quarta-feira, outubro 25, 2006

A QUESTÃO DA PRIVATIZAÇÃO

Privatizar ou não privatizar? O debate ganhou fôlego nos últimos semanas por causa de um factóide petista que atribui ao candidato tucano, caso seja eleito, a retomada das privatizações que marcaram o governo FHC. Alckmin reagiu com veemência negando que isto faça parte de seu projeto de governo. Perdeu uma ótima chance de mostrar os avanços conseguidos com a política de privatização e sugerir que tal tema poderia merecer uma discussão mais séria no seu governo.

Lula e o PT se aproveitam de um sentimento enraizado na mentalidade política brasileira, que vem desde os tempos de Vargas e é reforçado pela cartilha da esquerda dogmatica,que associa qualquer tentativa de privatizar os mastodontes estatais à uma política de “desnacionalização” e “entreguismo”. Tal discurso ainda bate forte no sentimento do brasileiro médio, o que talvez tenha sido responsável, em parte, pela queda de Alckmin nas pesquisas.

Mas a verdade é que os fatos e os números estão a mostrar o sucesso das privatizações. O mais recente é o anúncio, nesta terça-feira, da compra, por 13,2 bilhões de reais da mineradora canadense INCO, segunda maior produtora de níquel do mundo, pela Cia Vale do Rio Doce ,uma das privatizadas no governo passado.

Ao condenar as privatizações, em vez de promover o debate sobre a sua urgente necessidade para o crescimento do Brasil, o governo sinaliza que prefere continuar na contramão da História e do desenvolvimento , ao optar pela manutenção de um estado gigante e ineficiente, em nome de teses econômicas há muito superadas pela dinâmica dos fatos.
Do site de Veja (1) retiro um interessante texto que ajuda a esclarecer e desmistificar muitas das bobagens que a campanha petista vem afirmando nestes últimos dias.( FS)



A Vale do Rio Doce

PRIVATIZAÇÕES: PERGUNTAS E RESPOSTAS

Quando e como s deu o processo de privatização no Brasil?

A partir do início da década de 1990, ocorreu a venda do controle de mais de 100 empresas e concessionárias de serviços públicos . Foi importante porque diminuiu a participação do Estado na economia e tornou os serviços mais eficientes e baratos. Também serviu para recuperar empresas que caminhavam para a falência.

Quais foram as principais empresas privatizadas pelo governo brasileiro?

A Embraer, a Companhia Vale do Rio Doce, o sistema Telebrás (composto por 27 empresas de telefonia fixa e 26 de telefonia celular), a Light e Companhia Siderúrgica Nacional certamente estão entre os negócios mais vultosos do processo nacional. Vale lembrar que bancos estaduais foram federalizados e, em seguida, passados ao controle privado. É o caso do Banespa, antigo Banco do Estado de São Paulo, o cearense BEC, e o maranhense BEM. Além disso, vários estados comandaram seus próprios processos de desestatização.

Quanto o governo brasileiro já faturou com a vendas das antigas estatais?

Até 2005, os negócios ultrapassaram 90 bilhões de dólares. Há ainda ganhos adicionais facilmente percebidos, como transferência de dívidas para os novos donos, além de outras vantagens de difícil contabilização, como aumento de arrecadação - fruto dos novos investimentos e do conseqüente crescimento do faturamento das companhias.

Sob nova direção, as empresas trouxeram benefícios ao país?

Sim, em muitas áreas. A mais emblemática delas talvez seja a da telefonia. Quando as empresas privadas de telefonia entraram no mercado, em 1998, encontraram apenas 22 milhões de telefones em operação no país. A instalação demorava cinco anos e uma linha chegava a custar 8.000 reais. Em menos de uma década, o acesso entrou no caminho da universalização: até o fim de 2005, já haviam 125,7 milhões de aparelhos em funcionamento - entre telefones fixos e celulares.

A eficiência das antigas estatais aumentou nas mãos da iniciativa privada?

Na maioria dos casos, sim. Tome-se novamente como exemplo as telecomunicações. A produtividade cresceu porque as empresas investiram mais em tecnologia e deixaram de ser cabides de emprego. O número de funcionários nessas empresas caiu cerca de 70% - passando de 95.000, em 1995, para 28.000, dez anos depois. Simultaneamente, a receita subiu 900%, partindo de 11 bilhões de reais e batendo em 110 bilhões de reais. O número de telefones em serviço subiu, como já mostrado, de 22 milhões, em 1998, para 125,7 milhões.

Houve setores que enfrentaram problemas com a privatização?


A privatização não foi suficiente para colocar nos trilhos a malha ferroviária brasileira. Na primeira fase, o atendimento piorou, e as metas de segurança não foram cumpridas por mais da metade das empresas concessionárias. Havia ainda outro problema adicional no setor: os contratos de privatização não previam punição para aquelas faltas. Outra crítica freqüente é em relação ao reajuste das tarifas cobradas da população. Baseados em índices de inflação, alguns aumentos passaram, com o tempo, a pesar mais no bolso do consumidor - caso, por exemplo, dos pedágios cobrados nas rodovias. Deve-se lembrar, porém, que os reajustes estavam previstos em contrato.

A privatização do setor elétrico foi responsável pelo apagão de 2001?


Apenas 20% da geração de eletricidade no Brasil está sob a responsabilidade da iniciativa privada. Some-se a essa informação o fato de que o racionamento de energia não foi necessário justamente nos locais onde a privatização foi mais abrangente - caso da Região Sul do Brasil.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um crítico das privatizações, em especial a da Vale do Rio Doce. Ele tem razão?

A Vale era uma empresa funcional mesmo sob o comando estatal. Porém, não pagava impostos e não tinha capital próprio para se modernizar, crescer, nem podia atrair investidores privados. Estava condenada ao sucateamento. Privatizada, tornou-se uma das maiores empresas do setor siderúrgico. Suas ações valorizaram-se 500% nos últimos cinco anos

Ao vender o controle das antigas estatais, o governo perdeu todas as ferramentas para controlar a qualidade dos serviços de concessão pública?

As agências reguladoras assumiram este papel. Elas são departamentos autônomos que criam regras e fiscalizam o funcionamento das concessionárias. Atualmente, são mais de vinte delas, sendo oito federais. Entre elas estão a Anatel, que cuida da telefonia, a Aneel, responsável pela energia elétrica, e a ANP, que trata de petróleo

(1) -Fonte: http://vejaonline.abril.com.br/

13 comentários:

Lula disse disse...

Vamos falar a verdade: a gente é bom pra caramba de boato e de boca a boca. Pois num é que encurralamo os PSDB com a história das privatizações? Colou mesmo, gente. Agora, tão eles aí, tudo enrolado, tendo que usar até criancinha pra fazer documento garantindo: juro que num vamo vender a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica...

Anônimo disse...

Não é questão de ter encurralado o PSDB com o rótulo de privatista.O Alckmin quando se viu com esse rótulo não soube se livrar dele e ainda não soube definir alguns dos poucos benefícios da privatização.
Tchau Alckmin.Agora é para baixo e para o chão!

rosena disse...

Sou contra a privatização das empresas que vem dando certo, o que são poucas. O resto pode privatizar, fica melhor nas mãos da iniciativa privada.

temeroso disse...

O segundo mandato de Lula,será de agressões á classe média por conta da guerra que ele declarou a mesma.O que presenciei hoje ao fazer minha caminhada foi de estarrecer,um carro dirigido por uma senhora com uma bandeira(raro)de Alckmin,parou obedecendo o sinal,um rapaz com de compleição física avantajada correu para o carro e rasgou a bandeirinha,chutando a lateral do carro gritava,ja era,ja era,agora é nós,pessoas que passavam pelo local ficaram idgnadas como eu ao ver a expressão de ódio do rapaz e o nervosismo e mêdo daquela mulher,não ha como esconder que uma enorme parcela da população ainda não sabe o que é Democracia,temo muito pelo que está por vir com esta com insitamento contra essa parcela da população que diferente de Lula,trabalhou e trabalha para pagar impostos que sustenta os programas assistencialistas de Lula.

Alex disse...

É muito engraçado, esse Brasil!
Um candidato a presidente diz que será eleito pela "força do povo". Outro diz que não se elegerá, porque foi abandonado pelo partido e pelo povo.
Enquanto isso, nos bastidores, meia dúzia de imbecis estão articulando um impedimento de quem for eleito, por que não foram competentes o suficiente, seja pra roubar ou para fazer política.
Ai, ai, esse Brasil é uma republiqueta, mesmo.
E o povo gasta dinheiro com futebol, carnaval e Fórmula 1

Sofia disse...

Fernando,

Sou a favor das privatizações das estatais que não conseguem mais se valer e atender as necessidades da sociedade.
As estatais geralmente, com raras exceções, são ineficientes provocadas pela ausência de competição no mercado; tem uma máquina inchada de funcionários que por sua vez prestam um serviço de má qualidade à sociedade; uma vez que não existe a possibilidade de sua demissão; existe a eterna impossibilidade da sua falência, pois, a estatal é sempre socorrida e nutrida com o dinheiro público gerando sempre uma má administração da empresa (ninguém se sente responsável por ela); como não visa lucros, o custo de manter uma estatal é muito alto e somos nós que arcamos com todo este custo e prejuízo com altíssimas taxas tributárias e de impostos; costuma apresentar multiplicidade de objetivos e acaba não atingindo com eficiência nenhum deles.
Já a privatização de uma estatal já faz com que ela seja totalmente contrária ao que era. Contribui para a melhoria de sua performance devido às forças do mercado; aumenta a competição e competividade no mercado; gera baixo custo; gera lucros; estimula a eficiência de seus funcionários, melhora o atendimento e....posso enumerar “n” vantagens em ter uma estatal privatizada.
Só 3 exemplos de estatais que só geravam prejuízos para a sociedade e após as suas privatizações tornaram importantes para a sociedade e saímos lucrando:
a telefonia(lembra como era difícil ter e manter funcionando um telefone? E agora?); a embraer e a Vale do Rio Doce. Não temos como contestar que não vale a pena privatizar uma empresa estatal ineficiente..

Sofia disse...

Temeroso,
Concordo com você que estes próximos 4 anos será super difícil para a quase extinta classe média. Além da violência presenciada por você e que talvez isso se torne uma constância no nosso-dia-a-dia futuro, seremos massacrados ainda mais pela elevação das taxas tributárias; mudanças radicais nas leis trabalhistas já estão prontas para o próximo ano e elas nos atingirão de cheio. Só podemos lamentar e ter indignações. O futuro do Brasil será de duas classes sociais: a dos ricos e a dos pobres. Rsrsrsr será uma sociedade igualitária bem ao gosto do Lula e do PT. Só tem uma diferença: nós fomos acostumados a batalhar por todas as nossas conquistas, seja ela no campo material, profissional e pessoal.Quando conseguimos atingir nossas metas, objetivos, nos sentimos orgulhosos de ter conseguindo tudo com o nosso esforço; damos valor a tudo e a todos; sabemos respeitar o nosso semelhante e lutamos para que os menos favorecidos também possam ter estas mesmas oportunidades, chances que nós tiemos e estamos tendo. E não conseguiremos aceitar com passividade, dignidade humana receber “migalhas, esmolas” deste governo. Isto será muito, muito difícil para nós, pois, fere nossa dignidade humana, fere todos os princípios de cidadania. Pobre e negro nosso futuro.

lula lá outra vez!! disse...

Como são maus perdedores!!Lá vem a história do impeachment outra vez... Isso tem um nome É GOLPE BRANCO! Respeitem a vontade do eleitor, não venham com essa conversa fiada novamente. Aliás, venham, falem disso até na fila de votação. Só vai aumentar o percentual de votos em Lula.

Paulinha disse...

Lula lá....
se todas os casos de corrupção e desvio de dinheiro forem comprovados que há a participação direta e até mesmo indireta de Lula e de seu partido PT (diga de passagem isto todo mundo sabe que é verdade) será a vez da JUSTIÇA ELEITORAL agir com justiça fazendo a inpugnação do próximo mandato de Lula. Não será uma revolta popular querendo o impeachment de Lula, Será a ação da JUSTIÇA. Sabe o que é isto? JUSTIÇA para com o povo.
E outra coisa Lula lá.... vocês são bons na mentira. Só sabem vencer com agressões, mentiras, gritos....falácias e mais falácias. Mas um dia a mascára cai não é mesmo. Nada nesta vida se sustenta na mentira. Já viu um prego ficar preso no angu?
Teremos a oportunidade de discutir democraticamente neste blog (pelo que podemos ver não é um blog partidário, é um blog livre de censuras rsrs) o futuro do país e de Lula. Democraticamente tá, sem censuras e bloqueios.

Júlio César Montenegro disse...

Temeroso, também fiquei com medo desse "insitamento"... mas... o que é isso mesmo?!

lula lá outra vez!! disse...

Tudo bem Paulinha. Só uma curiosidade: vc e Sofia são irmãs?E gêmeas? Como são parecidas!!

rosena disse...

No blog do Reinaldo azevedo vi uma sacada ótima sobres a privatização: PRIVATIZAR AS ESTATAIS OU ROUBAR AS ESTATAIS? O PT, é claro prefere a segunda hipotese e por isso fica contra a primeira.

Paulinha disse...

oi Lula lá...
sou a propria imagem de tudo que vc lulista e petista abomina nas pessos: sou filha única, classe média alta, pele e olhos claros,curso o quinto ano de medicina. Sou carioca da gema e de família de sobrenome importante.
Talvez, não sei, se Sofia também tem estes traços, digamos, indesejaveis para vcs, assim, poderíamos ser chamadas de irmãs gêmeas. rsrsrs. abraço