terça-feira, setembro 30, 2008

AINDA EXISTE OPOSIÇÃO NO BRASIL?

A oposição, se é que ela ainda existe, tem que reconhecer os seus erros, construir novas estratégias de luta, desmitificar a figura de Lula e desmistificar o seu governo. Tem que incorporar os anseios de uma imensa parcela da sociedade que ainda tem a lucidez de enxergar que esse governo é tão consistente quanto uma bolha de sabão. Se tudo isto já não é uma tarefa fácil para uma oposição unida, imagine para uma oposição dividida e desnorteada, como se apresenta agora.

AINDA EXISTE OPOSIÇÃO NO BRASIL?

Ainda existe oposição no Brasil? A pergunta é pertinente, se levarmos em consideração que com o Congresso praticamente fechado e os políticos entregues aos afazeres municipais, Lula tem o terreno livre para crescer e aparecer em todos os espaços, longe das impertinências dos poucos que ainda insistiam em criticar o seu governo no Congresso. Ancorado em pesquisas de opinião que lhe tem proporcionado sucessivos picos de popularidade, o presidente parece ter perdido o senso da realidade e a virtude da modéstia, e se dedica, por exemplo, a aconselhar Bush sobre como lidar com a crise, a dizer que Deus é brasileiro por obra e graça do seu governo, e a se comparar à Cristo.Enquanto isso, em muitos municípios,políticos do DEM e do PSDB não só evitam atritos com um presidente com índices de popularidade estratosféricos, como chegam à ousadia de se mostrarem como aliados do Presidente e, portanto, capazes de levar para os seus rincões os recursos do PAC.

A razão desse tipo de atitude, que leva muitos políticos ao descrédito e enfraquece a oposição pode ser buscada na fraqueza de nossa organização partidária e na hipertrofia do Executivo.Os políticos agem fisiologicamente porque dependem dos recursos federais para levar obras aos seus redutos. Obras que lhes são cobradas pelos seus eleitores, convencidos de que a função do parlamentar é essa, e não a de legislar e fiscalizar o executivo. É uma deturpação evidente do processo político. Por esta razão, os minguados oposicionistas concentrados no PSDB e no DEM preferem esconder a sua cor partidária na hora de pedir voto ao eleitor porque não querem ser identificados como adversários de Lula.

Pelo país afora repetem - se situações semelhantes ao que vem ocorrendo no processo eleitoral de Divinópolis, Minas, onde a campanha do candidato do DEM, Geraldinho Martins é toda ela calcada no discurso de uma suposta parceria com o governo federal. Em tese, o candidato democrata deveria, por força do seu partido, se comportar como candidato de oposição a Lula, mas , na prática, faz questão de esconder a sua sigla, e se diz capaz de encher a cidade de obras financiadas pelo governo federal.

Acontece que o candidato é irmão de Jaime Martins Filho, deputado federal mais votado em Minas nas últimas eleições, e verdadeiro cacique do DEM local. Jaiminho Martins vem construindo a sua carreira política como um típico despachante político, que usa seu cargo em Brasília para percorrer os ministérios em busca de recursos para os seus rincões eleitorais, e no Congresso vota disciplinadamente a favor dos projetos de interesse do governo Lula. Por puro oportunismo, após a vitória de Lula em 2002, o deputado “deixou” o então PFL, um dos partidos de sustentação do governo de FHC, e se filiou a um pequeno partido da base de apoio ao novo governo.

A justificativa para tal tipo de comportamento se repete em todo o Brasil: a eleição municipal é um mundo particular, e nada tem a ver com a política nacional, o que significa dizer que se pode ser "oposicionista" em Brasília e "governista" no seu município

Tendo inimigos como esses, Lula nem precisa de amigos. Não foi por mera coincidência que os maiores problemas do seu governo foram causados por amigos, correligionários e aliados do presidente, e não pela oposição. Nos cinco anos e meio de governo, tucanos e democratas foram mansos e condescendentes com o ex- metalúrgico. Em 2005, no auge da crise do mensalão, quando Lula atingiu os mais baixos índices de popularidade, a oposição teve a faca e o queijo nas mão para exigir o afastamento do presidente, mas preferiu fazer crer que estava ferido de morte, para deixa-lo no poder até o final do mandato.Hoje quem parece estar morrendo à mingua é a oposição

Passado o pleito municipal, democratas e tucanos terão pouco tempo para juntar os cacos e assumir um oposicionismo autêntico e contundente, se é que têm pretensões em 2010. Pelo andar da carruagem, terão que fazer um esforço enorme para unificar os seus discursos e os seus projetos. Isso porque na capital de São Paulo, esquecendo-se de que seu principal adversário é a candidata do PT, têm dedicado todos os seus esforços a uma briga em suas hostes, que pode deixar cicatrizes na próxima campanha.Se marcharem divididos, como estão, rumo à sucessão presidencial, certamente colocarão Lula mais uma vez na posição mais alta do pódio.

Enquanto a oposição briga em São Paulo e não encontra o consenso sobre quem é o candidato ideal para acabar com a hegemonia lulo-petista, Dilma Roussef, a ilustre desconhecida candidata preferida por Lula, vem se tornando cada dia mais ilustre e menos desconhecida, na medida em que o eleitor a reconhece como candidata do presidente. Quem disse que governante popular não transfere votos, precisa conhecer o que acontece em Belo Horizonte, onde um, também, ilustre desconhecido, em poucas semanas, disparou nas pesquisas, assim que foi apresentado à população como candidato apoiado pelo governador Aécio e pelo prefeito Fernando Pimentel.

Portanto, a oposição, se é que ela ainda existe, tem que reconhecer os seus erros, construir novas estratégias de luta, desmitificar a figura de Lula e desmistificar o seu governo. Tem que incorporar os anseios de uma imensa parcela da sociedade que ainda tem a lucidez de enxergar que esse governo é tão consistente quanto uma bolha de sabão. Se tudo isto já não é uma tarefa fácil para uma oposição unida, imagine para uma oposição dividida e desnorteada, como se apresenta agora.
300908

13 comentários:

sergio disse...

Sobre a suposta popularidade do Lula:
Os meios de comunicação podem deturpar as noticias, não os fatos... e nem as opiniões das pessoas de bem que querem ver o PT bem longe deste pais.

Anônimo disse...

O bom desempenho dos candidatos apoiados pelo PT na maioria das capitais e cidades grandes se deve a forma serena e pragmática que vem sendo administrada a economia brasileira de 2003 para cá. Vamos continuar no rumo do crescimento economico, levando mais renda para as camadas mais pobres e fortalecer a classe média, como vem ocorrendo nos últimos anos.

Anônimo disse...

OPOSIÇÃO EU NÃO SEI SE EXISTE. MAS ESSA PESQUISA SOBRE A POPULARIDADE DO MULLA DIVULGADA É MENTIROSA. BASTA QUALQUER PESSOA FAZER UMA PESQUISA COM SEUS CONHECIDO PARA VER A GRANDE MENTIRA.

POR OUTRO LADO, LULLA-LALAU-PTÓQUIO E SEU BANDO ESTÃO ROUBANDO O BRASIL:


TCU recomenda a paralisação de 48 obras:

Lúcio Vaz - Correio Braziliense e Noelle Oliveira - publicação: 30/09/2008 -

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta terça-feira (30/09) recomedações de obras a serem paralisadas devido à presença de graves irregularidades. Ao todo, 48 obras com orçamento total de 1,51 bilhão integram a lista. Entre as recomendações, 13 obras são do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e representam orçamento de 1,15 bilhão. A listagem inclui, ainda, 20 obras de rodovias, oito hídricas e quatro aeroportos. Além das sugestões de paralisação, o tribunal listou 12 obras que sofrerão retenção de recursos devido a irregularidades, o que soma uma economia de 2,8 bilhões. Nesse segundo caso, a maior parte das obras são rodoviárias, no valor total de 1 bilhão.

A recomendação do TCU foi feita ao Congresso Nacional, que então decidirá pela paralisação ou não das obras. Em 2007, o tribunal determinou a paralisação de 77 obras. Este ano, das 153 obras fiscalizadas, apenas 15 não tinham ressalvas.


Veja as 13 obras do PAC que estão na lista de recomendações do TCU

Obra/Órgão/Irrregularidade

Canal Adutor do Sertão Alagoano (AL) / Integração Nacional / Superfaturamento, reajustamento irregular, sobrepreço

Terminal de passageiros no aeroporto de Macapá (AP)/ Infraero/ Pagamento de serviços não realizados, irregularidades na administração do contrato

Implantação do Terminal de Pecém (CE) /Petrobrás / Sobrepreço

Terminal de passageiros no aeroporto de Vitória (ES)/ Infraero/ Execução e pagamento de serviços não previstos no contrato

Construção da barragem Berizal (MG) / Dnocs/ Irregularidades graves no aspecto ambiental

Adequação de trechos na BR-381, Antônio Dias - Nova Era (MG)/ Dnit / Subcontratação irregular de contrato, superfaturamento, irregularidades na administração do contrato

Construção de trechos na BR-265 Divisa RJ - Ilicinéia - Divisa SP (MG) / Dnit / Irregularidades ambientais e na administração do contrato

Construção de trechos na BR-163, Divisa MT - Santarém (PA) / Dnit / Superfaturamento, contratação sem licitação regular

Construção de trecho na BR-230, Marabá -Altamira -Itaituba (PA)/ Dnit / Superfaturamento, acréscimo do valor acima do limite legal, contratação sem regular licitação

Melhoramentos no aeroporto Santos Dumont (RJ) / Infraero/ Alterações indevidas de projetos e especificações

Restauração de rodovias em Roraima (RR) / Dnit / Projeto básico deficiente, alterações indevidas de projetos, má qualidade dos serviços

Adequação de trechos na BR-101, em Osório (RS) / Dnit / Acréscimo contratual acima do limite legal

Construção de terminal de passageiros no aeroporto de Guarulhos (SP) / Infraero / Sobrepreço, projeto básido deficiente, irregularidades na licitação.

LADRÃOS NO PODER!

Anônimo disse...

A grande mentira:
É fato público, notório, que o Incra é um braço do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Seu presidente, Rolf Hackbart, é um dos comandados de João Pedro Stédile, que indica também os diretores regionais. Assim, sempre que se falar em Incra, é bom ter claro que se está falando de MST. Adiante.

Ontem, ficamos sabendo que o instituto lidera os desmatamentos no país. Fiz a conta, como vocês podem ver no post de ontem: seis de seus oito assentamentos são os primeiros em áreas desmatadas; na lista de 100 desmatadores, os oito projetos respondem por 44% da área total. E como reagiu Hackbart?

Bem, ele está enxergando, claro, uma conspiração contra a reforma agrária. Já trato desse assunto. Antes, cumpre indagar? Será que aquela entidade da floresta chamada Marina Silva nunca soube disso? Será que o próprio Hackbart ignorava o assunto? Será que o ministro da Reforma Agrária não tinha ciência do fato?

Dou a essas pessoas todas duas alternativas apenas:
a) são idiotas, incompetentes;
b) agiram com má-fé ideológica.
Em se tratando do grupo, acho que a segunda opção será sempre mais forte do que a primeira, sem jamais descartá-la, já que uma ideologia rombuda, que faz o pacto com o atraso, é sempre íntima da ignorância.

Não! Quem divulgou o levantamento não foi o DEM, que o PT anuncia por aí que quer esmagar; quem divulgou o levantamento não foram os produtores de soja. Quem divulgou o levantamento foi o Ministério do Meio Ambiente. Não dá para acusar, desta feita, uma conspiração dos adversários. Mas o sr. Hackbart se dá por achado? De jeito nenhum! Continuou a acusar os produtores de soja.

E por que ele faz isso? Porque, seguindo as orientações de seu chefe — que não é Lula, mas Stédile —, ele também é contra o agronegócio, que gera emprego e traz divisas para o país. E foi adiante: aproveitou para acusar outro organismo federal de desmatar ainda mais do que o Incra: a Funai. Segundo ele, em terras indígenas, a situação é muito pior.

Alô, senhores ministros do Supremo. Alô ministro Ayres Britto, que cantou as glórias preservacionistas dos indígenas naquele voto equivocado sobre Raposa Serra do Sol: o Incra está dizendo que índios e Funai são notórios “desmatadores”. Alguém vai se interessar pelo assunto? Hackbart, afinal, é governo...

Vigarice argumentativa
A vigarice argumentativa dessa gente não tem limites. Ao mesmo tempo em que nega o desmatamento, o sr. Hackabart aproveita para informar que os oito assentamentos foram feitos entre 1995 e 2002. Entenderam? 1995 é o primeiro ano do primeiro mandato de FHC, e 2002 é o último do segundo. Se lhe perguntarem quem garantiu a reforma agrária ali, ele certamente dirá que foi Lula; se lhe indagarem quem é responsável pelo desmatamento, aí é FHC mesmo... O valente quer nos fazer crer que a devastação se deu até 2002, mas só foi percebida agora.

Estamos diante de uma máquina de fabricar mentiras e mistificações. Sempre se soube que os ditos sem-terra não têm qualquer compromisso com a chamada preservação ambiental. E será tanto pior quanto mais se investir da mistificação pilantra de que todo mundo que “quer” terra tem direito a "ter" terra.


Os “amantes dos oprimidos" devem estar muito chocados. Não sabem agora se preservam a floresta ou defendem os sem-terra-com-terra-desmatada e, pois, a continuidade dos desmatamentos. O Incra já deve ter uma idéia: por que não expropriar as terras produtivas? Stálin fez isso na URSS, e Mao, na China. Com excelentes resultados...


Por Reinaldo Azevedo

Anônimo disse...

Gilmar Mendes alerta para a ''República da polícia''
Por Fausto Macedo, no Estadão:
O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a advertir ontem, após conferência em São Paulo sobre os 20 anos da Constituição, para os riscos do que chamou de "república da polícia, república do juiz, do promotor". Em sua cruzada contra abusos de investigações patrocinadas por órgãos oficiais sob o manto do combate ao crime organizado e à corrupção, ele incluiu em seu libelo excessos e desobediências de comissões parlamentares de inquérito.
"Já tivemos exemplos em que havia um consórcio entre Ministério Público e um dado juiz e a partir daí se imaginava que se tinha fundado uma república. Vivemos isso em algum momento. Agora, em tempos mais recentes, temos vivido um tipo de república da polícia e também, às vezes, o consórcio com juiz e promotor."
Mendes reiterou a necessidade de enfrentar a "ditadura do grampo telefônico". "Aqui talvez seja um processo de devido controle dos principais setores envolvidos, seja o próprio Judiciário, o próprio Ministério Público, mas aí são dissintonias que não têm nenhum significado no sistema macro estrutural da Constituição. São questões que podem ser corrigidas sem nenhuma alteração constitucional. Uma mera alteração legislativa, às vezes, ou uma mera reinterpretação por parte do Judiciário já pode fazer essas correções." Ele condenou "tribunais de exceção" e as seguidas incursões de segmentos da máquina pública pela soberania.

Fonte: Folha de hoje.

Anônimo disse...

Colômbia expressa indignação por "ofensiva homenagem" a Tirofijo - da Efe, em Bogotá:

O governo colombiano expressou hoje à Venezuela "indignação" pela "ofensiva homenagem" rendida em Caracas a Manuel Marulanda Vélez, conhecido como "Tirofijo", líder máximo das Farc, morto há seis meses.

O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia manifestou ao Ministério do Poder Popular para as Relações Exteriores da Venezuela "o sentimento de indignação da nação e do governo por ocasião da ofensiva homenagem realizada em Caracas ao terrorista 'Manuel Marulanda Vélez', que cometeu múltiplos delitos de lesa-humanidade contra o povo colombiano e atacou continuamente a institucionalidade democrática do país".

A nota oficial lembra que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão envolvidas com narcotráfico, homicídios, seqüestros, recrutamento de menores e utilização de minas contra pessoas, entre outros muitos delitos.

A Colômbia menciona que condenou todo tipo de apoio ou respaldo a manifestações violentas, sem importar qual seja sua origem, tão e como foi expressado na Cúpula Extraordinária da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Anônimo disse...

Brasil fica abaixo da média da América Latina em ranking de chances na escola
PAULO UCHOA - da BBC Brasil, em Londres
Um novo indicador calculado pelo Banco Mundial aponta que as oportunidades educativas oferecidas às crianças brasileiras são piores que a média latino-americana.
O Índice de Oportunidades Humanas (IOH), que vem a público pela primeira vez nesta quinta-feira, é uma tentativa de "medir se as chances estão distribuídas de maneira equitativa" entre os indivíduos de um país logo no início da vida, nas palavras de um pesquisador envolvido na criação da metodologia.
Em uma escala de zero a cem, o IOH brasileiro na área educacional ficou em 67 pontos, abaixo da média latino-americana de 76 --isto apesar de ser considerado um dos países cujos indicadores mais avançaram no período estudado, 1995-2005.
O índice considera duas dimensões: educacional e de moradia. No quesito moradia, o Brasil superou a média regional (77 e 64, respectivamente), o que fez o país se aproximar da América Latina na ponderação final (72 e 70, respectivamente).
Chile, Argentina, Costa Rica, Venezuela e Uruguai foram os países em que o índice apontou uma distribuição mais equitativa de oportunidades.
Desde o berço
A América Latina foi escolhida como amostragem para a elaboração do primeiro índice por exemplificar as desigualdades na distribuição de oportunidades entre suas crianças. O estudo levou em conta 200 milhões de crianças em 19 países.
Os estudiosos do Banco Mundial levaram em conta cinco fatores para elaborar o IOH: conclusão do sexto ano escolar na idade correta e matrícula escolar de crianças entre 10 e 14 anos (para o indicador de educação); e acesso a água potável, saneamento e eletricidade (para o índice de moradia).
O relatório não deixa de reconhecer que houve avanços na educação brasileira na última década e meia. Mas aponta que um quinhão importante dos cidadãos ainda padece de desigualdades que se originam ainda no berço e têm efeitos duradouros sobre os resultados finais.
No Brasil, o Banco Mundial destacou como o estrato social em maior desvantagem é quase exclusivamente formado por negros. Na Guatemala, a situação se reproduz para os membros de comunidades étnicas que têm como língua materna uma língua indígena.
Os Estados de Santa Catarina e São Paulo têm um IOH quatro vezes mais alto que o de Alagoas ou o Piauí, revelou o estudo.
Mas Ferreira salientou que há "razões limitadas para esperar que a taxa de melhora no futuro demonstre uma acentuada diferença em relação à de 2005".

Anônimo disse...

ESTADO POLICIAL DO BRASIL:

GESTAPO DO LULLA-LALAU-NAZISTA-STALINISTA-PTÓQUIO vejam:



Para PF, Abin teve mais que 56 agentes na Satiagraha ->

02/10/2008 - 09h42 - da Folha Online

O inquérito da Polícia Federal que investiga o grampo ilegal de conversa entre o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) constatou que um número superior ao de 56 agentes, divulgado pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), trabalhou na Operação Satiagraha, informa nesta quinta-feira reportagem de Felipe Seligman e Lucas Ferraz, publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Segundo a reportagem, sem fechar com precisão o total de servidores, os delegados Wiliam Morad e Rômulo Berredo, responsáveis pelo inquérito, concluíram também que, além de monitorar os investigados com fotos, os agentes acessaram e manusearam transcrições de grampos.

A Folha informa que as imagens estão com os delegados. Ontem, data em que o inquérito deveria ser concluído, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, se reuniu com Mendes no STF. Ambos não falaram sobre o teor do encontro. Morad e Berredo encaminharam o inquérito à Justiça Federal e solicitaram a prorrogação do prazo, já que os primeiros 30 dias foram insuficientes para se confirmar se de fato o grampo existiu e o suposto autor.

Anônimo disse...

QUEM QUISER CONHECER O REINALDO AZEVEDO BASTA vê-lo na entrevista como se segue (não concordo em tudo com ele, mas é um "cara" como o Fernando Soares, que faz um contra-ponto ao besteirol de Lulla e seu bando):

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM891035-7823-AS+VERTENTES+DE+REINALDO+AZEVEDO,00.html

Anônimo disse...

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM891035-7823-AS+VERTENTES+DE+REINALDO+AZEVEDO,00.html

Anônimo disse...

POR UMA PRIMEIRA EMENDA NO BRASIL!
Destaco aqui o excelente artigo de Demétrio Magnoli publicado no Estadão desta quinta. Ele também pede uma “Primeira Emenda” no Brasil para impedir alguns valentes de legislar sobre liberdade de imprensa. Seguem um trecho:

Do valor de artigos exóticos
Quando Tarso Genro ordenou a captura e deportação dos pugilistas cubanos, nos Jogos Pan-Americanos de 2007, converteu-se em herdeiro político legítimo de Alfredo Buzaid, seu antecessor no Ministério da Justiça nos tempos de Garrastazu Médici. Não há surpresa na sua iniciativa de suprimir do projeto de lei destinado a frear a farra dos grampos uma cláusula que protegia o direito jornalístico de divulgar o conteúdo de escutas vazadas de investigações policiais. Nem na sua negativa em admitir a intenção do governo de restringir a liberdade de informar. Afinal, ninguém esqueceu que o ministro do Arbítrio substituiu, ex post facto, o termo de deportação dos pugilistas por um documento de repatriamento.

Genro não está só na ofensiva liberticida. O ministro Nelson Jobim defendeu em depoimento ao Congresso a criminalização da divulgação de escutas pela imprensa e articulou com seu colega Franklin Martins, o ministro da Verdade Oficial, a retirada da cláusula de proteção do trabalho jornalístico. Os três se alinham com o presidente da República, que explicou: "Liberdade de imprensa não pode pressupor que alguém possa roubar informações, e elas possam ser divulgadas sem que a pessoa que tenha roubado seja punida."

A frase de Lula só aparentemente carece de sentido. Um dos deveres clássicos da imprensa é precisamente "roubar informações" de interesse público e divulgá-las, mas o presidente sabe que, no caso, não há nenhum "roubo": são os autores de escutas - legais ou ilegais - que as vazam, e nem sempre primariamente para jornalistas. Atrás da esperteza presidencial se esconde uma doutrina sobre a função da imprensa. Referindo-se ao episódio do grampo no presidente do STF, Gilmar Mendes, Lula descerrou o véu: "Era fácil encontrar quem fez o grampo se o jornalista que fez a matéria dissesse quem é o cara."

Pouco importa, aqui, que nem sempre o jornalista saiba "quem é o cara". Lula está dizendo que, em nome do bem público, a imprensa deve estabelecer uma parceria com o Estado. É precisamente esta doutrina que fundamenta a criminalização da divulgação de escutas. A tríade de ministros em revolta anticonstitucional almeja transformar a imprensa em linha auxiliar da polícia, impondo aos jornalistas, sob as penas da lei, a missão de ocultar informações "sensíveis". Nem o presidente nem seus auxiliares parecem interessados no fato óbvio de que a ruptura do sigilo da escuta não se dá na hora da publicação de seu conteúdo, mas antes, quando arapongas a serviço de interesses criminosos põem os grampos em circulação numa rede mais ou menos ampla. Entretanto, ao tentarem manietar a imprensa, eles prestam um favor inestimável à indústria da chantagem, assegurando que as informações com as quais opera transitarão numa esfera restrita, fora do conhecimento do grande público.

O fascínio pela arapongagem atingiu um ápice histórico, algo que diz volumes sobre a putrefação das instituições. São, no Brasil, 407 mil escutas legais, numa orgia patrocinada pela perigosa associação entre juízes e policiais. Quantas são as escutas clandestinas, mas conduzidas por agentes públicos? Entre os cidadãos, muitos crêem ingenuamente que a destruição em massa da privacidade serve à finalidade de combater a corrupção. Mas o aterrador é constatar a difusão da leniência - ou, no limite, de uma nítida fé liberticida - entre os que, por dever de ofício, deveriam saber mais.

Anônimo disse...

O Líder:


Caracas é campeã de homicídios, diz revista americana
A revista americana Foreign Policy traz uma matéria sobre cinco cidades no mundo que ocupam "uma classe particular" quando o assunto é homicídio. Não se trata de uma lista com rigor estatístico sobre as mais violentas do mundo, mas retrata o cenário de violência em diferentes situações. Caracas aparece em primeiro lugar, com uma assustadora taxa de 130 assassinatos a cada 100 mil habitantes. A revista diz que, na capital venezuelana, não são contabilizadas as mortes nos casos suspeitos de "resistência a prisão", o que poderia aumentar ainda mais os números. Para se ter uma idéia do grau de violência em Caracas, o Rio de Janeiro teve uma taxa de "apenas" 37,2 homicídios por 100 mil habitantes em 2007.

J Morais disse...

Fernando. Tenho lido alguns artigos seus , acho que vc faz boas análises, mas fica parcial demais quando se refere ao nosso presidente, Lula. Pense bem: a popularidade de Lula não é gratuita, nem é devido ao fato de que ele teve um passado de operário, ou pelo fato de ele ser carismático.É porque ele vem realizando uma obra e esta obra é reconbhecida pelo povo. E não é apenas pelo povo pobre e analfabeto. É tb pela classe média e por muitos da classe alta. Não estou dizendo que Lula é um presidente perfeito, que é um estadista, etc etc. Eu mesmo desconfiava muioto dele e votei em Serra na eleição de 2002. Mas sou obrigado a reconecer que ele se saiu melhor do que o previsto.
Pense be: pq não existe praticamente oposição no Brasil? É pq a oposição ficou sem discurso, sem idéias. Temos que ser humildes e reconecer que Lula realmente tem feito o melhor governo das últimas décadas nesse país.