quinta-feira, janeiro 10, 2008

O GOVERNO PETISTA EM CRISE EXISTENCIAL

Muito mais do que a união da oposição e a infidelidade de alguns aliados na votação da CPMF, o que tem feito o barco brasileiro ficar à deriva é a própria incapacidade do governo em compreender que é impossível administrar com eficiência sem cortar gastos inúteis, diminuir os privilégios e enxugar a máquina pública. Em vez de promover as reformas necessárias - reforma do Estado, aí incluídas as reformas tributária e política, e a reforma educacional – o governo insiste na mediocridade de sempre.



O GOVERNO PETISTA EM CRISE EXISTENCIAL

O fim da CPMF provocou uma crise existencial no atual governo, e expôs de forma mais clara a sua real face. Se antes Lula já não sabia aonde conduzia o país, agora muito menos ainda. O governo tenta recompor a arrecadação perdida com o fim do imposto do cheque, aumentando alíquotas de impostos já existentes. A oposição contesta judicialmente as novas medidas do governo e promete fazer barulho no Congresso. O governo tenta se prevenir de futuras derrotas e amarra a sua infiel base de apoio com as velhas promessas de cargos, vantagens e liberação de emendas do Orçamento.

Muito mais do que a união da oposição e a infidelidade de alguns aliados na votação da CPMF, o que tem feito o barco brasileiro ficar à deriva é a própria incapacidade do governo em compreender que é impossível administrar com eficiência sem cortar gastos inúteis, diminuir os privilégios e enxugar a máquina pública. Lula perdeu a grande oportunidade de realizar, talvez, o melhor governo da História Republicana, pois recebeu de FHC um país com problemas de endividamento, é verdade, mas com os ajustes fiscais, a inflação contida, e um ambiente econômico externo amplamente favorável. O suficiente para que se implementasse um programa de governo que consolidasse essas conquistas, e, a partir daí , liberasse o país para o desenvolvimento econômico e social.

Mas, esse foi, desde o início, o principal problema do partido que assumiu o poder em 2003: a completa ausência de um plano consiste de governo. Não que o PT não tivesse um. Tinha, quando o partido fazia oposição. Mas tal programa mostrou-se completamente inexeqüível, pois se tratava de uma confusa mistura de idéias socialistas e sociais democratas, que, se postas em práticas, resultariam em nacionalização, estatização, rompimento de acordos internacionais. Enfim, o caos total. Lula, que de louco e tolo tem pouca coisa, preferiu, numa mistura de prudência com esperteza, substituir o tal plano (suicida)de governo por um plano de poder , que desandou a partir da descoberta do Mensalão, mas que graças a popularidade do líder não foi totalmente descartado. Pelo contrário.

Na ausência de um programa de governo, Lula e sua turma passaram ao pragmatismo das medidas de apelo social e impacto promocional. Primeiro, foi o “Fome Zero”, que praticamente não saiu do papel. Depois vieram políticas direcionadas aos estudantes, aos jovens e aos aposentados, cujos resultados positivos ninguém conhece.

Mas o carro- chefe de tais práticas tem sido o Bolsa Família que o governo define como o maior programa de transferência de renda do planeta, mas que na prática vem se consistindo num gigantesco programa de cooptação de eleitores para a clientela de Lula e do seu partido, além de instrumento de chantagem eleitoral e amedrontamento dos eleitores pobres, quando candidatos governistas insinuam que uma vitória da oposição significaria na extinção do programa. Sob o ponto de vista social, tal programa, além de não resultar numa melhoria efetiva do padrão de vida das camadas mais pobres, torna-as extremamente dependente da esmola governamental, incutindo nelas o espírito do conformismo e do comodismo.

Ao mesmo tempo em que pratica o mais deslavado assistencialismo, o governo procura garantir o controle da máquina. Em poucos momentos da História do país, os órgãos públicos foram infestados de partidários , apaniguados, aliados, amigos e parentes como tem sido neste governo. Em poucos momentos, cargos e funções de chefias em órgãos públicos e estatais foram objetos de tão explícito e vergonhoso loteamento como tem ocorrido agora.. Em poucos momentos a corrupção grassou com tamanha desenvoltura na base aliada do governo como nesses últimos cinco anos de petismo no poder. E tudo isso sustentado pelos impostos pagos pela população em geral e pela classe média em particular. População que mal teve tempo de comemorar o fim da CPMF, e que mal começado o ano é presenteada com o novo aumento de impostos. Portanto, Lula e sua turma carecem de razão quando tentam atribuir à oposição parlamentar as dificuldades geradas pelo sei (des)governo.

Mas eles não querem aprender a lição. Em vez de promover as reformas necessárias - reforma do Estado, aí incluídas as reformas tributária e política, e a reforma educacional – o governo insiste na mediocridade de sempre. Em vez da adoção de uma política que ordene o Estado e coloque o Brasil na trilha do desenvolvimento, o governo prefere permanecer no caminho do atraso e do desperdício. O exemplo mais recente de tais práticas equivocadas é o projeto de transposição do rio S. Francisco.Projeto faraônico, megalomaníaco, controverso e de resultados duvidosos, mas que sintetiza bem a incapacidade desse governo de lidar com as reais necessidades do país.
100108

15 comentários:

Celso P disse...

Não podemos simplesmente cruzar os braços e deixar que o Sr. Lula e seus aceclas mudem o slogam do governo de "BRASIL: UM PAÍS DE TODOS" para "BRASIL: UM PAÍS DE BOBOS".

"Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada"
Edmund Burke, político britânico.

celso p disse...

Para que se dê legitimidade ao pacote fiscal baixado às pressas pelo governo, o congresso pode ser convocado em caráter extraordinário. Tentando assegurar sua aprovação, o que compensaria a perda da CPMF(lembram-se???), o Palácio de Planalto já acenou com a distribuição de cargos do 2º escalão da administração federal aos partidos da base aliada. Trocando em miúdos, f... os critérios técnicos. Mais uma vêz o povo será lesado. Mais uma vêz se abrirá espaço para o favorecimento em licitações, o superfaturamento de obras, serviços e desvio de verbas públicas. A máquina ficará maior, mais cara e com certeza mais ineficiente. Dando suporte a toda esta farra, só mesmo uma carga tributária do tempo dos faraós. É este o país onde se pretende diminuir as injustiças sociais, dar condições para um desenvolvimento sustentado e com igual oportunidades para todos? O atual governo aprendeu rapidamente as práticas viciadas de seus antecessores e as está empregando com grande desenvoltura e sem o menor dilema ético. Horror !

nidia disse...

Pois é Fernando e Celso. Infelizmente está clara a intensão do governo. Vejo as coisas como vcs as vêem.
Se o governo fosse sério não estaria nessa situação, tendo que abrir as pernas para cobrir os rombos (desculpe os termos, Fernando, é que não tenho mais paciência). Se o governo fosse sério, já teria feito as mudanças necessárias para o fim da CPMF, que já estava previsto por eles mesmos. Se o governo fosse sério já teria enxugado a máquina, e apertado o cinto, como fazemos para equilibrar nosso orçamento particular. Só que quando nossas despesas ultrapassam nosso salário, não saímos por aí assaltando bancos e nem extorquindo nossos vizinhos.
Se o governo não tiver um compromisso objetivo e sério de redução de gastos, se não fechar as torneiras do desperdício, não haverá reforma que dê jeito nesse país.
Temos que continuar com nossa indgnação "ativa" pressionando a oposição.

Anônimo disse...

CRIME CONTRA A HUMANIDADE: VEJAM O QUE LULLARÁPIO-PTOQUIO-MOR, PTRALHAS ALOPRADOS, CHAVEZ DE CADEIA, FIDEL SENIL, E OS MALUCOS DE ESQUERDA APOIAM NA AMÉRICA LATRINA? POR QUE NÃO DAR A ELLES O MESMO TRATAMENTO QUE ELLES DÃO AOS SEUS REFÉNS. AQUI NA TERRA PODERAO PASSAR INCOLUMES, MAS O DIABO OS ESPERA NO INFERNO.


REUTERS - 11.01.2008 16:16 -
Ex-deputada colombiana relata a odisséia de 6 anos em cativeiro
BOGOTÁ (Reuters) - A ex-deputada colombiana Consuelo González, libertada pela grupo guerrilheiro Farc depois de seis anos em cativeiro, revelou na sexta-feira que os reféns da guerrilha vivem na selva em condições subumanas, acorrentados e sob o risco das operações militares. O marido de Consuelo González morreu no período do sequestro, e ao voltar para casa a ex-deputada viu uma de suas duas filhas já transformada em mãe.
Sobre o tempo no cativeiro, fez um relato sombrio: Os militares e policiais ficavam acorrentados o dia todo, com umas correntes no pescoço que tinham que carregar para fazer qualquer tipo de atividade, tomar banho acorrentados, lavar sua roupa acorrentados, comer acorrentados, qualquer coisa que tenham que fazer têm de carregar a corrente, relatou. E à noite amarravam as correntes a uma estaca que havia ao pé da cama de cada um deles, disse ela, acrescentando que os civis também dormem acorrentados. Imagine neste século, neste momento no mundo, ocorrendo isso. A gente olhava [para os policiais e militares] e dizia: Como podem resistir pessoas que já estão há nove e dez anos seqüestradas? É terrível. Vivemos situações horríveis de risco, de altíssimo risco, sentimos praticamente as bombas a escassos metros de onde estávamos, os helicópteros com suas metralhadoras funcionando e nós muito perto. Viver a guerra é um horror, acrescentou.
À SOMBRA DA MORTE
A política, sequestrada em setembro de 2001, relatou que os guerrilheiros sempre lhes diziam que tinham ordens de matar os reféns em caso de tentativa de resgate pelas Forças Armadas. Sim, éramos notificados tranqüilamente por parte de quem estava à frente de nós, das Farc, de que numa tentativa de resgate a ordem que tinham era nos assassinar, éramos absolutamente conscientes disso, disse González, para quem as probabilidades de um resgate militar são mínimas.
Ela contou que os reféns quase sempre dormem em redes penduradas em árvores ou em plásticos estendidos no chão.
González disse que, embora recebam produtos de higiene pessoal, como sabão, escova de dentes e creme dental, os reféns tomam banho nos rios, em horários impostos pela guerrilha, fazem suas necessidades em latrinas e, mesmo com malária e outras doenças, recebem remédios, mas não atendimento médico.
Termina-se concluindo que não há nada mais a fazer, senão acatar e se submeter ao que estão impondo; é algo tão complexo e tão difícil, afirmou. É uma tragédia humana, que não podemos deixar de lado.
(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

Anônimo disse...

IncomPTentes nu puder.
CHEGA DE DESGOVERNO... TRANSPOSICAO=GRANA+GRANA+GRANA
Comentário:
COMO ENTENDER O TRANSPOSICÃO DO RIO SÃO FRANCISCO Não é preciso esperar o futuro para provar que a transposição do rio São Francisco não alcançará o objetivo proposto pelo governo que é minorizar a seca de uma região nordestina habitada por 6.800.000 moradores. O nosso presidente mal assessorado pelos seus colaboradores, mente para a nação, quando afirma que a transposição vai aliviar a seca de toda esta população. Simplesmente, não tem, nem fisicamente nem financeiramente como distribuir esta água à uma população que ocupa uma área que faz parte de quatro estados quase tão grande como o estado da Bahia. O projeto elaborada pelos técnicos do governo não explica como vai ser feita esta distribuição. Os moradores que estiverem até quinhentos metros dos canais poderão saciar a sua sede e dos seus animais com a límpida e doce água do velho Chico. Mas, aqueles que localizarem à um, dois, dez, cem, quinhentos ou mais kilometros dos canais nunca beberão desta água. As obras estão estimadas em 6,7 bi. Como a lei permite ate 25% de Aditivo, então o valor estimado final será de 8,3 bi. Cada cisterna custa R$ 1,6 mil e pode durar mais de 50 anos. Os reservatórios cilíndricos, construídos ao lado das casas, podem armazenar até 16 mil litros de água. O volume é considerado suficiente para uma família com cinco pessoas beber e cozinhar por até dez meses ao ano. Com R$ 6,7 bilhões, podemos ter: 6.700.000.000 / 1600 = 4.187.500 cisterna ou famílias. Se aplicado os 8,3 bi que acabara sendo a obra, teremos 8,3 bi / 1600 = 5.187.500 cisternas ou famílias. Ou cisterna para levar água para uma população de mais de 20 milhoes de pessoas.

Anônimo disse...

Gasto com cartão corporativo é recorde na gestão Lula
Por Sônia Filgueiras, no Estadão. Volto depois:
Em 2007, o governo federal mais que dobrou suas despesas com cartões corporativos. O Portal da Transparência, mantido na internet pela Controladoria-Geral da União (CGU), mostra que R$ 75,6 milhões foram gastos por intermédio dos cartões, 129% a mais do que em 2006. O desempenho do mais importante programa social do Executivo não chegou nem perto disso: a expansão dos investimentos do Bolsa-Família no ano passado foi de 14,6%. Nos últimos anos, o aumento dos gastos com cartão é crescente. Comparada a 2004, a despesa é 4,3 vezes maior. Implantados sob o argumento de que são instrumentos ágeis, eficientes e transparentes para realização de pequenas despesas, os cartões apresentam uma espécie de buraco negro em sua prestação de contas eletrônica: a maioria dos gastos foi feita a partir de saques em dinheiro. Ao serem divulgadas nos sistemas eletrônicos e sites do governo na rede de computadores, essas retiradas não trazem as informações sobre as despesas a que se destinam. Em 2007, elas chegaram a R$ 58,7 milhões, correspondentes a 75% do total. Em 2006, elas representaram 63% do total.

Anônimo disse...

PRIVATARIA DO LULLALAU E PTRALHAS CORRUPTOS:
Não é porque Sérgio Andrade, um dos beneficiados, foi o maior doador da campanha eleitoral de Lula, que vamos agora supor qualquer indevido compadrio no eventual decreto.

- Não é porque a antiga Telemar, agora Oi, injetou alguns milhões na empresa do filho do presidente (ex-monitor de zebra, camelo e jumento), que se vai agora suspeitar de algo anormal.

- Não é porque Lulinha e seus sócios foram flagrados fazendo lobby em favor da mudança da lei no fim de 2006, que se vai agora censurar o eventual decreto de Lula.

Anônimo disse...

LADRAO Nu PUDER.
MENSALÃO DO LULLALAU-PTOQUIO! Coronéis sindicalistas aloprados. XÔ CorruPTos inePTos aloprados. Da-lhe Pinga!

Comentário:
Bio combustivel governamental: governo movido a verdinhaaa$$$$! Gasto com cartão corporativo é recorde na gestão Lula Por Sônia Filgueiras, no Estadão. Volto depois: Em 2007, o governo federal mais que dobrou suas despesas com cartões corporativos. O Portal da Transparência, mantido na internet pela Controladoria-Geral da União (CGU), mostra que R$ 75,6 milhões foram gastos por intermédio dos cartões, 129% a mais do que em 2006. O desempenho do mais importante programa social do Executivo não chegou nem perto disso: a expansão dos investimentos do Bolsa-Família no ano passado foi de 14,6%. Nos últimos anos, o aumento dos gastos com cartão é crescente. Comparada a 2004, a despesa é 4,3 vezes maior. Implantados sob o argumento de que são instrumentos ágeis, eficientes e transparentes para realização de pequenas despesas, os cartões apresentam uma espécie de buraco negro em sua prestação de contas eletrônica: a maioria dos gastos foi feita a partir de saques em dinheiro. Ao serem divulgadas nos sistemas eletrônicos e sites do governo na rede de computadores, essas retiradas não trazem as informações sobre as despesas a que se destinam. Em 2007, elas chegaram a R$ 58,7 milhões, correspondentes a 75% do total. Em 2006, elas representaram 63% do total.

Anônimo disse...

Com rara felicidade, a Maria Lucia brinda-nos com uma análise clara, precisa e concisa, do presidente e sua corte. Pena que os brasileiros estejamos, sem leme e sem norte, desamparados na tempestade. Falta-nos um líder digno desse título. Carecemos, essa a triste verdade, de cidadãos que se disponham a servir e não a servir-se da Pátria comum. Os grifos são da minha responsabilidade. OJBR


LULA DA SILVA, O PRESIDENTE DOS IMPOSTOS

MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA

4/1/2008

Lula da Silva se esforça enormemente para ter seu nome gravado na história do Brasil como o maior presidente da República já havido nesse país. Para tanto se compara a Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e, se preciso for, a Jesus Cristo. Na sua egolatria, que o faz se sentir maior do que todos estes, resvala para aquele tipo de paranóia que acomete os poderosos e parece crer em suas próprias mentiras.

O ex-metalúrgico, que sempre foi dotado de imensa sorte, não tem medo de ser feliz. Assim, parodiando Zeca Pagodinho segue cantando: “Deixa a vida me levar, vida leva eu”. Em que pese sua origem humilde, largamente explorada pela propaganda e convertida em mito e tabu (aí do elitista explorador que disser que o presidente é semi-analfabeto e exímio produtor de asneiras em seus discursos não preparados por assessores), ele tem sido levado pela vida de forma fácil e rendosa. Optou por não estudar e não trabalhar depois de ter passado rapidamente pelas lides do torno mecânico como elite dos operários de São Bernardo do Campo, os metalúrgicos. E sua facilidade retórica, típica dos repentistas, o fez enveredar pelas vias da política, primeiro como líder de seus iguais dos quais foi se afastando gradativamente.

Cabe aqui relembrar a análise de Roberto Michels sobre a “lei de bronze da oligarquia”. Explica Michels, um socialista alemão que se tornou amigo de Mussolini, que as massas são necessariamente governadas por uma minoria que se lhes impõe. Isto acontece até no interior das organizações reputadas “democráticas”, como os partidos socialistas e os sindicatos operários. Nestas entidades, por força da necessidade de organização, forma-se uma “direção profissional” que se impõe à base. A soberania das massas é, então, ilusória. Porque essa situação oligárquica assenta-se não só na tendência dos chefes, sempre vitoriosos, de perpetuar-se no poder e a reforçar sua autoridade, mas, sobretudo, na inércia das massas, prontas a entregar-se a uma minoria de especialistas, profissionais de ação pública.

Pois bem, estamos vivendo numa república sindicalista. Talvez, isso ajude a explicar o vezo autoritário do PT e sua ambição desmedida de se perpetuar no poder, pois não é impossível que o partido dos aloprados (segundo palavras de seu próprio líder, Lula da Silva) volte a trabalhar a idéia de um terceiro mandato. Parece que os sindicalistas governantes estão usando a lei de bronze da oligarquia com relação não aos sindicatos, mas extensiva a toda sociedade brasileira. Colabora com o êxito do ex-metalúrgico a inércia das massas, sequiosas por um pai estatal que lhes traga benefícios imediatos.

Mas resistirá a grande sorte e inabalável prestígio de Lula da Silva aos aumentos de impostos? O presidente mentiu para as frágeis oposições. Mentiu para o povo quando disse à sombra de uma frondosa árvore de Natal, que não aumentaria os tributos para substituir a CPMF. Mas logo no início deste ano que mal alvorece fomos brindados com um pacotão que, em países onde os cidadãos são dotados de consciência cívica, seria repudiado com veemência.

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para pessoas físicas foi simplesmente duplicado, o que vai complicar tremendamente a vida dos brasileiros que produzem. Tudo vai subir: prestações, crédito, empréstimos. A CSLL (Contribuição sobre o lucro líquido) paga por instituições financeiras, que também terá elevação de alíquotas, será, sem duvida, repassado pelos bancos aos seus clientes. E por aí vai, sendo que outros aumentos devem vir para matar a fome insaciável do PT no poder por recursos que mantenham o luxo da corte, as ONGs sustentadas pelo poder público, os cargos dos companheiros, os dadivosos presentes dados para outros países, os desperdícios, as maracutaias, termo usado no passado por Lula da Silva para criticar a falta de ética dos outros.

O ministro Guido Mantega justificou as medidas amargas dizendo que as promessas do presidente se referiam apenas a 2007, sendo que já estamos em 2008. Sem dúvida, um deboche que afronta os brasileiros, considerados pelo ministro como débeis mentais.

Resta agora a oposição funcionar de novo como tal. Oposição que ingenuamente aprovou a DRU acreditando na palavra, que nunca foi cumprida, do presidente da República, de que não haveria aumento de impostos. Oposição e Poder Judiciário que devem barrar as medidas adotadas pela Receita Federal de fiscalizar as operações financeiras, obrigando os bancos a repassar semestralmente dados sobre cidadãos e empresas, o que configura quebra do direito ao sigilo previsto pela Constituição no capitulo das garantias fundamentais. Oposição deve agir tendo em mente as medidas impopulares desse governo que mentiu e traiu seus governados. E que Lula da Silva passe à história como o presidente dos impostos. Isso deve ser o mote das oposições, ou então, que elas se extingam de vez.



Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

Anônimo disse...

Da Lama Ao Caos (adptacão)
PTralhas unidos estão aqui pra desorganizar/
Esses tralhas estão sem sair daqui, só para desorganizar/
PTralhas unidos estão aqui pra desorganizar/
Esses tralhas estão sem sair daqui, só para desorganizar/

Da lama ao caos, do caos à lama/
Os PTralhas roubando nunca nos engana/
Da lama ao caos, do caos à lama/
Os PTralhas roubando nunca nos engana/

O sol queimou, queimou a lama do rio/
Eu ví um PTralha andando devagar/
E outros PTralhas Urubus pra lá e pra cá/
E muitos andando pro sul/
Saíram dos mangues do analfabetismos,/
Virou gabiru roubando o Brasil./

Eu nunca ví tamanha desgraça/
Quanto mais miséria tem,/ mais urubu PTralha ameaça/

Peguei num balaio os PTralhas que estavam na feira a roubar/
Ia passando uma véia, pegou a minha cenoura/
A veia falou: deixa a cenoura aqui/
Com a barriga vazia não consigo dormir/
E os PTralhas com o bucho cheio a tudo desorganizar/
E os PTralhas com o bucho cheio a tudo desorganizar/
E os PTralhas com o bucho cheio a tudo desorganizar/

Da lama ao caos, do caos à lama/
Os PTralhas roubando nunca nos engana/
Da lama ao caos, do caos à lama/
Os PTralhas roubando nunca nos engana/

Da lama ao caos, do caos à lama/
E só o que os PTralhas querem fazer/
Da lama ao caos, do caos à lama/
E só o que os PTralhas sabem fazer./

Anônimo disse...

Errado, amigo!
Aí diz o leitor: “Decreto não é lei. Lula pode mudar o decreto. Não há nada de errado nisso”.

Sim e não, colega. Decreto não é lei. Lula pode mudar? Ah, pode, sim. Mudar apenas para “legalizar” uma operação ilegal em particular? Ops! Aí, não. As legislação tem de ser impessoal e universal.

Se Lula mexer no tal decreto, quem ganha? A Oi. Quem mais? No momento, só ela. E quem é a Oi? A empresa do amigo Sérgio Andrade, maior financiador de sua campanha, e que é sócia de Lulinha na Gamecorp.

Não há aí impessoalidade nem no princípio nem na circunstância. Sem contar o histórico: o lobby, conforme está demonstrado, é antigo. Sem essa! Como as coisas estão encaminhadas, é prática de país bananeiro. Os negócios devem ser feitos de acordo com a lei, e não a lei de acordo com os negócios. É uma das coisas que distinguem uma República de um bordel.

Anônimo disse...

Errado, amigo!
Aí diz o leitor: “Decreto não é lei. Lula pode mudar o decreto. Não há nada de errado nisso”.

Sim e não, colega. Decreto não é lei. Lula pode mudar? Ah, pode, sim. Mudar apenas para “legalizar” uma operação ilegal em particular? Ops! Aí, não. As legislação tem de ser impessoal e universal.

Se Lula mexer no tal decreto, quem ganha? A Oi. Quem mais? No momento, só ela. E quem é a Oi? A empresa do amigo Sérgio Andrade, maior financiador de sua campanha, e que é sócia de Lulinha na Gamecorp.

Não há aí impessoalidade nem no princípio nem na circunstância. Sem contar o histórico: o lobby, conforme está demonstrado, é antigo. Sem essa! Como as coisas estão encaminhadas, é prática de país bananeiro. Os negócios devem ser feitos de acordo com a lei, e não a lei de acordo com os negócios. É uma das coisas que distinguem uma República de um bordel.

Anônimo disse...

Será que nunca faremos senão confirmar
Na incompetência da América Latrina
Que sempre precisará de ridículos tiranos?
Será, será que será que será que será
Será que esta estúpida retórica
Terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?


Enquanto os PTRLHAS exercem seus podres poderes,
Índios e padres, negros e mulheres
E adolescentes fazem o carnaval.
Queria querer cantar afinado com eles,
Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase
Ser indecente mais tudo é muito mau
Num Brasil PTralha tudo é o caos!

Anônimo disse...

UMA ESPÉCIE DE CRIME PERFEITO: O GOVERNO FINGE QUE O PACOTE É PANCADA NOS BANCOS, MAS A VÍTIMA É O ENDIVIDADO.

Artigo comprovando por EPOCA - 12/01/2008 - Edição nº 504 - GUSTAVO FRANCO - é economista e professor da PUC-Rio e escreve quinzenalmente em ÉPOCA. Foi presidente do Banco Central do Brasil.

Em represália à perda da CPMF, o governo fez quatro pequenas coisas que o Supremo pode derrubar, e a quinta, a providência realmente importante, é nada mais que um pássaro no céu, uma tesoura voadora, da qual todos querem fugir. As quatro coisas simples são, com efeito, muito simples: uma instrução da Receita para os bancos requisitando as informações que deixou de ter com a queda da CPMF; um IOF “arrecadatório” sobre o crédito concedido a pessoas físicas, com alíquota de 3%; um IOF “supostamente compensatório” incidindo sobre operações de câmbio (exceto as de importações de bens e a de investimentos estrangeiros em carteira), operações de crédito e seguros, com alíquota de 0,38%; e um aumento na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos, de 9% para 15%.
No mérito, essas medidas têm uma contra-indicação mortal, a mesma de outros encargos sobre a intermediação financeira: vão aumentar o chamado “spread” bancário, tornar o crédito mais caro para os mutuários mais necessitados, as pessoas físicas, e diminuir o lucro dos bancos em exatamente zero. É uma espécie de crime perfeito: finge-se que a pancada é sobre os bancos, com o propósito de colocar a oposição na defesa dessas populares instituições, mas a verdadeira vítima é o endividado. Mas quem imaginou que a imprensa não desfaria essa esperteza tola aos dois minutos do primeiro tempo?
Com efeito, o anúncio das medidas talvez mereça entrar para os piores momentos da sala de imprensa do Ministério da Fazenda. Os ministros voltaram de uma reunião com o presidente, para a qual levaram um cardápio de maldades alopradas (sabe-se lá das outras medidas, que o presidente rejeitou...), direto para a coletiva, enquanto os técnicos fechavam os textos que refletiam as escolhas presidenciais. Nossa vasta experiência em pacotes fornece pelo menos dois ensinamentos úteis, que foram ignorados: primeiro, que é sempre nessa “última hora” que aparece uma inconstitucionalidadezinha que ninguém teve coragem de observar; segundo, que, independentemente do mérito, a qualidade do impacto do pacote na opinião pública será diretamente proporcional à qualidade do anúncio.
De fato, no plano jurídico, parece que a encrenca vai ser boa. A instrução da Receita pode violar o dever constitucional dos bancos de manter sigilo sobre as informações sob sua guarda; o IOF “arrecadatório” foi aumentado em afronta ao princípio da anualidade; o IOF “compensatório” sobre câmbio viola as obrigações assumidas pelo Brasil no Artigo VIII dos Estatutos do FMI (que tem status de lei, pois é tratado internacional aprovado pelo Congresso); e a CSLL não pode ser discriminatória, ou seja, a Constituição não prevê contribuições diferenciadas sobre bancos.
Se o STF adotar interpretações rígidas, e nada implausíveis, sobre esses assuntos, vai sobrar apenas o IOF sobre os seguros – e seria um vexame inominável se os contratantes de seguros forem os únicos a pagar a conta desse festival de caneladas. O presidente deve estar se perguntando por que resolveu expor seu capital político nesse conjunto de iniciativas.
Sobre a quinta medida, o corte de gastos, de longe a mais importante, o governo mostra uma hesitação ainda maior que sua perplexidade. Num impulso, ouve-se que as emendas dos senhores parlamentares vão sofrer, e simultaneamente ouve-se no Parlamento que as emendas individuais são sagradas. Você, leitor desavisado, portador de crediário e contratante de seguro de vida, sabia que todo parlamentar tem o direito sagrado e adquirido de fazer o Estado gastar 1 milhãozinho ou 2, ou 10, em uma emenda para uma obra paroquial sem importância?
Pois é. A discussão sobre cortes vai ser muito pedagógica, pois existem montanhas de “direitos” como esses que não deviam existir.

O pacote do governo aloprado finge que a pancada é nos bancos, mas a vítima é o endividado.

Fernando Soares disse...

Peço licença a Janea, para reproduzir aqui o seu comentário , a proposito do meu artigo publicado no site Brasil Wiki (http://www.brasilwiki.com.br/noticia.cfm?id_noticia=3661). Ele traduz com simplicidade e autenticidade muito do que tentamos semanalmente dizer aqui.

12/01/2008 - janea - rio
"ainda tem meia duzia de descerebrado que acha que este pais melhorou, sinceramente isso é papo de retardado politico e
daqueles que come as custas do governo. durante cinco anos saculejei na traseira de um onibus trabalhando como
cobradora, dormoa tres horas por noite, pois chegava em casa as 1:15 da madrugada e ainda fazia comida, lavava roupa e
ajeitava a casa, tudo isso para cursar uma faculdade de direito, vale lembrar que por varias noites mal pude dormir
minhas poucas horas porque o bar da esquina estava cheio de pessoas bebendo e curtindo sua miséria e falta de
determinação,caso achasse conveniente eu poderia ser igual a eles com uma condição melhor é bem verdade pois sou esposa
de militar e nunca vai me faltar a sobrevivência, porem eu determinei que tomaria o rumo da minha vida e formaria,
lamentavelmente essas pessoas que me atrapalhavam o pouco sono a que tinha direito hoje tomam parte do meu recurso pois
se ganho melhor é porque ralei muito e agora encher barriga de desocupado me causa profunda revolta."