segunda-feira, junho 11, 2007

A SUBMERSÃO DE UM EMERGENTE

O governo brasileiro insiste em manter as condições que permitem o atraso econômico do pais. No Brasil, infelizmente, as condições propícias ao crescimento não são construídas ou incentivadas, por conta de uma série de barreiras absurdas criadas e impostas pelo Governo, que impedem o crescimento e determinam a permanência da estagnação econômica e do atraso social. Não são, portanto, muito animadoras as perspectivas do país para os próximos anos.Pode parecer pessimismo, mas não é. É a nua e crua constatação da realidade que se coloca diante dos nossos olhos. Com todo este esforço de pessoas, grupos e interesses tentando submergir definitivamente o país, é até surpreendente que o Brasil tenha conseguido permanecer no time dos países emergentes.

A SUBMERSÃO DE UM EMERGENTE
O governo brasileiro, e não somente este mas os últimos sucessivos governos, insiste em manter as condições que permitem o atraso econômico do pais. Nas campanhas eleitorais ,nossos políticos se arvoram em salvadores da pátria, redentores de uma população carente de pão e de instrução,possuidores de uma fórmula mágica capaz de fazer a felicidade geral da Nação, mas escondem que a verdadeira solução para o desenvolvimento do país está muito mais na ação de empreendedores privados , dispostos a investir, competir e gerar empregos. Ao governo cabe a tarefa política de criar condições adequadas para este desenvolvimento aconteça.

No Brasil, infelizmente, as condições propícias ao crescimento não são construídas ou incentivadas, por conta de uma série de barreiras absurdas criadas e impostas pelo Governo, que impedem o crescimento e determinam a permanência da estagnação econômica e do atraso social. Já existe o consenso, entre as pessoas que realmente se preocupam com o desenvolvimento do País, de que a onipotência e a onipresença do Estado nas atividades econômicas e na vida social de uma maneira geral se constitui no fator determinante para a permanência da baixa competitividade no mercado internacional.

A pesadíssima carga tributária- cerca de 40% do PIB - sobre a produção,o consumo, os serviços, o trabalho e a renda do cidadão é um desestimulo aos investimentos e à geração de empregos. Isso sem contar que se constitui num verdadeiro assalto ao bolso dos cidadãos e das empresas, uma vez que pouco do que se arrecada é reinvestido em obras e serviços públicos de qualidade, e muito é destinado ao custeio de uma máquina pública inchada, perdulária, complexa, ineficiente e corrupta.Quer dizer, os cidadãos e as empresas pagam caro pela ineficiência e pela roubalheira generalizada no setor público
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O excesso de burocracia é a outra praga decorrente do gigantismo do Estado, que entrava a livre iniciativa, dificulta ao máximo a instalação de empresas e desestimula a geração de empregos. Por mais boa vontade e espírito empreendedor que o cidadão tenha, abrir um negócio neste país representa ter que se submeter a uma verdadeira maratona, tal o número de papéis, certidões, licenças que o interessado em abrir uma empresa é obrigado a apresentar aos burocratas do governo.

Se somarmos a estes dois fatores a má qualidade da educação, o alto custo do dinheiro (juros) e a infra-estrutura deficiente, estarão formatadas todas as condições que justificam o fato do país se colocar em 48º lugar no ranking da competitividade , elaborado pelo Movimento Brasil Competitivo(MBL) e pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil ( Amcham), que levou em conta 24 indicadores econômicos. Num ranking com Rússia, Índia, China e México,que formam o grupo BRIC-M, de países considerados “emergentes”, o Brasil se coloca em quarto lugar, empatado com o México, atrás dos demais países do grupo. O estudo comparou as condições oferecidas pelo Brasil em 2000 e 2006, e mediu a velocidade da evolução brasileira com a dos países do concorrentes.


Os resultados deste estudo não surpreendem, em face da insistência com que os nossos governantes e homens públicos em geral se esmeram em trabalhar contra o desenvolvimento do país.Nas duas últimas campanhas eleitorais em nível nacional, o candidato petista prometeu mundos e fundos para a dinamização da economia. Feito presidente, Lula referiu-se por diversas vezes ao seu propósito de gerar empregos, alardeou a respeito do advento do “espetáculo do crescimento”, e, iniciado o seu segundo mandato, lançou o PAC- Programa de Aceleração do Crescimento – que, por enquanto, é mais uma miragem num deserto de realizações do que uma ação governamental efetiva. Enquanto isso, o governo perde tempo e dinheiro em obras tão faraônicas quanto inúteis, como a da transposição do rio S. Francisco

Por seu turno, o Congresso permanece inerte e mergulhado em suas crises internas, onde pontuam sucessivas denúncias de corrupção e atentados à ética e ao decoro parlamentar, que não poupam nem mesmo os presidentes de ambas as casas legislativas.Somente para ilustrar,é bom lembrar que, pelo menos nos últimos dez anos, com exceção do falecido Ramez Tebet, todos os presidentes do senado -ACM, Sarney,Jader Barbalho, e, agora Renan Calheiros- tiveram seus nomes envolvidos em graves escândalos. Na Câmara dos Deputados, João Paulo foi um dos protagonistas do escândalo do mensalão, e Severino Cavalcanti de um grotesco caso de recebimento de propina do dono de um restaurante na Câmara. Isto para ficar apenas nos casos envolvendo os caciques do Congresso, já que os relacionados aos demais parlamentares transformou a chamada Casa do Povo mais parecida com uma delegacia de polícia em dia de muito movimento, tal o número de mensaleiros, sanguessugas, vampiros e navalhas,a maioria ainda impune.

. Não são, portanto, muito animadoras as perspectivas do país para os próximos anos. O Estado permanece estruturado para arrecadar de forma voraz e predatória, sem oferecer à sociedade a contrapartida serviços públicos de qualidade. A burocracia insiste em atormentar a vida do cidadão que pretende apenas trabalhar e produzir.A educação publica permanece relegada aos últimos lugares na fila de prioridades. Os altos juros continuam a fazer a festa do capital especulativo e dos banqueiros em detrimento do capital produtivo e dos produtores.A infra -estrutura permanece, literalmente, atirada nos buracos da incompetência que fazem, por exemplo, do nosso sistema viário um dos piores do mundo.Tudo por conta de um Estado que este governo insiste em conservar gigante, centralizador e inoperante, em todos os sentidos.

Aliás, é sintomático que os sucessivos governantes insistam na permanência desta estrutura mastodôntica. É ela um campo fértil para a corrupção que assola o país e que parece completamente fora de controle, apesar das ações espetaculosas da PF e do MP.Resultado: temos um executivo comprovadamente envolvido em casos de corrupção, um Congresso reconhecidamente corrupto e um judiciário cúmplice da corrupção. O que esperar em termos de desenvolvimento econômico e social diante de um quadro desses? Ainda mais com um Presidente que não se cansa de repetir que nada fez, nada viu e nada sabe? Ou seja , um tolo assumido. Pode parecer pessimismo, mas não é. É a nua e crua constatação da realidade que se coloca diante dos nossos olhos. Com todo este esforço de pessoas, grupos e interesses tentando submergir definitivamente o país, é até surpreendente que o Brasil tenha conseguido permanecer no time dos países emergentes.
110607

4 comentários:

dhg disse...

Seu artigo é pertinente.As quadrilhas continuam atacando. Lula é conivente.O Congresso está desmoralizado. O poder judiciário está vendido.

jamil disse...

DE UMA MANEIRA GERAL POLÍTICOS SÃO SANGUESSUGAS DO POVO. O POVO TRABALHA , PRODUZ E DÁ DE GRAÇA PARA O GOVERNO 40 DE SUA GRANA. POR MUITO MENOS FIZERAM A REVOLUÇÃO FRANCESA, A INCONFIDÊNCIA MINEIRA E A INDEPENDÊNCIA DOS EST UNIDOS. JÁ PASSOU A HORA DE DARMOS UM BASTA A ESTA CANALHA DE POLÍTICOS INÚTEIS. TENHO DITO.

Rebeca disse...

Muito boa sua análise crítica e real da situação.
Como disse: executivo corrupto + congresso corrupto + judiciário cúmplice da corrupção + presidente inerte e inexpressivo + povo também inexpressivo = país subdesenvolvido. Brasil é assim. Infelizmente não vislumbro melhoria neste quadro caótico.
E o duro é trabalhamos e pagamos muito alto para manter este bando.

cassio disse...

Interesses públicos e privados se misturam. Dinheiro público é considerado como se fosse de ninguém.O povo , sem consciência de cidadania não se manifesta.Falamos em menos intervenção do estado. TB concordo. Mas enquanto o povo continuar a ser massa de manobvra destes políticos será difícil se pensar em diminuição do estado. Os políticos não irão permitir e para isto contam com o apoio da maioria. esta mesma que elegeu Lula.