segunda-feira, setembro 10, 2007

EDUCAÇÃO vs CORRUPÇÃO

O que a corrupção tem a ver com a escolaridade? Para quem ainda não se convenceu da importância da educação, o estudo do sociólogo Alberto Carlos Almeida, publicado sob o título “A cabeça do Brasileiro”, é um grito de alerta.As suas conclusões vão frontalmente de encontro ao mito de que a nossa elite- aí incluída a classe média – é sempre perversa e o povo é sempre bonzinho.Em sua maioria, os valores positivos estão mais enraizados nas classes média e alta – as de maior escolaridade – e os valores negativos predominam nas classes baixas – as de menor escolaridade.



O estudo de Alberto Carlos Almeida mostra que a admissão de valores negativos é inversamente proporcional ao nível de escolaridade...
EDUCAÇÃO vs CORRUPÇÃO
O que a corrupção tem a ver com a escolaridade? Para quem ainda não se convenceu da importância da educação, o estudo do sociólogo Alberto Carlos Almeida, publicado sob o título “A cabeça do Brasileiro”, é um grito de alerta.As suas conclusões vão frontalmente de encontro ao mito de que a nossa elite- aí incluída a classe média – é sempre perversa e o povo é sempre bonzinho.Em sua maioria, os valores positivos estão mais enraizados nas classes média e alta – as de maior escolaridade – e os valores negativos predominam nas classes baixas – as de menor escolaridade. A partir de uma pesquisa que captou os valores enraizados na sociedade brasileira, Alberto Carlos Almeida concluiu que a tolerância à corrupção, por exemplo, se confunde com o famoso “jeitinho brasileiro’, e que ela é maior quanto menor for a escolaridade do cidadão.

Segundo o estudo de Almeida, 57% dos que têm até o ensino fundamental são mais autoritários, mais estatistas, e mais antidemocráticos, ou seja , têm características que revelam o seu distanciamento dos valores republicanos. Traduzindo em miúdos, se socorrem do “jeitinho”, têm pouco espírito público, defendem a lei do talião, são a favor do assistencialismo governamental, são contra a liberdade sexual, apóiam a intervenção do Estado na economia e na sociedade, são condescendentes com a censura, aceitam cegamente a hierarquia, e , por fim, são mais tolerantes com a corrupção.

Almeida encontrou na classe média escolarizada o maior índice de valores positivos.É neste setor da sociedade que encontramos uma maior valoração da democracia, do liberalismo e do republicanismo e a compreensão de que eles são fundamentais para uma boa convivência social e política. Assim, num contraponto aos valores que impregnam as classes menos escolarizadas, encontramos na classe média uma maior rejeição ao “jeitinho”, à corrupção, à censura, ao assistencialismo governamental e ao intervencionismo do Estado.

A publicação do livro vem provocando uma reação irada em setores acadêmicos e políticos de esquerda, que, numa visão maniqueísta e com pouco embasamento teórico, quiseram nos fazer crer que os que eles definem genericamente como elite estava impregnada de todos os pecados , em contraposição ao povo, detentor de toda pureza original.Dentro desta visão, o comportamento corrupto dos políticos de Brasília seria muito mais uma degeneração da sociedade que os elegeu do que a reprodução, no microcosmo político, de uma sociedade em sua maioria tomada por valores pouco republicanos e pouco éticos..Porém, muito além de mostrar que os pecados cometidos pela nossa elite política são um prolongamento , no executivo, no legislativo e no judiciário, dos valores enraizados no povo, o estudo mostra que a educação é fundamental para a alteração destes valores num sentido positivo.

Em que pesem as críticas partidas da esquerda ,o fato é que o livro de Alberto Carlos Almeida se constitui num importante lançamento,especialmente porque não se limita a repetir mecanicamente as velhas teses pseudo –marxistas que têm dominado o campo das ciências políticas e sociais do Brasil nas últimas décadas.. O seu diagnóstico nos leva a refletir, por exemplo, sobre por que o imbróglio de um presidente do Senado e do Congresso atolado até o pescoço por denúncias de corrupção, não tem merecido uma atenção maior da sociedade, do que aquela que lhe tem dedicado uma parcela da mídia e alguns poucos setores da classe média. Mais ainda, nos leva a entender por que um presidente da República atolado num lamaçal de corrupção que tomou conta do núcleo do seu governo, acabou por ser reeleito de forma consagradora, enquanto o candidato que fazia da revolução educacional a sua bandeira de campanha mereceu menos de 3% dos votos válidos.

Num país onde o programa asssistencialista de Lula – o Bolsa Família – receberá em 2008, mais que o dobro (R$16,5 bilhões) dos investimentos previstos para o orçamento da Educação(R$ 8 bilhões), as conclusões do estudo de Almeida mostram uma luz onde muitos insistem que permaneçam as trevas.
100907

9 comentários:

Anônimo disse...

Escreva para os senadores

Que tal escrever para os senadores dizendo o que pensa do julgamento de Renan Calheiros na próxima quarta-feira? Se achar que ele deve ser cassado, mande dizer. Se achar que deve ser absolvido, mande dizer. Exerça um direito que é seu - o de dizer o que pensa ao seu representante no Congresso.

Marcado com X, os nomes daqueles considerados por Renan votos certos a favor de sua absolvição. Se a previsão de Renan se confirmar, ele escapará de ser cassado

Acre
X Geraldo Mesquita Júnior (PMDB) – geraldo.mesquita@senador.gov.br
X Siba Machado (PT) – siba@senador.gov.br
X Tião Viana (PT) – tiao.viana@senador.gov.br

Alagoas
X Euclydes Mello (PTB) – webmaster.secs@senado.gov.br
X João Tenório (PSDB) – jtenorio@senador.gov.br
X Renan Calheiros (PMDB) – renan.calheiros@senador.gov.br

Amazonas
Arthur Virgílio (PSDB) – arthur.virgilio@senador.gov.br
Jefferson Peres (PDT) – jefperes@senador.gov.br
X João Pedro (PT) – joaopedro@senador.gov.br

Amapá
X Gilvam Borges (PMDB) – gilvamborges@senador.gov.br
X José Sarney (PMDB) – sarney@senador.gov.br
X Papaléo Paes (PSDB) – papaleo@senador.gov.br

Bahia
X Antonio Carlos Júnior (DEM) – acmjr@senado.gov.br
X César Borges (DEM) – cesarborges@senador.gov.br
X João Durval (PDT) – joaodurval@senador.gov.br

Ceará
X Inácio Arruda (PC do B) – inacioarruda@senador.gov.br
Patrícia Saboya (PSB) – patricia@senadora.gov.br
Tasso Jereissati (PSDB) – tasso.jereissati@senador.gov.br

Distrito Federal
AX delmir Santana (DEM) – adelmir.santana@senador.gov.br
Cristovam Buarque (PDT) – cristovam@senador.gov.br
X Gim Argello (PTB) – gim.argello@senado.gov.br

Espírito Santo
Gerson Camata (PMDB) – gecamata@senador.gov.br
X Magno Malta (PR) – magnomalta@senador.gov.br
Renato Casagrande (PSB) – renatoc@senador.gov.br

Goiás

Demostenes Torres (DEM) – demostenes.torres@senador.gov.br
Lúcia Vânia (PSDB) – lucia.vania@senadora.gov.br
Marconi Perillo (PSDB) – marconi.perillo@senador.gov.br

Maranhão
X Edison Lobão (DEM) – edison.lobao@senador.gov.br
X Epitácio Cafeteira (PTB) – ecafeteira@senador.gov.br
X Roseana Sarney (PMDB) – roseana.sarney@senadora.gov.br

Minas Gerais
Eduardo Azeredo (PSDB) – eduardo.azeredo@senador.gov.br
Eliseu Resende (DEM) – eliseuresende@senador.gov.br
X Wellington Salgado de Oliveira (PMDB) – wellington.salgado@senador.gov.br

Mato Grosso do Sul
Delcidio Amaral (PT) – delcidio.amaral@senador.gov.br
Marisa Serrano (PSDB) – marisa.serrano@senadora.gov.br
X Valter Pereira (PMDB) – vater.pereira@senador.br

Mato Grosso
X Jayme Campos (DEM) – jayme.campos@senador.gov.br
X Jonas Pinheiro (DEM) – jonaspinheiro@senador.gov.br
X Serys Slhessarenko (PT) – serys@senadora.gov.br

Pará
X Flexa Ribeiro (PSDB) – flexaribeiro@senador.gov.br
José Nery (PSOL) – josenery@senador.gov.br
Mário Couto (PSDB) – mario.couto@senador.gov.br

Paraíba
Cícero Lucena (PSDB) – cicero.lucena@senador.gov.br
X Efraim Morais (DEM) – efraim.morais@senador.gov.br
X José Maranhão (PMDB) – jose.maranhao@senador.gov.br

Pernambuco
Jarbas Vasconcelos (PMDB) – jarbas.vasconcelos@senador.gov.br
Marco Maciel (DEM) – marco.maciel@senador.gov.br
Sérgio Guerra (PSDB) – sergio.guerra@senador.gov.br


Piauí
Heráclito Fortes (DEM) – heraclito.fortes@senador.gov.br
X João Vicente Claudino (PTB) – j.v.claudino@senador.gov.br
Mão Santa (PMDB) – maosanta@senador.gov.br

Paraná
Alvaro Dias (PSDB) – alvarodias@senador.gov.br
X Flávio Arns (PT) – flavioarns@senador.gov.br
Osmar Dias (PDT) – osmardias@senador.gov.br

Rio de Janeiro
X Francisco Dornelles (PP) – francisco.dornelles@senador.gov.br
X Marcelo Crivella (PRB) – crivella@senador.gov.br
X Paulo Duque (PMDB) – paulo.duque@senador.gov.br

Rio Grande do Norte
Garibaldi Alves Filho (PMDB) – garibaldi.alves@senador.gov.br
José Agripino (DEM) – jose.agripino@senador.gov.br
Rosalba Ciarlini (DEM) – rosalba.ciarlini@senadora.gov.br

Rondônia
X Expedito Júnior (PR) – expedito.junior@senador.gov.br
X Fátima Cleide (PT) – fatima.cleide@senadora.gov.br
X Valdir Raupp (PMDB) – valdir.raupp@senador.gov.br

Roraima
Augusto Botelho (PT) – augusto.botelho@senador.gov.br
X Mozarildo Cavalcanti (PTB) – mozarildo@senador.gov.br
X Romero Jucá (PMDB) – romero.juca@senador.gov.br

Rio Grande do Sul
Paulo Paim (PT) – paulopaim@senador.gov.br
Pedro Simon (PMDB) – simon@senador.gov.br
Sérgio Zambiasi (PTB) – sergio.zambiasi@senador.gov.br

Santa Catarina
X Ideli Salvatti (PT) – ideli.salvatti@senadora.gov.br
X Neuto De Conto (PMDB) – neutodeconto@senador.gov.br
Raimundo Colombo (DEM) – raimundocolombo@senador.gov.br

Sergipe
X Almeida Lima (PMDB) – almeida.lima@senador.gov.br
X Antônio Carlos Valadares (PSB) – antval@senador.gov.br
X Maria do Carmo Alves (DEM) – maria.carmo@senadora.gov.br

São Paulo
X Aloizio Mercadante (PT) – mercadante@senador.gov.br
Eduardo Suplicy (PT) – eduardo.suplicy@senador.gov.br
Romeu Tuma (DEM) – romeu.tuma@senador.gov.br

Tocantins
X João Ribeiro (PR) – joaoribeiro@senador.gov.br
Kátia Abreu (DEM) – katia.abreu@senadora.gov.br
X Leomar Quintanilha (PMDB) – leomar@senador.gov.br

Anônimo disse...

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988:
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
(...)
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. (Regulamento).//
LEI Nº 8.666, DE 21 DE JUNHO DE 1993 - Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências ->
Art. 1o Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Art. 2o As obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações, concessões, permissões e locações da Administração Pública, quando contratadas com terceiros, serão necessariamente precedidas de licitação, ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei.//



Petrobras já liberou R$ 34 bi sem licitação na gestão Lula

Da FolhaNews - 10/09/2007 - 10h31-A Petrobras contratou sem licitação R$ 33,8 bilhões em serviços do início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, até junho último. O valor corresponde a cerca de 38% de tudo o que a petroleira contratou somente na área de serviços no período.

De um total de 13.480 contratos assinados entre 2005 e 2007 na área de serviços, 8.080 não tiveram disputa prevista na lei das licitações 8.666/93. Os gastos desse tipo vão de patrocínios culturais a honorários advocatícios. Por exemplo: dois escritórios de advocacia receberam sem licitação, entre 2005 e 2006, R$ 20 milhões. A petroleira diz que a prática antecede a posse de Lula. Entre 2001 e 2002, segundo os números apresentados pela Petrobras, serviços sem licitação foram de cerca de R$ 25 bilhões.

De tudo o que a Petrobras adquiriu na área de serviços entre meados de 2005 e agosto de 2006, apenas 0,5% foi contratado por meio de concorrências e tomadas de preços (R$ 103 milhões, num volume global de R$ 21,33 bilhões). Foram só 19 processos do gênero, num universo de 7.531 contratos. De janeiro a julho de 2007, de 3.228 contratos, apenas quatro passaram por tomada de preços. Foram R$ 30 milhões, para um desembolso total de R$ 21,5 bilhões no período. NOSSA GRANA ESTA SENDO DESVIADA PELOS MENSALEIROS DO LULLALAU.

Anônimo disse...

Parabens Fernando soares! Seus comentarios sao otimos, articulados, bem escrito e fundamentado.

Anônimo disse...

Parabens Fernando soares! Seus comentarios sao otimos, articulados, bem escritos e fundamentados.
Perdao pela digitacao, estou sem formatacao dos teclados.

Rebeca disse...

Oi Fernando,
mais uma vez você escreveu um ótimo artigo.
Toca em assuntos relevantes: educação,corrupção e assistencialismo com caráter eleitoral(é uma vergonha). Como estão atrelados!!!
E como a falta de uma boa educação interfere na vida das pessoas e no desenvolvimento do país.
Acredito que a base de toda sociedade justa, cientes de seus deveres e direitos passa, primeiro pela família e depois pela educação. Um sistema educacional de qualidade e que possa realmente formar, informar indivíduos capazes de serem livres e interferir através de ações no modelo de sociedade/governo em que vive procurando melhorar cada vez mais sua vida, individual e coletiva.
Por isso mesmo nossos governantes não fazem nada, absolutamente nada para melhorar o sistema educacional. É muito melhor lidar com a “ingnorância” do povo(de propósito mesmo). Tem um propaganda do PT em que aparece uma senhora, digamos, com aparência simples, dentes que precisam de tratamento, fala errado..... e diz assim: O PT/ LULA é povo. Eu sou povo. Por isso voto no PT. Aaahhhh se ela soubesse o real significado de ser “povo de um país” ela não estaria ali defendendo o Lula e o Pt.

reinaldo disse...

Concordo apenas em parte com as conclusões do livro. De fato, o grau de escolaridade tem um peso nos valores aceitos pelas camadas sociais. Mas é importante considerar o fato de que a classe média é contra a corrupção porque é a que paga a maior carga dos tributos. A classe baixa não paga impostos, é beneficiária destes impostos-apesar de pagar impostos indiretos - e não se sente prejudicada pela corrupção.

reinaldo disse...

Concordo apenas em parte com as conclusões do livro. De fato, o grau de escolaridade tem um peso nos valores aceitos pelas camadas sociais. Mas é importante considerar o fato de que a classe média é contra a corrupção porque é a que paga a maior carga dos tributos. A classe baixa não paga impostos, é beneficiária destes impostos-apesar de pagar impostos indiretos - e não se sente prejudicada pela corrupção.

Anônimo disse...

Procurem e acharão: sempre disse que o pior efeito do petismo é o que chamo de ?desinstitucionalização do país?. Os caras agem de forma metódica, pertinaz e continuada para que passemos todos a duvidar da democracia. E a razão é simples. Querem nos vender a sua alternativa: a ditadura virtuosa dos companheiros. Por Reinaldo Azevedo

Anônimo disse...

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988:
Art. 37. (...) as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes (...)
Petrobras já liberou R$ 34 bi sem licitação na gestão Lula. Da FolhaNews - 10/09/2007 - 10h31-A Petrobras contratou sem licitação R$ 33,8 bilhões em serviços do início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, até junho último. O valor corresponde a cerca de 38% de tudo o que a petroleira contratou somente na área de serviços no período. De um total de 13.480 contratos assinados entre 2005 e 2007 na área de serviços, 8.080 não tiveram disputa prevista na lei das licitações 8.666/93. Por exemplo: dois escritórios de advocacia receberam sem licitação, entre 2005 e 2006, R$ 20 milhões.