quarta-feira, abril 23, 2008

A "HEGEMONIA MORAL" DE CIRO


É difícil que exista um político tão pretensioso, arrogante, incoerente e desastrado como Ciro Gomes. Ele sempre procurou parecer aquilo que de fato não é: um político ético, sério ,dotado de firme convicção ideológica e da fórmula mágica da salvação nacional. Na verdade, as suas supostas qualidades têm se mostrado bem menores do que a sua ambição pessoal.A sua recente incursão na política mineira se deu com a delicadeza de um elefante numa loja de louças...


A "HEGEMONIA MORAL" DE CIRO

É difícil que exista um político tão pretensioso, arrogante e desastrado como Ciro Gomes. E incoerente, também. Durante a campanha eleitoral de 2002, passou todo o primeiro turno atacando o PT e seu candidato, mas no segundo turno , tão logo vislumbrou a real possibilidade de Lula vencer, aderiu com armas, bagagens e entusiasmo à campanha petista, e foi recompensado na divisão do bolo ministerial com um influente ministério.

Ciro Gomes sempre procurou parecer aquilo que de fato não é: um político ético, sério,dotado de firme convicção ideológica e possuidor da fórmula mágica da salvação nacional. Na verdade, as suas supostas qualidades têm se revelado bem menores do que a sua ambição pessoal. Transitou do PSDB para o PPS, e, deste, para o PSB, sempre a procura do partido que se adequasse melhor aos seus projetos pessoais de poder.

Apesar de paulista, iniciou a sua discutida carreira no Ceará,apadrinhado por Tasso Jereissati.Foi prefeito de Fortaleza e governador do Estado.Chegou a ministro da Fazenda no final do governo Itamar Franco, por sugestão de Fernando Henrique,com o qual rompeu e do qual passou a ser um feroz crítico.Em seguida , já desfiliado do PSDB , uniu-se à estranha figura do cientista político Mangabeira Unger, e passou a ser uma espécie de candidato permanente à presidência da República. Nesse particular, revelou-se um candidato bem trapalhão e de pavio curto , capaz de por fogo em sua própria candidatura com declarações desastradas, como ocorreu em 2002, quando chamou um eleitor de burro.

Agora deputado federal, tem dedicado especial atenção a dois temas, ambos relacionados com o seu propósito de se candidatar pela terceira vez à Presidência: o primeiro, é a defesa intransigente da transposição do rio S Francisco, talvez pensando muito mais nos possíveis saldos eleitorais em sua terra do que nos prejuízos ambientais e financeiros que certamente tal medida irá provocar;o segundo, é a inusitada dedicação ao processo eleitoral de Minas gerais , onde se lançou como um dos artífices da controversa aliança entre o PSDB do governador Aécio Neves e o PT do prefeito Fernando Pimentel, visando o lançamento da candidatura de Márcio Lacerda à prefeitura de BH. Márcio Lacerda, atual Secretário do Desenvolvimento do governo Aécio Neves, é ex-tesoureiro da campanha presidencial de Ciro Gomes, secretário -executivo de seu ministério e titular - segundo a Folha de São Paulo - de 82% das doações para a campanha eleitoral de 2002. Atualmente está filiado ao PSB, o partido de Ciro.

A interferência de Ciro na política mineira tem se dado com a delicadeza de um elefante numa loja de louças. Ao se referir aos opositores mineiros do arranjo político engendrado por Aécio e Pimentel, Ciro declarou que “A hegemonia moral e intelectual que preside esse movimento que Minas está fazendo - a aliança PSDB/PT -é tão eloqüente e importante que a escória da política deve estar apavorada com isso. Aqui o que eu vejo é que a escória política não tem espaço". Com declarações destemperadas, como essa, Ciro não só atingiu figuras de peso na política mineira que se opõem à anunciada aliança, como os ministros Patrus Ananias, Luiz Dulci e Helio, Costa, como colocou em risco a própria candidatura do seu pupilo à prefeitura da capital mineira.

Ciro Gomes, que ensaia uma aliança com Aécio Neves para 2010, ao agredir de maneira tão desastrada uma parte da cúpula política de Minas, talvez não tenha se dado conta de que não se fala do rabo alheio sem esconder o próprio rabo.Poderia, por exemplo, ser lembrado a esclarecer se considera "hegemonia moral" o irmão governador viajar à Europa com mulher e sogra em jatinho alugado por 388, 5 mil, com direito a diárias, e "escória" quem protesta contra este assalto ao erário.Como se vê, Ciro continua a meter os pés pelas mãos.
230408

13 comentários:

reinaldo disse...

Fernando,o mais engraçado é ver Ciro Gomes, bom retórico, tentando teorizar. É total a sua inconsistência filosófica. Qual é a filosofia política de Ciro? Ninguém sabe. Conhecemos a sua habilidade para o contorcionismo, agora quais as idéias que de fato representa, ou quais as idéias que de fato cria, qual a sua genialidade intelectual, ninguém sabe, qual a idéia nova que produz, não há… Só papo furado e muita sorte — nunca vi alguém para ter mais sorte do que Ciro Gomes… Tem a consistência de uma bolha de sabão. É muito fácil fazer ploc! nas coisas que ele diz.

zaz traz disse...

Olha meu amigo eu não sei de onde vc tira essas suas conclusões, mas se vc pensar no Brasil, vc vai saber que o Ciro está completamente mais certo do que seus comentários.

Anônimo disse...

Se há um homem público q teve a sua vida devassada pela mídia paulista e q mesmo assim (até hj) não se teve notícia de enriquecimento ilícito ou de manobras políticas obscuras (quase fascistas!)… esse alguém é o Ciro.
Talvez ele seja repleto de contradições ou seja mesmo destemperado… porém, ladrão, corrupto e fascista… isso, meu caro, eu acho q ele não é!

Anônimo disse...

Se há um homem público q teve a sua vida devassada pela mídia paulista e q mesmo assim (até hj) não se teve notícia de enriquecimento ilícito ou de manobras políticas obscuras (quase fascistas!)… esse alguém é o Ciro.
Talvez ele seja repleto de contradições ou seja mesmo destemperado… porém, ladrão, corrupto e fascista… isso, meu caro, eu acho q ele não é!

Rosena disse...

Vc esqueceu de dizer que é tb um grnade oportunista. Agora que esta fora dogoverno Lula e é candidato vai cuspir no prato onde comeu...é só ver.

Anônimo disse...

1º Caso você odeie a Arena, partido que apoiou a ditadura militar, você também deve odiar Ciro Gomes, que foi filiado à Arena.

2º Caso você odeie o PDS, partido originário da Arena que abrigava figuras como Maluf, ACM, Delfim Neto, você também deve odiar Ciro Gomes, que foi filiado ao PDS.

3º Caso você odeie o PMDB, partido do Renan Calheiros e companhia, você deve odiar Ciro Gomes, que foi filiado ao PMDB

4º Caso você odeie o PSDB, partido de tucanos como Jereissati, que se apropriaram do embuste social-democrata, você deve odiar Ciro Gomes, que foi filiado ao PSDB.

5º Caso você odeie o PPS, partido do Roberto “sem voto” Freire e de figuras hipócritas como Raul Jungmann, você deve odiar o Ciro Gomes, que foi filiado ao PPS.

6º Caso você odeie o PSB, partido que já abrigou figuras como Garotinho, você deve odiar Ciro Gomes, que é filiado ao PSB.

7º Caso você odeie Itamar Franco, você deve odiar Ciro, que foi ministro do “topete”.

8º Caso você odeie FHC, você deve odiar Ciro, que já foi aliado de FHC até antes de seu segundo mandato.

9º Caso você odeie o Lula, você deve odiar Ciro, que já foi ministro do Lula.

10º Caso você odeie o Magabeira Unger, membro da quadrilha lulista que antes defendia o impeachment do chefe, você deve odiar Ciro Gomes. Mangabeira é o mentor intelectual de Ciro e foi orientador dele nos EUA quando o deputado foi aprender inglês em um cursinho de Harvard e voltou dizendo que sabia a solução para todos os problemas do país.

11º Caso você odeie políticos sem ideologias, adeptos do troca-troca partidário conforme a maleabilidade de caráter lhes convém, você deve odiar Ciro Gomes pelos 10 motivos encimados.

Livrai-nos do Mal amém disse...

Ciro gosta de falar difícil passando a imressão de que conhece tudo sobre tudo. Ele acabou de dizer em entrevista à Folha que dá graças a Deus por não ter sido eleito em 2002. Nós tb agradecemos a Deus por nos livrar de tão perniciosa figura

Anônimo disse...

Ameaça à vista - Denis Lerrer Rosenfield


Brasília (28 de abril) - São inúmeras as ações de apoio do governo atual aos movimentos ditos sociais e ao MST em particular. A dificuldade consistiria simplesmente em listá-las. A lei não é a eles aplicada, de tal maneira que podem gozar de total impunidade. E gozam de todos nós! A lei que impede a vistoria e a desapropriação das propriedades invadidas e retira os invasores da lista dos assentáveis não é observada. Propriedades são invadidas com violência - foices e facões, alguns especialmente comprados para amedrontar os proprietários e os seus funcionários, são armas brancas de uso corriqueiro. Maquinário é destruído, pessoas são feitas reféns, galpões são incendiados, sedes são depredadas - e tudo isso é chamado de "ocupações pacíficas". O politicamente correto parece não ter mais limites, embora seja uma forma travestida dos regimes totalitários, socialistas, do século 20 e dos seus êmulos do século 21. A reforma agrária nada mais é do que um pretexto, que tem a função de justificar essas ações perante a opinião pública.

Os proprietários rurais e, agora, também os urbanos são vítimas dessa violência. Não se trata de reforma agrária, mas da eliminação do capitalismo, mediante a relativização preliminar da propriedade privada. O objetivo consiste em instaurar o socialismo autoritário em nosso país, tendo como guia as experiências cubana e venezuelana. Eis por que a bandeira do "latifúndio improdutivo" desapareceu do horizonte, pela simples razão de que ele não existe mais no País, senão marginalmente. O Brasil já efetuou a reforma agrária, a da moderna propriedade rural e do agronegócio. O que o MST procura atingir são empresas-símbolo do que o País tem de mais avançado em termos de sucesso, como a Aracruz e a Vale. Estas têm sido objeto das mais diversas arbitrariedades, tendo dificuldades em ter os seus bens preservados e fazer respeitar a lei. Mesmo tendo decisões judiciais a seu favor, estas parecem não ter nenhum valor, pois o MST e as organizações suas congêneres não consideram o Estado de Direito e a democracia representativa dignos de respeito.

As coisas, no entanto, tendem ainda a piorar. Uma prova contundente é recente documento da Ouvidoria Agrária Nacional, datado de 28 de fevereiro deste ano, intitulado Diretrizes Nacionais para Execução de Mandados Judiciais de Manutenção e Reintegração de Posse Coletiva. Com efeito, a Ouvidoria quer-se arrogar o direito de determinar as condições de execução de reintegração de posse, como se fosse um poder independente que agiria por cima dos governos estaduais. Sua pretensão consiste em impor condições às Polícias Militares para a execução desses mandatos, pondo-se na posição dos governadores estaduais. Trata-se de uma nítida usurpação destes governos. Na prática, equivaleria também a colocar-se na posição de um Poder Judiciário, cabendo, então, ao Ministério de Desenvolvimento Agrário decidir sob que condições uma sentença judicial deveria ser cumprida. A situação, na verdade, seria a seguinte: caberia a simpatizantes ou militantes dos movimentos sociais decidir se eles mesmos abandonarão ou não uma invasão. O MST e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) seriam os novos juízes deste país, numa medida de cunho autoritário.

Segundo consta das Diretrizes, a unidade policial, ao receber a ordem de desocupação, deveria articular-se com os demais "órgãos da União, Estado e Município (Ministério Público, Incra, Ouvidoria Agrária Nacional, Ouvidoria Agrária Estadual, Ouvidoria do Sistema de Segurança Pública, Comissões de Direitos Humanos, Prefeitura Municipal, Câmara Municipal, Ordem dos Advogados do Brasil, Delegacia de Polícia Agrária, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e demais entidades envolvidas com a questão agrária/fundiária) para que se façam presentes durante as negociações e em eventual operação de desocupação". Isto é, uma ordem judicial seria submetida à avaliação, para o seu cumprimento, de um número enorme de instâncias, cada uma devendo dar sua opinião e estar presente durante o processo dito de desocupação. Uma ordem judicial seria submetida a uma espécie de "assembléia", que teria a incumbência de impor condições para a sua execução. Na verdade, nenhuma reintegração de posse seria cumprida em nosso país. O Estado de Direito cessaria totalmente de funcionar graças a uma instância que agiria segundo as determinações dos "movimentos sociais". Teríamos uma subversão completa da democracia representativa, em nome de uma suposta "justiça social".

Outro item, próprio de uma comédia de mau gosto, se não fosse essa a própria realidade, é o de que não caberia à força pública a "destruição ou remoção de eventuais benfeitorias erigidas no local da desocupação". Ou seja, um grupo que age violentamente, destruindo as propriedades invadidas, deveria ser recompensado por suas "benfeitorias", que seriam preservadas. É surrealista: um grupo que destrói as benfeitorias privadas que encontra em seu caminho deveria ter assegurada as suas "benfeitorias". A propriedade privada deixaria de ser propriedade dos seus legítimos donos, passando a ser propriedade dos invasores, que teriam a proteção da polícia. As tendas de lona e as "terras" aradas rapidamente para fazer de conta que algo teria sido feito deveriam ser, assim, preservadas.

O documento faz também menção aos cuidados que deveriam ser tomados com mulheres, crianças e idosos. Interessante. Nenhuma palavra é dita sobre o fato de que o MST utiliza crianças e adolescentes como escudos para suas invasões, num desrespeito flagrante ao Estatuto da Criança e do Adolescente. É essa mesma organização política que desrespeita tão claramente a lei. E agora vem a Ouvidoria Agrária dar um respaldo aparentemente jurídico a essa situação, numa inversão completa da realidade.

Se assim continuar, amanhã as invasões serão feitas sob proteção policial!

Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS.



Fonte: O Estado de S. Paulo

Anônimo disse...

Cid Gomes faz convênio de R$ 2,3 mi com entidade presidida pela própria sogra
Ele é o genro que toda sogra gostaria de ter. Vá lá. Não toda: uma parte das sogras ao menos. Refiro-me ao governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, aquele que fundou as bases do que chamou de “Nova Hegemonia Intelectual e Moral do País”. Desde que ele lançou esse furacão conceitual, eu tento entender do que se trata. O governador promete explicar hoje por que levou a mulher, a mãe dela, dois auxiliares e suas respectivas consortes numa viagem à Europa, num roteiro que incluiu hotéis de luxo (veja abaixo). Então é bom aproveitar a oportunidade para explicar também por que seu governo, informa Isabela Martin no Globo desta segunda, firmou um convênio de R$ 2.356.557,36 com uma entidade presidida... pela sogra!

Pauline Carol Habib Moura, que tem o que se costuma chamar de um “genro de ouro”, preside a Federação das Apaes do Estado do Ceará. Mas que coração duro o desses jornalistas! Como podem estranhar um convênio firmado com uma entidade conhecida por seu trabalho sério? Acontece que o dinheiro não será destinado ao atendimento das crianças excepcionais, sua especialidade. A federação participou de uma licitação — e venceu — com um projeto para atender “crianças e adolescentes em situação de risco”.

Sabem o que falta no Ceará? Oposição! Cid foi eleito por uma megacoligação que reúne PSB, PT, PCdoB, PMDB, PRB, PP, PHS, PMN e PV. E contou ainda com o apoio do PSDB do senador Tasso Jereissati. Embora então presidente nacional do partido, Tasso não apoiou a reeleição do tucano Lúcio Alcântara, que deixou a legenda. Um único deputado, Adhail Barreto (PR), tem dado a cara ao tapa na Assembléia Legislativa do Ceará e cobrado explicações do governador.

Sempre que se fala em megrafrentes de partido para disputar eleições, comecem a proteger o bolso. Parece tolo de tão óbvio o que vou dizer, mas digo: democracias precisam de oposição. Ou se tornam frentes contra a população. Por que as CPIs degeneram em chicana no governo Lula? É de tal sorte esmagadora a maioria do governo no Congresso, que basta a base decidir que nada se investiga. E pronto!

Sem oposição, governos viram a casa da sogra.


Por Reinaldo Azevedo

Anônimo disse...

A casa da sogra da "Nova Hegemonia Moral e Intelectual": Cid Gomes - IRMÃO DO CIRO GOMES E PRATICANTE DOS MESMOS IDEAIS!
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), expoente do que o deputado Ciro Gomes, do mesmo partido e seu irmão, chama “Nova Hegemonia Moral e Intelectual do País”, e a viagem que fez de 10 dias à Europa, num jatinho fretado, em companhia da mulher, da sogra, de um secretário e de um assessor — ambos acompanhados das respectivas esposas. O Jornal da Globo, conforme se lê abaixo (em azul), conseguiu refazer o roteiro do grupo, ao qual não falta bom gosto. O chato é que foi o povo cearense quem pagou o regalo.



Foi uma viagem de dez dias por seis cidades. Em um jatinho fretado rumo a Europa, embarcaram o governador Cid Gomes, a primeira-dama, a sogra do governador, o secretário de Turismo e um assessor com suas respectivas esposas. O objetivo, segundo o governo, era participar de feiras e reuniões nas áreas de turismo, fruticultura e energia alternativa.
O Jornal da Globo conseguiu levantar a lista de hotéis onde a comitiva do governador se hospedou, com o custo da hospedagem aos cofres públicos. Entre os escolhidos, está o melhor hotel de Edimburgo, localizado em um edifício histórico. Nas outras cidades, a preferência foi por hotéis mais modernos, todos de luxo.
Na primeira escala da viagem, em Madri, na Espanha, o grupo ficou hospedado por duas noites no Mirasierra Suites Hotel. Segundo documentos fornecidos pelo governo, no período, Cid Gomes participou da feira de turismo da cidade.
No dia 1º de fevereiro, a comitiva seguiu para Londres. A hospedagem foi no moderno hotel Hilton, do Park Lane, uma rua de frente para o Hyde Park, numa região nobre da cidade. O grupo ficou em Londres até o dia três. O governo não informou o que Cid Gomes fez em Londres.
De lá para a Escócia. Em Glasgow, o grupo ficou no hotel Hilton de 3 a 5 de fevereiro. A programação incluía reuniões sobre energias renováveis, promovida pelo Banco Mundial.
O avião seguiu para Dublin, na Irlanda, mas lá não há registro de hospedagem. De Dublin, retornou para a Escócia. Na cidade turística de Edimburgo, a comitiva se hospedou no Rocco Forte Balmoral, o melhor hotel da cidade segundo os guias de turismo. Foram dois dias no edifício histórico, vizinho a um dos castelos da família real britânica. O governo também não informou a agenda oficial para a cidade.
O fim do roteiro foi Potsdam, cidade próxima a Berlim, na Alemanha. O hotel escolhido foi o Voltaire, onde o grupo ficou entre os dias 7 e 9 de fevereiro. Lá, o compromisso oficial era uma feira de fruticultura.
Embora o governo do Ceará tenha informado que sete pessoas embarcaram no jato fretado em Fortaleza, o Jornal da Globo apurou que, nas reservas, só constam acomodações para cinco pessoas em dois quartos duplos e um individual. O total pago a estes hotéis foi mais de R$ 35 mil.
O fretamento do jatinho usado pela comitiva custou mais de R$ 388 mil. O líder do governo, o deputado do PT Nelson Martins, disse que o estado não teve nenhuma despesa a mais com a viagem. “O estado só pagou diárias para o governador e para os secretários que viajaram. As esposas e a sogra do governador custearam suas próprias despesas. O estado não teve nenhum custo”, afirmou.

Devolução
O deputado estadual Adhail Barreto (PR) encaminhou ao Ministério Público um pedido de ação por improbidade administrativa e a devolução de R$ 166 mil aos cofres públicos referentes às passagens das três pessoas que não fazem parte do governo.

Ah, sim. Cid estava viajando de novo. Voltou no sábado. Tinha passado 15 dias na Ásia. O Ceará cobra dele terríveis sacrifícios.

Anônimo disse...

Cid Gomes, irmão de Ciro, o homem da “Nova Hegemonia Intelectual e Moral”, só pode estar brincando, não? Ainda que, de fato, os demais integrantes da viagem — que não ele e seus dois auxiliares — tivessem pagado hospedagem com dinheiro do próprio bolso, o conjunto da obra é imoral. Do que ele quer nos convencer? “Aluguei um avião; vou ali, até a Escócia, a Inglaterra, a Irlanda, a Alemanha... Quer uma carona, minha sogra?”

O aluguel da aeronava já é um tremendo desfrute. Está provado que a viagem — dos servidores do governo apenas — em aviões de carreira teria saído muito mais em conta, para o bem do povo cearense. Já disse qual é o problema do governo do Ceará: dos 46 deputados estaduais, apenas dois fazem oposição ao governador: Adhail Barreto (PR) e Heitor Férrer (PDT).

As explicações dadas pelo governador no Dia da Sogra, que se comemora hoje, são, para dizer pouco, esfarrapadas. Ademais, ele tem de esclarecer também por que uma entidade presidida pela mãe de sua mulher (ver abaixo) conseguiu um convênio com o governo do Ceará no valor de R$ 2,3 milhões.

Anônimo disse...

A casa da sogra da "Nova Hegemonia Moral e Intelectual": Cid Gomes - irmão do CIRO GOMES.
Governador não explica: só sei que nada sei.
O nepotismo não é crime previsto em lei. Porém, contraria normas éticas da administração pública.
A prática do nepotismo que o Governador do Ceará pratica levou a uma reação do Ministério Público. No Ceará, há uma ordem para demitir parentes até o fim do mês.
O nepotismo - contratação de parentes para cargos públicos - não é crime previsto em nenhuma lei, mas os argumentos contra a prática recorrem ao artigo 37 da Constituição, que fixa normas para a administração pública. De acordo com esse artigo, “a administração pública direta e indireta de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.
Recomendação: No Ceará, o Ministério Público fez uma recomendação para que o Legislativo e o Executivo exonerem, no prazo de 60 dias - que expira no fim do mês -, todos os parentes de deputados, secretários e do governador, Cid Gomes, que levou o irmão Ivo para a sua chefia de gabinete. Os promotores aguardam o fim do prazo para decidir que medida tomar.

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Cid Gomes faz convênio de R$ 2,3 mi com entidade presidida pela própria sogra. Diz que não sabia de nada. Mentira: quando o CIRO foi Ministro do Lulla-lalau assinava todos os Contratos do Ministério até manutenção de telefone de quinhentos reais.

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A VIAGEM COM DINHEIRO DO CEARENSE:
uma viagem de dez dias por seis cidades. Em um jatinho fretado rumo a Europa, embarcaram o governador Cid Gomes, a primeira-dama, a sogra do governador, o secretário de Turismo e um assessor com suas respectivas esposas. O objetivo, segundo o governo, era participar de feiras e reuniões nas áreas de turismo, fruticultura e energia alternativa.
O Jornal da Globo conseguiu levantar a lista de hotéis onde a comitiva do governador se hospedou, com o custo da hospedagem aos cofres públicos. Entre os escolhidos, está o melhor hotel de Edimburgo, localizado em um edifício histórico. Nas outras cidades, a preferência foi por hotéis mais modernos, todos de luxo.
Na primeira escala da viagem, em Madri, na Espanha, o grupo ficou hospedado por duas noites no Mirasierra Suites Hotel. Segundo documentos fornecidos pelo governo, no período, Cid Gomes participou da feira de turismo da cidade.
No dia 1º de fevereiro, a comitiva seguiu para Londres. A hospedagem foi no moderno hotel Hilton, do Park Lane, uma rua de frente para o Hyde Park, numa região nobre da cidade. O grupo ficou em Londres até o dia três. O governo não informou o que Cid Gomes fez em Londres.
De lá para a Escócia. Em Glasgow, o grupo ficou no hotel Hilton de 3 a 5 de fevereiro. A programação incluía reuniões sobre energias renováveis, promovida pelo Banco Mundial.
O avião seguiu para Dublin, na Irlanda, mas lá não há registro de hospedagem. De Dublin, retornou para a Escócia. Na cidade turística de Edimburgo, a comitiva se hospedou no Rocco Forte Balmoral, o melhor hotel da cidade segundo os guias de turismo. Foram dois dias no edifício histórico, vizinho a um dos castelos da família real britânica. O governo também não informou a agenda oficial para a cidade.
O fim do roteiro foi Potsdam, cidade próxima a Berlim, na Alemanha. O hotel escolhido foi o Voltaire, onde o grupo ficou entre os dias 7 e 9 de fevereiro. Lá, o compromisso oficial era uma feira de fruticultura.
Embora o governo do Ceará tenha informado que sete pessoas embarcaram no jato fretado em Fortaleza, o Jornal da Globo apurou que, nas reservas, só constam acomodações para cinco pessoas em dois quartos duplos e um individual. O total pago a estes hotéis foi mais de R$ 35 mil.
O fretamento do jatinho usado pela comitiva custou mais de R$ 388 mil. O líder do governo, o deputado do PT Nelson Martins, disse que o estado não teve nenhuma despesa a mais com a viagem.

Anônimo disse...

TÁ MAIS QUE NA HORA DE COMEÇAR A ERGUER ESTÁTUA PRO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO - O PAI DA ECONOMIA ATUAL.