quinta-feira, julho 31, 2008

AS ELEIÇÕES E OS SENHORES FEUDAIS DO CRIME


Os candidatos que se apresentam como postulantes ao posto máximo da administração da cidade, na verdade se candidatam a dividir a "administração” com centenas de traficantes e chefes de milícias, que para chegar aonde se encontram não precisaram se submeter às regras do jogo democrático: se impuseram pela força das armas, pelo terrorismo e pelo conluio com autoridades legalmente constituídas.

Foto:O Estado de São Paulo
AS ELEIÇÕES E OS SENHORES FEUDAIS DO CRIME

Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro pretendem requisitar proteção de tropas federais para poderem exercer o direito de ir e vir durante a campanha eleitoral. Isso porque a cidade a que se propõem a governar se encontra loteada entre quadrilhas de traficantes e milícias armadas , cada qual impondo suas próprias leis.A livre movimentação dos candidatos nessas áreas depende, portanto, da autorização dos chefões do crime.

A situação de degradação e anarquia a que chegou a antiga Cidade Maravilhosa parece ter alcançado um ponto sem volta. E esta situação tem raízes na promíscua convivência dos sucessivos governos e de grande parcela da população com as organizações que controlavam o jogo do bicho e financiavam o carnaval. A histórica leniência com que a contravenção e o crime sempre foram tratados gerou um monstro indomável que agora paralisa o Estado e aterroriza a população

Os candidatos que se apresentam como postulantes ao posto máximo da administração da cidade, na verdade se candidatam a dividir a "administração” com centenas de traficantes e chefes de milícias, que para chegar aonde se encontram não precisaram se submeter às regras do jogo democrático: se impuseram pela força das armas, pelo terrorismo e pelo conluio com autoridades legalmente constituídas - deputados, promotores, juizes, delegados -, numa promiscuidade que a cada ano solidifica o poder do crime, fragiliza a população e desmoraliza o Estado.

É patética e vexatória a situação que leva o candidato ao posto máximo de uma cidade a ter que pedir autorização para poder circular em áreas, que , em tese, estarão sob a sua responsabilidade caso vença as eleições.É preocupante o fato de que essas áreas venham se transformando em currais eleitorais controlados por criminosos que recorrem à violência para “orientar o voto de seus moradores. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, dos 4,5 milhões de cariocas aptos a votar este ano, pelo menos 500 mil, ou 1 em cada 11 eleitores vivem em áreas sob o domínio d crime organizado.

Fazendo uma analogia, na Europa Medieval os reis possuíam apenas o poder formal sobre os seus reinos, uma vez que os territórios, ou feudos, eram na prática dominados e administrados por senhores da Nobreza. O Rio parece reviver a Idade Média do modo mais grotesco e violento possível: qualquer que seja o vencedor, o povo terá elegido uma espécie de rei medieval, com o poder apenas formal sobre o território da cidade que, de fato, estará sob o controle dos senhores feudais do crime.

310708

6 comentários:

Anônimo disse...

Quer dizer que o tráfico vai comandar as eleições no Rio? Mas isso nõ é novidade. os políticos do Rio já estão no bolso da criminalidade ha muito tempo. Eu proponho que acabemos com os intermediários : Fernandinho Beira Mar para prefeito, ou govenador...

ILdo disse...

Fernando :no RJ o plano dos traficantes é entrar com força na política. Uma pesquisa indicou que cerca de 15% dos candidatos à Cãmara de |Vereadores tem ligação com o tráfico. Caso sejam eleitos isso significa que a representação parlamentar do RJ estará praticamente nas mãos do crim e organizado. Isto é grave!

tá tudo dominado disse...

Tá tudo dominado!

Anônimo disse...

A GESTAPO DO LULLA-LALAU-PTÓQUIO E ESSE GOVERNO DE PTRALHAS ESTÃO RASGANDO A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA.


03/08/2008 - 03h22
Polícia Federal obteve acesso irrestrito para monitorar telefonemas
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da Folha Online

Na Operação Satiagraha, a Polícia Federal recebeu senhas para monitorar o histórico de chamadas não só dos investigados, mas de qualquer assinante do país, informa reportagem de Leonardo Souza e Hudson Corrêa publicada na Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal)

O fornecimento de senhas permite acesso irrestrito ao banco de dados das companhias telefônicas, possibilitando a consulta de assinantes e usuários por nome, CPF, CNPJ e/ou número de linha e IMEI [dados e voz pela Internet], mas a autorização não inclui a gravação das conversas.

Com o acesso irrestrito, os investigadores podem mapear chamadas feitas e recebidas tanto pelos investigados quanto por qualquer pessoa que ligue para um deles. A PF afirma que em suas investigações usa senhas apenas para coletar informações de pessoas que mantiveram contato com os investigados.

Legislação

Permissões como essa, que foi concedida pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, não estão previstas na lei n.º 9.296, que rege o uso de escutas telefônicas em investigações criminais.

A PF tem acesso remoto aos dados dos usuários por meio de um sistema da rede de computadores da telefonia. Na época em que a lei foi aprovada, 1996, essa tecnologia ainda não estava disponível.

Leia reportagem completa na edição deste domingo (3) da Folha, que já está nas bancas.

Anônimo disse...

O GRITO DE PROTÓGENES É SÓ UM PIADO DO ESTADO POLICIAL QUE A LEI O CONTENHA ENQUANTO É PINTO
O delegado Protógenes Queiroz, o tal da Operação Satiagraha, dá entrevista à Folha neste domingo. Fala como um político. Parece um petista dos anos 80, tal a sua sede de “justiça” — se é que vocês me entendem. Vejam um pouco do que diz a Rubens Valente. Comento em seguida:
(...)


QUEIROZ - Hoje a sociedade já grita. Até mesmo pela Operação Satiagraha, já se criou um movimento popular. É a primeira vez na história do país que várias instituições discutiram uma investigação policial. Há essa necessidade. Já nasceu e está crescendo um movimento nacional de resistência à corrupção. Isso é um fato.
FOLHA - Que tipo de manifestação demonstraria isso?
QUEIROZ - Várias, inclusive mensagens, cartas que tenho recebido. Muitas cartas, até de crianças. São manifestações que deixam a gente muito fortalecido. (...) Hoje eu sou muito mais determinado do que era antes. Se eu já tinha uma determinação imperiosa de não temer, praticamente se multiplicou com esse apoio popular.
FOLHA - Como o sr. define seu comportamento na Satiagraha?
QUEIROZ - Meu comportamento é como o do cidadão que há muitos anos se vê sem solução para situações que ocorrem no país, em especial no combate à corrupção. Esse trabalho foi praticamente um grito que saiu da garganta de todos os brasileiros que se sentiam oprimidos por estarem, aí sim, algemados por poderes que até então não identificamos. A sociedade estava com isso entalado na garganta e fui apenas o instrumento desse povo que se vê oprimido quando tem diante de si vários atos de corrupção, de desvios de recursos públicos.
Fui o porta-voz do grande grito contra a corrupção no país.
FOLHA - O sr. se arrependeu de algo que tenha feito?


QUEIROZ - Não, em absoluto.
Cumprimos com o nosso dever.
Assinante lê íntegra aqui e aqui

Comento
É este senhor que hoje pode escarafunchar a vida de quem lhe der na telha. Basta que algum juiz de primeira instância o autorize. Vejam lá: ele se considera um instrumento de justiça do povo — do povo "oprimido". Ele não faz exatamente investigação policial; ajuda a extrair “gritos presos na garganta”.

E o que ele produziu na sua sanha justiceira? Um dos inquéritos mais incompetentes e amalucados da história da Polícia Federal. Porque não sabe separar alhos de bugalhos. Não consegue distinguir o jornalista que cumpre a sua função do bandido que se mete em conluios. Não consegue distinguir as atividades normais de uma empresa de atos criminosos. Não consegue, em suma, distinguir o bem do mal, misturando realidade e fantasia delirante.

Os jornalistas que dançam cancã o incensaram. Na prática, ajudaram a redigir aquela peça de ficção de Protógenes — que, entendo, põe em questão o rigor psicotécnico da PF. Vai dar em alguma coisa? Vamos ver. Se Daniel Dantas escapar sem nenhum arranhão, leitor, a culpa não será da Justiça, não, que “sempre protege os ricos”. A responsabilidade deve ser atribuída a uma investigação porca, que preferiu renunciar aos fatos para construir teorias conspiratórias de quinta categoria, muitas delas sopradas pelo jornalismo a soldo.

Se esse é o “grito que saiu” da garaganta de Protógenes, lamento dizer que não passa de alguns pios de um estado policial. Ele e sua turma têm de ser contidos. PELA LEI.

PS: Antes que os tontos-maCUTs comecem com sua ladainha, observo: não, eu não tenho medo de Protógenes ou de qualquer policial federal. Se ouvirem as minhas ligações, morrerão de tédio. Se quebrarem os meus sigilos fiscal e bancário, talvez se compadeçam. Minha vida é bem mais aborrecida do que as conversas de Gilberto Carvalho com Luiz Eduardo Greenhalgh, por exemplo. Mas eu não quero que eles se metam no que não lhes diz respeito só porque um juiz decidiu acabar com qualquer sigilo no Brasil.


Por Reinaldo Azevedo

Anônimo disse...

CRIME CONTRA A CONSTITUIÇÃO.

CRIME CONTRA A HUMANIDADE.


A IMPRENSA MUNDIAL FALANDO DA FALTA DE LIBERDADE NA CHINA E DOS CRIMES DO GOVERNO DE LÁ EM VIGIAR A TODOS OS CHINESES. ACORDEM, A CHINA É AQUI NO BRASIL DO LULLA-PTÓQUIO SEM LEI!