quarta-feira, janeiro 17, 2018

CORTINA DE FUMAÇA



O que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirma a respeito do presidente do TRF 4 poderia perfeitamente ser aplicado a ela própria e ao seus comandados. Pois os petistas, em desespero de causa, não têm feito outra coisa nós últimos dias do que agredir verbalmente e tumultuar, numa tentativa de intimidar os juízes que julgarão o seu chefe. Os vermelhos tentam desconstruir a verdade dos autos e fazer de Lula um herói, vítima de uma grande conspiração da "direita golpista". Argumentam que toda essa "trama" foi urdida para impedir a candidatura de Lula. Argumento falacioso - mais um - que não se sustenta. A candidatura do petista foi lançada depois que os processos contra ele já estavam em andamento. Ou seja, foi Lula e seus asseclas que inventaram essa candidatura para, usando a expressão de Gleisi Hoffmann , lançar uma cortina de fumaça sobre as graves acusações que pesam sobre ele, e tentar escapar do inevitável.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

AUSÊNCIA DE ÉTICA


O governo Temer nao faz questão de esconder o seu caráter nada ético. Quanto mais a sociedade clama por decência na política, mais o presidente continua a preencher as vagas de seu ministério com figuras suspeitissimas, citadas na Lava Jato como recebedoras de propinas da Odebrecht ou da JBS. É esse o caso da recém-nomeada ministra do Trabalho, Cristiane Brasil, filha do ex-deputado Roberto Jefferson, delator do Mensalão. Temer declarou que não governa de olho na popularidade, o que pode ser traduzido como estar se lixando para a opinião do povo. Talvez isso explique o cinismo e a desfaçatez com que age na escolha de seus auxiliares. Mas, a prestação de contas do presidente, tarda mas não falha. Daqui a exatamente um ano, Temer terá deixado a presidência e não passará de um cidadão comum, sem foro especial. Terá, tal como acontece agora com o ex-presidente Lula, de prestar contas à justiça.

quarta-feira, dezembro 27, 2017

CANDIDATO CONDENADO



Enquanto milhões de cidadãos de bem condenam com veemência a corrupção, existe um número significativo que pede a volta ao poder de um dos responsáveis principais da deterioração da política no Brasil. Condenado pelo juiz Sérgio Moro, e em vias de ter a sua pena confirmada, ou até aumentada, pelo TRF 4. Lula tem aparecido bem nas pesquisas de intenção de voto. O petista politizou os seus crimes e se colocou como vítima de uma ardilosa trama de "golpistas" As mentiras de Lula surtiram efeito, e,isso fez aumentar aumentou a sua base de apoio. Base de apoio essa formada por pessoas para as quais a corrupção parece ser apenas um mal menor ante o projeto da esquerda de ocupar novamente o poder, e nele se perpetuar. O fato de ser o candidato mais conhecido da população, somado ao de já estar em plena campanha Brasil afora, contribuíram para sua posição privilegiada nas pesquisas. Se os ataques de Lula à justiça prevalecerem,e o condenado se tornar de fato candidato, todo o esforço para colocar um freio na corrupção terá sido perdido.

quarta-feira, dezembro 13, 2017

DECISÃO PRÓXIMA


O ex-presidente Lula torcia para que seu julgamento no Tribunal Regional Federal 4 fosse realizado, no mínimo, na metade do ano vindouro, coincidindo com o início da campanha eleitoral. Seu propósito era o de criar um fato político de repercussão internacional, caso fosse condenado e impedido de se candidatar. Seus advogados contavam também com a série de recursos e chicanas regimentais para que o condenado permanecesse candidato até a apuração das urnas. Seu plano foi frustrado pela decisão que marcou o julgamento para janeiro. Os advogados do réu reclamam da "atípica agilidade" do Tribunal. É um dos raros casos em que uma decisão rápida é contestada, num país onde todos reclamam da morosidade da justiça. Tivesse Lula a consciência tranquila e a certeza de sua inocência, estaria comemorando a agilidade da justiça. Mas o possível impedimento da candidatura do petista é um fato menor nesse imbróglio. O que a sociedade espera é que sua condenação, quase certa, venha acompanhada da decretação de sua prisão. É inconcebível que enquanto dezenas de membros de sua quadrilha permaneçam presos, o chefão continue livre, declarando-se vítima de uma armação política e agredindo sistematicamente a justiça deste país

sexta-feira, dezembro 01, 2017

IMPREVISÍVEL




 Os Estados Unidos falam grosso e ameaçam a Coreia do Norte de retaliação. É o máximo que podem fazer até agora. Qualquer passo em falso pode levar ao início de um conflito que, já se sabe, mesmo que arrase o pequeno país, trarão perdas catastróficas para os Estados Unidos e aliados, em especial a parte sul da península da Coreia. Os norte-americanos não estão lidando com um país legalmente inserido na comunidade internacional. Estão lidando com um estado marginal, e fora da lei. É preciso ter cautela e considerar a hipótese de que todo esse cenário bélico montado por Kim Jong-un seja apenas uma tática defensiva, no sentido de se acautelar contra um possível ataque dos Estados Unidos e aliados. Essa é apenas uma hipótese, pois de fato não se sabe o que esperar do imprevisível tirano da Coreia do Norte.

quarta-feira, novembro 29, 2017

BRIGA ENTRE FACÇÕES


É possível que Garotinho tenha sido agredido na cadeia? A alegação do ex governador de que tal fato teria acontecido, não está mais sendo desacreditada e levada na chacota. Apear de as evidências levarem à conclusão de que ele teria se auto lesionado, o exame de corpo de delito constatou que as lesões em Garotinho foram causadas por objeto contundente. Se ficar constatado que a agressão realmente aconteceu, estará evidente que a cadeia de Benfica está sob controle da facção criminosa de Sérgio Cabral. Isso é grave pois caracteriza a total falta de autoridade do governo do estado e da justiça fluminense sobre o sistema prisional.
Não bastasse a disputa entre facções criminosas de traficantes pelo controle das penitenciárias, facções políticas também entram em choque
Se Garotinho apanhou na prisão é porque se colocou como ferrenho inimigo de Cabral. A disputa entre os dois, que antes de dava no campo da política pelo controle do estado, agora se dá no plano da mais sórdida disputa entre criminosos.