quinta-feira, agosto 03, 2006

CAPITAIS EM FUGA

A elevadíssima carga tributária no Brasil é um fardo que pesa tanto no bolso do cidadão quanto das empresas.O resultado desta política irracional não é outro que não a estagnação econômica e o aumento desemprego.


CAPITAIS EM FUGA

A elevadíssima carga tributária no Brasil é um fardo que pesa tanto no bolso do cidadão quanto das empresas.As pequenas e médias empresas se sentem desestimuladas a ampliar os seus negócios e investir na contratação de novos empregados. A carga pesada de tributos também afugenta os investimentos estrangeiros no país, que partem a procura de novas plagas onde os custos não sejam tão elevados quanto no Brasil.Também as grandes empresas brasileiras, com investimentos no exterior, preferem ampliar estes investimentos a expandir os seus negócios em nosso país. O resultado desta política irracional não é outro que não a estagnação econômica e o aumento desemprego.

Para ilustrar, tomemos como exemplo a poderosa multinacional brasileira Gerdau, que em seu último balanço mostrou um rendimento de R$2,9bilhões no exterior, enquanto no Brasil, no mesmo período, obteve uma receita deR$ 7,4 bilhões. Pois bem: sobre a receita obtida no exterior, especialmente nos Estados Unidos, a Gerdau pagou R$672 milhões de tributos, enquanto no Brasil depositou nos cofres do governo R$3,1 bilhões, ou seja, 47,5% de toda riqueza que gerou aqui, contra 23% sobre o que gerou lá fora.

A visão equivocada dos políticos foi o que gerou a crença de que o descontrolado aumento da arrecadação, penalizando o setor produtivo é a chave para a promoção das obras necessárias ao crescimento do país e para o estabelecimento da tão procurada justiça social. O resultado é que não temos uma coisa nem outra.Ao retirar do setor privado uma grande soma de recursos, o Estado, além de desestimular a produção e fazer aumentar o desemprego, não transforma os recursos arrecadados em obras públicas de cunho social que realmente resgatem da pobreza milhões de brasileiros. Nos últimos anos, o governo Lula só fez acentuar esta tendência histórica. Através do aumento da carga tributária e do inchaço da máquina pública, o governo petista tem acentuado este desestímulo aos investimentos privados. Aliás, diga-se com justiça, coerente com o seu discurso pré-poder, o PT sempre foi defensor do Estado gigante.

Infelizmente, pouca luz resta no final do túnel.Dentre os projetos eleitorais dos candidatos à presidência não figura, de maneira clara, a redução dos tributos e/ou a redução do tamanho da máquina estatal. Todos eles, sem exceção, apresentam mil projetos que significam mais arrecadação e mais gastos inúteis. As perspectivas para os próximos quatro anos não são muito animadoras. Enquanto não prevalecer a convicção de que é a iniciativa privada, através de investimentos, tecnologia e geração de empregos, a única capaz de promover o crescimento do país, não deixaremos o ciclo vicioso que a cada ano abarrota mais os cofres do estado e esvazia os bolsos dos cidadãos e das empresas.

Cabe ao governo interferir o mínimo possível na dinâmica da economia, atuando no sentido de corrigir possíveis distorções e mantendo uma infra-estrutura sólida. Além, é claro, de cumprir as tarefas que lhes são inerentes, através da integração social ao processo econômico,por meio da promoção da educação, saúde e segurança públicas de qualidade. Sem isto, continuaremos a assistir a fuga do capital produtivo, em detrimento do capital especulativo. O que restará, então? Apenas a inércia governamental e o desperdício público.

030806

8 comentários:

Haroldo disse...

Concordo que falta ao Brasil o espírito capitalista. Investir aqui é um sacrifício tanto para o pequeno como para o grande. Também somos governados por gente que sempre teve adoração pelo comunismo e que nunca invesstiu um tostão num negócio particular. Eles a começar pelo apedeuta sempre viveram das tetas do governo.

Zidane da Silva disse...

Não é nada disso não, a carga é elevada pois alguém tem que pagar o aviãozinho do presidente.

Nídia disse...

O que virá se o Lula for reeleito? Já estamos massacrados com a carga tributária,estamos andando de 4. Poderá aumentar os impostos? Decerto que sim. E podemos imaginar que ele o fará. Mas não é só isso. Com certeza virão novas "cotas" que cerciaram de tal maneira nossas ações que estaremos "proibidos" de fazer o que quer que seja. Nossos direitos seram jagados ladeira abaixo, e teremos que comer o que o presidente achar que devemos, teremos que trabalhar no que sobrar pra fazer, e deveremos reverenciar todos os dias a figura do nosso ilustre presidente.

Anônimo disse...

Olá!
Sim, o governo petista sempre quis um estado gigante atuando em todos os setores.
Sabemos hoje o pq disto. Facilitar o plano de corrupção já planejada e desviar tantos milhões diretamente dos cofres públicos e fortalecer, solidificar mais o partido.
Quem sabe, já não estava tudo pronto para que Lula fosse o novo Fidel do Brasil?
Não agüentamos mais tantos impostos. E o pior, não temos o retorno da sua aplicação.
Está muito, muito difícil manter os empregados. A tendência natural será enxugar cada vez mais a empresa, gerando mais e mais desempregos. Não está fácil.
Sim, falta ao Brasil o espirito capitalista. O que será de nós se tivermos que aguentar mais 4 anos disto tudo? Será o nosso fim????

August disse...

Concordo com você. Mas acho que precisamos desmistificar
esta máxima de que o aumento da renda, do consumo e
da
qualidade de vida gera inflação.
Consumo gera produção, que gera riqueza e bem estar.
Entramos nesta roda viva do déficit público e está muito
dificil de sairmos dele.
Hoje temos 1 trilhão. Eram 80 bilhões no governo FHC,
o qual deixou para o LULA mais de 700 bilhões.
Os investidores "estrangeiros", apesar do risco
Brasil, procuram a gente para investir seu rico dinheirinho.

Fernando Soares disse...

Gostaria muito de saber o que cada candidato- exceto Lula, porque já conhecemos- pensa a respeito da questão do tamanho do Estado e da carga tributária. Ao lado do debate sobre educação, estes são os temas que realmente interessam.

Nídia disse...

Oi Fernando
Falando em imposto me vem sempre a lembrança da injustiça que esse governo e os antecessores comentem com relação à alíquota do imposto de renda. Ela é crescente na medida que o indivíduo declara maior ganho. Quem ganha até um certo limite(acho que é R$ 2000,00 aproximadamente), tem descontado 15% de imposto de renda. Acima desse montante o desconto é de 27,5%, com a justificativa de que quem ganha mais tem que pagar mais e quem ganha menos paga menos. Ora, esses políticos não conhecem a matemática. Desconhecem como funciona a porcentagem. Se vc aplicar a mesma porcentagem pra todo mundo, em reais, fica evidente que quem ganha menos vai pagar menos e vice-versa.10% de 100 é 10, mas 10% de 1000 é 100. Ou seja a justiça seria cobrar-se a mesma alíquota de todo mundo. No entando a carga de quem ganha mais é maior. Isso me parece penalização por um sujeito se esforçar para ser bem sucedido na vida, investir nele próprio com dinheiro e estudo, etc. E na campanha do Lula anterior ele manifestou o desejo de aumentar a alíquota para 50%, para quem ganha bem!!

Fernando Soares disse...

Pois é , Nídia
Pagamos mais de 40% do que é nosso em tributos ao governo.A carga tributária já seria um absurdo não fosse a agravante de pouco do que depositamos nos cofres de um governo reconhecidamente corrupto retorna em obras e benefícios para a população.
Vc tem razão. Lula e sua turma não gostam da livre iniciativa. É conhecido o fato de nosso presidente, durante a maior parte de sua vida ter parasitado em sindicatos, partidos e, agora, governo. Isso sem considerar a generosa aposentadoria que todos nós pagamos a ele pelo fato de ter ficado menos de um mês preso, por conta das greves que promovia nos anos80.Lula não gosta de quem trabalha e produz. Ele adora quem vive do esforço alheio: banqueiros e políticos,não é?