sexta-feira, julho 11, 2008

A POLÍCIA FEDERAL A SERVIÇO DE QUEM?


Tudo - exceto a arbitrariedade dessas ações - estaria muito bem se as operações da PF atingissem, indistintamente, todas as organizações criminosas, independentemente do credo ideológico ou da cor partidária dos envolvidos. Isso porque é óbvio que as recentes operações da PF parecem visar, sobretudo, a constranger e expor ao escárnio público pessoas sobre as quais existem graves suspeitas , desde que não sejam partidários , aliados, amigos e companheiros de Lula e do PT.


Foto: Tarso Genro e “sua” polícia: ações espetaculosas em ambientes sofisticados agradam o povão e servem aos propósitos eleitorais do governo e do PT
A POLÍCIA FEDERAL A SERVIÇO DE QUEM?
A Polícia Federal vem ganhando os holofotes da mídia e se destacando em operações tão cinematográficas quanto os nomes atribuídos a elas .Elogiada por muitos, e sendo trombeteada como a prova de que o governo Lula não distingue os ricos dos pobres no combate ao crime, a PF com a parceria do MP e de alguns juizes federais vem desbaratado esquemas criminosos , máfias financeiras, quadrilhas que fraudam o fisco, e colocado algemas em políticos , empresários e banqueiros , categorias que até pouco tempo passavam longe de qualquer delegacia policial.


As ações espalhafatosas da PF pretendem provar que no governo do metalúrgico Lula da Silva os ricos também choram. Em que pese o fato de que a maioria dos detidos nas operações acabe conseguindo habeas corpus, visto que prisões quase sempre se fazem de maneira arbitrária e espetaculosa, a impressão causada na maioria da população, é de que finalmente os criminosos de colarinho banco estão recebendo o mesmo tratamento dado aos pés- de- chinelos.



Tudo - exceto a arbitrariedade dessas ações - estaria muito bem se as operações da PF atingissem, indistintamente, todas as organizações criminosas, independentemente do credo ideológico ou da cor partidária dos envolvidos. Isso porque é óbvio que as recentes operações da PF parecem visar, sobretudo, a constranger e expor ao escárnio público pessoas sobre as quais existem graves suspeitas , desde que não sejam partidários , aliados, amigos e companheiros de Lula e do PT.



Não é por mera coincidência que nenhuma prefeitura do PT, nenhum político graduado do partido, nenhum esquema ilegal que envolveu o partido tenha merecido a atenção que polícia de Tarso Genro vem dando a esquemas supostamente criminosos que não envolvem o partido de Lula. Se, numa hipótese surreal, não existissem denúncias envolvendo políticos do PT e do governo Lula , seria justificável tal comportamento da PF. Mas, ao contrário, nos cinco anos e meio de governo a relação de denúncias ultrapassou a casa dos três dígitos.



Por que, então, a PF, tão destemida no combate aos esquemas criminosos dos inimigos do PT, ainda não se deu ao trabalho de investigar as denúncias que envolveram o partido e o governo Lula? E não foram poucas. Refrescando a memória, o escândalo do Mensalão, o dossiê dos "aloprados", o dossiê Dilma Roussef, o escândalo Waldomiro Diniz, o caso Celso Daniel, a administração Palocci em Ribeirão Preto, a administração Zeca do PT em Mato grosso do Sul, o caso da venda da Varig, o caso Gamencorp-Lulinha, somente paraficar nos mais conhecidos.



Por que a PF, tão corajosa, ainda não convidou José Genoino, José Dirceu, Antonio Palocci, Luis Gushiken, Ricardo Berzoini,João Paulo, Delúbio Soares, e outros menos votados, para darem uma passadinha numa delegacia policial e experimentarem um par de algemas? Por que a sede do PT nunca mereceu a honra de uma visita da brava Polícia Federal?



Por tudo, não é difícil chegar a algumas conclusões. A primeira, óbvia, é que o governo usa as ações da PF como um outdoor no sentido de mostrar ao povão que no governo Lula a corrupção está sendo combatida sem tréguas , e que os ricos não estão impunes.



A segunda, é que a sucessão de Lula desencadeou no interior do seu governo uma briga de foice no quarto escuro que envolve, pelo menos, três ministros: Dilma Roussef, Tarso Genro e Patrus Ananias. Cada qual usando as armas que têm: Dilma usa as armas da chantagem e da fabricação de dossiês; Patrus se utiliza dos "pogramas sociais" empreendidos pelo seu ministério; e Tarso coloca em ação a polícia do Estado para ganhar visibilidade.


Sabemos que a maioria dos regimes totalitários teve a sua gênese na perseguição arbitrária a inimigos, que muitas vezes eram apresentados à execração pública como se criminosos fossem. Sabemos também que um dos pressupostos do Estado de Direito é o fato de que todos são presumivelmente inocentes até que se prove o contrário. E todos têm, portanto, o direito a ampla defesa. Todos os cidadãos investigados pela PF devem ser julgados e exemplarmente punidos, se provadas as suas culpas. Até lá, portanto, não podem, como qualquer cidadão, rico ou pobre, estarem sujeitos à arbitrariedade policial.



A terceira conclusão, portanto, é que, gradativamente, o governo Lula vai colocando a serviço dos seus propósitos políticos uma instituição que deveria estar a serviço da sociedade. Agindo como vem agindo, a PF assume o caráter de polícia totalitária , a serviço de um partido e de uma causa política. E mais:de um ministro que tem pretensões eleitorais.



A Polícia Federal somente passará a ter o respeito que merece a partir do momento em que se assumir como instituição do Estado e se colocar a serviço da sociedade, completamente subordinada à Constituição do País. Da maneira como vem agindo, em que pese o aplaudo de muitos para as suas ações, podemos temer pelo pior. O Estado Policial que se pretende instalar no Brasil é meio caminho andado para o totalitarismo.

110708

25 comentários:

Anônimo disse...

DANIEL & PTralhas Lullanáticos Comentário: Vamos ver como andou se comportando o ?banqueiro? Daniel Dantas: 1- Dantas pagou R$ 8,5 milhões ao advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Cacai, amigo de José Dirceu. De fato, quem advogou para ele foi José Oliveira Lima, também chapa do ex-ministro, por R$ 1 milhão. O pagamento a Cacai foi, sei lá, uma espécie de deferência; 2- Dantas pagou, por meio da Brasil Telecom, R$ 1 milhão de reais a título de honorários advocatícios, a Roberto Teixeira. Sim, o Primeiro-Compadre, aquele da Varig; 3- Antes de a Gamecorp, de Lulinha, fechar o acordo milionário com a Telemar (atual Oi), Dantas pagava à empresa do filho do presidente e sua trupe R$ 100 mil mensais para que fornecessem conteúdo para o portal de internet da Brasil Telecom; 4- Dantas pôs em sua folha de pagamentos a agência Matisse, de propriedade de Paulo de Tarso Santos, petista histórico e marqueteiro das campanhas de Lula em 1989 e 1994. A Matisse foi contratada para "reposicionar" a marca da Brasil Telecom. Mas o que fez mesmo foi ajudar a "reposicionar" Dantas frente ao governo petista; 5- Dantas conseguiu emplacar no governo o ministro Mangabeira Unger, que contratara como consultor e trustee da Brasil Telecom, quando era controlada pelo Banco Opportunity. Mangabeira recebeu US$ 2 milhões; 6- Dantas contratou, sabe-se agora, Luiz Eduardo Greenhalgh, petista histórico. Não se conhecia a sua intimidade com esse ramo de negócios; 7 ? Dantas contratou a agência de Marcos Valério, o notório operador do mensalão. Dantas fez negócio, portanto: - com o filho do presidente; - com o compadre do presidente; - com o ministro do presidente; - com os chapas do ex-ministro forte do presidente; - com o publicitário do presidente. E tudo, como se vê, no governo do PT. Os esbirros do petismo estão batendo palminhas por quê? Refiro-me acima a pagamentos conhecidos. Mas também os remeto a trecho de uma reportagem de Marcio Aith, publicada na VEJA em 2006. Leiam com atenção: Uma dica: ele [Daniel Dantas] poderia revelar, por exemplo, quantos encontros teve com o ex-presidente do Banco Popular, Ivan Guimarães, e o que foi discutido em cada um deles. Já se sabia que Guimarães operou como uma espécie de genérico de Delúbio Soares durante a campanha presidencial de 2002. O que não se sabia, e Dantas certamente pode comprovar, é que Ivan continuou operando na clandestinidade em 2003 e em 2004, já no governo, achacando empresas e empresários. Ivan procurou Dantas em setembro de 2004. Queria falar sobre a investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contra o Opportunity. Dias depois, a comissão julgaria um processo contra o banco, acusado de burlar regras do Banco Central ao admitir brasileiros num fundo de investimento das Ilhas Cayman. O Opportunity poderia ser inabilitado pela CVM, mas acabou recebendo uma pena leve. Esse Ivan é mesmo terrível. Outra dica: Dantas poderia contar às CPIs como Yon Moreira da Silva, ex-diretor de Negócios Corporativos da Brasil Telecom, lhe apresentou a idéia de comprar parte da Gamecorp, a empresa de Lulinha. Aliás, o próprio Yon pode colaborar com as investigações. Depois que as circunstâncias vergonhosas do caso Gamecorp foram denunciadas por VEJA, o ex-diretor da Brasil Telecom declarou que a Telemar fizera um bom negócio e pagara um preço justo para tornar-se sócia do filho do presidente. O que Yon não conta é que essa declaração lhe foi implorada pelo próprio Palácio do Planalto ? mais especificamente pelo então ministro Jaques Wagner, que, falando em nome do presidente Lula, pediu a Dantas que o ajudasse a preservar o filho do presidente. Como se vê, o obscuro Dantas daria uma ótima contribuição ao país se saísse de uma vez das sombras. Coragem, Dantas! De volta à nossa campanha Vejam só, caros leitores, eu posso escrever aqui o que os anões, mascates e ratazanas não podem: ?Vai, Dantas, conta tudo. Mas tudo mesmo!? Por Reinaldo Azevedo
POR QUE SÓ PRENDERAM PARTE DESSE BANDO? Porque é a Gestapo do LULLA-LALAU-PToquio-Cachaceiro!

Anônimo disse...

Presidengue Lulla-Beiramar & JUSTIÇA(?) À Kg!
Juízes PTralhas querem convencer por quilo de celulose.
Mas com 2 pesos e 2 medidas!


Por que não prenderam pelo mesmo motivo "há a necessidade da prisão preventiva de Dantas visto que existem indícios suficientes de autoria e de participação no delito de corrupção ativa" o bando de PTralhas do Mensalão (Zé chefe de quadrilha a frente), Dilma no caso VARILOG e do Dossie contra FHC, Lullinha no caso GAMECORP, Vavá irmão do Lulla no caso 2 pau, Palocci no caso do LIXO de Ribeirão Preto, O sombra e Gilberto de Carvalho no caso da morte do Prefeito Celso Daniel, Palocci no caso do sigilo bancário do caseiro, Duda Mendonça e Lulla no caso de pagamento de campanha no Exterior, Waldomiro Diniz no caso da CAIXA quando ainda trabalha na Casa Civil, o Padre PTralha viadinho que corrompia menores com dinheiro público colocado na ONG, Guchiquem pela manipulação das licitações por meio da indicação da maioria dos membros das comissões de licitações de propaganda do Governo, o churrasqueiro do Lulla que estava fazendo dossie falso nas eleiçoes com o pessoal do Berzoine do Lulla e do Mercadante, Marta Suplici pela dívida que deixou por crime de violação da lei de responsabilidade fiscal, o PT gaucho pela compra da sede com dinheiro do bicho conforme denunciou o Zé Dirceu, Berzoine pela desvio de dinheiro da cooperativa BANCOOP, Guchiquem pelas denúncias de manipular fundos de pensões e auxiliar nas maracutaias das cias. de telefonias, o PTralha que levava dólares na cueca, Duda pelas brigas de galos e sonegação de impostos, MARCO VALÉRIO pelo VALÉRIO-DUTO, o Ministro dos Esporte pelos gastos com Cartões Corporativo, A Ex-ministra Matilde demitida por Lulla, o cumpadre do Lulla pelo 5 milhões recebido pra vender a VARILOG pelo menor preço, a afilhada do Lulla filha do cumpadre por tráfico de influência e corrupção no caso da venda por valor simbólico da VARILOG, a Governadora PTralha do Para pelo strupo por 37 presos de menores e pelas morte de crianças, Severino pelo mensalinho, Genoino pelos empréstimos do BMG e Valério ao PT, o etc...

Obs.: Gilmar um grande Ministro. Até que enfim alguém que entende o Estado Democrático de Direito e o Estado de Direito.

Anônimo disse...

EXEMPLO DE COMPORTAMENTO PTRALHA LULLANÁTICO.

VEJA 1 - Diogo Mainardi: "Nassif, o banana" - Ou: por que ele foi demitido da Folha

Eu sou lobista de Daniel Dantas. É o que diz o blogueiro Luis Nassif. Como foi que eu ajudei Daniel Dantas? Acusando-o de ter financiado Lula. E também acusando Naji Nahas de ter financiado Lula. O fato de eu ter publicado uma série de documentos judiciais sobre Naji Nahas e a Telecom Italia me incrimina, segundo Luis Nassif. Entende-se: em meu lugar, ele teria picotado e obedientemente engolido esses documentos, que denunciam as ilegalidades cometidas pela empresa e pelo governo. Quem patrocina o site de Luis Nassif? A Telecom Italia. Quem impediu que ele falisse e perdesse até as cuecas? O BNDES.

Eu já ridicularizei Luis Nassif três anos atrás, demonstrando que ele reproduziu integralmente em sua coluna a nota de um lobista ligado a Luiz Gushiken. Ele foi demitido da Folha de S.Paulo pouco tempo depois, por causa de um fato ainda mais nauseabundo: a suspeita de ter usado seus artigos no jornal para achacar o governo de Geraldo Alckmin. Em 2004, Luis Nassif convidou o secretário Saulo de Castro para um fórum de debates organizado por sua empresa, Dinheiro Vivo. O detalhe sórdido era o seguinte: para o secretário poder participar do evento, o governo paulista teria de desembolsar 50.000 reais. Saulo de Castro negou o pedido.

Em 2005, Luis Nassif voltou à carga, cobrando uma tarifa ligeiramente mais modesta, de 35.000 reais. A assessora de Saulo de Castro mandou um e-mail para o chefe com este comentário: "Não é à toa que a empresa se chama Dinheiro Vivo". Saulo de Castro negou o pedido mais uma vez. Luis Nassif decidiu retaliar. Em sua coluna, passou a atacar sistematicamente o governo Alckmin, em particular o secretário Saulo de Castro. Quando o diretor da Folha de S.Paulo, Otavio Frias Filho, foi informado das suspeitas em torno de Luis Nassif, demitiu-o imediatamente. Nesta semana, falei sobre o episódio com Otavio Frias Filho. Ele confirmou.

Com a carreira no jornalismo arruinada, Luis Nassif refugiou-se na internet, onde seu passado era desconhecido, como o de Mengele em Bertioga. O bando de Luiz Gushiken arranjou-lhe uma sinecura no iG. Enquanto fazia um blog para meia dúzia de leitores, ele era obrigado a escapar de seus credores no BNDES, que queriam penhorar seus carros e apartamentos para tentar recuperar uma parte do rombo de 4 milhões de reais da Dinheiro Vivo. No fim de 2007, depois de um misterioso encontro com a diretoria do BNDES, ele conseguiu fechar um acordo judicial altamente lesivo para o banco, que lhe garantiu os seguintes mimos: o abatimento de 1 milhão de reais de sua dívida, o prazo de dez anos para saldá-la, a retirada de todas as garantias para o pagamento do empréstimo e a dispensa de uma multa de 300.000 reais. Algumas semanas depois, ele retribuiu a generosidade estatal usando o único método que conhece: uma campanha de mentiras descaradas contra mim e contra VEJA, tidos como inimigos do governo.

Luis Nassif é um banana. Ninguém dá bola para ele. Por isso mesmo, minha idéia era persegui-lo apenas judicialmente. De fato, estou processando o iG. Tenho uma tonelada de mensagens, documentos e testemunhas que desmoralizam toda a imundície publicada em seu blog. Mas suas calúnias ganharam outro peso depois que Daniel Dantas e Naji Nahas foram presos. Claramente, o pessoal que o emprega está preocupado com o rumo que esse inquérito pode tomar. Há um empenho para impedir que os dois sejam associados a Lula, como eu sempre fiz. Quando Daniel Dantas e Naji Nahas foram presos, eu comemorei. Luis Nassif deve ter pensado em todos os documentos que terá de picotar e engolir. E em todos os patrocinadores que poderá ganhar.


Por Reinaldo Azevedo

Anônimo disse...

Fraudes de arrepiar

O Tribunal de Contas da União (TCU) está divulgando um novo relatório sobre auditorias realizadas nos convênios entre o governo federal e as organizações não-governamentais. De acordo com o jornalista Lauro Jardim (Veja), o trabalho feito pelo ministro Benjamin Zymler "é de arrepiar", e apresenta um manancial de irregularidades cometidas por 26 ONGs que firmaram contratos de mais de R$ 250 milhões com a União. Jardim informa que nas cerca de 180 páginas do documento, um dos pontos que mais chama atenção é a relação de irregularidades envolvendo convênios entre o Ministério do Turismo e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais. Os contratos foram firmados entre 2003 e 2006, período em que o ministério era comandado por Walfrido dos Mares Guia. Será que os preguiçosos membros da CPI das ONGs no Senado vão aproveitar o trabalho do TCU e desenterrar dos seus porões os documentos que comprovam toda essa maracutaia?

Anônimo disse...

O mais importante

A decisão de Gilmar Mendes é bem maior do que um mero pedido de liberdade. O que o ministro tinha em mãos era um pedido para que os advogados de Dantas tivessem acesso aos dados colhidos durante as investigações (inclusive já divulgados pela imprensa). Jornalistas sabiam, mas advogados, não. Em sua decisão, o ministro garantiu o direito básico de todo advogado - acesso aos inquéritos e processos. O STF tem dessas coisas: respeita, acima de tudo, a Constituição, a Democracia. Pena que foi um pouco tarde demais - quando o pedido bateu na porta de nossa Corte maior, a PF estourou a operação.


Postado por Roberto Jefferson

Anônimo disse...

Mas ninguém quer ouvir

Não foi só a liberdade provisória concedida pelo STF a Daniel Dantas que a PF e a Justiça resolveram ignorar. Os advogados de Dantas continuam reclamando que não têm acesso aos documentos juntados aos autos e, incrivelmente, usados para devolver seu cliente à carceragem. Se a prisão é certa e bem embasada, por que não dar aos defensores o direito de responder? O segredo, ainda mais agora que a operação já estourou na mídia, não deixa de ser suspeito, porque quem não confia nos argumentos parte para a violência. Mas, no Direito, o que conta são os argumentos, o resto é abuso.


Postado por Roberto Jefferson

Anônimo disse...

De provedores a delatores

O Senado aprovou projeto de lei sobre crimes na internet - relatado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - que é mais uma tentativa de limitar o uso da rede. De acordo com o texto, que ainda deve ser votado na Câmara, os provedores de internet serão obrigados a denunciar seus usuários às autoridades, tornando-se delatores. Estão terceirizando o trabalho da polícia - azar dos usuários

Anônimo disse...

Na massacrante maioria das vezes, não porque sejam de fato inocentes, mas porque o inquérito original, feito a toque de caixa, com falhas e inconsistências pueris, abre aos advogados de defesa brechas enormes para fazer a transformação de criminosos em injustiçados.

A lógica mais banal sugere que deva ser feito o contrário: a polícia investiga os suspeitos, elabora um inquérito com provas e argumentos irretocáveis, a peça é examinada e acolhida pelo juiz, abre-se um processo com os réus respondendo em liberdade e, só lá no final, em caso de condenação, os culpados são presos. Presos de verdade, por anos a fio, e não apenas por alguns dias, como vem sendo a regra.

No que se refere à última operação da Polícia Federal, esses erros de investigação tão comuns atingem níveis lisérgicos. A pressa em produzir imagens para a televisão de criminosos de colarinho branco sendo algemados resultou em um inquérito incompetente na colheita de provas, indigente em sua compilação e ágrafo na apresentação final – o que prenuncia vida fácil para a defesa dos acusados quando as instâncias judiciais começarem a cumprir sua nobre função. Os policiais produziram 5 000 páginas. Elas foram reduzidas a 173 no relatório final do juiz, que teve a sabedoria de rejeitar a imensa quantidade de arbítrios, julgamentos apressados e convulsões ideológicas exaradas pelo delegado da Polícia Federal responsável. Uma reportagem desta edição de VEJA mostra que essa operação foi feita longe do alcance do diretor-geral da PF e com a participação indevida de espiões da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O resultado do amadorismo e da incompetência do trabalho policial será, provavelmente, a impunidade de Dantas, Nahas e companhia. Uma pena.

Anônimo disse...

Diretor-geral da PF confirma: direção da instituição não participou da operação; Protógenes chamou a Abin
Por Vannildo Mendes e Felipe Recondo, no Estadão:
O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, confidenciou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que o comando da PF, em Brasília, não coordenou a Operação Satiagraha, tendo sido posto à margem das investigações pelo delegado Protógenes Queiroz. Agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) colaboraram com a operação na condição de arapongas, isto é, sem autorização do juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal. As assessorias da PF e da Abin confirmaram ao Estado as duas informações.
O encontro de Correa e Mendes aconteceu anteontem, no STF, por volta das 18 horas. Antes, o presidente do Supremo também havia conversado com o ministro da Justiça, Tarso Genro, mas por telefone.
Segundo o diretor-geral da PF, "a participação dos agentes da Abin foi irregular porque não houve pedido institucional entre os dois órgãos, não houve requisição da ajuda e do pessoal entre os diretores", disse Correa por meio de sua assessoria. "Além disso", lembrou, "a Abin compartilhou informações sigilosas que o juiz de São Paulo (De Sanctis) depositava legalmente apenas na Polícia Federal".
Esse procedimento, avalia a direção da PF, "pode contaminar o inquérito e ajudar os suspeitos na fase judicial".
Para o diretor da Abin, Paulo Lacerda, "é de praxe", uma "rotina", a colaboração entre Abin e PF. "Os órgãos de inteligência sempre fornecem seus profissionais. A Abin colaborou nessa e em outras operações da PF", afirmou a assessoria da agência de inteligência.
O Estado apurou que Lacerda queria fazer a operação quando ainda dirigia a PF, ano passado, mas foi impedido pelo ministro Tarso Genro. Protógenes levou a tarefa adiante e contou, agora, com a colaboração de Lacerda.

Anônimo disse...

Presidengue Lulla-Beiramar.

ESTÃO ROUBANDO O BRASIL!

PF diz que lobby por supertele chegou a Dilma, chamada de "Margaret" Na Folha: No relatório da Operação Satiagraha, a Polícia Federal afirma que o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, quatro vezes eleito deputado federal (1987-2007) pelo PT, fez "tráfico de influência" e "lobby" com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em torno da venda da companhia telefônica Brasil Telecom para a Oi. De acordo com a PF, o ex-deputado agia em benefício do banqueiro Daniel Dantas. O compromisso de venda da Brasil Telecom foi assinado em 25 de abril. Segundo cálculos de especialistas, Dantas recebeu mais de US$ 1 bilhão por sua parte na empresa telefônica. De acordo com o relatório de 26 de junho do delegado Protógenes Queiroz, ao qual a Folha teve acesso, a participação de Greenhalgh foi "fundamental na criação da Supertele, gentilmente elogiada por todos do grupo, em especial pelo cabeça da organização, D. Dantas". "Devido à sua condição anterior de ex-deputado federal e membro do PT, freqüenta a ante-sala do gabinete da Presidência da República, buscando apoio para negócios ilícitos do grupo, notadamente no gabinete da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e intimamente próximo ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu", diz o relatório de Queiroz sobre Greenhalgh. Para o delegado, Greenhalgh "transita nos subterrâneos dos gabinetes dos ministros do STJ [Superior Tribunal de Justiça] e STF [Supremo Tribunal Federal] em busca de decisões favoráveis ao grupo". Dilma, tratada nas interceptações telefônicas como "Margaret", possível referência à ex-primeira ministra do Reino Unido Margaret Thatcher, teria sido procurada por Greenhalgh em março, um mês antes da venda da empresa.

Anônimo disse...

Inflação é caso de polícia

A inflação vem fugindo do controle. Em alta, derruba ganhos de aplicações financeiras e atinge a cesta básica, ameaçando o ciclo de prosperidade pelo qual passa o País. Na berlinda, saltou para a 1ª página dos jornais. Mas, num passe de mágica, sumiu das manchetes. Foi substituída por prisões, bilhões, habeas corpus... E a PF, que já caçou boi no pasto, agora é usada para algemar o dragão da inflação. Todo político que usa da polícia pra posar de justiceiro acaba como bandido. Ninguém escapa da história, comissário PTralha...

Rosena disse...

Fernando, essa PF é de fato curiosa. Prendeu o DD pq ele é suspeito de haver recebido dinheir do M Valerio. Enquanto sisso, J Diceu que chefiava a quadrilha continua leve e solto e não é incmodado. Só os tolos pensam que a PF estaá a serviço do Brsil. Que nada! está a serviço dos petralhas.!!!!

A PF está certa disse...

Estão reclam,ando de quê? A PF pesta sim um serviço inestimável ao país , prendendo essa corja de políticos , banqueiros e safados que desgraçaram este país

Nídia disse...

OLá Fernando
Boa pergunta essa. " A PF a serviço de quem?" Sinto cheiro de "fumaça" no ar...e sabe, onde há fumaça há fogo!!! Vejo essas ações da PF como um grande teatro. Atitudes de impacto pra enganar trouxa, arbitrárias muitas vezes, mas o que conta, na realidade é impressionar o cidadão desavisado. E o "gran finale" ? fica sempre para o próximo capítulo, mas nunca chega, percebe? Quem já devolveu o dinheiro roubado aos cofres públicos? Acho que é isso que nos interessa na realidade. Gente, vamos deixar de ser "massa" e passar a ser consciente e agir!!!

Anônimo disse...

VIVA ÁLVARO URIBE!
Viva a democracia!
Viva o Estado de Direito!
CHEGA DE MENTIRAS e ALOPRADOS!

CHEGA DE CRIME CONTRA A HUMANIDADE ->


13/07/2008 - 16h39 Colômbia prende um dos maiores seqüestradores das Farc Publicidade da Efe, em Bogotá A polícia colombiana deteve um chefe da guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), considerado o maior seqüestrador do noroeste do país e que foi apresentado hoje à imprensa na cidade de Medellín. Fontes policiais assinalaram que se trata de Guillermo Antonio Úsuga Graciano, conhecido como Tio Pancho, terceiro chefe da frente 34 das Farc, que foi detido no sábado em uma operação especial em Arboletes, no departamento (Estado) de Antioquia. Segundo o comandante da polícia colombiana, general Óscar Naranjo, Tio Pancho teria sido responsável por pelo menos 88 seqüestros. Naranjo disse ainda que o rebelde iria ser nomeado, nos próximos dias, comandante da frente 37 das Farc. A operação que terminou com a captura de Tio Pancho, requerido pela Justiça por delitos de terrorismo, se desenvolveu durante oito meses, segundo as fontes. "Este sujeito é apontado no departamento de Antioquia (como responsável) por vários seqüestros ao longo de dez anos. Nossas unidades de inteligência realizaram trabalhos de acompanhamento durante vários meses", declarou o general. O presidente colombiano, Álvaro Uribe, parabenizou a polícia ao ser informado sobre a detenção do guerrilheiro e disse que sua captura é "um alívio" para a sociedade.

Anônimo disse...

GILMAR MENDES CRITICA TARSO E DIZ QUE NÃO TEM MEDO DE IMPEACHMENT.
WANDERLEY PREITE SOBRINHO - colaboração para a Folha Online ->
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, rebateu nesta segunda-feira as declarações do ministro Tarso Genro (Justiça), que criticou a decisão do Supremo na última sexta-feira (11). SEGUNDO MENDES, TARSO NÃO TERIA "COMPETÊNCIA" PARA OPINAR SOBRE O ASSUNTO.
"EU NÃO TENHO NENHUM CONHECIMENTO DA CRÍTICA DO MINISTRO [TARSO GENRO] A RESPEITO. E ELE NÃO TEM COMPETÊNCIA PARA OPINAR SOBRE O ASSUNTO", AFIRMOU MENDES, EM SÃO PAULO.
Questionado sobre a possibilidade de impeachment --a Procuradoria Regional da República estuda fazer um abaixo-assinado solicitando o impeachment de Mendes--, O MINISTRO AFIRMOU QUE NÃO TEM MEDO DE "RETALIAÇÃO".
"NÃO TEM NENHUM CABIMENTO [O IMPEACHMENT]. EU COMPREENDO QUE OS PROCURADORES FIQUEM CONTRARIADOS COM A EVENTUAL FRUSTRAÇÃO DE ALGUM RESULTADO DE SEU TRABALHO. MAS ISSO NÃO JUSTIFICA NENHUMA OUTRA MEDIDA. EU NÃO TENHO NENHUM MEDO DESSE TIPO DE AMEAÇA E RETALIAÇÃO."
Mendes disse ainda que não é "natural" que o Judiciário questione uma decisão do Supremo, mas disse que, caso isso ocorra, o STF tem mecanismos para se defender. "Não é natural que haja isso, até porque temos uma estrutura hierarquizada de justiça. Mas se houver, nós temos os mecanismos conhecidos da reclamação e da própria ação de habeas corpus."
Para o presidente do Supremo, não há ganhadores nem perdedores na suposta crise deflagrada entre a Polícia Federal e o STF. "Não há ganhadores nem perdedores. NÓS TEMOS UMA ESTRUTURA DEFINIDA NO TEXTO CONSTITUCIONAL QUE CABE AO SUPREMO GUARDAR E ZELAR PELA CONSTITUIÇÃO EM ÚLTIMA INSTÂNCIA. Ele acerta e erra por último", afirmou.

Anônimo disse...

GRAMPO SUGERE QUE PETISTA DISCUTIU VALORES DE SUPERTELE

FolhaNews - Publicação: 17/07/2008
A Polícia Federal interceptou telefonemas em que o ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT) supostamente discute com Humberto Braz, o "Guga", valores relativos à fusão entre as empresas Oi e Brasil Telecom. Braz é apontado pela PF como braço direito do banqueiro Daniel Dantas. A PF afirmou, em relatório, que os valores seriam "custo" do trabalho de lobby dos interlocutores. Na conversa, o petista é identificado como "Gomes". Por assessoria, Greenhalgh negou que tenha negociado comissão para atuar em prol da Supertele. Também diz que não se chama "Gomes". Em telefonema de 20 de março, "Guga" diz a "Gomes" que está numa "queda-de-braço" no tema da Telemig. "O ponto que trava é o Citi oferecer 1/3 ou 2/3." No dia 26, segundo a PF, Braz diz que "a diferença para eles é de US$ 20 milhões, aproximadamente 0,3% do total". Gomes diz que fechará o negócio. No relatório, a PF transcreveu diversos grampos que supostamente tratam da fusão das operadoras Oi-Telemar, Telemig, Brasil Telecom e Amazônia Celular. No dia 25 de abril, a Oi anunciou a compra da Brasil Telecom por R$ 5,863 bilhões. No acordo com a Oi, Dantas conseguiu negociar um valor para sua participação minoritária que surpreendeu o mercado. O Opportunity vai levar R$ 981,5 milhões. Segundo a PF, Greenhalgh alertou Daniel e Verônica Dantas para a possibilidade de estarem grampeados, que estavam "armando" contra eles. Em diálogo com Verônica, Dantas afirmou que a advertência deveria ser levada a sério.

Anônimo disse...

BRASIL DO LULLARAPIO SEM LEI: olha tua cara.


Divulgação de diálogo com Protógenes: uma cortina de fumaça Está difícil achar uma lógica na forma como o governo conduz os desdobramentos da Operação Satiagraha. Desde que foi anunciada a saída de Protógenes Queiroz das investigações, a cúpula da PF não consegue convencer ninguém de que o delegado não foi "fritado". E a situação ficou ainda mais confusa com a divulgação de parte dos diálogos da reunião em que Protógenes teria pedido para deixar o caso ? divulgação feita a mando do presidente Lula, que se irritou com a repercussão negativa para o governo. Das quase três horas de duração do encontro, a PF liberou menos de 4 minutos, o que só fez levantar suspeitas de uma edição tendenciosa. Protógenes diz que o sentido de suas declarações foi "adulterado". A Folha (para assinantes) é quem tomou a posição mais crítica. O colunista Fernando de Barros e Silva diz que "Protógenes foi afastado à revelia de suas funções, como sabe qualquer adulto" e ataca: "A fala editada do outro que não quis falar é coisa de regime de exceção - teatrinho stalinista." O Estadão reproduz os trechos divulgados e mostra que Protógenes sugeriu ficar até o fim da operação, tocando o inquérito nos fins de semana enquanto faria seu curso durante a semana.

Anônimo disse...

DUPLO PÉ FRIO DERRUBA O CORINTHIANS! PTRALHAS ALOPRADOS PÉS FRIOS! Coitado do Povo!


Dizem que o Lulla-PTóquio pediu ao PTralha Aloprado baiano para ir pedir uma camisa do time delle: "Jaque, vai lá busca um camiza do Corintia pra mim!" - NÃO DEU OUTRA: COM DOIS CACHACEIROS PÉS FRIOS O CORINTHIANS PERDEU DO BAHIA.

Anônimo disse...

As contas do marido de Marta Suplicy em Cayman
Eis os números, para inicio de conversa: as contas 60.356356086 e 60.356356199, do Trade Link Bank nas Ilhas Cayman. São controladas por Luis Favre, marido de Marta Suplicy. Eis a história:
por HUGO STUDART

Felipe Belisario Wermus, argentino por nascimento e cidadão francês por adoção, é personagem central das eleições para a Prefeitura de São Paulo. Você o conhece, prezado leitor, mas por outro nome Luís Favre – codinome pelo qual Felipe é chamado nos bastidores da esquerda brasileira. Companheiro da candidata do PT à prefeitura, Marta Suplicy, Favre é seu braço direito, melhor amigo, amado, confidente, conselheiro-chefe, estrategista-mor, tesoureiro-oculto. Favre é o principal baluarte de Marta. É também seu ponto mais fraco.

A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo têm informações explosivas sobre o companheiro de Marta Suplicy. A suspeita é a de que um senhor chamado Felipe Belisário Wermus seria o principal elo entre o PT e um esquema internacional de arrecadação de dinheiro a partir dos serviços de coleta de lixo nas capitais brasileiras. Esse esquema teria funcionado em prefeituras controladas pelo PT, como São Bernardo, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Campinas e São Paulo. A Vega, multinacional francesa de serviços, seria o elo empresarial do esquema.

A PF suspeita que a Vega controle um grupo de empreiteiras que ganham licitações superfaturadas para a coleta de lixo. Em média, 10% de superfaturamento, sendo 5% para as empreiteiras, e 5% para o caixa do PT. Esse dinheiro era todo repassado ao doleiro Toninho da Barcelona, que o depositava em contas em paraísos fiscais controladas por um tal Felipe Belisario Wermus. Esse dinheiro voltava ao Brasil também por intermédio de Barcelona.

As autoridades têm os bancos e os números das contas no exterior, publicadas abaixo. O esquema teria sido montado antes da eleição presidencial de 2002. Se Delúbio Soares e Marcos Valério montaram o Caixa Dois do PT no governo Lula, estamos diante da suspeita de que Luís Favre, hoje favorito para se tornar o primeiro-companheiro de São Paulo, caso Marta seja eleita, tenha montado o Caixa Zero.



Vamos aos fatos:



A PRISÃO DE DOLEIRO

Foi doleiro Antônio Oliveira Claramunt, o Toninho da Barcelona, quem começou a revelar essa história. Ele foi preso em 2004, numa daquelas operações da Polícia Federal de caça-doleiros, a Farol da Colina. Revelou que trocou dólares por reais, entre 1998 e 2002, para diversos dirigentes petistas, entre eles o deputado federal José Dirceu, então presidente do partido. Que fez remessas de dólares para inúmeros empresários e figurões paulistas, como o advogado Márcio Thomaz Bastos (ministro da Justiça por ocasião da sua prisão). E prometeu fazer revelações sobre o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, do PT, e o suposto esquema de cobrança de propina de empresas de ônibus da cidade.

Em seguida Claramunt pediu proteção de vida à PF e silenciou, aguardando pela negociação de uma delação premiada para o Ministério Público. Eis que estoura um caso bem maior, o do mensalão de Dirceu, Delúbio e Marcos Valério. E Claramunt fica meio esquecido numa cela da PF em São Paulo. E a cada dia que passa, é tomado pelo medo de ser vítima de uma queima de arquivo.

Foi nesse contexto que Claramunt se abre com seu companheiro de cárcere. Ato contínuo, escreve cartas para sua mulher, em hebraico (ele é judeu), revelando tudo o que sabia do esquema do lixo do PT. E fornecendo, inclusive, os números de duas contas que Felipe Belisário Wermus mantinha em paraísos fiscais.



MEMÓRIAS DO CÁRCERE

Evaldo Rui Vicentini era o companheiro de cárcere de Antônio Claramunt. Velho militante comunista, ex- tesoureiro do PCB (hoje PPS) em São Paulo, Vicentini fora preso sob a acusação de participar de um outro esquema de evasão de divisas. Se diz inocente. Ele acabou se transformando no principal confidente do doleiro. Conversei com Vicentini logo depois que ele saiu da cadeia, em 2005. Ele me revelou uma história escabrosa sobre o companheiro de Marta Suplicy. Mas como na ocasião ele não tinha documentos, só o testemunho oral, meu chefe na revista IstoÉ, onde eu trabalhava, preferiu não publicar. Eis os principais pontos da história contada por Claramunt a Vicentini:

a) Claramunt enviava dinheiro do Caixa Dois do PT para paraísos fiscais no exterior. O contato dele no Brasil era Luis Favre. Ele criou duas contas no exterior para Favre, ambas com seu nome verdadeiro, Felipe Belisário Wermus. O dinheiro era repassado para o Trade Link Bank, agência Miami, e de lá repassado a Wermus.

b) Esse dinheiro vinha de superfaturamento da coleta de lixo em prefeituras administradas pelo PT. O superfaturamento era de 10%, metade para o PT, metade para as empreiteiras. Vicentini citou na ocasião as prefeituras de São Bernardo, São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia, Recife, e Brasília, todas petistas (Brasília não é prefeitura mas, no caso da coleta de lixo, funciona como se fosse).

c) Uma empresa francesa, a Vega (que chegou ao Brasil com o nome de Vega Sopave), era a chefe do esquema. Todas as concorrências dessas prefeituras do PT eram vencidas ou pela Vega ou por um consórcio de empresas laranjas da Vega.

d) A Veja Ambientales, holding latino-americana da Vega no Brasil e que pertence ao grupo franco-argentino Arcelor, tem sede no Uruguai. É administrada por uma empresa chamada Pozadas, Pozadas & Vecino. O procurador da Vega Ambientales é o Sr. Jorge Altamira. Mais uma coincidência: Jorge Altamira é o codinome de Saul Belisario Wermus, irmão de Favre, e conhecido dirigente de uma facção trotsquista argentina fundada por J.Posadas.

Vicentini também revelou essa história, em detalhes, a uma companheira de partido, a deputada Denise Frossard, PPS-RJ, que a repassou para o Ministério Público.



CARTAS DO DOLEIRO À MULHER

Em agosto de 2005, quando o escândalo do mensalão estava em seu ápice, os repórteres Ugo Braga e Lúcio Lambranho, do Correio Braziliense, publicaram uma reportagem relevante, Os dois descobriram que, além de fazer confidências ao companheiro de cárcere, Antônio Claramunt enviou uma série de cartas e bilhetes à sua mulher Patrícia, todas em hebraico, que compunham um precioso mosaico. Os repórteres conversaram com os guardiões das correspondências, que deveriam ser reveladas caso o doleiro fosse assassinado. Na época, em meio a dólares em cuecas, a matéria acabou não chamando a atenção. Eis as principais informações:

1) O esquema começava com a cobrança de propinas ou superfaturamento de contratos, como os de coleta de lixo ou obras públicas, nas cidades administradas pelo PT – Santo André, Campinas, Ribeirão Preto, São Paulo, Recife, Porto Alegre. E cresceu a partir de 2003 com operações nos fundos de pensão ligados às empresas estatais.

2) O dinheiro dado “por fora” ao partido era encoberto com a emissão de notas fiscais frias de empresas ligadas ao esquema – Avencar Turismo Ltda., KLT Agência de Viagens, Appolo Câmbio e Lumina Empreendimentos Ltda. São as mais citadas.

3) Estas notas eram entregues pelos doleiros – além de Toninho Barcelona faziam parte Raul Henrique Sraur e Richard André Waterloo – às empresas achacadas, que com elas poderiam justificar a saída contábil da propina de seus caixas mundo afora. A partir daí, iniciava-se uma cadeia financeira que podia ser percorrida ao longo de um único dia – operações chamadas day trade – via computadores de quem a operava. No máximo, começava num dia e acabava no outro. Geralmente o dinheiro da propina era arrecadado em espécie.

4) Os reais eram depositados pelo então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, receptor de toda a bolada, nas contas de laranjas dos doleiros. Que de pronto disparavam ordens de pagamento no exterior. No caso do PT, eles criaram uma trilha própria. Usavam duas empresas off-shores, chamadas Lisco Oversears e Miro Ltd., para mandar dinheiro de contas numeradas respectivamente no JP Morgan e no Citibank, ambos de Nova York.

5) Debitado da Lisco e da Miro, a bolada seguia para uma conta corrente da Naston Incorporation Ltd., off-shore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal caribenho. A Naston é uma sociedade célebre entre doleiros, pois pertence a Barcelona e a Alberto Youssef, dois dos mais conhecidos do mercado.



AS CONTAS NUMERADAS DE FAVRE

6) Da offshore Naston, os dólares eram enviados recursos do PT por estas duas contas numeradas: 60.356356086 e 60.356356199 do Trade Link Bank (braço do Banco Rural, nas Ilhas Cayman). Essas contas seriam operadas por “dois” cidadãos, Felipe Belizario Wermusdit, de passaporte francês, e Felipe Belizario Wermus, de passaporte argentino. Segundo Toninho da Barcelona, são a mesma pessoa, Luis Favre.

7) A conta operada pelo passaporte francês remetia dinheiro para a Trade Link. O passaporte argentino era usado para remeter dinheiro para a conta Empire State Scorpus, em Luxemburgo. A conta Empire State tinha uma subconta no Panamá, que passava pela offshore OBCH Ltda, que seria administrada por um cubano naturalizado panamenho chamado Aníbal Contreras, amigo de José Dirceu.

8) As trocas de dólares por reais, que oscilavam entre US$ 30 mil e US$ 50 mil, eram realizadas no gabinete do então vereador Devanir Ribeiro (amigo de Lula dos tempos do ABC, hoje deputado federal e autor da tese do terceiro mandato) e integram outro braço do esquema petista. Nesse caso, o partido mantinha volumes consideráveis de dólares em dinheiro vivo, escondido em cofres ou malas ou cuecas, e acionava a casa de câmbio quando precisava convertê-los em reais. Em geral, quem ligava para a casa de câmbio Barcelona era o assessor legislativo da Câmara de Vereadores, Marcos Lustosa Ribeiro, filho do deputado Devanir Ribeiro. No início de 2002, as trocas eram esporádicas e ocorriam a cada dez ou 15 dias. No meio do ano, já estavam em ritmo alucinado, sendo quase diárias, e somavam cerca de R$ 500 mil por semana, segundo Toninho Barcelona.



A FORÇA E A FRAQUEZA DE MARTA

O doleiro Antônio Claramunt ameaçou dar as provas ao Ministério Público mas acabou não fechando acordo da delação premiada. Convocado à CPI dos Correios, ficou de boca fechada. Teria fechado acordo sim, mas com o PT. Mas o fato é que a Polícia Federal e o Ministério Público passaram a ter em mãos todos os detalhes necessários para prosseguir com as investigações. E apuraram muito, de lá para cá, de acordo com minhas fontes.

Mas o que ninguém seja ingênuo: enquanto Luiz Inácio Lula da Silva for presidente, não deverá haver qualquer operação da PF que envolva Favre. A não ser que a facção tucana na PF consiga fazer algo escondido do diretor da Federal Luiz Fernando Corrêa. Ou que Marta Suplicy ganhe a eleição deste ano para a Prefeitura e decisa enfrentar Dilma Roussef.

De qualquer forma, Felipe Belisário Wermus, dit Luis Favre, está de volta à ribalta política. É o principal baluarte (emocional, político e financeiro) da candidata do PT, Marta Suplicy. É também seu ponto mais fraco.



CONEXÃO PARIS

Nos anos 80, Favre era dirigente em Paris da Quarta Internacional, organização mundial dos seguidores do falecido líder comunista Leon Trotsky. Homem de confiança de Leonel Jospin –mais tarde eleito primeiro-ministro da França— Favre foi enviado ao Brasil para convencer as facções locais a se dissolverem no jovem PT. Acabou amigo íntimo dos chefes trotsquistas de então, como Luiz Gushiken, bancário e sindicalista, e o estudante Antônio Palocci, fiel escudeiro de Gushiken. Foram esses dois, Gushiken e Palocci, principalmente eles, que pavimentaram o caminho de Favre dentro do PT.

Hoje Favre goza da confiança de François Hollande, presidente do Partido Socialista francês. Juntos, Favre e Hollande estão articulando à ascensão de Lula à presidência da Internacional Socialista, quando ele deixar o Palácio do Planalto. O ex-primeiro-ministro da Espanha, Felipe Gonzalez, já teria concordado. Faltaria apenas acertar os ponteiros com o ex- chanceler da Alemanha, Gerhard Schröder.



MARTA É A QUINTA

Favre é amigo de Lula há 21 anos. Ele chegou até a hospedar por seis meses, em seu apartamento em Paris, Lurian Lula da Silva, a primogênita do presidente. Aos 58 anos, Favre tem um passado de aventuras.

Nasceu num cortiço em Buenos Aires, numa família de operários peronistas de origem judaica. Só completou o ginásio. Até os 20 anos, trabalhou como contínuo, gráfico e metalúrgico. Detido oito vezes pelo regime militar, exilou-se em Paris.

De pele morena, cabelos grisalhos e olhos azuis, Favre é, para as mulheres, o protótipo do homem bonito, charmoso e experiente. Já foi companheiro da filha de um grande empreiteiro argentino, de uma americana e de uma brasileira, Marília Andrade, herdeira da construtora Andrade Gutierrez. Generosa, Marília chegou a pagar uma cirurgia plástica para Luriam Lula da Silva. Depois de Marília, Favre viveu com uma francesa. Marta é a quinta. Mas sonha ser a última.

Marta e Favre vivem publicamente juntos desde 2000. Ela assumiu o romance assim que foi eleita prefeita paulistana. Então largou o marido, o senador Eduardo Suplicy, e colocou Favre definitivamente para dentro de casa. Na época, era a casa da família Suplicy. Casaram-se há três anos.

O franco-argentino (agora também brasileiro) gosta de bons vinhos, restaurantes caros e roupas de grife. Ele e Marta costumam quitar suas compras em dinheiro vivo. Favre não tem uma ocupação profissional muita cristalina. Além de conselheiro da mulher, até uns tempos atrás, quando indagado, se apresentava como dono de uma gráfica em Paris. Diz ele que essa é sua principal fonte de renda. Também representou por muitos anos a JCD, uma das maiores empresas de out doors e street media do mundo.



QUERO UM CARGO NO GOVENO

Nos primeiros meses de 2002, com a primeira campanha presidencial de Lula dando seus primeiros passos em comerciais de tevê, Favre pilotou uma sala dentro do comitê central do partido. Ele era consultado sobre a qualidade de peças de propaganda e sua viabilização. Marta nunca o deixou na mão.

Com a vitória de Lula, a prefeita exigiu um cargo para o companheiro na administração federal. Ora pedia com charme, ora levantava a voz. Na armação do governo, em meados dezembro, Marta sacou da bolsa Louis Vuitton o nome do amado para nada menos que a presidência do BNDES. A expressão de espanto no rosto de Lula foi tão grande que a então prefeita recuou antes que ouvir a resposta. Mais modesta, em seguida cogitou alguma diretoria da Caixa Econômica Federal. Noutra ocasião, falou na importância de Favre ter um gabinete no Palácio do Planalto, onde seria intérprete oficial de Lula.

Os petistas, aliviados, descobriram que a lei não permite a nomeação de estrangeiros para o governo. Até a eleição de Lula, Favre vinha sendo obrigado a voltar à França a cada três meses para renovar seu visto de turista no Brasil. Em janeiro de 2003, ele solicitou ao Ministério da Justiça um visto permanente de trabalho no País. Alegou “união estável” com Marta. Com a forcinha do ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, o visto saiu no início de março. Aí Marta voltou à carga pela nomeação do marido.

“Marta sabe mandar e Favre é a pessoa que ela mais ouve”, diz um amigo comum. Dentro do PT, a pressão foi forte . “Ela elevou a tensão junto ao presidente ao insuportável”, revela um petista que trabalha no Planalto. “Lula deu ordens para atendê-la imediatamente temendo que suas emoções passionais a levassem a romper com o partido. Aí, sim, seria um desastre”.



O PASSAPORTE AZUL QUASE SAIU

Naquele início de 2003, sentada na cadeira de prefeita paulistana, Marta tinha enorme poder sobre Lula. O presidente ainda se preocupava com algumas dívidas de campanha, que Marta e Favre ficaram de acertar. Coube a Luiz Gushiken, então ministro da Comunicação de Governo e membro do finado “núcleo-duro” do poder, puxar para si o problema.

Gushiken inventou para Favre um cargo de Assessor de Comunicação Internacional do governo. Arrumou um DAS-5 para ele, salário de R$ 5.800 mensais na época. Não era muito. Mas pelo menos ele estaria com um pé no poder federal, com cartão de visitas oficial, acesso aos gabinetes. Ah, o mais importante: Gushiken também ofereceu um passaporte especial de cor azul, o mesmo a que os Ministros de Estado têm direito. Favre estava com um pé e meio no governo.

Só não pisou com os dois sapatos porque foi acusado, na véspera da nomeação, de ter recebido US$ 300 mil para facilitar concessões de linhas de ônibus pela prefeitura de São Paulo. O autor da denúncia, Gelson Camargo dos Santos, acabara de ser preso por estelionato, falsificação de documentos e formação de quadrilha. Lula, que ainda nutria algum recato em relação à proximidade com suspeitos, disse a Marta que Favre precisava se livrar do escândalo antes de ser nomeado.

Na época, numa conversa ao telefone, Favre me disse o seguinte: “Achei melhor adiar por uns dias minha ida a Brasília”. E acrescentou: “Agora vou ter que esclarecer essas histórias absurdas”. Simulava confiança, obviamente: “Não há nada de concreto, é só um estelionatário dizendo que eu estaria envolvido num esquema”.



O INIMIGO DIRCEU

José Dirceu festejou as boas novas. Ele e Favre já foram amigos. Isso faz muito tempo. Mas durante a campanha presidencial, os dois brigavam quase todos os dias. Dirceu reclamava que o Favre se intrometia em tudo. “Ele queria decidir até o que um deputado federal pode ou não falar na TV”, queixou-se. Hoje há queixas semelhantes na campanha para a Prefeitura paulistana.

Abertas as urnas, Dirceu e Favre quase trocaram empurrões no alto do palanque da festa da vitória, na Avenida Paulista. Em seu território, Favre quis resolver quem podia ou não chegar perto de Lula. Durante um Carnaval em São Paulo, os dois apenas apertaram as mãos no camarote da prefeita Marta – e depois não conversaram. De lá para cá, ele não mudou. Ao contrário. Só aumentou sua característica de resolver tudo.

Anônimo disse...

De mentirinha!

PTralha só cuida de enganar o POVO!

Procuradoria investiga boicote a delegado. JÁ VIRAM ALGUM PTRALHA DE ALGEMA NESSEPAIZ??? - OS PTRALHAS SÃO OS MAIORES LADRÕES DO PAÍS NOS ULTIMOS 6 ANOS E NÃO TEMOS UM PTRALHA NA CADEIA E NEM ALGEMADO. ALGUÉM ACREDITA NA SERIEDADE DA PF-GESTAPO DO LULLA-PTÓQUIO????? NO MP PTRALHA???? NA CGU DO LALLAU????????

Anônimo disse...

De mentirinha!

PTralha só cuida de enganar o POVO!

Procuradoria investiga boicote a delegado. JÁ VIRAM ALGUM PTRALHA DE ALGEMA NESSEPAIZ??? - OS PTRALHAS SÃO OS MAIORES LADRÕES DO PAÍS NOS ULTIMOS 6 ANOS E NÃO TEMOS UM PTRALHA NA CADEIA E NEM ALGEMADO. ALGUÉM ACREDITA NA SERIEDADE DA PF-GESTAPO DO LULLA-PTÓQUIO????? NO MP PTRALHA???? NA CGU DO LALLAU????????

Anônimo disse...

NO BRASIL ATUAL, GILMAR MENDES – PRESIDENTE DO STF – É UM GIGANTE, TENTANDO RECONDUZIR O BRASIL AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO. Num discurso, em reunião com membros da Associação dos Juízes Federais, Gilmar Mendes disse: ‘O MAIS FÁCIL É DESRESPEITAR UMA DECISÃO DO SUPREMO. DEPOIS DISSO, FICA FÁCIL PARA QUALQUER UM DESRESPEITAR A PRIMEIRA INSTÂNCIA. NOSSA CAPACIDADE DE COERÇÃO É SIMBÓLICA, NÃO PASSA DE DOIS OFICIAIS DE JUSTIÇA E DE UM PACTO DE LEALDADE INSTITUCIONAL. QUE PODER TERÁ UM JUIZ PARA DECIDIR CONTRA UM COMANDO MILITAR?’

‘PERDEMOS O SENTIDO DA CIVILIZAÇÃO’ – disse o jurista Célio Borja, que tem 78 anos e quase sessenta de atuação na vida política. Diz mais: estamos discutindo e avaliando condutas à luz da Constituição e das leis. Por isso não quero falar do presidente. Sua responsabilidade ainda será apurada. Mas, em relação ao partido que está no governo, minha opinião é que não existe mais nenhum limite aos meios, desde que os fins que se propõem sejam alcançados. Ainda que esses meios incluam corrupção e aliança com o que existe de mais corrupto e atrasado na política brasileira. Isso é um desrespeito à democracia.

A luta pela moralização de nossas práticas públicas, vital à restauração da credibilidade popular nas instituições do Estado, tem hoje nessa Corte (STF) forte e fundamental referência. A conjuntura presente do país exige um Judiciário firme e atuante, como tem sido o Supremo. Desde a redemocratização, em meados da década dos 80 do século passado, o Brasil tem vivido crises sucessivas, dentro das quais, apesar de todos os pesares, aprende e avança. O que hoje nos está posto é um grande desafio: dar conteúdo ético e social ao Estado democrático de Direito. Sem tal conteúdo, o que é a democracia senão uma abstração jurídica?

Justiça se faz com coragem e bom senso, mas também com serenidade. E aqui invoco o pensamento do escritor português de meados do século passado, Júlio Dantas, que ensinava: ‘NÃO SÃO OS VIOLENTOS E OS EXPLOSIVOS QUE MANDAM: SÃO OS HOMENS CALMOS, PLÁCIDOS E IMPASSÍVEIS. SÃO AQUELES QUE CONSERVAM O PODER DE DECIDIR E DE RESOLVER QUANDO TODOS À SUA VOLTA ESTÃO PERPLEXOS E PERTURBADOS; SÃO AQUELES QUE CRÊEM QUANDO TODOS DUVIDAM; SÃO AQUELES, ENFIM, QUE, QUANDO TUDO ESTÁ PERDIDO, ENCONTRAM AINDA, NO MOMENTO SUPREMO, O GESTO QUE REDIME E A PALAVRA QUE SALVA’.

‘AMANHÃ, SERÁ A TUA VEZ, ROBESPIERRE’.- frase de Danton, advogado e deputado francês, acusado por prática de corrupção por Robespierre, que o conduziu à guilhotina durante a Revolução Francesa. Meses depois, Robespierre - o incorruptível -, também, seria guilhotinado, tornando-se mais uma das vítimas da revolução. Esses analfabetos não sabem nada – não conhecem um pouquinho de história.

O que vemos nos dias de hoje é a completa ignorância (analfabetismo funcional) dos representantes da maioria no poder executivo da República, que não tem: projeto de país, não tem conhecimento ou respeito pelas instituições republicanas e democráticas, não tem comportamento exigido pelo Estado de Direito Democrático e pela vida regra pela igualdade entre homens e mulheres, e nem sequer respeita as práticas comerciais modernas (nessa matéria tem um pensamento anterior a 1980).

Nos dias atuais, Lulla e seu bando com comportamentos erráticos, Ministério Público omisso e medroso, Policia Federal usada como aliado político dos Partidários do Lulla (mais próxima da histórica Gestapo), espionagem dos adversários e das minorias no maior desrespeito as liberdades individuais do cidadão, absolvição dos membros do partido dos PTralhas, e utilização de vultosos recursos financeiros públicos sem qualquer fiscalização eficiente, nos deixam perplexos e com grande sentimento de impotência num claro desrespeito às Instituições Republicana e ao Estado Democrático de Direito – pra não dizer do mais elementar dos direito, a vida humana (estar sujeito a prisão sendo inocente e por não compartilhar o partido político é animalesco).

Nicolau Maquiavel, em italiano Niccolò Machiavelli, (Florença, 3 de Maio de 1469 — Florença, 21 de Junho de 1527) foi um historiador, poeta, diplomata e músico italiano do Renascimento. É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pela simples manobra de escrever sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser. ELE TAMBÉM ACREDITA QUE A HISTÓRIA SE REPETE, TORNANDO A SUA ESCRITA ÚTIL COMO EXEMPLO PARA QUE OS HOMENS, TENTADOS A AGIR SEMPRE DA MESMA MANEIRA, EVITASSEM COMETER OS MESMOS ERROS.

Karl Marx, que tanto os PTralhas adoram como a um deus (embora a maioria dos PTralhas não acreditem na existência de DEUS e nem do Filho de Deus, Jesus Cristo), mesmo que nenhum PTralha saiba muito sobre Marx (só aquilo que leram na orelha e contra-capa dos livros – PTralhas são muito preguiçosos, por isso fogem do trabalho e se instalam nos sindicatos: pouco trabalho, nenhum estudo, dinheiro fácil, festa, bebida e comida com as contribuições sindicais impostas aos trabalhadores), disse uma frase de Maquiavel, adjetivando-a: ‘A HISTÓRIA ACONTECE COMO TRAGÉDIA E SE REPETE COMO FARSA’. Ela representa o pensamento de Karl Marx, ao referir-se à tomada de poder na França por Luís Napoleão, sobrinho de Napoleão Bonaparte. O sociólogo alemão provavelmente quis ironizar a situação em Paris, carente de um líder desde a derrota napoleônica na Rússia. Como sabemos, o período em que o sobrinho esteve no poder foi desastroso para a França. Daí, a "farsa", fundamentada na "tragédia" que ocorrera a partir do 18 Brumário - essa análise feita por Marx merece alguma crítica, mas não é aqui (neste texto) o lugar para tal.

O COMUNISMO É UM ''FASCISMO COM PROPAGANDA DE FACE HUMANA – adaptação minha para uma frase da Susan Sontag - crítica e romancista norte-americana.

Quando o ministro da justiça diz: ‘acho muito difícil ele provar sua inocência.’ E Juízes como Fausto de Sanctis e Delegados como Protógenes repetem a história como farsa, ao melhor estilo naquilo que podíamos denominar de “pistoleiros de aluguel” ou no mínimo, sendo complacente: “justiceiros” como o são aqueles grupos de extermínios que agem na calada da noite – no caso a noite é a escuridão da justiça e do comportamento dentro das regras da lei. ISSO É O LIXO DA HISTÓRIA, COMO SERÃO OS PTRALHAS E SEU GUIA.


Deixo aqui, a lição de RUI BARBOSA (grande Político brasileiro, Ministro de Estado, Advogado, Jurista, Escritor etc - apóstolo do Direito em nosso país), que requereu, em 1892, o primeiro habeas-corpus em favor das vítimas dos atos arbitrários do governo do marechal Floriano Peixoto - momento em que reuniu audácia, veemência e erudição em prol da justiça e do bem comum. A República, que ajudara a fundar, tendo sido mentor de sua primeira Constituição, vivia dias turbulentos, em que o arbítrio sobrepunha-se à lei e semeava injustiça e desordem a seu redor. Ruy, que acabaria vítima do arbítrio que desafiava – e que o levaria na seqüência a se exilar -, não hesitou em buscar nesta Corte o socorro da legalidade e do bom senso. E encontrou-os. Nessa ocasião, aqui emitiu conceitos e reflexões a respeito da importância do STF – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – instituição no cenário da República, que julgo de grande valia e oportunidade rememorá-los, neste momento em que o Brasil tanto carece de referências éticas e morais consistentes. Segundo Ruy, os povos ou são governados pela força ou pelo Direito. E advertia: “A democracia mesma, não disciplinada pelo Direito, é apenas uma das expressões da força, e talvez a pior delas”. Também Ruy Barbosa destacava essa qualidade nesta Corte. Lembrava que (aspas) “qualquer indivíduo, lesado por uma exorbitância do Congresso ou do Presidente da República, tem sempre, nos remédios judiciais, o meio de preservação do seu direito, provocando, na qualidade de autor, ou na de réu, a sentença reparadora e irrecorrível do Supremo Tribunal Federal”. Para que nada, porém, fira direitos ou gere escândalos dentro dos escândalos que se investigam – e a tanto equivale à acusação sem provas ou a condenação política - é preciso que se observe rigorosamente a legalidade. Fora dela, advertia Ruy, “é que se escondem os grandes perigos e se preparam os naufrágios irremediáveis”. O descrédito das instituições estimula a aventura autoritária, cujas conseqüências danosas nossa República já as viveu sucessivas vezes, desde sua origem, quando Ruy Barbosa ocupou a tribuna para denunciá-las. Justiça e razão devem andar juntas – pois quando uma se ausenta a outra se debilita. Lembremo-nos, a esse propósito, da advertência do escritor espanhol do século XVII, Francisco Quevedo, segundo quem “onde há pouca justiça é grave ter razão”. A diversidade de pontos de vista gera conflitos, que não raro derivam para quadros de confronto e irracionalidade, que, num paradoxo, correm o risco de comprometer a meta comum a que todos aspiram. Em nome da construção do Paraíso, estabelece-se o inferno. Em tal circunstância, é vital a presença de instituições fortes – e, dentro delas, de uma instância serena e firme de arbitragem, que, nas palavras de Ruy Barbosa, configure “a encarnação viva das instituições federais”, papel esse que não hesitava em atribuir ao Supremo Tribunal Federal, a que chamava também de “oráculo da Constituição”.

Concluo com o credo político de Ruy Barbosa – e que espero leve à reflexão -: “REJEITO AS DOUTRINAS DE ARBÍTRIO; ABOMINO AS DITADURAS DE TODOS OS GÊNEROS, MILITARES OU CIENTÍFICAS, COROADAS OU POPULARES; DETESTO OS ESTADOS DE SÍTIO, AS SUSPENSÕES DE GARANTIAS, AS RAZÕES DE ESTADO, AS LEIS DE SALVAÇÃO PÚBLICA; ODEIO AS COMBINAÇÕES HIPÓCRITAS DO ABSOLUTISMO DISSIMULADO SOB AS FORMAS DEMOCRÁTICAS E REPUBLICANAS; OPONHO-ME AOS GOVERNOS DE SEITA, AOS GOVERNOS DE FACÇÃO, AOS GOVERNOS DE IGNORÂNCIA; E, QUANDO ESTA SE TRADUZ PELA ABOLIÇÃO GERAL DAS GRANDES INSTITUIÇÕES DOCENTES, ISTO É, PELA HOSTILIDADE RADICAL À INTELIGÊNCIA DO PAÍS NOS FOCOS MAIS ALTOS DA SUA CULTURA, A ESTÚPIDA SELVAGERIA DESSA FÓRMULA ADMINISTRATIVA IMPRESSIONA-ME COMO O BRAMIR DE UM OCEANO DE BARBÁRIE AMEAÇANDO AS FRONTEIRAS DE NOSSA NACIONALIDADE.”

Não tenho dúvidas de que, mais de um século após sua enunciação, esse credo é integralmente subscrito pela imensa maioria da população brasileira. E não tenho dúvida também que corresponde ao pensamento dominante da magistratura brasileira, guardiã da cidadania, da República e de suas instituições – da Justiça, sumo bem da civilização humana.

OBSERVAÇÕES.:
1. Peço desculpa por não citar as várias fontes que me permitiram fazer essa exposição crítica.
2. Estudo para concurso público no Brasil, onde fazemos amizades (bom pra viver em sociedade), mas em que tenho observado existir possibilidades de verdadeiras distorções, pois cada um passa para concursos diferentes, por exemplo: um passa para a PF, outro para a ABIN e outra para Juiz, quando se perde a noção da responsabilidade e limites da profissão, e se deixam levar pela amizade, produzem grampo clandestino, investigação fora da normalidade institucional, que em ambos os casos levados de forma irregular a justiça por meio da amizade, tomam forma legais com autorização a posteriore, mas com data retroativa, das gravações e que parecem à sociedade, normais. É uma das formas nazistas e de se estabelecer um crime das autoridades que condenam a vítima e faz de bandidos heróis – e a ética, a lei e a democracia letras mortas nas escritas de cidadãos que pagam o salário de seus algozes.

Anônimo disse...

ZORRA TOTAL
MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA
18/07/2008

Se a corrupção no Brasil tem uma longa história, a ponto de se tornar um elemento cultural, uma visão de mundo que permeia a sociedade de alto a baixo, tudo indica que agora chegamos ao clímax dessa mazela que, na verdade, se constitui um dos empecilhos ao nosso desenvolvimento.
O mais recente escândalo, que envolve figuras da cúpula política e econômica, e está presente no caso do banqueiro Daniel Valente Dantas, desnuda a zorra total em que se converteu o mais alto comando do país e é indicativo do grau de imoralidade pública a que se chegou. Se bem que os negócios escusos já tinham suas ramificações em governos anteriores, estão bastante acentuados desde 2003 e viriam à luz se não fossem abafados pelo Executivo.
Afinal, o caso Dantas ficou rente ao promissor Lulinha que, para orgulho de seu pai está tendo uma carreira, digamos, “empresarial” vertiginosa. Colou de forma inconveniente no companheiro mais chegado do presidente da República, seu chefe de gabinete Gilberto de Carvalho. Chegou perto demais do braço direito de Sua Excelência, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, indicada, pelo menos por enquanto pelo próprio Lula da Silva para sucedê-lo. Mostrou ligações perigosas com o ainda poderoso José Dirceu. Envolveu outros devotados colaboradores do presidente e do governo do PT, entre os quais, o dedicado compadre Roberto Teixeira, o ex-deputado federal petista Luiz Eduardo Greenhalg, o ex-ministro Luiz Gushiken, o colaborador do PT Marcos Valério, o exótico ministro Mangabeira Unger, sem falar em deputados, senadores, personalidades, empresas.
Para manter as aparências éticas, que o PT gostava de ostentar no passado, o presidente Lula da Silva apareceu diante de câmaras e microfones para dar um carão no delegado Protógenes Queiroz, responsável pelas prisões do banqueiro. Protógenes foi afastado do caso pela PF, ou seja, em última instância pelo próprio governo, mas Lula da Silva chamou Protógenes de mentiroso e disse que moralmente ele tinha que permanecer no cargo. Mais um espetáculo da política, é claro.
A bem da verdade, a prisão de Dantas, algemado, efetuada de modo espetacular e devidamente televisionada, e de mais dezesseis pessoas, entre elas, Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta teve lances de Estado Policialesco. Parece que o delegado reconheceu seus erros e exageros, mas supôs que não seria defenestrado.
O problema, porém, não se circunscreve às trapalhadas do delegado ou à inconveniência do processo para a classe dominante. A questão mais grave está na crise sem precedentes que o caso gerou no Judiciário, algo que num país sério teria outros desdobramentos.
Dantas foi preso e solto duas vezes em uma semana, o que fez com que a Operação da polícia, denominada de Satiagraha, fosse jocosamente denominada de solta e agarra. O banqueiro foi solto por hábeas corpus concedidos pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, que considerou a prisão, da forma como foi feita, ilegal. Tal ato desencadeou contra o ministro reações de repúdio da parte de juízes, que se solidarizaram com o juiz Fausto Martins De Sanctis que mandara prender Dantas duas vezes, e de promotores, sendo que chegou a ser aventada a idéia de impeachment do presidente do STF. Mas enquanto o caso se desenrola no vai vem do prende e solta cabe indagar o que significa tudo isso.
Será que houve apenas o legitimo anseio de cumprir a lei, da parte do delegado e do juiz? Mas se isso é verdade, por que nenhum petista envolvido foi preso?
Será que tudo não passa de manobra política para fortalecer ainda mais o Executivo e destruir o Judiciário? Afinal, a rebelião de juízes e promotores contra a instância máxima da Justiça significa a quebra total da hierarquia e o achincalhamento do STF.
Será que tudo não passou de uma ação mirabolante de um delegado que se compraz na luta de classes e combate os ricos para dar à sociedade aquele delicioso prazer da vingança contra os poderosos?
Será que foi uma manobra de Tarso Genro, ministro da Justiça, para tomar o lugar da mãe do PAC na próxima disputa presidencial?
Seja lá o que for o caso demonstra que há um perfeito conluio entre o poder político e econômico. Mas se perguntado ao simples cidadão o que ele acha sobre esse fragoroso escândalo, provavelmente ele responderá não tem conhecimento ou entendimento do que está se passando.
Além do mais, no nível de degradação moral a que chegamos, o brasileiro comum é aquele que diz que não devolveria dinheiro alheio se encontrasse, que aceita por qualquer pagamento ser laranja, que gosta mesmo é de ligar a TV e assistir um jogo do Corinthias. O brasileiro seja rico ou pobre é fácil de comprar, pois está sempre em liquidação.
Neste contexto a maioria se compraz na adorável zorra total, misto de circo e máfia que faz as delícias dos poderosos e dos bagrinhos espertos que sabem achacar pedindo: “Dá dois pau ai pra mim, ô meu”.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, escritora e professora.

Anônimo disse...

Estudo para concurso público no Brasil, onde fazemos amizades (bom pra viver em sociedade), mas em que tenho observado existir possibilidades de verdadeiras distorções, pois cada um passa para concursos diferentes, por exemplo: um passa para a PF, outro para a ABIN e outra para Juiz, quando se perde a noção da responsabilidade e limites da profissão, e se deixam levar pela amizade, produzem grampo clandestino, investigação fora da normalidade institucional, que em ambos os casos levados de forma irregular a justiça por meio da amizade, tomam forma legais com autorização a posteriore, mas com data retroativa, das gravações e que parecem à sociedade, normais. É UMA DAS FORMAS NAZISTAS E DE SE ESTABELECER UM CRIME DAS AUTORIDADES QUE CONDENAM A VÍTIMA E FAZ DE BANDIDOS HERÓIS – E A ÉTICA, A LEI E A DEMOCRACIA LETRAS MORTAS NAS ESCRITAS DESSAS “AUTORIDADES”, QUE FAZ COM QUE CIDADÃOS PAGUEM IMPOSTOS PARA PROVER O SALÁRIO DE SEUS PRÓPRIOS ALGOZES.