quinta-feira, novembro 29, 2007

A BOLIBURGUESIA DE CHÁVEZ

O socialismo bolivariano é uma grande ficção. Não passa de mero pretexto para que Chávez se perpetue no poder. Se de algum modo a população mais pobre tem sido beneficiada, certamente este benefício é infinitamente menor do que os conseguidos pela nova casta de privilegiados, que aplaude o governo de Chávez Mesmo que algum significativo benefício social houvesse, nada compensaria o gradativo aniquilamento das instituições democráticas e das liberdades em geral, sob a égide do burlesco porém perigoso líder da Venezuela.


A atual burguesia participa dos comícios, usa camisa e boné vermelhos, mas tem carro luxuoso e mora em mansões


A BOLIBURGUESIA DE CHÁVEZ
Ditadores de esquerda na AL, ou projetos de ditadores, costumam justificar o seu despotismo pela necessidade urgente de reformas sociais que diminuam ou eliminem as grandes desigualdades existentes neste continente.. Segundo eles,tais reformas não seriam possíveis num ambiente político monopolizado pelos grandes interesses econômicos e financeiros, Tal ambiente político, definido pejorativamente de “democracia burguesa” possibilitaria que representantes de grupos econômicos poderosos se instalem nos parlamentos e passem a atuar contra as reformas populares. Daí a necessidade de se ampliar o raio de ação do poder executivo como forma de eliminar a oposição “elitista” e criar os instrumentos necessários para a implementação das reformas.Este aumento da força do executivo respaldado pelo apoio direto das massas mais carentes é o que eles definem como a verdadeira democracia, ou “democracia popular”.

Na AL, o maior representante desse estilo de governar tem sido o presidente Chávez, da Venezuela. Ao ascender à presidência da Venezuela em 1999, Chavez passou a implementar o seu projeto de poder, adotando para isto um discurso demagógico em que mistura altas doses de nacionalismo, defesa do socialismo e anti-americanismo com praticas assistencialistas que ele define como o embrião do socialismo bolivariano.

Tal comportamento não seria preocupante se não viesse acompanhado por atitudes que revelam o seu nenhum apreço pela democracia.Na prática, o presidente venezuelano vem aumentando de forma gradativa o seu poder pessoal, se perpetuando no governo através de mudanças constitucionais que possibilitam sucessivas reeleições, exercendo o controle sobre a maioria do parlamento, castrando a liberdade de opinião, aparelhando as Forças Armadas, e usando os superávits obtidos com as exportações de petróleo para consolidar o seu poder caudilhesco.

Mas Chávez não se encontra isolado nesta empreitada. O seu estilo de governo, populista e fanfarrão, repercute na AL e possibilita a ascensão de projetos de ditadores sem o carisma e o petróleo do venezuelano, porém com o mesmo discurso, o mesmo estilo, e idêntico sentimento antidemocrático.

Mas, como sempre acontece em países que abandonam a democracia e o livre mercado em favor de um pretenso igualitarismo social, a Venezuela de Chávez tem produzido a ascensão de uma nova elite econômica, em detrimento da velha elite que se coloca em franca oposição ao presidente. É a burguesia bolivariana ou boliburguesia, conforme a voz do povo venezuelano.

Seus componentes são, na maioria, empresários e executivos de empresas que prestam serviços para o governo, principalmente para a estatal de petróleo - a PDVSA. Além do petróleo, os setores de construção e de finanças são os que mais impulsionam, a formação dos novos ricos. Mas ha também neste time, os políticos e executivos de empresas públicas e os altos funcionários de carreira dos ministérios e das estatais na nova burguesia venezuelana, a burguesia sustentada com dinheiro público.Muitos deles militam intensamente nas hostes do chavismo, participando de comícios , passeatas e manifestações públicas.

O “socialismo bolivariano” tem impulsionado a riqueza e multiplicado os privilégios dessa nova casta ,fato que tem contribuído para abrir ainda mais o fosso que separa a minoria rica da maioria pobre da população. Em que pese os longos e inflamados discursos do chefe e a massiva propaganda governamental, a massa pobre não tem se beneficiado de maneira efetiva de suas políticas sociais assistencialistas e pouco consistentes.

Para exemplificar,a ascensão da nova burguesia tem conduzido o país à paradoxal situação de possuir um comércio de artigos de luxo plenamente ativo, enquanto o mercado de gêneros de primeira necessidade se ressente das medidas restritivas impostas pelo governo. O país vive uma grave crise de abastecimento provocada pelo rigoroso controle de preços dos artigos de primeira necessidade. O resultado é a falta no mercado de leite, ovos, farinha de trigo, carnes e outros produtos da cesta básica, pela falta de oferta, enquanto no comércio de artigos de alto luxo a falta de carros importados e tvs de plasma tem sido motivada pelo excesso de demanda.

O socialismo bolivariano é, pois, uma grande ficção. De fato, não passa de mero pretexto para que Chávez se perpetue no poder. Se de algum modo a população mais pobre tem sido beneficiada, certamente este benefício é infinitamente menor do que os conseguidos pela nova casta de privilegiados, que aplaude o governo de Chávez Mesmo que algum significativo benefício social houvesse, nada compensaria o gradativo aniquilamento das instituições democráticas e das liberdades em geral, sob a égide do burlesco porém perigoso líder da Venezuela.
291107

6 comentários:

Tom disse...

Chávez está criando uma sociedade que premia os parasitas e pune os virtuosos. Um país cada vez mais dependente da exploração de uma matéria prima e que no futuro irá se arrepender de ter eliminado a principal figura do desenvolvimento que são os empreeendedores

direita frustrada disse...

Atacar Chávez e Lula sem nehum argumento virou moda na direita frustada.É sempre assim. Quando um governante volta os olhos pro povão PAU NELE. Os golpistas não pedem por esperar, a vitória é do povão. Longa vida a Chávez na Venezuela e a Lula no Brasil!!

ANÕNIMO disse...

VIDA A LONGA A CHÁVEZ, LULA E A TODOS OS AUTENTICOS GOVERNANTES QUE DEFNDEM AS CAUSAS POPULARES. MORTE AOS DIREITISTAS, CONSERVADORES E GOLPISTAS!!!!!

Anônimo disse...

A conversa mole de Heloísa Helena
Sei que contestar Heloísa Helena, presidente do PSOL, parece, além de desnecessário, uma covardia. Será? Lembram-se do levantamento do Datafolha? Em alguns cenários, ela aparece em terceiro lugar nas intenções de voto; em outros, em segundo. Pode ter entre 13% e 20% dos votos. Certo, na disputa propriamente, tende a emagrecer. Mas, ainda assim, aquele seu discurso destrambelhado seduz. Leia texto de Elizabeth Lopes, no Estadão On Line. Volto depois:

A presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, afirmou hoje, em São Paulo, que não há espaço para o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A polêmica esteve em debate na Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) e reuniu, além de Heloísa, a ex-deputada Zulaiê Cobra Ribeiro (PHS-SP), o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo (DEM) e os cientistas políticos Humberto Dantas, do Movimento Voto Consciente, e Rubens Figueiredo, do Centro de Pesquisa e Comunicação (Cepac), entre outros.

Para a presidente nacional do PSOL, a terceira gestão consecutiva é inviável. Heloísa também defendeu a necessidade de se criar mecanismos que tornem possível uma maior participação e controle da sociedade, como referendos e plebiscitos, para que exista uma "democracia representativa real".

Ela posicionou-se também contra a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), alegando que o sistema financeiro é beneficiado pelo governo, enquanto o pobre paga o imposto, direta ou indiretamente. Zulaiê Cobra disse temer uma eventual terceira administração de Lula. Ela ressaltou que é preciso usar os mecanismos judiciais e políticos para impedir que isso ocorra. Na opinião de Araújo, a derrota do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no referendo sobre reforma constitucional e a pesquisa do Instituto Datafolha publicada ontem, indicando que o eleitor brasileiro é contrário ao terceiro mandato, são fatos que devem acalmar a base do PT e evitar as iniciativas neste sentido. Para Lembo, que é presidente do Conselho Superior de Estudos Políticos da Fecomercio, uma eventual terceira gestão não está descartada e poderá se tornar realidade por meio de um plebiscito porque o governo petista tem maioria no Congresso.

Voltei
Interessante esta Heloísa Helena, não? Ela se diz contrária a um terceiro mandato de Lula, mas seu partido expressou apoio à proposta de reforma de Hugo Chávez. Entenderam? Lolô não quer Lula até 2014, mas não achava má idéia que o coronel ficasse no poder na Venezuela até morrer.

Ela também quer mais referendos e plebiscitos, que são justamente o caminho imaginado pelos petistas para criar as condições para o terceiro mandato de Lula, que ela diz não querer...

Anônimo disse...

CHAVES E LULLALAU SAO VAGABUNDOS DA MESMA CEPA: ESQUERDA ANALFABETA NAZI-FACISTA-STALINISTA.

Anônimo disse...

Fernando,
A esquerda tal como se apresnta nos dias atuais nao passa de Gigolo do Estado ou usurpadores do dinheiro publico ou piratas dos dias atuais a pilhar o Estado ou PToquios-PTralhas. Fazem tudo por dinheiro pra si mesmo.
Ricardo.