terça-feira, abril 08, 2008

PARA CONFUNDIR, NÃO PARA ESCLARECER

Marisa Serrano(PSDB), a presidente e Luiz Sérgio(PT) , o relator: a CPMI não quer investigar e vai terminar em pizza, ou melhor, em sorvete de tapioca...
A CPMI tem sido o palco de uma grande farsa, onde partidários do governo já deixaram evidente que qualquer pedido de convocação de autoridades será sumariamente rejeitado, e qualquer tentativa de aprofundamento das investigações no interior das fronteiras do Planalto , sumariamente bloqueada, fazendo valer no grito a maioria de que dispõem.


PARA CONFUNDIR, NÃO PARA ESCLARECER
A oposição finalmente se rendeu à evidência de que a CPI mista foi feita para investigar coisa nenhuma. A princípio, ela se prenunciava como palco de uma acirrada disputa entre o bloco do governo e o bloco oposicionista, cada qual ameaçando provar que o outro lado era mais pecador. Mas depois se viu que com ampla maioria na Comissão,o objetivo da tropa de choque do governo não seria a do esclarecimento, mas o da confusão.O circo foi armado e os governistas passaram a “tratorar” os oposicionistas, ou seja, dificultar os trabalhos, obstruir todas as convocações feitas pela oposição, paralisar as investigações ,e deixar a Comissão morrer de inanição. É o que está acontecendo.

Após o impasse inicial, quando os governistas se negavam a ceder um dos dois cargos mais importantes – presidência e relatoria– à oposição,um acordo permitiu que a presidência ficasse com um representante do PSDB, senadora Marisa Serrano, que tem se mostrado incapaz sequer de impor uma pauta mínima aos trabalhos, e contestada por colegas de partido. A relatoria, entretanto, fundamental para o andamento das investigações ficou nas mãos do deputado petista Luiz Sérgio que já demonstrou a que veio:total disposição para a defesa do governo e do partido,e completamente descompromissado com a busca da verdade. Seu objetivo, portanto, não é outro senão o de blindar o governo e o partido contra qualquer investida oposicionista.

A CPMI tem sido o palco de uma grande farsa, onde partidários do governo já deixaram evidente que qualquer pedido de convocação de autoridades será sumariamente rejeitado, e qualquer tentativa de aprofundamento das investigações no interior das fronteiras do Planalto , sumariamente bloqueada, fazendo valer no grito a maioria de que dispõem.

A entrada em cena do dossiê do Planalto contra os tucanos aqueceu a temperatura no Congresso, mas constituiu-se em mais um fator de paralisia da Comissão, visto que os governistas colocaram como prioridade a blindagem de Dilma Rousseff, “mãe do PAC” e candidata preferida de Lula à sua sucessão , depois dele próprio.Os sucessivos requerimentos de convocação da ministra ou de algum assessor importante são prontamente rejeitados, levando a própria presidente da Comissão a considerar inviável a continuação dos trabalhos.

A formalização de uma CPI exclusiva no Senado constitui-se, portanto no mais novo capítulo da novela, e é uma tentativa de não deixar que as investigações morram à mingua e manter o governo sob pressão num período eleitoral. Pode ser motivo de temor para o governo porque o Senado tem causado as maiores dores de cabeça a este governo do que a Câmara.

Como no Senado a maioria do governo naquela e os senadores costumam ser menos dependentes e menos susceptíveis de serem corrompidos, espera-se que esta CPI avance nas investigações e revele o que de podre há no uso dos cartões corporativos e na tentativa de chantagem nascida na Casa Civil, além do que até agora foi revelado pela imprensa.

O fato é que a ministra Dilma Rousseff poderá até perder a blindagem a que vem sendo submetida e alguns outros membros do primeiro escalão poderão se ver envolvidos no imbróglio, mas dificilmente o presidente será diretamente envolvido, como pretende a oposição. Ele mais uma vez parece Imune aos escândalos que afetam o seu governo e ainda é presenteado com altos índices de popularidade.O resultado é que começa a ganhar terreno no campo governista a idéia de que não existe outro candidato melhor para suceder Lula do que o próprio Lula.

Já se insinua uma possível "reforma política" no primeiro semestre do próximo ano , cujo objetivo não é outro senão o de encontrar uma fórmula para permitir mais uma candidatura de Lula. Trata-se obviamente de uma descarada tentativa de golpe, que somente poderá ser barrada por uma atuação firme da oposição e pela manifestação contundente de repúdio da sociedade. No momento atual, a oposição se mostra desarticulada e a sociedade passiva. Lula e sua turma sabem muito bem disso, e vão em frente nesta tentativa de garantir mais um mandato e a perpetuação no poder.
080508

13 comentários:

lU DIAS disse...

O SENADO VAI DIVIDIR O BODE AO MEIO. METADE NA CÂMARA E METADE NO SENADO.
SENADO REPRESENTADO POR 74 VELHOS OLIGARCAS, DA TURMA DO SARNEI, DO CLÃ DO ACM, DO RENAN/COLOR, DO JUCÁ-LÍDER DO FHC, AGORA DO LULA, DO CAFETEIRA. DO ZÉ MARANHÃO, DO PRÓPRIO GARIBALDI, PARA NÃO FALAR DO TIÃO DO ACRE, DA ONGUISTA SALVATI, ETC.
MAS, JUNTAR-SE-ÃO AOS SEUS 14 MOLECOTES, TODOS SEUS FILHOS, AFINS, CONSANGUÍNEOS, QUE LÁ CHEGARAM PELAS PORTAS DOS FUNDOS, SEM NENHUM VOTO.
FORAM INDICADOS PELOS PAPAIS, MAMÃES, VOVÔS, TITIOS. SÃO OS HERDEIROS DA MÁFIA DO MESMO TIPO QUE ROLAVA NO IMPÉRIO ROMANO, ONDE ESSA GENTE FOI INVENTADA, ESSA MORDOMIA ACIMA DO CÉU E DA TERRA QUE CONSOMEM DIA, MÊS, ANO, MILHÕES, BILHÕES DOS NOSSOS BOLSOS, IMPOSTOS, SANGUE E SUOR.
VELHOS E MOLECOTES DO SENADO, A SERVIÇO DE MAIS UMA CENA DO CIRCO CHAMADO CONGRESSO NACIONAL, INSTALADO HOJE, NA CAPITAL DA CORRUPÇÃO, DA PROSTITUIÇÃO DESLAVADA, DAS AMANTES ATÉ DE SENADORES.
MEUS AMIGOS, SABEM QUE OS ANCIÃOS ROMANOS VÃO DECIDIR EM FAVOR DA PÁTRIA, DO POVO, DA LEI, DA CONSTITUIÇÃO ? NADA. NADA. NASCE CPI, OLOFOTES, BERROS, XINGAMENTOS, ACUSAÇÕES RECÍPROCAS.
O POVO ADORA, O POVO GOSTA DE CIRCO, DE PALHAÇOS.
ENQUANTO ISTO, VIVEM COMO PALHAÇOS NAS MÃOS DESSES DASAVERGONHADOS LESA-PÁTRIA.
NO MÁXIMO, ARRUMARÃO, DAQUI A MUITO TEMPO, RELATORIOZINHO, E COMO PILATOS - ROMANO, ENTREGARÃO NAS MÃOS DO STF, DOS 11, 9 MINISTROS DO LULA,PT,PMDB,DO JOBIM,DO DIREITO, E DESTA ESQUERDA QUE ACABA COM SONHOS

Anônimo disse...

o governo do Presidente Lula, deve investigar os gastos do FHC, porque essa é uma função do governo, inclusive, deveria mandas as contas das tantas viagens que o FH VIAJANDO CARDOSO fez desnessariamente, apenas par curtir às custas do dinheiro dos contribuinte brasileiros.

Rosena disse...

Fernando...o povo brasileiro tem certeza que por esta acão da cpi do senado desinfetaemos o planalto, nao sobrara nada a sesr investigado e mostraremos a nação as mazelas do governo peleguista sindicalista do Lulla, e a sua responsabiliade com relação a feitura do dosiie, um crime cometido. apos tudo isso iremos ao IMPECHAMNET, tudo conforme a lei nos obriga, como obrigava em 2005, mais por um erro estrategico da oposição nao foi feito, mas desta vez nao havera refresco..
FORA LULLA...IMPEACHMENT JÁ

Anônimo disse...

Quando a vida pública vira privada
Eu não quero sem saber de A ou B, na TV Pública, querem trabalhar muito ou pouco. Sei de mim. Sempre trabalhei muito. Por vocação, não por obrigação. Um ou outro chefes e/ou patrões que tive ao longo da vida talvez pudessem dizer a meu respeito: “Ah, o cara é chato”. Ou então: “Ele é meio prepotente”. Ou ainda: “Ih, mas o sujeito é um tanto abespinhado; irrita-se por nada”. Não sou santo. Mas jamais diriam: “Pô, o cara é vagabundo!”. Ah, isso não! Se mais-valia existisse, eu seria um campeão de produção. Essa questão, na verdade, só é mesmo possível em órgãos públicos, né? Nas empresas privadas, não se coloca. Claro, sempre há a fofoca, geralmente fruto de ressentimento e inveja, de fulano ou o beltrano que seriam protegidos do patrão ou do poderoso chefe da hora. Meu conselho: faça o seu trabalho e deixe a fofocaiada de lado. Adiante.

Enfrentei isso no começo da minha atividade jornalística. Fui contratado pelo dono do jornal, que depois se tornou meu amigo — e é até hoje. Não cito nomes porque não gosto de envolver ninguém em minhas histórias. “Ah, virou chefe porque é amigo do dono”. Talvez imaginassem que um inimigo ficaria melhor na função. Também era objeto de uma acusação: “Não é jornalista (eu tenho o canudo), mas professor”. A melhor maneira de responder a isso: trabalhando. Mas notem bem: estou falando de empresa privada. Cada uma contrata quem quiser com o seu dinheiro. Com o nosso, na empresa pública, a coisa tem de ser diferente.

Por que o preâmbulo? Luiz Lobo, que ancorava o Repórter Brasil, de que também era editor-chefe, foi demitido da TV Pública. Ele diz ser uma variante da perseguição política. Seu ex-chefes, todos subordinados mentais do PT, sugerem que era pouca disposição para o trabalho. Não houvesse essa estrovenga, paga com o nosso dinheiro, o caso nem existiria, não é mesmo? Adiante.

A acusação busca tirar o foco da questão principal. E a questão é eta: o que faz na TV Pública Jaqueline Paiva, mulher de Nelson Breve (o sub de Franklin Martins), em uma posição de chefia. Isso, sim, é o fim da picada. Já escrevi: o petismo inovou. Da mulher de César, dizia-se não bastar ser honesta; era preciso que parecesse honesta também. Para os companheiros, "ser ou não ser" jamais será a questão. Eles nem mesmo se ocupam de parecer. Podem tudo. Vivem em pleno delírio de potência. Se a TV fosse de Franklin Martins, ele enfiaria lá quem ele bem entendesse. Mas não é.

Eles são mesmo uma gente muito especial. Vejam este despacho, copiado do Diário Oficial da União:

PORTARIAS DE 28 DE JUNHO DE 2007
A MINISTRA DE ESTADO CHEFE DA CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no art. 1o do Decreto no 4.734, de 11 de junho de 2003, resolve
Nº 690 - NOMEAR
IVANISA MARIA TEITELROIT DE SOUZA MARTINS,
para exercer o cargo de Assessor Especial da Subchefia de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República, código DAS 102.5.
Assinado: DILMA ROUSSEFF

Viram só? A mulher de Nelson Breve trabalha na TV Pública, onde o manda-chuva é seu chefe, Franklin Martins, e a mulher de Franklin foi contratada pela ministra Dilma Rousseff para a Casa Civil. Diogo Mainardi fez um podcast a respeito no dia 28 de agosto de 2007. Para ouvir, clique aqui e procure a data).

Essa gente toda, sem dúvida, segue o caminho daquele meu amigo. A diferença é que ele contratava quem bem entendesse com o seu dinheiro. E os companheiros de agora impõem a linha justa, mas com o NOSSO. Como se vê, transformam a vida pública em privada.


Por Reinaldo Azevedo

tosco disse...

Oposição só sabe fazer isto: falar, espernear, gritar.
Fazer mesmo, somente LULA.
Oposição é que nem legislativo e judiciário: reclamam e falam mal dos outros, fazer? Nada!

Reinaldo disse...

Fernando
Já passou da hora. Que o Estado não deixe prevalecer a arrogância do executivo e que o Judiciário lhes ensine que lugar de bandido é na cadeia.Ministros do STF e do TSE, senhor Procurador da República Antônio Fernando de Souza, esperamos que vocês contribuam para o fim da corrupção e a eliminação de políticos inescrupulosos.Uma coisa é importante deixar claro. Se o Governo Federal não cumpre as leis, arromba os cofres públicos com cartões corporativos que favorecem a familiares e companheiros indiscriminadamente, fere a Constituição todos os dias, como o Judiciário pode exigir do cidadão o respeito às leis? - O pior é ver o Ministro da Justiça dizer que a multa por crimes de trânsito deve ser a perda do bem. Que falta de visão!

Anônimo disse...

Governo bom é isso! No mundo não existe administração como essa!

'KIT FALTA DE VERGONHA'

Vai transar? O governo dá camisinha.

Já transou? O governo dá a pílula do dia seguinte.



Engravidou? O governo dá o aborto.

Teve filho? O governo dá o Bolsa Família.

Tá desempregado? O governo dá Bolsa Desemprego.

É analfabeto ou fala tudo errado: será Presidenge da República.

Se fizer dossiê contra os adversário dos Ptralhas, fica tranquilo, só será investigado que o divulgar.

Vai prestar vestibular? O governo dá o Bolsa Cota.

Não tem terra? O governo dá a Bolsa Invasão e ainda te aposenta.

Agora... Experimenta estudar e andar na linha pra ver o que é que te acontece!

Você vai ganhar uma bolsa de impostos nunca vista em lugar algum do mundo! Parabéns!

Anônimo disse...

LULLALALAU E SEU BANDO DE PTRALHAS, TODOS NEO-NAZISTAS-FACISTAS-STALINISTAS:


SE LULLA-LALAU VIVESSE NA ALEMANHA NA DECADA DE 30 TERIA SIDO HITLER E OS PTRALHAS SERIAM MENGELE E OS OFICIAIS DA SS E DA GESTAPO ->

Folha de São Paulo - hoje: Chama a polícia! E chora Agora, virou moda em Brasília. Toda vez que há um impasse, chame-se a polícia! Em vez de investigar, identificar e prender ladrões, corruptos e traficantes de armas, de drogas e de influência --que, aliás, ela tem feito muito bem--, a Polícia Federal começa uma outra etapa. Passa a investigar estudantes pela invasão da UnB e se dedica a descobrir quem é o tal "clandestino" (nas palavras do presidente Lula) que vazou o dossiê da Casa Civil contra FHC e sua mulher, Ruth. O, digamos, interessante das duas histórias é o alvo. Na UnB, quer-se punir os estudantes, quando o importante é descobrir quem desviava dinheiro de pesquisa para comprar lixeiras, plantas e abridores milionários para o imóvel funcional do reitor. E, na Casa Civil, procura-se quem vazou, quando o fundamental seria descobrir quem, como, quando e por que foi buscar um arquivo morto e sigiloso em outro prédio para chantagear adversário político. Afinal, quem é o culpado aqui nessas duas situações? O reitor, que aceitou os mimos e o luxo sem a menor cerimônia e deveria ter se afastado já no primeiro minuto? Ou os estudantes que protestam porque querem pesquisa e decência? A chefia da Casa Civil, que determinou ou, no mínimo, autorizou o uso da máquina do Estado para fazer dossiê político? Ou quem não gostou desse modus operandi ditatorial e botou a boca no trombone e entregou os arquivos à imprensa? Bons tempos aqueles em que os petistas eram os estudantes e líderes das passeatas indignadas contra a ditadura e pela ética na política. Não os que jogam a PF contra os estudantes. Bons tempos aqueles em que os petistas eram os que reagiam ao modus operandi ditatorial e denunciavam os corruptos ou antiéticos em geral e eram os maiores vazadores de documentos nas repartições públicas, nos bancos oficiais, nas CPIs. A PF, ao que consta, nunca foi procurar aqueles vazadores... Hoje, em guerra com a imprensa que divulga informações que lhes incomodam. Ontem, aliados da imprensa, do Ministério Público e da própria Polícia Federal contra tudo e todos, com culpa comprovada ou não: Collor, Ibsen Pinheiro, Alceni Guerra, Eduardo Jorge Caldas. A lista é imensa... Enfim, a promessa de campanha foi cumprida: tudo mudou. Porque o governo Lula fez o PT mudar de lado. Os inimigos viraram amigos. Os amigos viraram inimigos. Quem protestava defende a polícia contra quem protesta. Quem vazava joga a PF em quem agora vaza. Deve doer na alma ter de defender tudo isso. Daí tanta raiva e tanto xingamento via internet.Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997.

"Se Lula tivesse sido presidente na República Velha, o Acre seria dos bolivianos, e Santa Catarina, dos argentinos"
Por Duda Teixeira:
O historiador Marco Antonio Villa já escreveu 21 livros, com temas que variam da Idade Média à Revolução Mexicana. Ao investir contra mitos da história nacional em suas obras e artigos, esse professor da Universidade Federal de São Carlos colecionou polêmicas e fez dezenas de inimigos. Sete anos atrás, tornou-se persona non grata no estado de Minas Gerais ao sustentar que Tiradentes foi um herói construído pelos republicanos. Mais tarde, causou comoção ao escrever que o presidente João Goulart, deposto pelos militares em 1964, preparava o próprio golpe de estado para obter a reeleição. "Os historiadores costumam ter receio de polêmicas, mas é com elas que se transforma a visão de mundo de uma sociedade", diz Villa, que tem 52 anos. Estudioso da diplomacia brasileira, ele vê com preocupação o sumiço da linha de diplomacia cunhada pelo barão do Rio Branco. "O barão profissionalizou o Itamaraty, que passou a atuar em busca dos interesses do país, e não de um governo ou partido." Em sua casa na Zona Norte de São Paulo, o historiador deu a seguinte entrevista a VEJA.

Veja – Como o senhor avalia a atual diplomacia brasileira?
Villa – Nossa diplomacia se esquiva de defender os interesses nacionais na América Latina. Teima sempre em chegar a um acordo e, como não consegue, acaba cedendo aos vizinhos. Se Lula tivesse sido presidente na República Velha, o Acre seria hoje dos bolivianos e Santa Catarina, dos argentinos. Por aqui se pensa que o Brasil não pode ter interesses nacionais ou econômicos na América do Sul, uma vez que estamos em busca de uma integração regional. É um equívoco. Os interesses do Brasil não são os mesmos da Argentina. Os objetivos do Paraguai não são os do Brasil. A linguagem amena, educada, usada pelos nossos diplomatas apenas tem fortalecido os caudilhos da região, como o venezuelano Hugo Chávez e o boliviano Evo Morales, que se acham com autoridade para falar ainda mais grosso e aumentar as exigências.
(...)
Veja – O Brasil cede sempre?
Villa – Só não o fazemos quando é impossível. Em negociações recentes com a argentina Cristina Kirchner e com Evo Morales, a Petrobras recusou-se a fornecer gás para a Argentina, que vive sob ameaça de um apagão. Se cedesse, o Brasil teria um grave desabastecimento. Nos outros casos, somos sempre fregueses. O Brasil já sofreu no passado uma invasão de produtos argentinos e ninguém reclamou. Quando a situação se inverteu e a balança comercial tornou-se superavitária para o Brasil, os argentinos chiaram e conseguiram o que queriam. Com a Bolívia, aceitamos uma indenização simbólica pelas refinarias nacionalizadas, a um valor muito aquém do que foi investido pela Petrobras. Com Hugo Chávez, falamos sempre "não" na primeira hora, depois dizemos "sim". Éramos contra o Banco do Sul. Hoje somos a favor. Fazemos o oposto do que recomendava Vladimir Lenin, para quem era preciso dar um passo atrás e depois dois para a frente. A diplomacia nacional dá um para a frente e dois para trás.
Assinante de VEJA sempre lê mais.

Anônimo disse...

11/04/2008
Dilma, a ministra que encolheu


A seguinte avaliação é de um importante aliado do governo Lula no Congresso. Obviamente, ele pede a reserva do seu nome. "Se a Dilma não consegue enfrentar o Arthur Virgílio numa CPI, não dá para ser candidata a presidente. Isso é fichinha perto dos desafios que ela terá de enfrentar para disputar a Presidência. O presidente Lula pode e ainda vai insistir na candidatura dela, mas acho que ficou difícil."

A ministra da Casa Civil encolheu com o Dilmagate. A tendência é sua sobrevivência no cargo, com apoio de Lula, mas sem o poder e a expectativa de poder de outrora. No Palácio do Planalto, diz-se que a culpa é da imprensa. Fala-se que a mídia inventou um escândalo e quis derrubar Dilma.

Ora, o dossiê com gastos sigilosos foi feito dentro da Casa Civil. A número 2 de Dilma, Erenice Guerra, confirmou que deu a ordem para elaboração dos dados. O governo quer encontrar um culpado para o vazamento a fim de esconder o culpado pela confecção de um peça política que seria usada, sim, contra adversários políticos.

Em fevereiro, ouvia-se no Palácio do Planalto: "Se a oposição quer um Carnaval, vai ter um Carnaval e meio". Também se dizia: "O Lula não tem chef de cozinha como o Fernando Henrique tinha". Nos jornais, começaram a aparecer notas com dados sobre tucanos que soaram como tiros de advertência. Algo na linha: temos munição para perturbar vocês. Dilma foi a um encontro com empresários em São Paulo e disse, em tom ameaçador, que reunia dados sobre FHC.

E a culpa é da imprensa?

A culpa é da arrogância do governo.

Esse escândalo teve uso da máquina pública para luta política, mas não teve ladroagem, como no mensalão. No mensalão, o PT fez aliança com um bandido para consertar um buraco em suas finanças e aliciar parlamentares venais no Congresso. Ou será que Marcos Valério arrumou dinheiro para o PT porque acreditava na causa? O PT cuspiu na própria história.

Apesar de não ter havido ladroagem, o Dilmagate é grave porque dados sigilosos, importantes ou não, foram selecionados para servir de munição contra adversários.

Quem sofreu na pele as atrocidades da ditadura militar de 1964 deveria ter mais cuidado ao usar o poder do Estado contra opositores. Dilma tem uma biografia respeitável. Foi uma jovem que teve a coragem de arriscar a vida para enfrentar uma ditadura. Hoje, é muito fácil criticar os que optaram pela luta armada na virada dos anos 60 para os 70. Em 2008, parece claro que se tratava de uma batalha perdida. Mas aqueles jovens tiveram uma atitude heróica naquele contexto, por mais equívocos que tenham cometido.

O Brasil mudou desde então. Mudou para melhor. Não dá para avançar o sinal em nome da causa. Dilma avançou o sinal quando telefonou para a ex-primeira Ruth Cardoso a fim de negar a existência de um dossiê montado por sua principal auxiliar e com o seu conhecimento.

Repetindo: Dilma tem uma história de vida que merece respeito. Foi presa. Torturada. Difícil para alguém da geração que não pegou aquela barra pesada imaginar o que ela passou. No entanto, por mais que tenha sofrido, Dilma não tem o direito de esculhambar aos berros ministros, secretários-executivos, presidentes de estatais e auxiliares. Ela não gosta que se escreva isso e vive dizendo que até parece ser a única mulher dura cercada por homens meigos. Ou seja, se vitimiza. Mas quem já levou um sabão dela sabe como doeu. Alguns pediram para sair da Casa Civil. Outros se sentiram humilhados na frente de colegas de governo. Pior ainda: servidores em cargos mais simples, como secretárias e garçons, simplesmente suportam broncas calados.

Nesta semana, Dilma vestiu a roupa de vítima ao receber uma visita de "solidariedade" de um grupo de congressistas porque o senador Mão Santa (PMDB-PI) disse que ela era uma "galinha cacarejadora" ao falar de sua participação em palanques do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Dilma voltou a usar a frase de que parece ser a única mulher dura no meio de homens meigos.

Mão Santa recorreu a uma expressão de mau gosto. Mas ela não tinha conotação sexual. Ele explicou o uso que os nazistas faziam da imagem para ilustrar a necessidade de alardear feitos. Mas foi conveniente para a ministra posar de vítima.

A cadeira de presidente da República tem botões que, se apertados, explodem o ocupante pelos ares. A elaboração do dossiê na Casa Civil é um exemplo de botão que o dono aciona e vai embora junto. Para disputar a Presidência, não falta a Dilma apenas a capacidade de enfrentar um tucano articulado, como Arthur Virgílio, numa CPI.

Faltam-lhe preparo político e pessoal mesmo.

Que abacaxi!

Já virou folclore no Palácio do Planalto a predileção de Dilma por suco de abacaxi. Na cozinha, servidores ficam em polvorosa provando abacaxis maduros. Se um garçon serve para a ministra um suco que ela acha meio azedo, a casa cai. Secretárias vivem em tensão. Se a ministra pede uma ligação, monta-se uma operação de guerra, porque o telefonema é para ontem. Na FAB (Força Aérea Brasileira), pilotos rezam para não serem escalados para os jatinhos das viagens da ministra. Ela detesta turbulências e, em voz alta, costuma se queixar da suposta falta de habilidade de pilotos para evitá-las.

Saída de emergência

No Palácio do Planalto, já se ouve que o governo deveria admitir que fez um levantamento específico para comparar gastos do casal FHC com despesas do casal Lula. E ponto. O vazamento de dados e a tentativa de intimidar a oposição continuariam a ser negados. Assim, argumentaria que fez um documento preventivo, para se defender em eventual embate na CPI dos Cartões.

Há dois problemas caso se recorra a essa saída de emergência. Os tiros de advertência que ministros e parlamentares petistas andaram dando para assustar tucanos. E a versão de Dilma de que fazia um inocente banco de dados.

Em tempo: numa entrevista a Gustavo Krieger, no "Correio Braziliense de hoje (11/04), o ministro Tarso Genro (Justiça) já colocou na praça a saída de emergência. Disse que não é crime um governo "organizar dossiês de natureza política".

Kennedy Alencar, 40, é colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília.

Anônimo disse...

HIPÓTESES PARA APLICAR A DILMA GALINHA CARCAREJADOR - DE PERDA DO CARGO DE SERVIDOR PÚBLICO NA LEGISLAÇÃO FEDERAL:
FATO: Se é crime divulgar dados sigilosos, também é crime permitir acesso a estes dados para funcionários de segundo e terceiro escalões, para serem manuseados num programa exccel, cujas planilhas "aceitam tudo", como afirmou a ministra da Casa Civil, com senha coletiva, sem a mínima segurança. Divulgar interna ou externamente dados sigilosos é a mesma coisa, não há nenhuma diferença. Que direito tem a ministra da Casa Civil para ter permitido que esses funcionários tomassem conhecimento de dados sigilosos, se os mesmos estão sob esta condição e se os funcionários não assinaram nenhum termo de confidencialidade ou documento semelhante? Ou pior: se contrariando toda a legislação que regula o funcionalismo público, esses funcionários, que não possuíam qualificação para este trabalho, foram constrangidos a realizá-lo? A ministra da Casa Civil cometeu um crime, sim. Permitiu que subordinados, os quais nem ao menos consegue identificar sem ajuda da Polícia Federal, acessassem dados sigilosos. Porque montar qualquer documento - dossiê, "banco de dados" ou carta anônima - com dados sigilosos, é um crime da mesma proporção do que divulgá-los, na medida em que os dados deixam de ser sigilosos para passarem a ser de domínio de um grupo de pessoas que não possuem comprometimento algum de mantê-los. A ministra da Casa Civil simplesmente abriu o sigilo desses dados para serem manuseados por pessoas sem a competência e sem o compromisso profissional para lidar com eles – crime de responsabilidade. PREVARICOU. Se quisesse um "banco de dados" com informações sigilosas, a ministra da Casa Civil deveria ter pedido para a ABIN, o TCU, a AGU, qualquer órgão especializado e com competência legal para tal missão. Ordenou, no entanto, que funcionários de segundo e terceiro escalões fizessem o trabalho de forma clandestina, ao ponto de não conseguir mais identificá-los. Quem são? Quantos são? De que setores? De que áreas? Cometeu crime, sim. Tem que ser denunciada, sim. E tem que pagar pelo crime cometido. Não sabe nem ao menos a quem ordenou fazer o trabalho criminoso de quebrar o sigilo de dados guardados sob segredo de estado, da mesma forma que aqueles que, sendo do Presidente Lula e de sua família, não revelam, alegando que cometeriam crime. O mesmo crime que já cometeram ao revelar.

"O preço da liberdade é a eterna vigilância" - Thomas Jefferson (1743-1826).

Crimes praticados por servidor público contra a administração
A legislação brasileira considera servidor público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública. Equipara-se a servidor público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta, sociedade de economia mista, empresa pública ou fundação instituída pelo poder público.
CRIMES atribuídos aos servidores públicos:
Peculato: APROPRIAR-SE o servidor público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou DESVIÁ-LO, em proveito próprio ou alheio: Pena - reclusão de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. Aplica-se a mesma pena se o servidor público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de servidor. Peculato culposo: Se o servidor concorre culposamente para o crime de outrem: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. Caso a reparação do dano se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz à metade a pena imposta. Peculato mediante erro de outrem: Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem: Pena - reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. Inserção de dados falsos em sistema de informações: Inserir ou facilitar a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem, ou para causar dano: Pena – reclusão de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações: Modificar ou alterar sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente: Pena – detenção de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa. As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado. Extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento: Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda em razão do cargo; sonegá-lo ou inutilizá-lo, total ou parcialmente: Pena - reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos, se o fato não constitui crime mais grave. Emprego irregular de verbas ou rendas públicas: Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei: Pena - detenção de 1 (um) a 3 (três) meses, ou multa. Corrupção passiva: SOLICITAR ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou ACEITAR promessa de tal vantagem: Pena - reclusão de 1 (um) a 8 (oito) anos, e multa. A pena é aumentada de um terço se, em conseqüência da vantagem ou promessa, o servidor retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. Se o servidor pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena - detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. Prevaricação: RETARDAR ou DEIXAR DE PRATICAR, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena - detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. Condescendência criminosa: DEIXAR o servidor, por INDULGÊNCIA, DÓ, BONDADE, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: Pena - detenção de 15 (quinze) dias a 1 (um) mês, ou multa. Advocacia administrativa: PATROCINAR, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de servidor público: Pena - detenção de 1 (um) a 3 (três) meses, ou multa. Se o interesse é ilegítimo: Pena - detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano, além da multa. Violência arbitrária: Praticar violência, no exercício de função ou a pretexto de exercê-la: Pena - detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, além da pena correspondente à violência. Violação de sigilo funcional: Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação: Pena - detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave. Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: I – permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública; II – se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena – reclusão de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
CRIMES COMUNS NO BRASIL - ESPECIALMENTE ENTRE AS PESSOAS QUE JÁ EXERCEM CARGO POLÍTICO OU QUE PRETENDEM EXERCÊ-LO! OLHO NELES!
FORMAÇÃO DE QUADRILHA -É a associação de quatro ou mais pessoas para cometer um crime
PECULATO - É quando um servidor público se vale do cargo para apropriar-se de dinheiro ou bem de outra pessoa
APROPRIAÇÃO INDÉBITA - É o crime de quem se apropria de um bem alheio sem o consentimento do dono
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA - É o crime que o agente público comete quando desvia verba pública, frauda licitação ou usa o cargo em benefício próprio ou de outrem
CRIME DE RESPONSABILIDADE - É a sanção aplicada ao agente público – presidente, ministros, governadores – que viola as funções de seu cargo
CORRUPÇÃO ATIVA - É o crime de oferecer uma vantagem indevida a um funcionário público
CORRUPÇÃO PASSIVA - É quando o funcionário público aceita vantagem indevida em razão da função que ocupa
EXTORSÃO - É o crime de constranger alguém para obter uma vantagem econômica indevida.
CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - Contempla uma gama de crimes cometidos por servidores públicos, como peculato, corrupção e concussão
ESTELIONATO - É o crime de obter vantagem indevida ao induzir alguém a um erro
PREVARICAÇÃO - É quando o servidor público deixa de cumprir atos que a obrigação funcional lhe impõe
CONCUSSÃO - É quando o funcionário público exige, em razão do cargo que ocupa, vantagem de outra pessoa

ALGUMAS OUTRAS HIPÓTESES:

CÓDIGO PENAL - DECRETO-LEI 2.848 DE 07/12/1940
Art. 92 - São também efeitos da condenação:
I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública quando a pena aplicada for superior a 4 (quatro) anos;
...
Parágrafo único. Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, devendo ser motivadamente declarados na sentença.
LEI 4898 DE 09/12/1965
Regula o Direito de Representação e o Processo de Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos Casos de Abuso de Autoridade.
Art. 6 - O abuso de autoridade sujeitará o seu autor à sanção administrativa civil e penal.
§ 1 - A sanção administrativa será aplicada de acordo com a gravidade do abuso cometido e consistirá em;
...
c) suspensão do cargo, função ou posto por prazo de 5 (cinco) a 180 (cento e oitenta) dias, com perda de vencimentos e vantagens;
...
e) demissão;
f) demissão, a bem do serviço público.
...
§ 3 - A sanção penal será aplicada de acordo com as regras dos artigos 42 a 56 do Código Penal e consistirá em:
...
c) perda do cargo e a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública por prazo até 3 (três) anos.
...
§ 5 - Quando o abuso for cometido por agente de autoridade policial, civil ou militar, de qualquer categoria, poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória, de não poder o acusado exercer funções de natureza policial ou militar no município da culpa, por prazo de 1 (um) a 5 (cinco) anos.
DECRETO-LEI 200 DE 25/02/1967
Dispõe sobre a Organização da Administração Federal, Estabelece Diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras Providências.
Art.100 - Instaurar-se-á processo administrativo para a demissão ou dispensa de servidor efetivo ou estável, comprovadamente ineficiente no desempenho dos encargos que lhe competem ou desidioso no cumprimento de seus deveres.

LEI 8.027 DE 12/04/1990
Dispõe sobre Normas de Conduta dos Servidores Públicos Civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas, e dá outras Providências.
ART.5 - São faltas administrativas, puníveis com a pena de demissão, a bem do serviço público:
I - valer-se, ou permitir dolosamente que terceiros tirem proveito de informação, prestígio ou influência, obtidos em função do cargo, para lograr, direta ou indiretamente, proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;
...
IV - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;
V - exercer quaisquer atividades incompatíveis com o cargo ou a função pública, ou, ainda, com o horário de trabalho;
...
Parágrafo único. A penalidade de demissão também será aplicada nos seguintes casos:
I - improbidade administrativa;
II - insubordinação grave em serviço;
III - ofensa física, em serviço, a servidor público ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem;
IV - procedimento desidioso, assim entendido a falta ao dever de diligência no cumprimento de suas atribuições;
V - revelação de segredo de que teve conhecimento em função do cargo ou emprego.

LEI 8.112 DE 11/12/1990
Dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais.
ART.132 - A demissão será aplicada nos seguintes casos:
I - crime contra a administração pública;
...
IV - improbidade administrativa;
V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;
...
VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos;
IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;
...
Art.117 - Ao servidor é proibido:
...
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;
...
XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;
...
XV - proceder de forma desidiosa;
XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;

ART.137 - A demissão, ou a destituição de cargo em comissão por infringência do ART.117, incisos IX e XI, incompatibiliza o ex servidor para nova investidura em cargo público federal, pelo prazo de 5 (cinco) anos.
Parágrafo único. Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão por infringência do ART.132, incisos I, IV, VIII, X e XI.

Anônimo disse...

A fábrica de dossiês do petismo
Por Ugo Braga, no Correio Braziliense:
O caso do dossiê (...)repetiu um tipo de comportamento que analistas ouvidos pelo Correio comparam ao da Rússia, tanto a contemporânea quanto a revolucionária de 1917: a utilização do aparato estatal para esmagar grupos ou pessoas que criam embaraços ao governo. O sociólogo e geógrafo Demétrio Magnoli vê características de “estado policial” na administração petista. O cientista político Paulo Kramer enxerga nela um viés autoritário.
O exemplo mais bem acabado (...) se deu em março de 2006. Investigado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos, o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, precisou mentir publicamente, ao negar que freqüentava uma mansão alugada no Lago Sul por um grupo de lobistas de Ribeirão Preto. (...) A proximidade entre Palocci e os lobistas acabou atestada por um humilde caseiro, Francenildo dos Santos Costa, que trabalhava na alegre casa do lobby e via tudo o que se passava por ali.
Para ser desacreditado como testemunha, Francenildo teve violado o sigilo bancário de uma caderneta de poupança que mantinha justamente na Caixa Econômica Federal.
(...)
Antes de xeretar e vazar as contas sigilosas de dona Ruth, a Casa Civil já era suspeita de outras operações com dossiês. A então diretora da Agência Nacional de Aviação Civil, Denise Abreu, só aceitou se demitir do cargo em meio à crise aérea depois de receber um lote de documentos com informações desabonadoras sobre sua vida pregressa. Era uma chantagem clara e ela, mesmo revoltada, cedeu. O assunto está sob investigação.
O ex-juiz João Carlos da Rocha Mattos, preso desde os primeiros dias do governo Lula, afirma com todas as letras que a Operação Anaconda, feita pela Polícia Federal, foi deflagrada apenas para apreender um lote de fitas que estavam em seu poder. “Eram gravações ilegais, feitas num inquérito da Polícia Civil de São Paulo. Elas comprovavam o envolvimento de petistas ilustres no caso da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel”, disse ele ao Correio, três semanas atrás, no quartel da PM onde estava preso, no Centro de São Paulo.
“A militância do PT não fez uma opção pela democracia representativa. Para eles, e são eles que estão ocupando os cargos da máquina pública, a democracia é tática, não é estratégica. Por isso, de vez em quando eles lançam mão de ações autoritárias, passando por cima até mesmo da legislação estabelecida”, analisa Paulo Kramer, professor do mestrado em Ciência Política da Universidade de Brasília.
O uso maciço de dossiês acomete até as relações com outros partidos. Na semana passada, o deputado Sandro Mabel (PR-GO) foi vítima de uma dessas orquestrações. Candidato à relatoria do projeto de reforma tributária, ele soube que chegara ao Ministério do Planejamento uma planilha com um levantamento de votações no Congresso. De certa forma, Mabel era acusado de votar contra os interesses do governo. “Nesse caso, erraram, sempre votei com o governo”, dizia, constrangido, num dos corredores do parlamento.

Anônimo disse...

Presidengue Lulla-Beiramar:
Assassinos nu puder! Caes cego PTralhas! Na Colombia as FARC sequestram, estrupam e matam. No Brasil somos refém dos sócios das FARC - Forum de São Paulo.

ESSE GOVERNO É O MAIS MENTIROSO, MAIS DISSIMULADOR, MAIS LARÁPIO E MAIS ASSASINO DA HISTÓRIA REPUBLICA DO BRASIL. LULA CONSEGUIU UMA PROEZA: EM CINCO ANOS DE SEU GOVERNO, MORRERAM MAIS PESSOAS VÍTIMAS DA DOENÇA DO QUE NOS OITO ANOS DA GESTÃO FHC. DEPOIS ELE AINDA DIZ QUE NADA É CULPA DE SEU GOVERNO. Dengue: toma que o mosquito é seu: O cabo de guerra entre o governo municipal do Rio de Janeiro, o estadual e o federal sobre a quem cabe a responsabilidade sobre a epidemia da dengue que vem vitimando a população lembra a aquela música, ? toma que o filho é seu.? Todos tentam jogar a culpa nas costas dos outros, com o objetivo de tirar o seu da reta. A politização da dengue é o fim da picada e revela, antes de tudo, que todos falharam e que a estrutura pública da saúde está absolutamente despreparada para combater qualquer epidemia. E isto não é monopólio do Rio de Janeiro, onde, por sinal, parte da rede de saúde é de responsabilidade direta do governo federal. César Maia tem culpa no cartório? Claro que tem. Mas não é o único responsável, até porque o mosquito da dengue se alastra em outros municípios ? Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Angra dos Reis. Também não está isento de culpa o governo Lula e seu ministro Temporão, que é muito bom para dar declarações e defender teses em si corretas, mas que administrativamente deixa a desejar. Se ele sabia que iria ocorrer uma epidemia no Rio de Janeiro, porque só agora, quase em abril, foi montado o tal gabinete de crise? E por que seu Ministério só gastou 55% da verba da Saúde destinada ao combate da malária e da dengue? E tudo isto de um governo comandado por petistas que em 2002 chamavam Serra de ministro da dengue! LULA CONSEGUIU UMA PROEZA: EM CINCO ANOS DE SEU GOVERNO, MORRERAM MAIS PESSOAS VÍTIMAS DA DOENÇA DO QUE NOS OITO ANOS DA GESTÃO FHC. DEPOIS ELE AINDA DIZ QUE NADA É CULPA DE SEU GOVERNO.

Anônimo disse...

Fernando para você escrever sobre o assunto: acrescentar feitura de dossiê, infiltração da máquina pública, o "cala boca" na Une, MST, Centrais Sindicais, etc.

A TÁTICA PTRALHA-PTÓQUIA DE ESCONDER OS ALOPRADOS:
1. OPERAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL:
A PF FEZ 8 OPERAÇÃOES EM JANEIRO/08; 5 OPERAÇÕES EM FEVEREIRO/08; 6 OPERAÇÃOES EM MARÇO/08; DE 1º DE ABRIL A 11 DE ABRIL JÁ DEFLAGARAM 8 OPERAÇÕES EM SOMENTE 10 DIAS.
TUDO PARA DESVIAR A ATENÇÃO DO DOSSIÊ.
2. INTENSIFICAÇÃO DE ENTREVISTAS DE LULLA E SEUS MINISTROS NA MÍDIA: BASTA VER TAMBEM AS DEZENAS DE ENTREVISTAS QUE O LULLA E SEUS MINITROS DERAM NESTES ÚLTIMOS DIAS, QUERENDO E CONSEGUINDO PAUTAR A MIDIA.

AS CRISES SE SUCEDEM, E A TÁTICA DESDE O INÍCIO DO GOVERNO É A MESMA. COMO A MAIORIA DOS JORNALISTAS SÃO BURROS E/OU PAGOS, NADA COMENTAM OU DESMONTAM ESSA ESTRATÉGIA. O POVO FICA NA PIOR, POIS SE A ELITE ESTUDADA FAZ O QUE FAZ, COMO CRITICAR O POVO.