terça-feira, fevereiro 06, 2018

MUITOS CANDIDATOS, POUCAS IDÉIAS


Muitos candidatos, e poucas idéias. Num momento em que o País vive uma de suas maiores crises da História, impressiona o número excessivo de candidatos que aspiram a um mandato presidencial. Tem de tudo: ex-presidente corrupto condenado, deputado homofóbico, ex-presidente impichado, candidata insistente, animador de auditório na TV. Até agora, nenhuma proposta consistente partiu da boca de algum deles. Talvez a razão principal para essa multiplicidade de nomes esteja na deterioração dos partidos políticos após as denúncias da Lava Jato.  O fato é que nenhum deles entusiasma  o eleitor, o que  as pesquisas comprovam, com um grande número de indecisos. É claro que ainda é cedo para se fazer uma avaliação conclusiva, mas, pelo andar da carruagem, haverá um grande número de votos nulos ou brancos, dada a desilusão do  eleitor com a política. Essas mesmas pesquisas mostram que a população considera a corrupção, o desemprego e a violência – não exatamente nessa ordem –   os principais problemas do País. Enfrentar essas e outras questões prementes exigirá do eleito uma grande poder de liderança, decisões firmes, relacionamento ético com o Congresso e capacidade de comunicação com a sociedade  sobre  a importância de suas decisões administrativas, populares ou não. A reforma da Previdência é prioridade – não essa meia sola do Temer -, e caberá ao futuro presidente  dialogar com a sociedade  sobre a sua necessidade e  urgência. Outras reformas, populares ou não, terão que ser enfrentadas. Infelizmente, não enxergamos nos pretensos candidatos nenhum que tenha vocação para estadista, que é o que a situação do  Brasil está a exigir. Alguns, como Alckmin, Ciro e Marina são velhos conhecidos, com vocação para perdedores. Outros,  como Bolsonaro e Luciano Huck, até agora aparentam um total desconhecimento sobre as funções que pretendem exercer. O atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, poderia ser uma boa opção não fosse o fato de estar ligado a Temer e sua quadrilha. É de desanimar, mas sejamos otimistas.

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

UM GOVERNO SOB SUSPEIÇÃO


Cristiane Brasil é o retrato pronto e acabado do atual governo. É apenas mais uma peça no tabuleiro de um ministério formado por políticos suspeitíssimos, sob graves acusações de má conduta pública. O próprio presidente Temer foi alvo de duas ações da PGR, e só escapou do processo no STF por conta de uma série de acordos espúrios com a Câmara dos Deputados. Em troca o presidente entregou aos partidos grande fatia dos ministérios. Tornou-se refém desses partidos e de seus donos, como Roberto Jefferson, pai da problemática deputada que foi indicada para o Ministério do Trabalho, mesmo condenada pela Justiça do Trabalho. O atual governo é fraco. O que salva  é a sua equipe econômica, que vem conduzido o País a uma situação de normalidade e de recuperação. É a estabilidade econômica que tem levado Temer e seus companheiros a atravessar a pinguela", nas palavras de Fernando Henrique. Não fosse esse fato, e o governo Temer já teria sucumbido

quarta-feira, janeiro 31, 2018

A LAVA JATO NÃO MORREU


Setores do meio político e da imprensa insinuam, porque assim desejam, que a Lava Jato está chegando ao seu final. A condenação de Lula teria sido o coroamento solene do encerramento da operação. Apesar da sofreguidão dos que querem que as investigações parem por aqui, não acredito que aconteça, pois ainda há muito por fazer. Figuras importantes da política e do empresariado foram devidamente investigadas e punidas, é verdade. Mas se trata de uma parcela ainda insignificante, diante do tamanho que a corrupção tomou, atingindo todos os níveis dos três poderes da República. Muitos foram castigados,. é verdade, mas outros tantos permanecem impunes, zombando do povo e usi-ufruindo das benesses que dinheiro público pode conceder. O STF, sob cuja responsabilidade estão atribuídos os processos de políticos com foro privilegiado, permanece inerte. Grande parte do governo Temer, incluindo o próprio presidente, está nas mãos do Supremo, mas os processos não caminham. Talvez porque exista uma convivência tácita entre alguns membros do Tribunal - leia-se Gilmar Mendes   - e políticos suspeitos. Uma segunda parte da Lava Jato está por começar. E nela o eleitor brasileiro terá participação fundamental, se assumir o compromisso de não reeleger políticos sub judice. Longe dos tribunais superiores, e com foro na primeira instância, eles finalmente vão ter que responder pelos crimes praticados. Cumprida essa tarefa, aí sim poderemos falar no fim da Lava Jato.

sexta-feira, janeiro 26, 2018

CASO DE PSIQUIATRIA


O PT está deixando de ser um caso de política e de polícia para se tornar um caso de psiquiatria. As recentes declarações de seus líderes comprovam que os vermelhos parecem ter perdido o senso da realidade. Entre eles está o presidente do partido em São Paulo, Luiz Marinho. O ex-ministro do Trabalho do governo Lula cometeu a insanidade de afirmar que o que ele chama de perseguição do judiciário a Lula pode gerar uma "revolta das massas, de difícil controle". Em que país vive Marinho? A que "massas" ele se refere? A população brasileira, pacífica e ordeira, continua a sua rotina diária, a maioria demonstrando apoio às decisões do judiciário, no caso do ex-presidente. Lula e seus apoiadores esperavam grandes multidões nas ruas em solidariedade ao petista, mas o que se viu foi a minguada presença do mesmo público de sempre, a maioria conduzida sob a promessa de muita mortadela e alguns trocados. Acorda, PT.

quinta-feira, janeiro 25, 2018

CONDENADO,NÃO CANDIDATO





Me surpreende o fato de a mídia brasileira ter entrado na onda da politização do crime - criação do PT- e estar concedendo mais espaço para considerações sobre a possibilidade de Lula permanecer, ou não, candidato. Esse dilema nem deveria estar a ser discutido. O foco da imprensa está equivocado na medida em que estamos tratando de um criminoso condenado por dois tribunais, sendo que no segundo por unanimidade. Aventar a possibilidade da candidatura Lula, no estágio atual de sua situação penal, é contraproducente, e só interessa ao petismo. Lula é um condenado a doze anos prisão, e é impossível a qualquer cidadão, na mesma situação, ter idênticas pretensões. O destino mais provável do ex-presidente é a cadeia, e é sobre isso que deveriam estar ocorrendo os debates. O petista tem todo o direito de recorrer da decisão do TRF- 4 quanto a sua condenação, mas não pode continuar a conturbar o quadro político e a próxima campanha eleitoral com sua insistência em voltar a presidência sob o único propósito de se livrar da prisão.Os recursos aos tribunais superiores poderão até lhe conceder uma diminuição da pena, e a prisão domiciliar, mas jamais lhe concederão o direito a se candidatar. A não ser que a Lei da Ficha Limpa seja solenemente rasgada.
Aí seria a desmoralização total da Justiça.

terça-feira, janeiro 23, 2018

A POLITIZAÇÃO DO CRIME





Ao contrário da afirmação petista de que estaria ocorrendo uma "judicialização da política", o que de fato está a ocorrer é a politização do crime. Lula insiste em dar aos seus crimes o caráter de perseguição política, o que todas as evidências desmentem. O petista está sendo processado e julgado dentro da dos parâmetros legais, com amplo direito de defesa, em razão de graves crimes por ele praticado durante e após os seus mandatos. Não se poderá atribuir a ele a condição de condenado político, pois isso só seria possível se o País estivesse sob ditadura, com a quebra das instituições democráticas, tal como acontece na Venezuela do seu amigo Maduro.Lula está sendo julgado dentro da mais absoluta ordem jurídica e democrática. O chororô petista só tem sentido na medida em que, afastado da política por força de duas condenações, seu chefe levará para o ostracismo grande parte de seus companheiros e militantes. Pois o PT não sobreviverá à morte política de seu guia.

quarta-feira, janeiro 17, 2018

CORTINA DE FUMAÇA



O que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirma a respeito do presidente do TRF 4 poderia perfeitamente ser aplicado a ela própria e ao seus comandados. Pois os petistas, em desespero de causa, não têm feito outra coisa nós últimos dias do que agredir verbalmente e tumultuar, numa tentativa de intimidar os juízes que julgarão o seu chefe. Os vermelhos tentam desconstruir a verdade dos autos e fazer de Lula um herói, vítima de uma grande conspiração da "direita golpista". Argumentam que toda essa "trama" foi urdida para impedir a candidatura de Lula. Argumento falacioso - mais um - que não se sustenta. A candidatura do petista foi lançada depois que os processos contra ele já estavam em andamento. Ou seja, foi Lula e seus asseclas que inventaram essa candidatura para, usando a expressão de Gleisi Hoffmann , lançar uma cortina de fumaça sobre as graves acusações que pesam sobre ele, e tentar escapar do inevitável.