quarta-feira, dezembro 19, 2007

HUGO, EVO E A DEMOCRACIA EM RISCO

Hugo Chávez e Evo Morales encarnam aquele tipo de governante que incorpora a mística de salvador da pátria e de redentor dos pobres e dos oprimidos.Em consequência, tais líderes costumam transformar a população mais humilde numa imensa massa de manobra de seus planos de poder e exacerbam os conflitos sociais em seus países. Chávez, com o seu pretenso "socialismo bolivariano”tem se esmerado em conduzir a Venezuela a uma extrema bipartição social. Morales vai pelo mesmo caminho, e o seu "socialismo indígena"praticamente dividiu a sociedade boliviana a tal ponto que, agora, corre o risco de provocar o separatismo político.



Governantes desse naipe vicejam em países pobres, com extrema desigualdade social e instituições políticas claudicantes. Mas, ao contrário do que os seus discursos demagógicos prometem , suas políticas quase sempre levam a um maior empobrecimento econômico - pela fuga dos investimentos - , enfraquecem ou liquidam a democracia e acentuam o caos social, prejudicando principalmente os que , em tese, seriam os maiores beneficiários de tais políticas, ou seja os mais pobres.

Infelizmente, a democracia , principalmente onde ela ainda é frágil, padece de fatores de risco que permitem que demagogos ascendam ao poder nos braços do povo e dele não se afastem mais, por força de plebiscitos manipulados, de eleições fraudadas e de toda sorte de artifícios e arbitrariedades que golpeiam aos poucos as liberdades.

A Venezuela e a Bolivia vivem essa experiência. Felizmente, uma imensa parte das populações desses países tem reagido e repudiado com veemência as tentativas de liquidação da democracia. Na Venezuela, a maioria da população manifestou o seu repúdio ao propósito de Chávez de permanecer indefinidamente no poder por meio de sucessivas reeleições. Na Bolívia, o radicalismo inconsequente de Morales provocou a reação das regiões mais ricas acentuando nelas o desejo de autonomia política ou, mesmo, de independência. Além de exacerbar a divisão social, as políticas tresloucadas de Chávez e Morales podem acabar levando seus países à sangrentas guerras civis.
191207

10 comentários:

Anônimo disse...

Não se engane camamrada:Que ninguém se engane: Evo Morales tem razão quando diz que a injustiça social impera na Bolívia. Os índios são pobres e os brancos estão, ao menos, na classe média. Os índios concentram-se nos estados do oeste do país e os brancos, no leste. A concentração de renda boliviana, imposta por anos de ditaduras e de governos corruptos e incompetentes, é traçada por linhas raciais e geográficas – o que produz, neste caso, uma concentração de renda canalha

reinaldo disse...

Fernando
Morales é presidente de todos os bolivianos, mas governa apenas para a metade que o elegeu. É um erro, principalmente quando a minoria representa quase metade do país. É o mesmo erro cometido, durante anos, pelos governos anteriores. Mas o resultado é que ele é um presidente que estimula a divisão, não a união, do país. Não é apenas inabilidade. É também burrice. Governar sem estabilidade ou sem dinheiro é uma arte difícil. Sem ambos, é impossível.

rosena disse...

Quanta semelhança com o Brasil…. até agora, apostaram na passividade e subseviencia do povo, que , infelizmente para eles, nao sao eternas. A Historia mostra isso…

Anônimo disse...

Democracia, que democracia?? Na Venezuela e na Bolívia nunca houve democracia. A população pobre sempre ficou marginalizada. Qdo líderes populares como Chavez e Morales se lembram desta pçopulçação são tachados de antidemocráticos...demais promeu paladar!

Anônimo disse...

CHEGA DO MENSALÃO DO LULLALAU-PTOQUIO!
PTRALHAS MENTEM ONTEM, HOJE E SEMPRE.
XÔ LULLALAU ANALFABETO.

DESEJO A TODO PTRALHA O QUE ELES DESEJAM PARA O BRASIL: QUE ELLES VIVAM SOB O REGIME DE FIDEL SENIL - 5 frango por mes, arroz e outros alimentos controlado e pobreza. AINDA SE O FDP FOSSE CATOLICO, PODERIA DEFEDER QUE A POBREZA ENOBRECE A ALMA, MAS O FDP NAO é!

AOS DEMAIS PARTICIPANTE DO BLOG DESEJO UM BRASIL SEM: PTRALHAS, LULLALAUS, LULINHALALLAUBOMDEBOLA, E TODA ESSA TRALHA QUE ANDA SUGANDO OS NOSSOS IMPOSTOS.

AO FERNANDO SOARES DESEJO SAUDE, BOA SORTE E CONTINUIDADE NESSA LUTA CONTRA A INCOMPTENCIA E OS PTRALHAS LULLANATICOS.

Anônimo disse...

Putin tem fortuna de US$ 40 bi, diz jornal
Por Luke Harding, no Estadão:
Analistas políticos e várias outras fontes afirmam que grupos rivais no interior do Kremlin estão embrenhados numa luta pelo controle de bilhões de dólares em ativos pertencentes a corporações estatais russas. A disputa ocorre em meio à revelação de que Putin teria acumulado uma fortuna de US$ 40 bilhões por meio de participações de fundos de investimentos que, segundo dizem, estariam escondidos na Suíça e Liechtenstein. Citando fontes de dentro do governo, o especialista em política russa Stanislav Belkovsky disse ao Guardian que Putin possui vastas propriedades em três companhias russas de petróleo e gás, escondidas atrás de uma “rede não transparente de fundos de investimento em paraísos fiscais”.Putin controla “efetivamente” 37% das ações da Surgutneftegaz, uma empresa de exploração de petróleo e a terceira maior produtora de petróleo da Rússia, no valor de U$ 20 bilhões, diz ele. Possui também 4,5% da Gazprom e “pelo menos 75%” da Gunvor, uma misteriosa trader de petróleo baseada na Suíça, fundada por Gennady Timchenko, um amigo do presidente, afirma Belkovsky. “O nome de Putin não aparece em nenhum registro de acionista, é claro. Existe um esquema não transparente de propriedades sucessivas de companhias e fundos em paraísos fiscais. O ponto final está em Zug (na Suíça) e Liechtenstein. Vladimir Putin seria o proprietário beneficiário. ” Belkovsky, que publicou um livro sobre as finanças de Putin no ano passado, é diretor do Instituto Estratégico Nacional, um centro de pesquisa de Moscou. Sua denúncia coincide com a informação, publicada ontem pelo jornal econômico Vedomosti, de que Putin assumiria a presidência da Gazprom em março, quando deixa o Kremlin.

Anônimo disse...

Campanha de Lula recebeu dinheiro de Cuba

Os dólares, acondicionados em caixas de
bebida, andaram por Brasília e Campinas
até chegar ao comitê eleitoral de Lula em
São Paulo. Dois ex-auxiliares do ministro
Palocci confirmaram a história a VEJA.
São eles: Rogério Buratti e Vladimir Poleto,
que transportou o dinheiro de Brasília a
Campinas a bordo de um avião Seneca


Policarpo Junior

Bruno Domingos/Reuters

Lula: ninguém no partido do presidente nega que havia caixa dois, mas agora há sinal de onde pode ter vindo o dinheiro




NESTA REPORTAGEM
Quadro: A trajetória do dinheiro

NESTA EDIÇÃO
Os tentáculos de Marcos Valério no BC
A luta de Dirceu contra a cassação



A grande interrogação ainda não respondida sobre o escândalo que flagrou o governo e o PT num enorme esquema de corrupção é a seguinte: afinal, de onde veio o dinheiro que abasteceu o caixa dois do partido? Essa é a pergunta que intriga as comissões parlamentares de inquérito e as investigações policiais. Pode ser que os recursos clandestinos do PT tenham vindo de uma única fonte, mas o mais provável, dada a fartura do dinheiro, é que tenham origem em várias fontes. Uma investigação de VEJA, iniciada há quatro semanas, indica que uma das fontes foi Cuba. Sim, a ilha de Fidel Castro, onde o dinheiro é escasso até para colocar porta ou filtro de água nas escolas, despachou uma montanha de dólares para ajudar na campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração de VEJA descobriu que:

• Entre agosto e setembro de 2002, o comitê eleitoral de Lula recebeu 3 milhões de dólares vindos de Cuba. Ao chegar a Brasília, por meios que VEJA não conseguiu identificar, o dinheiro ficou sob os cuidados de Sérgio Cervantes, um cubano que já serviu como diplomata de seu país no Rio de Janeiro e em Brasília.

• De Brasília, o dinheiro foi levado para Campinas, a bordo de um avião Seneca, acondicionado em três caixas de bebida. Eram duas caixas de uísque Johnnie Walker, uma do tipo Red Label e outra de Black Label, e uma terceira caixa de rum cubano, o Havana Club. Quem levou o dinheiro foi Vladimir Poleto, um economista e ex-auxiliar de Antonio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto.

• Em Campinas, o dinheiro foi apanhado no Aeroporto de Viracopos por Ralf Barquete, também ex-auxiliar de Palocci em Ribeirão Preto. Barquete chegou a bordo de um automóvel Omega preto, blindado, dirigido por Éder Eustáquio Soares Macedo. De Viracopos, o carro foi para São Paulo, para deixar as caixas no comitê de Lula na Vila Mariana, Zona Sul da capital paulista, aos cuidados do então tesoureiro Delúbio Soares.

Nelio Rodrigues/1º Plano

"FUI CONSULTADO POR RALF BARQUETE, A PEDIDO DO PALOCCI, SOBRE COMO FAZER PARA TRAZER 3 MILHÕES DE DÓLARES DE CUBA. DISSE QUE PODERIA SER ATRAVÉS DE DOLEIROS. SEI QUE O DINHEIRO VEIO, MAS NÃO SEI COMO."
ROGÉRIO BURATTI, advogado, ex-assessor de Antonio Palocci, ao confirmar a existência da operação



A história acima, resumida em três tópicos, foi confirmada a VEJA por duas fontes altamente relevantes, dado o pleno acesso que tiveram aos detalhes do caso. A primeira foi o advogado Rogério Buratti, que também trabalhou na prefeitura de Ribeirão Preto na gestão de Palocci. Procurado por VEJA no dia 20 de outubro, uma quinta-feira, Buratti recebeu a revista no restaurante do hotel San Diego, em Belo Horizonte. A entrevista durou duas horas e meia. Reticente, Buratti não queria falar sobre o assunto, mas não se furtou a confirmar o que sabia. "Fui consultado por Ralf Barquete, a pedido do Palocci, sobre como fazer para trazer 3 milhões de dólares de Cuba", disse Buratti. Segundo ele, a consulta sobre a transação cubana ocorreu durante um encontro dos dois no Tennis Park, um clube de Ribeirão Preto onde Buratti e Barquete costumavam jogar tênis pela manhã. Buratti sugeriu internar o dinheiro cubano pela via que lhe parecia mais fácil. "Disse que poderia ser através de doleiros." O advogado relata que, depois disso, não teve mais contato com o assunto, mas dias depois foi informado de seu desfecho. "Sei que o dinheiro veio, mas não sei como." As declarações de Buratti foram gravadas com seu consentimento. VEJA relatou ao ministro Palocci a história contada à revista pelos seus ex-auxiliares. O comentário do ministro: "Nunca ouvi falar nada sobre isso. Pelo que estou ouvindo agora, me parece algo muito fantasioso".

A outra confirmação veio de uma fonte ainda mais qualificada, já que teve participação direta na Operação Cuba: o economista Vladimir Poleto, que hoje trabalha como consultor de empresas. Poleto recebeu VEJA no dia 21 de outubro, uma sexta-feira, no bar do hotel Plaza Inn, em Ribeirão Preto. A conversa estendeu-se das 10 da noite até as 3 da madrugada. Poleto, apesar da longa duração do contato, ficou assustado a maior parte do tempo. "Essa história pode derrubar o governo", disse ele mais de uma vez, sempre passando as mãos pela cabeça, em sinal de nervosismo e preocupação. No decorrer da entrevista, no entanto, Poleto confessou que ele mesmo transportou o dinheiro de Brasília a Campinas, voando como passageiro em um aparelho Seneca em que estavam apenas o piloto e ele. Fez questão de ressalvar que, na ocasião, não sabia que levava dinheiro. Achava que era bebida. "Eu peguei um avião de Brasília com destino a São Paulo com três caixas de bebida", disse. "Depois do acontecimento, fiquei sabendo que tinha dinheiro dentro de uma das caixas", completou, acrescentando: "Quem me disse isso foi Ralf Barquete. O valor era 1,4 milhão de dólares".

Luludi/Ag. Luz

"EU PEGUEI UM AVIÃO DE BRASÍLIA COM DESTINO A SÃO PAULO COM TRÊS CAIXAS DE BEBIDA. DEPOIS DO ACONTECIMENTO, FIQUEI SABENDO QUE TINHA DINHEIRO DENTRO DE UMA DAS CAIXAS. QUEM ME DISSE ISSO FOI RALF BARQUETE. O VALOR ERA 1,4 MILHÃO DE DÓLARES."
VLADIMIR POLETO, ao admitir sua participação no transporte do dinheiro cubano para a campanha



Poleto conta que, quando recebeu a missão de pegar o dinheiro cubano, foi orientado a ir ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ali, embarcou no Seneca, emprestado por Roberto Colnaghi, um empresário amigo de Palocci e um dos maiores fabricantes de equipamentos para irrigação agrícola do país. O avião decolou cedo de Congonhas, por volta das 6 e meia da manhã, e pousou em Brasília em torno das 10 horas. Ao contrário do que fora combinado, não havia nenhum carro à espera de Poleto no aeroporto da capital federal. Lá pelas 11 da manhã, chegou uma van. Depois de embarcar nela, Poleto foi levado a um apartamento em Brasília, de cujo endereço não se recorda. Foi recebido por um cubano, negro e alto, que lhe entregou as três caixas de "bebida", lacradas com fitas adesivas. "Lembro que era um apartamento simples", diz. De volta ao aeroporto de Brasília, as caixas foram embarcadas no Seneca e iniciou-se a viagem de regresso, que, por causa do mau tempo, terminou no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, e não em Congonhas.

Por celular, Poleto avisou o amigo Barquete da alteração de aeroporto e foi orientado a não desgrudar das caixas. Por volta das 7 da noite, Barquete, que vinha de Congonhas, chegou a Viracopos. Estava em um Omega preto, dirigido por Éder Eustáquio Soares Macedo, que hoje trabalha como motorista da representação do Ministério da Fazenda no Rio de Janeiro. O motorista ajudou a colocar as caixas no porta-malas e dirigiu o carro até São Paulo, onde o material foi entregue a Delúbio Soares. "Nunca recebi dinheiro de Ralf Barquete", mandou dizer o ex-tesoureiro do PT. Na semana passada, Éder Macedo confirmou a expedição a VEJA. "Não me lembro do dia em que isso aconteceu, mas aconteceu", disse. Por alguma razão Éder Macedo, pouco depois dessa confirmação, entendeu que não deveria falar do assunto e não atendeu mais os telefonemas de VEJA, impedindo assim que a revista pudesse confirmar com ele outros detalhes. O Omega fora alugado pelo comitê eleitoral do PT. O dono da locadora chama-se Roberto Carlos Kurzweil, outro empresário de Ribeirão Preto. Kurzweil confirmou a VEJA que cedeu os serviços de Éder Macedo, então seu motorista, para o PT.



Ana Nascimento/ABR

Cervantes, o cubano das missões especiais, despede-se de Lula e Dirceu, em março de 2003: de volta para Havana

Um petista que pediu para que sua identidade não fosse revelada contou a VEJA que, da parte do governo de Cuba, quem tomou conta da operação foi Sérgio Cervantes. Ele é cubano, negro e alto, conferindo com a descrição que Poleto faz do sujeito que lhe entregou as três caixas de "bebida" em Brasília. Cervantes morou em um modesto apartamento na capital federal, localizado na Asa Sul, pelo menos até 2003, quando deixou o posto de conselheiro político da embaixada cubana no Brasil. Cervantes é, de fato, o homem das operações delicadas. Foi a primeira autoridade cubana a se encontrar com um funcionário do governo brasileiro para tratar do reatamento das relações diplomáticas entre Brasil e Cuba, que foi, afinal, consumado em 14 de junho de 1986. "Em Cuba, quem trata desse tipo de missão, assim como acontecia na URSS e países comunistas, são espiões. Cervantes é agente do Ministério do Interior", diz um diplomata brasileiro que o conhece pessoalmente. Cervantes também foi cônsul de Cuba no Rio de Janeiro. É íntimo dos petistas.

Em março de 2003, quando deixou o cargo na embaixada, Cervantes, que é amigo de Fidel Castro e dirigente do Partido Comunista de Cuba, fez questão de dar um abraço fraternal de despedida no presidente Lula e no então ministro José Dirceu. A cena foi fotografada e a imagem está publicada nesta página. Cervantes conheceu Lula ainda nos tempos de movimento sindical, no ABC paulista. Tornou-se também grande amigo de José Dirceu. Eles se conheceram ainda no fim da década de 60, quando Dirceu esteve exilado na ilha, e nunca mais perderam contato. Cervantes é quem costuma recepcionar Dirceu em suas visitas à ilha. Em julho do ano passado, por exemplo, quando o então ministro da Casa Civil passou uma semana de descanso em Cuba, Cervantes foi recebê-lo no aeroporto e levou-o para um encontro com Fidel Castro. Em retribuição, o agente cubano ganhou uma caixa com peças de reposição de automóvel, produto escassíssimo em Cuba. Cervantes nega que tenha havido ajuda financeira de Cuba para Lula. "Cuba está é precisando de dinheiro. Como é que pode mandar?", disse. "Isso não é verdade."




O empresário Roberto Colnaghi, dono do Seneca que transportou os dólares cubanos e sócio de um Citation (à dir.) usado por Antonio Palocci durante a campanha presidencial de Lula



A investigação de VEJA, associada às confirmações de duas testemunhas, compõe um quadro sólido a respeito da operação do dinheiro cubano, mas há um ponto que merece reflexão. Buratti e Poleto apresentam depoimentos fortes e comprometedores, mas embasam-nos no que ouviram falar de Ralf Barquete – uma testemunha que não pode mais ser ouvida. Em 8 de junho de 2004, Barquete morreu vítima de câncer, aos 51 anos. Seria possível que Buratti e Poleto estivessem sustentando uma história falsa com base num morto, apenas porque não pode contestá-la? No submundo do dinheiro clandestino e das operações secretas, quase tudo é possível e seria leviano descartar liminarmente a hipótese de que a grande vítima fosse o morto. Os contornos dos fatos e os detalhes dos perfis dos envolvidos, porém, mostram que nem Buratti nem Poleto estão combinados em uma armação. A começar pelo fato de que, entrevistados por VEJA em dias, locais e cidades distintas, contam ambos uma história semelhante, mas não idêntica. Buratti diz que soube que Cuba mandou 3 milhões de dólares. Poleto, 1,4 milhão.

É improvável que numa versão montada haja divergência sobre um detalhe tão central, mas há outro dado mais relevante – o de que Vladimir Poleto, depois de dizer tudo o que disse a VEJA, mudou de idéia. Ele despachou um e-mail para a revista pedindo para que não se fizesse "uso do conteúdo" da conversa. Ali, sugere que não autorizou a gravação do diálogo e dá a entender que, diante de "diversos copos de chope", pode ter caído involuntariamente no "exacerbamento de posicionamentos". VEJA respondeu o e-mail, indagando as razões que o teriam levado a uma mudança tão radical de postura, mas Poleto não respondeu. Por essa razão, a revista mantém, no corpo desta reportagem, os termos do acordo selado com o entrevistado, que autorizou a publicação do conteúdo da conversa e a revelação de sua identidade. Houve, inclusive, uma gravação da entrevista, também devidamente autorizada por Poleto. A gravação, com sete minutos de duração, resume, na voz dele, os trechos mais importantes das revelações que fez em cinco horas de conversa no Plaza Inn. A tentativa de recuo de Poleto é uma expressão do peso da verdade.

O aspecto mais decisivo da sinceridade com que Buratti e Poleto falaram de Barquete talvez seja o fato de que ambos têm profundo respeito pela memória do amigo falecido. Os três foram amigos íntimos até a morte de Barquete. As famílias se conheciam e se visitavam. Poleto, até hoje, é um amigo muito próximo do irmão de Barquete, Ruy Barquete, que trabalha na Procomp, uma grande fornecedora de terminais de loteria para a Caixa Econômica Federal. Até a viúva de Barquete, Sueli Ribas Santos, já comentou o assunto. Foi em um período em que se encontrava magoada com o PT por entender que seu falecido marido estava sendo crucificado. Buratti denunciara que o então prefeito Palocci recebia um mensalão de 50.000 reais de uma empresa de recolhimento de lixo – e quem pegava o dinheiro era o secretário da Fazenda, Ralf Barquete. A viúva desabafou: "Eles pegavam dinheiro até de Cuba!" O desabafo foi feito para um empresário de Ribeirão Preto, Chaim Zaher, dono de uma escola e de uma faculdade, além de uma emissora de rádio. Zaher não foi encontrado por VEJA para falar do assunto. A viúva, que já não tem mágoa do PT, nega.

A amizade entre Barquete, Buratti e Poleto prosseguiu em Brasília, com a posse do governo do PT. Eles todos costumavam freqüentar uma mesma casa, alugada num bairro nobre de Brasília, na qual discutiam eventuais negócios que poderiam ser feitos tendo como gancho a influência que tinham junto ao ministro da Fazenda. O próprio Palocci freqüentou a casa, à qual os amigos chamavam de "central de negócios". A casa foi alugada por Poleto, que pagou adiantado e em dinheiro vivo os primeiros meses de aluguel. Foram 60.000 reais. "Era para ser uma espécie de ponto de referência para quem quisesse fazer negócios em Brasília", diz Poleto. O grupo de amigos de Ribeirão Preto que ia à casa era mais amplo. Incluía o empresário Roberto Colnaghi, o dono do Seneca que voou com os dólares cubanos. E não só: Colnaghi também é um dos sócios do jato Citation, prefixo PT-XAC, que ficava à disposição de Palocci durante a campanha de Lula. A casa era freqüentada ainda por Roberto Kurzweil, o dono do Omega blindado em que Barquete transportou os dólares cubanos. Kurzweil também era dono do blindado usado pelo então tesoureiro Delúbio Soares.

Claudia Daut/Reuters

O ex-ministro Dirceu com o ainda ditador Fidel Castro: em julho de 2004, visita promovida por Cervantes


De Cuba, sabe-se que não sai dinheiro privado, pelo menos não em quantidades expressivas. Não há um empresário privado altamente bem-sucedido que possa se interessar em despachar recursos para o PT, ou mesmo uma ONG – política, humanitária, ecológica, o que fosse – que, clandestinamente, pudesse querer ajudar os petistas na sua empreitada para governar o Brasil. Por essa razão, é lícito supor que o dinheiro que chegou ao caixa dois do PT deve ter saído apenas de dois lugares que, no fundo, constituem um só: os cofres do governo cubano ou os cofres do único partido político legalmente organizado, o Partido Comunista Cubano. Isso significa dizer que o Estado cubano, com sua contribuição financeira, seja ela de 3 milhões de dólares, seja de 1,4 milhão, procurou interferir nos rumos da política brasileira. Na história da humanidade, são inúmeros os casos em que um governo estrangeiro tenta influir nos destinos de outro. Mas quem cedeu aos encantos de Cuba cometeu um crime. E grave.

A Lei 9096, aprovada em 1995, informa que é proibido um partido político receber recursos do exterior. Se isso ocorre, o partido fica sujeito ao cancelamento de seu registro na Justiça Eleitoral. Ou seja: o partido precisa fechar as portas. O candidato desse partido – o presidente Lula, no caso – não pode ser legalmente responsabilizado por nada, já que sua diplomação como eleito aconteceu há muito tempo. O recebimento de dinheiro estrangeiro, porém, não se resume a esse quadro simples. "Isso é a coisa mais grave que existe", diz o professor Walter Costa Porto, especialista em direito eleitoral e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "É tão grave, mas tão grave, que é a primeira das quatro situações previstas na lei para cassar o registro de um partido político. Isso é um atentado à soberania do país. É letal", comenta o ex-ministro. Caso as investigações oficiais confirmem que o PT recebeu dinheiro de Cuba, e o partido venha a ter o registro cancelado, o cenário político brasileiro será varrido por um Katrina: isso porque os petistas, sem partido, não poderiam se candidatar na eleição de 2006. Nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Anônimo disse...

O último discurso - Charles Chaplin ->

Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos, todos inclusive os analfabetos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos - Lullalau chegou la, e seus aloprados so pensam em grana. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura (ai da pra lembrar da Leticia). Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós - lullarapioPToquio e seus PTralhas aloprados - não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores -Chaves, Fidel, Moralles, Lullalau - sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem esquecidos, a liberdade nunca perecerá.

Cidadaos democratas! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!

Lutemos todos cotra a escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade, muito acima dos PTralhas e o Lullalanatico. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

Anônimo disse...

Que país é esse? Segundo o Banco Mundial, o Brasil é a 10ª maior economia do planeta, com um PIB de US$ 1,585 trilhão, que corresponde a 2,88% das riquezas produzidas no mundo em 2005 e a praticamente metade de tudo o que América do Sul produziu no ano. Parabéns governo FHC! Apesar do desgoverno do Lullalau-PToquio-Viajador!

Só que... mesmo assim o Brasil foi o único país do Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) que não avançou. E o que mais interessa não é a competição pela economia, mas o que ela assegura para os cidadãos.

O Brasil é a 10ª economia, mas é também o último lugar no ranking dos países com melhor desenvolvimento humano, além de estar entre os últimos em educação (leitura, ciências e matemática).

Ou seja: o Brasil vai bem, mas os brasileiros, nem tanto. O maior problema continua sendo o desgoverno de PTralhas incomPTentes e Analfabetos.
O fundamental é garantir a inclusão social sistemática e sustentável, e nao so dar esmola, pois temos que dar educacao e ensinar todos a pescarem. Além disso, o Brasil é a 10ª economia, mas ainda capaz das maiores atrocidades contra seus cidadãos, e justamente contra os mais desassistidos, os mais frágeis.

O ano de 2007 chega ao fim com o fantasma de uma criança trucidadas pelo próprio Estado brasileiro: a menina que foi jogada por uma delegada e mantida por uma juíza numa cela com 34 homens no Pará, onde os PTralhas estao nu puder.

Às vésperas do Natal, a gente fica aqui matutando como deve ser a dor, incurável, eterna, dos pais, dos irmãos, dos amigos e de todos nós, brasileiros, diante desse tipo de tragédia.

Há uma doença neste país. Essa doença se chama PTralhas sanguessugas e gigolos do dinheiro publico.

Falta um encontro de contas entre o "Brasil 10ª economia" e o "Brasil dos brasileiros". Mas nao vai ser nesse desgoverno. Isso so vai comecar apos 2010.

Bom Natal, excelente Ano Novo! E vamos continuar gritando, reclamando, cobrando. É assim que o mundo gira, e a gente constrói um país melhor.

Anônimo disse...

APESAR DO LULLALAU-PTOQUIO E SEUS PTRALHAS LULLANATICOS ALOPRADOS:

Hoje você é quem manda Lullarapio/ Falou, tá falado/ Não tem discussão/ A minha gente hoje anda Falando de lado E olhando pro chão, viu/ Você que inventou esse estado E inventou de inventar Toda a escuridão/ Você que inventou o pecado, o mensalao, os aloprados, Esqueceu-se de inventar O perdão/ Apesar de você, Lullalau, Amanhã há de ser Outro dia/ Eu pergunto a você: Onde vai se esconder Da enorme euforia, Como vai proibir Quando o galo insistir Em cantar/ Água nova brotando E a gente se amando Sem parar/ Quando chegar o momento Esse meu sofrimento Vou cobrar com juros, juro/ Todo esse amor reprimido, Esse grito contido, Este samba no escuro/ Você que inventou a tristeza Ora, tenha a fineza De desinventar, de desinfetar? Você vai pagar e é dobrado, voce e todo PTralha aloprado, Cada lágrima rolada Nesse meu penar/ Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia/ Inda pago pra ver O jardim florescer Qual você não queria/ Você vai se amargar Vendo o dia raiar Sem lhe pedir licença/ E eu vou morrer de rir Que esse dia há de vir Antes do que você pensa/ Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia/ Você vai ter que ver A manhã renascer E esbanjar poesia/ Como vai se explicar Vendo o céu clarear De repente, impunemente, sem todos os Ptralhas, essa suja gente/ Como vai abafar Nosso coro a cantar Na sua frente e a te vaiar onde voce for com tua gente/ Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia/ Você vai se dar mal Etc. e tal