quarta-feira, fevereiro 21, 2007

O BRASIL TEM JEITO?

O que sempre defendemos neste espaço é um Estado racional, enxuto, planejado e direcionado para executar o que dele se espera, ou seja, serviços públicos que resgatem a dignidade do povo – e neste ponto a educação é a prioridade das prioridades – e serviços de infra-estrutura que criem uma base para o desenvolvimento material.O resto é deixar por conta da livre iniciativa, pois quem cria riqueza, e é sempre bom repetir o óbvio, é o trabalho do povo. Não o parasitismo governamental.

Para muitos, o Brasil não tem jeito. Pode parecer um excesso de pessimismo, mas tudo conduz para fortalecer este modo de ver as coisas. Parece que estamos condenados a viver eternamente num estágio onde a baixa tendência à competitividade no setor privado se soma um excesso de intervenção estatal, que suga recursos fabulosos do setor privado, mas não os devolvem em forma de obras e de serviços de qualidade.. Tais recursos se perdem no buraco negro dos gastos desnecessários, dos desvios de verbas, da corrupção desenfreada, dos exorbitantes salários de políticos e altos funcionários da máquina burocrática.

A critica ao mau funcionamento do Estado é tachada pela pseudo-esquerda de “discurso reacionário de direita”. Em alguns casos esta critica pode até ter algum fundamento, quando, por exemplo, alguns setores fazem a defesa de uma forma de liberalismo tão extremado, que os aproximam mais daquilo que chamamos de anaco-capitalismo.Aqui não se trata disto. Não estamos defendendo a total ausência do Estado das questões públicas. Por sinal, ausente o Estado já se encontra há muito tempo. Basta verificar a situação lastimável de nossas escolas, de nossos serviços de saúde, de nossas estradas, de nossa infra-estrutura em geral.

Ao contrário do que afirmam certos pensadores liberais extremados, o Estado tem que se fazer presente, sim. Assumir plenamente as suas responsabilidades. Não no sentido intervencionista e limitador da liberdade econômica, tal como acontece agora.Aqui o governo petista é responsável por um retrocesso: nossa economia encontra-se paralisada em virtude da excessiva regulamentação e da pesadíssima carga tributária, além é claro da manutenção de taxas de juros incompatíveis com o crescimento.
O que sempre defendemos neste espaço é um Estado racional, enxuto, planejado e direcionado para executar o que dele se espera, ou seja, serviços públicos que resgatem a dignidade do povo – e neste ponto a educação é a prioridade das prioridades – e serviços de infra-estrutura que criem uma base para o desenvolvimento material.O resto é deixar por conta da livre iniciativa, pois quem cria riqueza, e é sempre bom repetir o óbvio, é o trabalho do povo. Não o parasitismo governamental.

4 comentários:

Ricardo disse...

Também acho que o poder público no Brasil não cumpre com suas obrigações e ainda atrapalha o crescimento econômico com seus impostos e sua burocracia. Mas a nossa iniciativa privada não gosta de competir, não persevera e quer o lucro fácil. O que fazer, então? O povo precisa acordar e passar a praticar a cidadania: cobrar dos nossos dirigentes o cumprimento de suas obrigações no campo da segurança, educação e saúde. Também concordo que o crescimento deve ser comandado pela iniciativa privada, mas acho que deva haver uma mínima intervenção governamental neste processo.

Nidia disse...

Olá Fernando
O que está errado no País salta aos olhos, todo mundo sabe, o governo, por sua vez, é "transparente", ou seja, não faz questão alguma de esconder seus "erros", e não é só isso. "Erros", "enganos" ou mesmo crimes acontecem em todos os setores da sociedade, do cidadão comum ao policial militar, ao judiciário, ao legislativo ao executivo...mas no entanto a coisa não muda e inclusive ocorre com a aprovação da maioria dos brasileiros. Parece que quase todo cidadão brasileiro é, em potencial uma pessoa factível de ser corrompida.
Então, o que está errado de fato? por onde começar para reverter tal situação?
Dá vontade de chutar o balde a exemplo do nosso colega Júlio. Ele acha que a culpa é da "nossa classe" mas, eu pergunto: qual a classe que está no poder, agora? mudou alguma coisa?
Acho que o maior problema no Brasil é a impunidade. A legislação tem falhas? tudo bem, mas pelo amor de Deus, vamos fazer cumprir a lei!!! mesmo que tenha falhas. É bandido quem rouba uma bicicleta e quem rouba um banco. E lugar de bandido é na cadeia, e vamos combinar, quem as autoridades querem enganar com o nosso sistema prisional?
Um abraço

Fernando Soares disse...

Olá Nídia. Nos próximos dias postarei um artigo onde falo desta relação entre uma sociedade medíocre e um governo medíocre. É incrível como caminhamos impassíveis pelo caminho da banalização do crime, das relações com o poder público, das relações entre as pessoas, da cultura e muito mais. Não foi por mera coincidência que um governo reconhecidamente fraco e corrupto foi reeleito com mais de 60% dos votos válidos. O resultado é este: o governo está parado, os conchavos políticos se perpetuam e crimes bárbaros, como o que vitimou o garoto carioca, se repetem ante os olhares passivos da maioria.Vc fala em impunidade,e esta é apenas uma das facetas negativas de uma sociedade que se conformou com este estado de coisas e está perdendo a capacidade de indignar-se...

Parece que vc está com uma página na internet. Se estiver, mande o endereço pois não consegui acessa-la.
Um abraço

nidia disse...

Olá Fernando
Não tenho página na internet. Cometi um erro ao enviar o comentário.
Então, com relação ao seu artigo eu concordo que para se pensar em um futuro decente para nós brasileiros temos que jogar todas as fichas na educação. Mas eu acredito que a educação se faz também e principalmente com exemplos, e os marmanjos brasileiros já são macacos velhos. Não são passíveis de recuperação e precisam de corretivos, não servem de exemplo para as crianças. Porisso acho que devem ser punidos os que cometem digamos, "mau exemplo". Mas há tanto a se corrigir..Um abraço