segunda-feira, fevereiro 11, 2008

CONFUNDIR PARA NÃO EXPLICAR

Lula e sua turma demonstram acreditar que a atual oposição é constituída de inexperientes aprendizes, que se abalam ao mais tímido contra ataque. Foi assim quando da crise de 2005, e o governo espera que assim seja agora. Caberá , pois, à oposição provar o contrário.


CONFUNDIR PARA NÃO EXPLICAR

Como um antigo apresentador de TV, o governo Lula não veio para explicar, veio para confundir. É o que se deduz do comportamento de ministros, parlamentares governistas, porta-vozes, e do próprio presidente, mal vieram a tona as denúncias sobre o mau uso dos cartões corporativos. Todos eles se apressaram em tomar o espaço da mídia com uma série de declarações desencontradas e ações contraditórias numa tentativa canhestra de abafar um escândalo do qual parece ter se revelado apenas a ponta de um grande iceberg.

No Senado, o subserviente líder governista Romero Jucá – por ironia, também líder do governo FHC – tão logo a oposição anunciou a sua intenção de formalizar uma CPI para investigar as denúncias, se antecipou e propôs uma espécie de CPI “retrô”, pois tem como alvo das investigações o segundo mandato de FHC, sem que sobre este período tenha pesado alguma denúncia de malversação no uso dos tais cartões. Ficou evidente na ação de Jucá o propósito de embaralhar as investigações, para inviabilizá-las.

Enquanto isso , tentando mostrar que não ficou abalado, e atribuindo à oposição a responsabilidade pela eclosão de uma crise artificial, o governo estima que neste ano pretende triplicar os gastos com cartão corporativo. Serão gastos mais de R$200 milhões, segundo previsão do próprio Palácio do Planalto. Tal valor é quase três vezes maior que o montante gasto em 2007 – R$75 milhões.

Como se vê, o governo que ao longo de cinco anos de mandato atravessou incólume sucessivas crises de corrupção, agora, numa atitude de explícita arrogância e prepotência, despreza solenemente o desempenho da oposição nas questões que envolvem a fiscalização dos seus atos.Veteranos e experientes nas trincheiras oposicionistas, ao longo dos anos em que fizeram contundentes, intransigentes e , muitas vezes, injustos ataques aos governos anteriores, Lula e sua turma, assumindo ares de PHD no assunto, demonstram acreditar que a atual oposição é constituída de inexperientes aprendizes, que se abalam ao mais tímido contra ataque. Foi assim quando da crise de 2005, e o governo espera que assim seja agora. Caberá , pois, à oposição provar o contrário se não quiser, pelo recuo de suas intenções iniciais, dar a Lula mais um presente, tal como fez por ocasião do escândalo do Mensalão.
110208

7 comentários:

BIRA DI OLIVEIRA disse...

Fernando
Um erro que vem se cometendo nessa "farra dos cartões" é o de chamar de "corporativo" este tipo de dinheiro de plástico, sem fundo e sem fins específicos, utilizado e disseminado por todo o Governo Inácio da Silva. Chamar de "corporativo" é esculhambar com empresas sérias, de natureza privada que oferecem este tipo de "privilegio" para os seus executivos fazerem presença diante dos seus clientes. Quem trabalha (ou já trabalhou) como executivo numa multinacional, principalmente sabe o quanto são pentelhos os auditores e pessoal do controle interno dessas empresas. Não há nada que escape da lupa deles, e que não vá parar na mão dos acionistas, que não querem perder um só tostão dando mordomia, por exemplo, para o sujeito sustentar papagaio, periquito, cachorro como esse governo parece que vem fazendo. A não ser que se considere uma "corporação" a súcia do PT que tomou de assalto a República. Ai sim, o termo é correto! "Corporativo" no sentido de um grupo de irresponsáveis, falsos moralistas, que fizeram o que fizeram com Sarney, Collor, Itamar e FHC, e agora exterminam florestas, assaltam os cofres públicos, e ainda por cima nos querem fazer crer que a verdade está sempre do seu lado.
(Publicado em )

Anônimo disse...

Ótima desculpa essa dos senhores petistas! Tudo que o governo faz de errado - e como faz! - a imprensa não pode noticiar, porque FHC também fez. Isso pra mim não é militância, é descaramento puro e simples. O que é errado, é errado com o desavergonhado FHC e seus acólitos tucanos, é errado com o desavergonhado Lula e seus acólitos petistas. É hpra de parar de lero-lero e encarar a realidade: entre //fhc e /luka não existe nenhuma diferença, pra desgraça da nação.

Rosena disse...

Olá Fernando-e m toda esta situação o que mais me coforta é saber que nosso presidente mais uma vez NÃO SABIA DE NADA!
Ficaria indignado se ele tivesse alguma participação nisso! rs rs

IMPARCIAL disse...

Viva a "imprensa livre", os "blogs imparciais como este e os que acreditam neles. O Jornal Nacional fez uma defesa efusiva do SerraCard. Lá não há qualquer exemplo de gasto duvidoso, apenas diz que o "Presidente eleito Serra" tomou as medidas necessárias para corrigir as distorções. Mas quais foram as distorções? É isso que o povo quer que a mídia divulgue. Porque será que a mídia publica as correções tomadas, mas não registra quais os problemas corrigidos? E ainda tem gente que acredita piamente na imprensa nativa.

Anônimo disse...

Fernando Parabens!

Mas pra nao dizer que nao falei de flores, la vai:


Jefferson diz escândalo dos cartões é pior que o do mensalão


Da FolhaNews


12/02/2008
15h23-O presidente do PTB, Roberto Jefferson, afirmou nesta terça-feira que o escândalo envolvendo os cartões corporativos do governo federal é pior que o do mensalão. Segundo ele, a transparência que o governo alega ter em relação aos dados do cartão é "pior do que lingerie de bordel".

"O cartão é muito pior. Eles dizem que há transparência, mas saque de dinheiro na boca do caixa com cargo comissionado, cabo eleitoral, militante de partido nomeado para a máquina púbica, para sacar dinheiro com cartão, e explicar depois que a despesa é uma coisa normal, isso é que eles chamam de transparência?", questionou o petebista.

Os cartões de crédito corporativos do governo federal, indicados para gastos como a compra de material, prestação de serviços e diárias de servidores em viagens, foram usados em 2007 para pagar despesas em loja de instrumentos musicais, veterinária, óticas, choperias, joalherias e em free shop. No dia 1° de fevereiro, o desgaste provocado pela denúncia de irregularidades no uso do cartão derrubou a ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Jefferson afirmou que membros do governo utilizaram o cartão também para pagar aplicações de botox. "Se não houver acordão, até botox vai aparecer no cartão. Vamos esperar. Há um rumor forte."Segundo o petebista, gente importante do governo teria utilizado tal prática. "Homens e mulheres", acusou.

O presidente do PTB disse também que, se a inteligência petista tivesse descoberto os cartões antes do mensalão, não teria havido o escândalo do qual é réu. "Se esse cartão corporativo houvesse sido distribuído pelo PT há três anos, com limite de R$ 30 mil, a base parlamentar teria economizado um escândalo, porque ficariam só no cartão corporativo, e não haveria o mensalão." Depoimento.

Jefferson depões hoje ao juiz Marcello Ferreira de Souza Granado, da 7¦ Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, sobre o escândalo do mensalão --esquema denunciado pela Procuradoria-Geral da República que financiava parlamentares do PT e da base aliada em troca de apoio político.

Autor das primeiras denúncias sobre o esquema, ele foi acusado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O STF (Supremo Tribunal Federal) acatou a denúncia contra todos os 40 acusados pelo procurador-geral Antonio Fernando de Souza de envolvimento com o mensalão.

Entre eles estão os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil), Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) e Anderson Adauto (Transportes), o empresário Marcos Valério, e os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP). Depoimentos.

A Justiça já tomou o depoimento de 21 réus no processo: Pedro Corrêa (PP-PE), João Paulo Cunha, José Genoino, Pedro Henry (PP-MT), Valdemar da Costa Neto (PR-SP), Paulo Rocha (PT-PA), Duda Mendonça, Zilmar Fernandes, José Luiz Alves, Geiza Dias, Anderson Adauto, João Magno (PT-MG), Breno Fischberg, Delúbio Soares, José Dirceu, Enivaldo Quadrado, Emerson Eloy Palmieri, Kátia Rabello, Vinicius Samarane, Carlos Alberto Quaglia e Marcos Valério.

Interrogado no último dia 1°, Marcos Valério, pivô do escândalo de corrupção no governo Lula, procurou centralizar as responsabilidades dentro do PT pelos repasses de dinheiro a aliados aos ex-dirigentes do partido Delúbio Soares (tesoureiro) e Silvio Pereira (secretário-geral).

Valério disse que nunca conversou sobre os empréstimos com o ex-presidente do PT José Genoino, mas que Delúbio disse várias vezes a ele que toda a cúpula do partido tinha ciência dos fatos. Também afirmou nunca ter tratado do tema com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, mas disse que Silvinho comentara com ele que Dirceu --cuja trajetória política disse "respeitar e admirar"-- sabia das operações.

Divinas Damas disse...

Olá!

Dica de boa leitura

Política com seriedade? Confira!

Blog: MOSAICO DE LAMA:
www.mosaicodelama.blogspot.com

Comu: POLÍTICA NÃO É LIXEIRA
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=30542704

Caso não goste, delete...

Tercio disse...

O governo de Lulla caminha para um triste fim,mergulhado num grande poço de lama, para não dizer outra coisa...