segunda-feira, julho 24, 2006

O TOM DA CAMPANHA

Na verdade, os candidatos jogam com o baixo nível para esconder as suas próprias ( grandes ) deficiências e também , é óbvio, porque a maioria do eleitorado é desinformada e com pouca consciência política. Acreditam os candidatos, talvez, que a troca de desaforos, muito mais do que a discussão de projetos, é o que empolga este eleitorado. Num país onde a maioria da população é analfabeta, ou quase, tal crença não deixa de ter sentido, infelizmente.




“Meçam suas línguas porque também temos línguas”. Foi assim que o presidente Lula se dirigiu à oposição num discurso de campanha em recife. Parece ter dado o tom da campanha , disposto a não incorporar mais o “Lulinha Paz e Amor” da campanha anterior.Pelo que se tem visto até agora, a troca de desaforos, os xingamentos, os ataques pessoais, vão superar em muito o debate sobre idéias, propostas e programas. É uma pena.

Na verdade, os candidatos jogam com o baixo nível para esconder as suas próprias ( grandes ) deficiências e também , é óbvio, porque a maioria do eleitorado é desinformada e com pouca consciência política. Acreditam os candidatos, talvez, que a troca de desaforos, muito mais do que a discussão de projetos, é o que empolga este eleitorado. Num país onde a maioria da população é analfabeta, ou quase, tal crença não deixa de ter sentido, infelizmente.

Tudo indica que, mais uma vez, as grandes questões nacionais ficarão ao largo nesta campanha, ou serão citadas, por conveniência de cada momento, apenas de passagem.Em lugar da eterna troca de acusações para se definir quem é mais safado ou corrupto do que quem,seria positivo se os quatro principais candidatos tivessem respostas convincentes para, ao menos, quatro questões fundamentais. Primeiro, como fazer para tornar o setor público menos oneroso e mais eficiente? Segundo, O que fazer para que o país cresça nos próximos quatro anos, ao menos, acima da média dos demais países latino-americanos? Terceiro, como tornara a educação a prioridade das prioridades, no sentido de integrar os jovens no mercado de trabalho, no mundo da tecnologia e nos quadros da cidadania?

Se Alckmin, Heloisa ou Cristovam têm respostas críveis para estas questões, não sabemos ainda. O que sabemos é que Lula, pelo que se viu no seu atual mandato, não tem. Isto porque o país foi o vice -lanterna latino americano em crescimento, superando apenas o Haiti. Em seu governo, Lula inflou, como nenhum outro, a maquina pública, aumentou a carga de tributos e montou, ou deixou que montassem sob seus olhos, um esquema de corrupção envolvendo empresários e políticos, fato que em qualquer país sério já teria provocado a queda do governo. Em relação à educação, a não ser pela tomada de algumas medidas populistas como o ProUni e o estabelecimento de cotas para “afrodescendentes” nas universidades públicas, nada foi feito.

Os candidatos oposicionistas têm a faca e o queijo na mão para tentarem elevar o nível do debate eleitoral, não tanto pelas suas possíveis virtudes -que, desconfia-se , não são muitas - ,mas muito pela fraqueza que este governo demonstrou ao longo destes quase quatro anos de mandato. Se a campanha continuar abaixo do nível do ventre, Lula só tem a ganhar, pois, como disse em seu discurso no Recife , “também temos línguas”. E como!

240706

6 comentários:

Nídia disse...

Olá Fernando.
Sentimos que os governantes fazem o possível para manter o povo miserável, sem acesso à informação que os faça raciocinar, e sendo assim o governo consegue satisfazer com "fofocas" de baixo nível e esmolas um povo desinformado e com fome.

VEJA A SITUAÇÃO DE SP disse...

Mais um comentário tendencioso. Com a desculpa sw fazer uma "análise" das eleições, na verdade o que quer é atacar o governo de Lula. Sugiro que se informe melhor sobre as realizações do governo, ao invés de ficar a fazer apologia dos tucanos

LULA de novo disse...

http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=11793

ELEIÇÕES 2006

Lula inaugura comitê tentando despertar a alma da campanha

Aparatos de segurança não impedem o contato do presidente
com a militância para tentar acender a chama que será
decisiva para o pleito à reeleição. O discurso está
alinhavado:
“Antes de mim, pobre não era ator principal, era coadjuvante”.

Fernando Soares disse...

Oi Nídia
Vc tem razão.É assim que Lula pretende, e, tudo indica, vai conseguir mais quatro anos de mandato. O problema é que seus adversários, alguns com DNA petista - HH e Cristovam-, estão entrando no jogo que interessa a Lula.

"Veja a situação..."

Tenho procurado me informar,mas acontece que é tão pobre em realizações positivas que fica difícil um elogio a este governo.
Abraços

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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