terça-feira, agosto 01, 2006

A PAZ MAIS LONGE DO FIM



A PAZ MAIS LONGE DO FIM
Os insistentes ataques de Israel ao Líbano produziram uma onda de repúdio na opinião pública mundial que de nenhum modo poderá ser benéfica à causa israelense. A reação israelense, mais do que desproporcional, aos ataques do Hisbollah tende a igualar os métodos do estado judeu aos de seu principal inimigo no momento, levando muitos à crença de que, se existe um país militarista, imperialista e agressor na região do oriente médio, este é o Estado de Israel.Talvez o governo de Israel esteja menos preocupado em agradar a opinião pública internacional e mais ocupado em garantir a sua sobrevivência num ambiente hostil, cercado de inimigos que querem a sua extinção do mapa.

Deste modo, ao invés de trilhar o caminho da negociação, o governo israelense preferiu o caminho da radicalização e do endurecimento militar.Nada contra a necessidade de Israel reagir militarmente aos ataques do Hisbollah. O que se discute é a forma com que reagiu, bombardeando cidades, atingindo alvos civis e matando inocentes. Com isto, Israel só conseguiu provocar o repúdio internacional.



A paz na região, que já era difícil, tornou-se agora praticamente impossível.As exigências do governo israelense de desarmamento incondicional do Hisbollah como condição para a decretação de uma trégua é razoável. Não se pode negociar com um grupo terrorista que não conhece outra linguagem a não ser a da violência. Seria uma capitulação.Mas o governo de Israel tem que compreender que não é razoável prosseguir indefinidamente com ataques que atingem, indiscriminadamente, tanto terroristas quanto homens, mulheres e crianças, cujo único crime era estar no alvo das bombas israelenses.

Portanto,qualquer tentativa de cessar-fogo na região deve levar em conta as exigências de desarmamento do Hisbollah, mas também o fim dos ataques a alvos civis na região.Complicado?Certamente, como tudo que se refere ao Oriente Médio. O perigo é a guerra se espalhar. De um lado, ficou claro que os Estados Unidos não farão o menor esforço para dissuadir Israel a mudar seus planos com relação ao terror. Do outro lado, a agressão desproporcional de Israel ao Líbano, realimentando o ódio dos árabes e do Irã, poderá ensejar uma união destes e a sua entrada no campo de batalha. A esta altura, tudo é possível.
010706

3 comentários:

ELTON disse...

NÃO TEM O QUE DISCUTIR NESTE CASO.OS ATAQUES DE ISRAEL SÃO BÁRBAROS E CRIMINOSOS SOB TODOS OS SENTIDO. EXISTISSE O TRIBUNAL DE NUREMBERG E ESTES CRIMINOSOS DE GUERRA DEVERIAM SER LEVADOS A JULGAMENTO. COMO TB OS NORTE AMERICANOS QUE MASSACRARAM ALDEIAS NO VIETNÃ. COMO TAMBÉ OS NORTE AMERICANOS QUE QUE LANÇARAM AS BOMBAS NAS CIDADES JAPONESAS. O QUE ACONTECE NO IRAQUE E NO AFEGANISTÃO NÃO MERECERIA UM TRIBUNAL?ENQUANTO EXISTIREM CARNICEIROS COMO O GOVERNO NORTE AMERICANO E ISRAELITA A PAZ NAÕ VIRÁ.

Haroldo disse...

Israel tem razão neste caso. Terroristas não devem ser tratados com flores. Se Israel não liquida-los eles acabam com Israel. Quem provoca a guerra e naõ aceita as condições de paz já negociadas quanto aos palestinos, são os árabes,não é Israel

Zidane da Silva disse...

Cara, não quero parecer louco, mas vendo isto me pergunto: "Será que Hitler estava realmente errado?"

Derrepente Deus o enviou para limpara a terra desta raça, e nós, mediocres e ignorantes não percebemos.

Você acha que sou louco, pois bem, quem manda nos EUA são os judeus, qualquer pessoa com um pingo de conhecimento sabe que a Grande Maça é o centro financeiro de Israel, a economia americana gira em torno dos bilhões e bilhões de dólares lastrados no ouro judeu depositado ali, ou você acha que eles deixariam o ouros e as riquesas deles "guardados" em uma terra de conflito, já ouviu falar no forte INOX? Não?!?!

Eu devo ser louco mesmo...