quarta-feira, junho 21, 2006

DEBATE QUALIFICADO





A candidatura do senador Cristovam Buarque à presidência pelo PDT traz um aspecto positivo, ou seja, o debate de idéias e de propostas, o que parecia condenado ao limbo. É fato que a bipolarização da campanha entre Lula e Alckmin, conduziria certamente o debate ao tema da corrupção e, com ele, a constante troca de insultos.

É que o governo Lula mostrou ao Brasil que o partido que defendia a ética e os bons costumes públicos havia se transformado no patrocinador do maior esquema de corrupção na história recente do Brasil.Tal fato, evidentemente,deu à oposição pefelista-tucana a chance de desencadear sua pesada artilharia contra o PT e seu líder máximo. E com inteira razão. Acontece que nesta história de poucos mocinhos e muitos bandidos, tucanos e pefelistas têm, cada um, a sua cota de malfeitos e de casos mal contados no governo anterior.Resultado: estes malfeitos certamente serão ressuscitados pelo PT, em seu contra-ataque à oposição. O que levará inevitavelmente a campanha eleitoral a ser palco de uma interminável troca de acusações entre estes partidos sobre quem foi mais ladrão do que quem.

A entrada de Cristovam Buarque no páreo coloca uma luz neste debate.Conhecido como um político que se preocupa com projetos sérios e comprometido com o debate de temas econômicos e sociais, é a esperança de que o debate eleitoral não se limite à baixaria com que o trio PT, PSDB e PFL nos ameaçam, e insira temas como a educação, a saúde e o saneamento.É evidente que o espaço reservado ao candidato do PDT é o mínimo possível, por conta da legislação eleitoral que privilegia os partidos com maiores bancadas no Congresso com maiores tempos no horário eleitoral do rádio e da TV. Cristóvam terá que levar o debate a outros espaços públicos e provocar a discussão destes temas


Não é que o tema da corrupção não mereça ser levantado e esmiuçado até o esgotamento durante a campanha eleitoral, Merece, pois é desta forma que poderemos conhecer melhor o caráter daqueles que nos pretendem representar e governar. Mas seria péssimo se o debate ficasse limitado a esse sub-mundo da política. Será ótimo que ele se amplie e se aprofunde em temas que realmente interessam ao Brasil.


DEBATE QUALIFICADO 2

Um dos temas a marcar o debate eleitoral deveria ser o da arrecadação e o da aplicação dos recursos públicos.É notório que o Brasil é um dos países onde a carga tributária é das maiores e onde estes recursos são mais mal aplicados. Alguém já disse que o Brasil tem carga tributária da Suécia mas presta serviços de Senegal. Como se sabe uma gigantesca parte dos recursos tomados do bolso dos cidadãos e das empresas é destinada ao custeio da máquina pública e ao pagamento dos funcionários. E esta máquina é extremamente complexa, irracional, ineficiente, perdulária e corrupta. O que fazer, então ?

O compromisso prioritário de qualquer candidato deveria ser o de colocar ordem no setor público, diminuindo o tamanho do Estado, tornando-o menos oneroso e mais eficiente, o que significa faze-lo voltado para as reais necessidades da população. Hoje isto não acontece. Assistimos, ano após ano, especialmente no atual governo petista, a deterioração dos serviços públicos, especialmente da educação e da saúde, ao mesmo tempo em que temos notícias dos bilhões destinados ao pagamento dos banqueiros credores, os bilhões destinados ao pagamento de políticos, magistrados e altos funcionários, e os bilhões desviados pela corrupção.

O problema é que no Brasil este debate fica restrito porque a esquerda insiste em aumentar mais ainda o tamanho do Estado, sob o falso pretexto de que é uma necessidade para se promover políticas que levem à justiça social. Do outro lado, certos setores da direita, mais arcaicos, também defendem a manutenção de um Estado gigante porque como parasitas que são, e inimigos da livre concorrência, querem permanecer sob as asas protetoras deste tipo de Estado que lhes garantem privilégios, isenções fiscais, perdão de dívidas e monopólios. É o que chamamos de privatização do Estado. Finalmente existem aqueles que defendem uma redução drástica do Estado com a conseqüente diminuição dos impostos, no duplo propósito de torná-lo mais eficiente e voltado para os setores privilegiados, e ao mesmo tempo liberar a iniciativa privada das amarras da legislação e da tributação, provocando o conseqüente aumento de investimentos no setor produtivo.

Este é o debate que muitos gostariam de ver nesta campanha eleitoral. Mas , infelizmente, parece que estamos condenados a assistir mais uma vez o infindável desfile de propostas vazias, falsas promessas e o jogo sujo marcado por troca de ofensas pessoais. Como disse no texto anterior, a predominar este lado sujo da campanha ele não deixará de ter o seu lado pedagógico que será o de conduzir o eleitor a saber em quem não votar. Mas isto é pouco.A qualificação do debate levará o eleitor a saber em quem votar. Esta é a grande diferença.

210606

Um comentário:

HAHAHAHAHA disse...

soares é tucano de coração. Desistiu do alckmerda?Agora vai de Cristovam? Não tem jeito. É lula outra vez na cabeça pra seu desespero e de toda tucanalha
hahahahahahah