quinta-feira, agosto 28, 2008

ENTREGANDO O OURO AO INIMIGO

Tucanos e democratas, especialmente os primeiros, fazem de tudo para entregar o ouro ao inimigo, no caso, representado pela candidata do PT, Marta Suplicy. Separados por um muro aparentemente intransponível, os partidários do ex governador Geraldo Alckmin e os do atual governador José Serra não conseguem chegar a um acordo e unir suas forças para conter a ascensão da petista, que vem se distanciando na liderança das pesquisas, embora muitos julguem que dificilmente ela será eleita no primeiro turno. Caminhos opostos: as divergências entre os dois caciques tucanos podem inviabilizar a conquista da Prefeitura paulistana,e refletir sobre a próxima sucessão presidencial.
ENTREGANDO O OURO AO INIMIGO

A sucessão municipal paulistana se destaca das demais por razões óbvias: São Paulo é a principal metrópole do País, núcleo econômico e financeiro e centro de irradiação política, e o seu processo eleitoral para muitos analistas reflete de maneira acentuada sobre o que poderá ocorrer na sucessão presidencial de 2010.Uma excelente oportunidade, portanto, para a oposição, representada pelo PSDB e Democratas, se impor.

Mas não é o que acontece, pois tucanos e democratas, especialmente os primeiros, fazem de tudo para entregar o ouro ao inimigo, no caso representado pela candidata do PT, Marta Suplicy. Separados por um muro aparentemente intransponível, os partidários do ex governador Geraldo Alckmin e os do atual governador José Serra não conseguem chegar a um acordo e unir suas forças para conter a ascensão da petista, que vem se distanciando na liderança das pesquisas, embora muitos julguem que dificilmente ela será eleita no primeiro turno.

A origem da atual disputa remonta ao período em que devido à doença do governador Mario Covas, o desconhecido vice Alckmin ascendeu à direção do estado. Até então, a unidade do partido era mantida tanto pela presença centralizadora de Covas como pela liderança de Fernando Henrique, então presidente da República. Ao tomar em definitivo as rédeas do Estado após a morte de Mario Covas, Alckmin assumiu também o controle da máquina partidária e a influência sobre as bases do partido. Até então, o PSDB mantivera-se unido sob a liderança dos tucanos históricos, entre os quais José Serra

A campanha presidencial de 2006 mostrou que o PSDB paulista já não era mais o mesmo de outras jornadas. Quando tudo indicava que Serra seria o candidato natural, Alckmin atropelou e se impôs como candidato à Presidência , sustentado pelas bases partidárias que ele havia construído, e ante a tibieza de Serra. A imposição da candidatura Alckmin consolidou uma dissidência que no atual processo eleitoral fica mais evidente, acentua as diferenças entre os dois principais caciques e divide o partido. Mais uma vez,Serra foi atropelado por Alckmin.

O grupo liderado por Serra considera-se herdeiro da tradição social democrata que deu origem ao partido, em 1988.O grupo que apóia Alckmin dá nenhuma importância ao aspecto ideológico, atua de maneira pragmática, e tem sido acusado de usar métodos quercistas para se impor.

Nos bastidores, Serra acusa Alckmin de descumprir o acordo tácito feito em 2006, segundo o qual Serra apoiaria a candidatura de Alckmin à presidência em troca do apoio deste em 2010. Para Serra, uma candidatura tucana em 2010 só seria forte se mantivesse a aliança com o ex-PFL.Não é outra a razão do atual apoio do governador à candidatura de Kassab, em detrimento de uma candidatura de seu próprio partido.

Restou a Serra, por questão de disciplina partidária, uma manifestação meramente formal de apoio à candidatura Alckmin. Apoio esse que foi ironizado pelo ex-governador, ao afirmar nesta semana que a presença de Serra na campanha indica "solidariedade", mas "não ajuda, não garante votos".

O fato é que sem o apoio da máquina tucana Kassab não decola; a candidatura Alckmin, representando um partido conflagrado, rola precipício abaixo; e Marta, que nada tem a ver com as desavenças no ninho dos tucanos, tem o caminho livre na direção de mais um mandato. Mais uma vez, os tucanos dão a sua cota de contribuição para que a permanência do PT no poder seja longa.
280808

16 comentários:

A VERDADE É ESTA disse...

SÃO PAULO O CORAÇÃO DO BRASIL.
UMA PENA QUE SÃO PAULO, NOS ÚLTIMOS TEMPOS, ESTÁ DOMINADA PELAS OLIGARQUIAS.
DO MALUF, DO PITA, DOS TUCANOS BONS SÓ DE BICO, DAS MARACUTAIAS DAQUELA ESTRELA QUE SE PERDEU E SE APAGOU, MAS, PERMANECEM ESQUELETOS AMBULANTES À PROCURA DE SOPA.
ALCKIMIM FOI UM DOS PIORES GOVERNADORES QUE SÃO PAULO JÁ TEVE.
REDUZIU O ICMS DO ÁLCOOL E AÇÚCAR DE 18 PARA 12%. SEU SUCESSOR FAZ GRAÇAS COM ICMS ELETRÔNICO.
ALCKIMIM DISPENSOU O PIOR TRATAMENTO AOS SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS.
DEIXOU AS SANTAS CASAS-HOSPITAIS QUEBRADOS, FALIDOS E NADA FEZ PARA MELHORAR O REPASSE SUS-SEC.ESTADUAL SAÚDE.
ABANDONOU A POLÍCIA COM OS PIORES SALÁRIOS DO BRASIL, AO PONTO DE UM DELEGADO GANHAR SALÁRIO DE MONITOR DE FEBEM. UM INVESTIGADOR, SALÁRIO DE FOME. UM PM, NEM SE FALA.
AGORA, VÃO FAZER GREVE.
FUNCIONÁRIOS DA SAÚDE, IGUALMENTE.
O PRÓPRIO ÓRGÃO DA SECRETARIA ESTADUAL EDUCAÇÃO, SARESP, COMPROVA QUE ALCKIMIM DEIXOU AS PIORES ESCOLAS ESTADUAIS DO BRASIL, EM NÍVEIS DE ANALFABETISMO, PROFESSORES COM SALÁRIOS DE FOME.
PARA ONDE FOI O DINHEIRO DO ESTADO? PARA ONDE FOI SE PODE ABRIR MÃO ATÉ DE RECEITAS?
E KASSAB ? CONFUSO. PERDIDO. MEIO QUE SÓ.
E MARTAXA? SEM COMENTÁRIOS.
O JEITO É IMITÁ-LA: RELAXAR E GOZAR.

Ildo disse...

Fernando Soares:
Alckimin é aquele candidato que não tem ligação nenhuma com a cidade, caiu aqui de pára-quedas, que vá governar a cidadezinha de onde ele veio, sinceramente, se não fosse o grande do Mário Covas esse cara seria um nada na política, é antipático, frio, se fosse tucano votaria no Kassab, ao menos ele demonstra ter força de vontade, faz uma gestão razoável, com grandes avanços em algumas áreas, o que esse alckmin quer em SP? Ele somente veio para confundir. Como vc diz, quem ganha com isso é a Martaxa Suplício

Anônimo disse...

PTZADA ALOPARDA:
SAIBA QUE A CHANCE DE VOCES PROSPERAREM , NUM PAÍS MINIMANTE EDUCADO E ZERO!
VOCES SO CONSEGUEM MANIPULAR MASSAS IGNORANTES E MAL-INFORMADAS...
OS COITADOS NAO TÊM CULPA, AFINAL QUEM DEVERIA DAR-LHES ESCOLA E EDUCAÇÃO , SERIAM, JUSTAMENTE AQUELES QUE LHE ROUBAM A ALMA, COM PLANOS ASSISTENCIALISTAS-ELEITOREIROS
-VOCES!
VAZA!
UNITEIS!

Anônimo disse...

PT ( PARTIDO DE BANDIDO), NUNCA ANTES NESSEPAIZ NINGUÉM ROUBOU TANTO A VOCÊ.
O deputado estadual do PT Jorge Babu, foi acusado pelo Ministério Público de envolvimento com milícias. Biscaia: “A decisão de manter um bandido desses no partido só poderia dar nisso”, disse. O irmão de Babu, Elton Babu, é candidato a vereador pelo PT. Jorge Babu foi preso em uma rinha de galo no Recreio dos Bandeirantes, junto com Duda Mendonça. Ele se elegeu duas vezes vereador pelo PT e conseguiu se eleger deputado estadual. A Corregedoria da Polícia Civil fez investigações que demonstram a cobrança de taxas de segurança de comerciantes que variam de R$ 10 a R$ 100 por semana, de acordo com matéria publicada hoje (29) pelo jornal O Globo, com práticas típicas da atuação de milícias com o uso da violência para fazer cobranças, emprego de armas de fogo, inclusive fuzis, imposição de monopólio na venda de gás e na distribuição clandestina de TV a cabo ("gatonet"). DE CAIXA 2 O PT ENTENDE - muiiiitoo!

FERNANDO VOCÊ ESTÁ CERTO: ESTÃO ENTREGANDO O OURO A BANDIDOS LITERALMENTE!

Anônimo disse...

PT ( PARTIDO DE BANDIDO), NUNCA ANTES NESSEPAIZ NINGUÉM ROUBOU TANTO A VOCÊ.
O deputado estadual do PT Jorge Babu, foi acusado pelo Ministério Público de envolvimento com milícias. Biscaia: “A decisão de manter um bandido desses no partido só poderia dar nisso”, disse. O irmão de Babu, Elton Babu, é candidato a vereador pelo PT. Jorge Babu foi preso em uma rinha de galo no Recreio dos Bandeirantes, junto com Duda Mendonça. Ele se elegeu duas vezes vereador pelo PT e conseguiu se eleger deputado estadual. A Corregedoria da Polícia Civil fez investigações que demonstram a cobrança de taxas de segurança de comerciantes que variam de R$ 10 a R$ 100 por semana, de acordo com matéria publicada hoje (29) pelo jornal O Globo, com práticas típicas da atuação de milícias com o uso da violência para fazer cobranças, emprego de armas de fogo, inclusive fuzis, imposição de monopólio na venda de gás e na distribuição clandestina de TV a cabo ("gatonet"). DE CAIXA 2 O PT ENTENDE - muiiiitoo!

PT todo dia um bandido mentindo pra você! Lembrem-se da Quadrilha do Zé Dirceu tinha 40 segundo o Procurador-Chefe da Republica!

Anônimo disse...

GESTAPO DO LULLALALAU-PTÓQUIO-ALOPRADO-CACHACEIRO SÓ FUNCIONA CONTRA ADVERSÁRIOS OU PRA FAZER CHANTAGEM.

OS PTRALHAS QUEREM UMA DITADURA COM APARELHAMENTO DAS INSTITUIÇÕES, CHANTAGEM EM QUEM TEM DINHEIRO NO BRASIL E MENTIRAS - SÓ CEGO E SURDO NÃO VÊ.


REVISTA ÉPOCA - 28/08/2008 - RODRIGO RANGEL E MURILO RAMOS
PF ACOBERTOU DIRIGENTE DO PT, DIZEM DOCUMENTOS:
A Polícia Federal informou ao Supremo que não pôde grampear Romênio Pereira, secretário nacional do partido, porque não tinha seus números de telefone. Documentos obtidos por ÉPOCA desmentem essa explicação.
Um deles é o telefone da casa de Romênio, em Belo Horizonte – que, aliás, está registrado em nome do próprio petista. Como os telefones de Carvalho estavam grampeados pela PF, os números de quem falava com ele eram identificados pelo sistema de escuta. E foi assim que, em 27 de julho de 2007, o telefone residencial de Romênio ficou registrado na base de dados da investigação.
O relatório da PF ao ministro do Supremo vai se tornando mais controverso à medida que vão aparecendo mais transcrições de conversas da dupla. Nos diálogos de Romênio com Carvalho, gravados pelo grampo no telefone do lobista, o petista utiliza mais dois números de telefone celular, ambos de Brasília.

Nos documentos da própria PF, há pelo menos mais três números de telefone de Romênio Pereira.
Ou seja: quando mandou o documento para o ministro do Supremo afirmando não ter conseguido identificar os outros números do petista, só nos seus próprios arquivos, a PF já tinha o telefone da casa de Romênio e pelo menos mais três números de celulares usados por ele.
Na PF, nenhum dos responsáveis pela investigação quis dar declarações sobre o assunto, sob o argumento de que a investigação corre em segredo de justiça. A direção da instituição, por sua assessoria de imprensa, nega que tenha sofrido pressão política para proteger o dirigente do partido do governo. Procurada por ÉPOCA, afirmou que os celulares não estavam em nome de Romênio e que, por isso, os encarregados do caso decidiram não grampeá-lo.
A explicação, por si, já soa estranha. É como dar chance ao investigado – não apenas Romênio, mas qualquer um, incluindo narcotraficantes, sonegadores e contrabandistas – de driblar o grampo com a simples estratégia de falar apenas em telefones registrados em nome de terceiros.
A PF afirma, ainda, que Romênio não era parte do grupo investigado, e que só foi identificado "no final da investigação".
É outra explicação que os documentos obtidos por ÉPOCA desmentem. Em junho de 2007, um ano antes de a operação ser deflagrada, o nome de Romênio já aparecia em relatórios produzidos pela PF, devidamente identificado como dirigente do PT. Ali os policiais já suspeitavam da relação entre os dois. "JC [o lobista] recorre a Romênio para ser apresentado em órgãos públicos e eventualmente solicitar influência em nomeações para cargos", escreve a PF num relatório de julho.
Romênio Pereira, mineiro de Patos de Minas, é um petista de longa data. Já ocupou diferentes cargos na hierarquia partidária. Seu último posto, o de secretário nacional de assuntos institucionais, dava-lhe a atribuição de organizar o partido nos municípios e de fazer a ponte com prefeitos petistas de todo o país. Irmão do deputado federal Geraldo Magela (PT-DF), Romênio integra, dentro do tabuleiro interno PT, uma tendência próxima à do ministro da Justiça, Tarso Genro, e do presidente da Câmara de Deputados, Arlindo Chinaglia. A atribuição e o cargo lhe garantem trânsito certo nas altas repartições do governo em Brasília. Sua agenda indica reuniões com ministros e integrantes do segundo escalão da Esplanada dos Ministérios. E foi justamente essa facilidade de acesso que o pôs sob suspeita na Operação João-de-Barro.
No começo, ao ouvir o lobista João Carvalho, a PF deparou com conversas entre ele e Romênio. Depois, os policiais foram percebendo que essas conversas eram freqüentes – e viram que a relação entre os dois parecia ser mais que uma amizade. De junho a novembro de 2007, os dois se encontraram pelo menos sete vezes. Nos contatos por telefone com Carvalho, Romênio se mostra precavido. Evita entrar em detalhes, mas demonstra atender as solicitações do lobista para abrir portas no governo. Segundo a PF, João Carvalho é um dos cabeças de uma quadrilha envolvida com desvio de verbas do PAC destinadas a 119 prefeituras de sete estados. No rol de investigados há empresários, prefeitos e deputados federais. Somados, os repasses a esses municípios chegam a R$ 700 milhões. Semana passada, após a notícia de que está sob investigação, Romênio pediu afastamento da direção do PT por 60 dias. Procurado por ÉPOCA nesta quarta-feira (27), o petista não retornou as ligações. João Carvalho não foi localizado.
Ouça diálogos do petista com o lobista (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI11389-15223-2,00-PF+ACOBERTOU+DIRIGENTE+DO+PT+DIZEM+DOCUMENTOS.html)
"Tá andando bem o negócio dele, né?"
Romênio Pereira diz ter boas notícias para lobista
"Eu ia falar pra gente fazer uma farra amanhã"
Petista combina de encontrar lobista em Belo Horizonte: detalhes, só pessoalmente

Anônimo disse...

Denúncia no Inquérito nº 2245 11
O conjunto probatório produzido no âmbito do presente
inquérito demonstra a existência de uma sofisticada organização criminosa,
dividida em setores de atuação, que se estruturou profissionalmente para a
prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão
fraudulenta, além das mais diversas formas de fraude.
A organização criminosa ora denunciada era estruturada
em núcleos específicos, cada um colaborando com o todo criminoso em busca
de uma forma individualizada de contraprestação.
Pelo que já foi apurado até o momento, o núcleo principal
da quadrilha era composto pelo ex Ministro José Dirceu, o ex tesoureiro do
Partido dos Trabalhadores, Delúbio Soares, o ex Secretário-Geral do Partido
dos Trabalhadores, Sílvio Pereira, e o ex Presidente do Partido dos
Trabalhadores, José Genoíno.
Como dirigentes máximos, tanto do ponto de vista formal
quanto material, do Partido dos Trabalhadores, os denunciados, em conluio
com outros integrantes do Partido, estabeleceram um engenhoso esquema de
desvio de recursos de órgãos públicos e de empresas estatais e também de
concessões de benefícios diretos ou indiretos a particulares em troca de ajuda
financeira.
O objetivo desse núcleo principal era negociar apoio
político, pagar dívidas pretéritas do Partido e também custear gastos de
campanha e outras despesas do PT e dos seus aliados.
Com efeito, todos os graves delitos que serão imputados
aos denunciados ao longo da presente peça têm início com a vitória eleitoral de
2002 do Partido dos Trabalhadores no plano nacional e tiveram por objetivo
principal5, no que concerne ao núcleo integrado por José Dirceu, Delúbio
Soares, Sílvio Pereira e José Genoíno, garantir a continuidade do projeto de
poder do Partido dos Trabalhadores, mediante a compra de suporte político.

Anônimo disse...

REMEMBER WHEN (TRADUÇÃO SE LEMBRA QUANDO)

Denúncia no Inquérito nº 2245 11:
(...)
O conjunto probatório produzido no âmbito do presente inquérito demonstra a existência de uma sofisticada organização criminosa, dividida em setores de atuação, que se estruturou profissionalmente para a prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta, além das mais diversas formas de fraude. A organização criminosa ora denunciada era estruturada em núcleos específicos, cada um colaborando com o todo criminoso em busca de uma forma individualizada de contraprestação. Pelo que já foi apurado até o momento, o núcleo principal da quadrilha era composto pelo ex Ministro José Dirceu, o ex tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, Delúbio Soares, o ex Secretário-Geral do Partido dos Trabalhadores, Sílvio Pereira, e o ex Presidente do Partido dos Trabalhadores, José Genoíno. Como dirigentes máximos, tanto do ponto de vista formal quanto material, do Partido dos Trabalhadores, os denunciados, em conluio com outros integrantes do Partido, estabeleceram um engenhoso esquema de desvio de recursos de órgãos públicos e de empresas estatais e também de concessões de benefícios diretos ou indiretos a particulares em troca de ajuda financeira. O objetivo desse núcleo principal era negociar apoio político, pagar dívidas pretéritas do Partido e também custear gastos de campanha e outras despesas do PT e dos seus aliados. Com efeito, todos os graves delitos que serão imputados aos denunciados ao longo da presente peça têm início com a vitória eleitoral de 2002 do Partido dos Trabalhadores no plano nacional e tiveram por objetivo principal5, no que concerne ao núcleo integrado por José Dirceu, Delúbio Soares, Sílvio Pereira e José Genoíno, garantir a continuidade do projeto de poder do Partido dos Trabalhadores, mediante a compra de suporte político.

CONTINUA TUDO IGUAL: agora estão publicamente juntos ABIN, PF, MP, toda a quadrilha.

Anônimo disse...

Gilmar Mendes e Lula acertam encontro para discutir grampos
da Agência Brasil - da Folha Online - 30/08/2008 - 19h40
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, conversou neste sábado por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a possível gravação de sua conversa por telefone com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), divulgada em matéria da Revista Veja. De acordo com a assessoria de imprensa do Supremo, os dois presidentes acertaram um encontro para a próxima semana, mas não definiram o dia.
De acordo com a reportagem, um servidor da Abin passou as informações à revista, sob a condição de se manter no anonimato. Segundo seu relato, a escuta clandestina feita no gabinete do ministro não é um ato isolado e sim uma rotina. O funcionário relatou que, neste ano, somente no seu setor, já passaram interceptações telefônicas de conversas do chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e de mais dois ministros que despacham no Palácio do Planalto --Dilma Rousseff, da Casa Civil, e José Múcio, das Relações Institucionais
Em Atibaia (SP) hoje, onde participava de um evento, Mendes classificou a interceptação do telefonema como "atentado contra o STF, o Judiciário e a democracia", segundo a assessoria.
Na segunda-feira (1º), Gilmar Mendes vai se reunir com os outros ministros da Corte para discutir "a gravidade"da denúncia.
A situação levou ao cancelamento de uma viagem que o o presidente do STF faria à Coréia do Sul a partir de segunda-feira. Segundo o site do STF, ele iria participar do simpósio internacional de celebração pelo 20º aniversário da Corte Constitucional coreana.
Mendes falaria na próxima quarta-feira (3) num painel com os presidentes das cortes supremas da Armênia, Alemanha, Cazaquistão e Eslovênia. O tema programado era "Os novos desafios para a garantia constitucional no século 21: perspectiva brasileira".

Anônimo disse...

Rebaixamento institucional e resistência
“O presidente da República trabalha não excluindo qualquer que seja o prefeito, de qualquer partido político. Mas, se a gente tem uma companheira de 30 anos, que foi companheira nos bons momentos e nos maus momentos, que foi sempre companheira, fica mais fácil a gente trabalhar”.

A fala acima é de Lula, no evento de ontem de apoio à candidatura da petista Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo. Vamos ver: e se o governador de São Paulo, José Serra, anunciasse o mesmo? “Não discrimino ninguém, mas será mais fácil trabalhar com um aliado. Ou seja: discrimino". O mundo desabaria sobre a sua cabeça. E com razão. A um governante não cabe fazer essa distinção. Lastimável é que Lula diga o que diz e que isso pareça muito natural.

Ademais, a cidade de São Paulo depende muito pouco do governo federal – e depende muito do governo do estado. A ser como quer o Apedeuta, então é melhor que São Paulo escolha um candidato afinado com o governador.

Não há nada de errado em Lula subir no palanque como militante do seu partido, mas é fato que ele continua presidente da República. Em São Bernardo, referindo-se a Orlando Morando (PSDB), um dos adversários de Luiz Marinho (PT) na cidade, mandou ver: “Eu sei quantas vezes esse sujeitinho me xingou nas ruas em 2005. Mas quando a gente chega à Presidência da República, não tem que guardar rancor. Vou derrotá-lo nas urnas.” Como se vê, ele não guarda rancor nenhum... Que Lula apóie seu candidato, bem. Que o presidente chame um adversário do PT na cidade de “sujeitinho”, aí já está muito além do aceitável. Segundo reportagem do Estadão, enquanto Lula discursava, houve uma grande debandada.

É mais um capítulo do que chamo habitualmente de rebaixamento institucional, obra inequívoca do petismo.

Grampo
Em posts abaixo, vocês encontram reações indignadas ao grampo de que foi vítima ninguém menos do que o presidente do STF, Gilmar Mendes. Grampo comprovado, inequívoco, sem qualquer sombra de dúvida. Quem está por trás disso? Lula? Depende! Você é um formalista, leitor? Não há evidência de que tenha mandado grampear, até porque alguns dos seus também foram vítimas do destrambelhamento do eixo Abin-PF. Leiam a reportagem de VEJA. Andaram invadindo até o escritório de José Dirceu.

Não creio, além de não haver evidências, que Lula ou mesmo ou algum ministro próximo tenham o controle dessas escutas. A questão é outra. E até mais grave. Quando começou esse processo, que culmina, agora, com uma Abin e uma PF balcanizadas? O petismo resolveu fazer dos órgãos de segurança do estado um instrumento de proselitismo político – e não é de hoje. Quem me acompanha desde Primeira Leitura sabe que critico esta sanha desde 2004. PF existe para investigar crimes federais, não para brincar de arranca-rabo de classes. A Abin é um órgão de Inteligência do estado: não pode estar a serviço de partido.

O “rebaixamento institucional” chegou também aos órgãos de segurança. Atribua a esses entes um papel e uma tarefa que não lhes cabem, e eles logo passam a atuar na clandestinidade e no submundo. Todos sabem que organismos como esses têm de contar com instrumentos de vigilância interna porque lidam com a mesmíssima matéria da marginalidade. O ambiente é o mesmo – só que o propósito deve ser outro, certo? Desde o primeiro dia do primeiro mandato de Lula, PF e Abin passaram a sofrer o assédio dos, atenção para o plural!, “petismos”. Deu nisso aí.

Lembram-se de Tarso Genro, ministro da Justiça, comentando o caso dos grampos? Considerou uma fatalidade da moderna tecnologia. José Múcio, nada menos do que ministro das Relações Institucionais, fez piada com o fato de que, na prática, não há mais conversa privada ao telefone. Conivência? Incompetência? Frivolidade? Tudo ao mesmo tempo.

E aí berram os petralhotários e petralhantras: “E, no entanto, o governo Lula continua muito popular”. Eu sei. Isso me deixa ainda mais animado para denunciar esse contínuo rebaixamento institucional. Desperta em mim algo como espírito de resistência, entenderam? Gosto de pensar que não sou um deles nem pisco um olho, esquerdo ou direito, pra eles.


Por Reinaldo Azevedo

Anônimo disse...

QUEM SABE VÊ A HORA

O meu incômodo com a desordem nos órgãos de segurança do estado não vem de agora. Vem, como já disse e está escrito, de 2004. Polícia e órgão de inteligência não têm de se misturar com política. Sempre que isso acontece, em vez de a polícia tornar mais rigorosa a política, é a política que corrompe a polícia. No dia 23 de maio de 2007, escrevi o texto abaixo (em azul, com destaques em vermelho). Tocar no assunto parecia maluquice.

Um dos problemas do país é a demora pra reagir. Aqueles que hoje ocupam funções institucionais são lentos. Os líderes da oposição são omissos. As entidades ligadas à defesa dos direitos individuais se arrastam em retórica pastosa. Mesmo a imprensa, como regra, encantou-se com o pega-pra-capar.

Peço que leiam ou releiam o texto abaixo. Acho que já estava tudo ali. Boa parte do que se vai escrever amanhã está escrito desde 23 de maio de 2007. Bola de Cristal? Não! Peguei a Constituição e as leis e perguntei: “Isso que está em curso é compatível com elas?” E não era. Se não era, tinha de ser denunciado. Como tem de ser denunciado o que não é.
*
Espalhafato e estado de direito. Ou polícia como política
Às vezes, em benefício da verdade, é preciso escrever textos um tanto incômodos. E escreverei um assim. Antes, peço que leiam trecho de reportam que está na Folha desta quarta:

Documento assinado por 12 advogados criminalistas entregue ao ministro Raphael de Barros Monteiro Filho, presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), manifesta preocupação com "a forma açodada e descriteriosa com que o Judiciário tem deferido medidas de força" nas recentes operações realizadas pela Polícia Federal e com as dificuldades criadas para o exercício da defesa."Estamos preocupados com a ruptura da legalidade", diz Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, autor da idéia de reunir os advogados com Barros Monteiro na semana passada.

Estão previstos encontros semelhantes com a presidente do Supremo, ministra Ellen Gracie, com o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, e com o ministro da Justiça, Tarso Genro."Ultrapassar os limites da legalidade é tão grave para a cidadania quanto a impunidade", diz o documento. Os advogados sustentam que o direito garantido ao preso de saber os motivos de sua prisão "está sendo reiteradamente descumprido" em todas as operações da PF autorizadas por juízes federais.Também assinam o documento os advogados Aloísio Lacerda Medeiros, Adriano Salles Vanni, Celso Sanchez Vilardi, Arnaldo Malheiros Filho, Eduardo Pizarro Carnelós, Dora Cavalcante Cordani, José Luís de Oliveira Lima, Theodomiro Dias Neto, Roberto Podval e Alberto Zacharias Toron.

"Todas essas diligências são baseadas exclusivamente em escuta telefônica, em interpretações subjetivas", diz Mariz. Para ele, "o combate à corrupção é necessário, mas há a instrumentalização do governo e da mídia". Ele diz que, "com o mensalão, o governo passou a aproveitar-se da situação policialesca como tentativa de encobrir os suspeitos próximos".Alberto Zacharias Toron, diretor do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, diz que "é inaceitável que, em pleno período democrático, se utilizem práticas que lembram o período da ditadura militar: a invasão de escritórios de advocacia, não porque haja cocaína nesses locais, mas para facilitar a obtenção de provas".Toron condena "a decretação de prisões temporárias a granel, sem qualquer parcimônia". "Decreta-se a prisão temporária, a Polícia Federal exibe o preso como um troféu, algema-o desnecessariamente e o exibe em horário nacional. É um "escracho". O que se fazia, antes, contra preto, pobre e puta é feito com outros presos. E há quem aplauda", diz: "Pior é ver a polícia dar informações à imprensa, que as divulga em horário nobre, e os advogados não têm acesso aos autos".
Assinante lê mais aqui

Voltei
Sabem o que é pior? O pior é que os criminalistas estão certos de reclamar e que, em muitos aspectos, o trâmite legal está mesmo indo para o brejo. Não caiamos na cilada de achar que isso é bom para a democracia. Porque não é. Alguns que foram presos aí têm mais uma folha corrida do que uma biografia? Ah, não tenham a menor dúvida. Mas me respondam aqui um coisa: há mais de quatro anos, a Polícia Federal está dedicada às suas operações espetaculosas. A impunidade no país diminuiu por causa disso? Ousaria dizer que ela aumentou. Por duas vezes, essa mesma e eficiente PF teve a chance de chegar ao núcleo da questão — no mensalão e no dossiê fajuto. Meteu algema em quantos braços?

Tratei aqui há dias da politização e do que chamei balcanização da PF. Há, sim, um monte de gente presa. Mas eu lhes pergunto: a quem interessa o vazamento da informação de que há uma lista com 100 políticos suspeitos? Interessa ao país? Interessa ao Congresso? Ou interessa a quem parece disposto a criar dificuldades para vender facilidades? Ainda que houvesse a disposição de se instalar uma CPI, será que, dado o clima, há alguma chance de que isso aconteça? Vai-se pedir a um deputado que assine um requerimento sem que se saiba se ela está ou não da lista perigosa? E não adianta afirmar que, se ele nada fez, nada deve temer. Inocentes já pagaram muito caro antes. Esse tipo de terrorismo não ajuda em nada.

"É inaceitável que, em pleno período democrático, se utilizem práticas que lembram o período da ditadura militar: a invasão de escritórios de advocacia, não porque haja cocaína nesses locais, mas para facilitar a obtenção de provas", afirma o advogado Alberto Zacharias Toron. E é mesmo. E emenda: “É um escracho. O que se fazia, antes, contra preto, pobre e puta é feito com outros presos. E há quem aplauda". Suponho, embora não esteja explícito que Toron seja contrário a que se faça isso com qualquer um, incluindo os seus três “pês”. E bom que ele deixe claro, ou aparecerá alguém para dizer que ele só se revoltou agora.

Estado de direito
Vivemos dias em que o estado de direito está valendo muito pouco. Como sabemos que há mesmo muitos safados nessa lambança, esses espetáculos podem parecer uma punição justa. Infelizmente, não vejo nisso tudo — refiro-me ao espalhafato — senão a farsa de que “agora, pegamos também os ricos”. A questão não está em saber se essas pessoas merecem ou não ser enxovalhadas. A questão é saber se elas estão sendo submetidas ao tratamento legal. Porque é bom que se saiba: se não estiverem, isso significa que você também está correndo risco. Quanto o estado de direito não vale para bandido, o cidadão comum também está ameaçado. Porque significa que se transgrediu um umbral a partir do qual tudo vale. E nada disso se confunde com impunidade.

Ao contrário. Com mais ciência e menos barulho, talvez seja possível pôr mais bandidos na cadeia — para que fiquem lá. Da forma como as coisas estão sendo feitas, alguns vagabundos acabarão se beneficiando dos vícios da operação. Do conjunto, a questão mais séria é a facilidade e quase banalidade com que o Judiciário está autorizando prisões temporárias. Mas vá lá. Por temporária, “para investigação”, seria preciso garantir um mínimo de privacidade ao detido. E se a investigação concluir que não há nada? Como acontece com “eles” em razão de uma interpretação um tanto lábil da lei, é preciso considerar: pode acontecer com qualquer um de nós.

Considerem que os métodos do Executivo para fazer política no Congresso são os mesmos, que a maneira de se formar a maioria é a mesma, que o ambiente da cooptação é o mesmo. E, no entanto, a Polícia Federal se tornou onipresente. Em vez de melhorar a política com uma moral mais refinada, o que se faz é usar a polícia para selecionar culpados. A política terminou mesmo como caso de polícia.

E, como de hábito, parece que tudo acontece muito longe de Lula. Mesmo quando um ministro seu cai no rastro da crise. Em suma: o processo político se enfraquece, e ele se fortalece. Reitero: punição a quem for culpado. E é chegada a hora de saber que destino tiveram as centenas de pessoas presas, sob os holofotes, nas dezenas de operação da PF.Por Reinaldo Azevedo - Blog da VEJA.

LULLA-PTóquio e seu governo de aloprados, chantagistas, mentirosos e com intenção de implantar uma ditadura esquerdopata (stalinismo + psicopata)

O termo “psicopata” caiu na boca do povo, embora na maioria das vezes seja usado de forma equivocada. Na verdade, poucos transtornos são tão incompreendidos quanto a personalidade psicopática.

Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente.

No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com freqüência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa. Nos relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos.

Anônimo disse...

Por que é tão difícil entender a razoabilidade (normalidade) das coisas neste país?

Sobre lulla e esse lixo de governo que faz só nos resta estar atento, pois mentira, chantagem, manipulação, aparelhamento dos órgãos públicos, compra de imprensa, todo jogo sujo aprendido nos sindicatos e nas prisões do Brasil são utilizados.

LULLA-PTóquio e seu governo de aloprados, chantagistas, mentirosos e com intenção de implantar uma ditadura esquerdopata (stalinismo + psicopata)

O termo “psicopata” caiu na boca do povo, embora na maioria das vezes seja usado de forma equivocada. Na verdade, poucos transtornos são tão incompreendidos quanto a personalidade psicopática.

Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente.

No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com freqüência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa. Nos relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos.

Anônimo disse...

O inevitável e a tese bizarra
Afastamento coletivo?

É evidente que estamos diante de um caso de demissão coletiva, não de simples afastamento. Em tese, tudo investigado e se chegando à conclusão de que a Abin não tem nada com a lambança, então a tal cúpula volta. Huuummm... O fato é que tem. Mas, oficialmente, tudo vai depender das circunstâncias políticas que cercarem a tal “investigação”. Se STF, Congresso e entidades da sociedade civil ligadas à defesa dos direitos individuais relaxarem, então se pode optar por dar o fato pelo não-fato, como de hábito.

Vai ser difícil. A arapongagem foi longe demais, cometeu um desatino. E a prova está na cara de toda gente — só a negam os que hoje funcionam, na subimprensa, como braço legal do submundo.

Lula estava contente com Lacerda? Não! Ele não estava. A Operação Satiagraha, feita em parceria com a Abin, o que todos ignoravam, praticamente escarafunchou a sua ante-sala. Está em ação uma espécie de polícia secreta, só que fora de qualquer controle.

A tese bizarra
Lá do mundo dos batedores de carteira, chega uma tese interessante, que me foi enviada por um petralha. O grampo seria suspeito — vale dizer: poderia ter sido forjado — porque a conversa entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres é favorável a ambos. Deixe-me ver se entendi o ponto de vista do mascate: se o presidente do Supremo e o senador do DEM estivessem combinando algum crime, aí, então, ele acreditaria tratar-se mesmo de um grampo? É triste tomar os próprios hábitos como medida de todas as coisas, não é mesmo?


Por Reinaldo Azevedo

Anônimo disse...

O inevitável e a tese bizarra
Afastamento coletivo?

É evidente que estamos diante de um caso de demissão coletiva, não de simples afastamento. Em tese, tudo investigado e se chegando à conclusão de que a Abin não tem nada com a lambança, então a tal cúpula volta. Huuummm... O fato é que tem. Mas, oficialmente, tudo vai depender das circunstâncias políticas que cercarem a tal “investigação”. Se STF, Congresso e entidades da sociedade civil ligadas à defesa dos direitos individuais relaxarem, então se pode optar por dar o fato pelo não-fato, como de hábito.

Vai ser difícil. A arapongagem foi longe demais, cometeu um desatino. E a prova está na cara de toda gente — só a negam os que hoje funcionam, na subimprensa, como braço legal do submundo.

Lula estava contente com Lacerda? Não! Ele não estava. A Operação Satiagraha, feita em parceria com a Abin, o que todos ignoravam, praticamente escarafunchou a sua ante-sala. Está em ação uma espécie de polícia secreta, só que fora de qualquer controle.

A tese bizarra
Lá do mundo dos batedores de carteira, chega uma tese interessante, que me foi enviada por um petralha. O grampo seria suspeito — vale dizer: poderia ter sido forjado — porque a conversa entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres é favorável a ambos. Deixe-me ver se entendi o ponto de vista do mascate: se o presidente do Supremo e o senador do DEM estivessem combinando algum crime, aí, então, ele acreditaria tratar-se mesmo de um grampo? É triste tomar os próprios hábitos como medida de todas as coisas, não é mesmo?

BANDIDOS NAZISTAS STALINISTAS NU PUDER!
Por Reinaldo Azevedo

Anônimo disse...

01/09/2008

Lula afasta ‘temporariamente’ toda cúpula da Abin -
Marcello Casal/ABr -
Depois de sofrer pressões do STF e do Congresso, Lula decidiu afastar a cúpula da Abin, inclindo o diretor-geral Paulo Lacerda.



Segundo informação de um auxiliar do presidente, o afastamento seria “temporário”. Duraria o tempo da investigação.



É um tipo de arranjo que não costuma fucionar. O próprio Paulo Lacerda colocara o carfo à disposição na tarde desta segunda (1).



O asfastamento, ainda que temporário, significa que o Planalto aceitou como fato consumado a hipotese de que a agência agiu à margem da lei.



Em tais circuntâncias, o retorno de Lacerda à função torna-se improvável.



Lula revelou, nos diálogos privados que manteve ao longo do dia, que tem confiança em Lacerda. Não crê que possa ter partido dele uma ordem para a realização de grampos ilegais.



A despeito disso, prevaleceu no Planalto a impressão de que o governo tinha que dar uma resposta incisiva à cride so grampo. Daí o afastamento da direção da Abin.



PS.: O Planalto divulgou há pouco uma nota sobre a decisão tomada por Lula. Vai abaixo a íntegra:



“O Presidente da República, após ouvir a coordenação de governo sobre a denúncia de interceptação ilegal de telefonema do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, decidiu:

1. referendar o pedido do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Felix, ao ministro da Justiça, Tarso Genro, de abertura de inquérito policial pela Polícia Federal para investigar os fatos;

2. para assegurar a transparência do inquérito, afastar temporariamente a direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) até o final das investigações;

3. manifestar a expectativa de que o Congresso Nacional aprove o mais rápido possível o PL 3272/08, de iniciativa do Poder Executivo, que regula e limita as escutas telefônicas para fim de investigação policial;

4. determinar ao Ministério da Justiça a elaboração, em conversações com o Supremo Tribunal Federal, de projeto de lei que agrave a responsabilidade administrativa e penal dos agentes públicos que cometerem ilegalidades no tocante a interceptações telefônicas e de qualquer pessoa que viole por meio de interceptação o direito de todo cidadão à privacidade e à intimidade.”

Brasília, 1º de setembro de 2008

Secretaria de Imprensa da Presidência da República

Anônimo disse...

01/09/2008 - 18h58
AMB diz que grampos demonstram tentativa de implantar no país "ações policialescas"
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da Folha Online

O presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), Mozart Valadares Pires, disse por meio nota divulgada nesta segunda-feira que os grampos feitos em autoridades dos três Poderes colocam em risco a liberdade individual e coletiva conquistada "duramente" após anos de ditadura.

No documento, o presidente da AMB atribui a realização das escutas clandestinas à Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o que para Valadares demonstra o descontrole do governo sobre a atuação da agência e a tentativa de se implantar "ações policialescas".

Porém, ainda não foi comprovada a responsabilidade da agência nos grampos feitos contra o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), parlamentares do governo e da oposição, além de ministros como Dilma Rousseff (Casa Civil) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais).

"O recente episódio de escuta telefônica na presidência do Supremo Tribunal Federal, feita pela Abin sem permissão judicial, demonstra o descontrole do governo sobre seu serviço de inteligência ou --o que é ainda mais grave-- a tentativa de se implantar no Brasil ações policialescas e nefastas ao Estado democrático de Direito", diz a nota

A AMB ressalta ainda na nota que juízes de todo o país estão "em alerta" e exigem "medidas duras" do governo contra todos os envolvidos no grampo do STF.

SP e Minas

A Apamagis (Associação Paulista de Magistrados) e a Amagis (Associação dos Magistrados Mineiros) também divulgaram nota nesta segunda-feira cobrando punição aos responsáveis pelos grampos nos telefones de autoridades dos três Poderes.

"Diante da gravidade do fato, a Apamagis reivindica que as autoridades competentes adotem as medidas cabíveis para que os responsáveis por ação tão arbitrária sejam identificados e punidos", diz na nota o presidente da Apamagis, Henrique Nelson Calandra.

A Amagis repudiou as escutas clandestinas e ressaltou que o uso indiscriminado de grampos ofende a Constituição Federal e conduz o país a um "estado policialesco".

"É preciso não perder de vista o respeito aos direitos e garantias individuais, tampouco a ética no uso das prerrogativas de determinadas funções. E mais, sob a proteção da Constituição cidadã, o respeito às disposições da lei é imposição geral, sobretudo para os que desempenham função administrativa", diz na nota o presidente da Amagis, Juiz Nelson Missias de Morais.

Denúncias

Os grampos telefônicos ilegais foram denunciados pela revista "Veja", que publicou diálogo telefônico mantido entre o presidente do STF e o senador da oposição no último dia 15 de julho. Mendes e o senador confirmaram a conversa.

Segundo a "Veja", a transcrição da conversa foi obtida das mãos de um agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) --que, por lei, não pode realizar interceptações telefônicas. O grampo, de acordo com a revista, foi feito por agentes secretos em associação a investigadores da Polícia Federal.

A PF nega ter feito escuta sem autorização judicial, mas disse que poderá abrir inquérito caso seja comprovado que o diálogo reproduzido pela revista é fruto de grampo ilegal. A Abin abriu investigação interna para apurar o caso.