéssemos trocar umas pelas outras? Uma vergonha! Por Reinaldo Azevedo.
NA VERDADE É O PAÍS DA IMPUNIDADE, DA FALTA DE EDUCAÇÃO, DO ANALFABETISMO, DOS CORRUPTOS, DOS INEPTOS,...
Chega de tanta incomPTência!

Anônimo disse...

NA VERDADE É O PAÍS DA IMPUNIDADE, DA FALTA DE EDUCAÇÃO, DO ANALFABETISMO, DOS CORRUPTOS, DOS INEPTOS,...
Chega de tanta incomPTência!